Meditações Diárias | 28 de Maio | J.C. Philpot

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❝ Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação.❞ (Salmos 106:4)

Como um homem é levado e ensinado a desejar ser “visitado com” a salvação de Deus? Ele primeiro deve saber algo sobre a condenação. A salvação só é adequada para os condenados. “O Filho do homem veio para buscar e salvar o que estava perdido”, e portanto, a salvação só serve para os perdidos. Um homem deve estar perdido – completamente perdido – antes que possa valorizar a salvação de Deus. E como ele está perdido? Ao perder toda a sua religião, toda a sua justiça, toda a sua força, toda a sua confiança, todas as suas esperanças, perdendo tudo o que é da carne; perdendo-a por ser tirada dele e removida pela mão de Deus.

Um homem que é levado a este estado de total miséria e completa falência –  tornando-se nada, tendo nada, sabendo de nada –  ele é o homem que nas vigílias da noite, em suas horas solitárias, ao lado de sua lareira, e às vezes, de noite e de dia, está chorando, gemendo, implorando, suplicando, buscando e orando pela manifestação da salvação de Deus à sua alma. “Visita-me com a tua salvação”.

Tal homem carece de uma visita de Deus; ele precisa que Deus venha morar com ele, tome sua morada em seu coração, visite-o, manifeste-Se e revele-se, sente-se com ele, coma com ele, ande com ele e habite nele como o seu Deus. E uma alma vivificada não consegue ficar satisfeita com algo menos do que isso. Tal pessoa precisa de uma visitação de Deus. É pouco proveitoso ler na palavra de Deus o que Deus fez aos Seus santos na antiguidade; tal pessoa carece de algo para si mesma, algo que faça bem à sua alma; precisa de algo com o que possa se alegrar, revigorar, consolar, ser abençoado e obter proveito, remover os seus fardos e aquietar a sua alma. E, portanto, tal pessoa necessita de uma visitação – que a presença e poder, a misericórdia e o amor de Deus visitem a sua alma.

 

Título original: Daily Portions — Via: GraceGems.org: • Traduzido e publicado com permissão. Tradução por Juliana e Ana Beatriz Oliveira Meninel • Revisão por Camila Rebeca Teixeira