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A Confissão De Fé Batista de 1689

A Confissão De Fé Batista de 1689







Uma Palavra dos Editores


A fé é a base da alegria verdadeira. O Objeto da Verdadeira Fé Evangélica é o Senhor Jesus Cristo, segundo as Escrituras testificam.

Muito louvamos ao e nos alegramos no Senhor por nos conceder fazer esta publicação e por meio dela dar testemunho de nossa Fé no que seja o puro ensino das Escrituras Sagradas e da Santíssima Fé que uma vez foi dada aos santos.

Estamos profundamente tomados de um sentimento de solenidade e temor reverente, doce resolução e firmeza.

“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.” (2 Coríntios 3:12)

William Teixeira e Camila Almeida
EC, 28 de agosto de 2014.

 



Confissão de Fé Batista de Londres de 1677/1689


Desenvolvida pelos Anciãos e Irmãos de muitas Congregações de Cristãos (batizados sobre profissão de sua fé) em Londres e no País.

“Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10:10).


CONTEÚDO

Títulos dos Capítulos

Apresentação

A Confissão de Fé Batista

Declaração Final e Signatários

 

TÍTULOS DOS CAPÍTULOS

01. Sobre as Sagradas Escrituras

02. Sobre Deus e a Santíssima Trindade

03. Sobre os Decretos de Deus

04. Sobre a Criação

05. Sobre a Divina Providência

06. Sobre a Queda do Homem, o Pecado e o Castigo Desse

07. Sobre a Aliança de Deus

08. Sobre Cristo, o Mediador

09. Sobre o Livre-Arbítrio

10. Sobre o Chamado Eficaz

11. Sobre a Justificação

12. Sobre a Adoção

13. Sobre a Santificação

14. Sobre a Fé Salvífica

15. Sobre o Arrependimento Para a Vida e Salvação

16. Sobre as Boas Obras

17. Sobre a Perseverança dos Santos

18. Sobre a Segurança da Graça e da Salvação

19. Sobre a Lei de Deus

20. Sobre o Evangelho e a Extensão de Sua Graça

21. Sobre a Liberdade Cristã e a Liberdade de Consciência

22. Sobre o Culto Religioso e o Dia do Senhor

23. Sobre os Juramentos Lícitos e Votos

24. Sobre o Magistrado Civil

25. Sobre o Matrimônio

26. Sobre a Igreja

27. Sobre a Comunhão dos Santos

28. Sobre o Batismo e a Ceia do Senhor

29. Sobre o Batismo

30. Sobre a Ceia do Senhor

31. Sobre o Estado do Homem Após a Morte, e a Ressurreição dos Mortos

32. Sobre o Juízo Final

 

APRESENTAÇÃO


“Pensei ser correto reimprimir em uma forma econômica esta excelente lista de doutrinas, que foram subscritas por Ministros Batistas no ano de 1689. Nós precisamos de um estandarte pela causa da verdade; pode ser que este pequeno volume ajude a causa do glorioso Evangelho, testemunhando claramente quais são as suas principais doutrinas... Que o Se-nhor em breve restaure à Sua Sião a pura linguagem e que os seus vigias vejam olho a olho”. Assim escreveu o jovem C. H. Spurgeon, então no segundo ano de seu ministério em New Park Street Chapel, Southwark, em um prefácio dirigido a toda a família da fé, que se alegra nas doutrinas gloriosas da livre graça com o qual ele prefaciou esta Confissão quando ele a publicou em outubro de 1855.


A própria Confissão foi compilada pela primeira vez pelos Anciãos e Irmãos de muitas congregações de Cristãos, batizados mediante a sua profissão de fé, em Londres e no País (como eles se descreveram na ocasião) no ano de 1677. Ela baseou-se, e extraiu a sua inspiração da Confissão elaborada pela Assembleia de Teólogos de Westminster numa geração anterior, e na verdade só difere dela em seu ensinamento sobre tais assuntos, como o Batismo, a Ceia do Senhor e governo da igreja, sobre os quais, dentre as igrejas Reformadas, os Batistas diferem dos Presbiterianos. Por medo de perseguição, os compiladores da Confissão de 1677 não assinaram seus nomes, mas quando, em setembro de 1689, depois da revolução do ano anterior, os Ministros e Mensageiros das igrejas puderam se encontrar em tempos mais pacíficos, trinta e sete deles, incluindo todos os ministros Batistas mais eminentes da época, assinaram os seus nomes para a recomendação que circulou entre as igrejas. Depois disso, entre 150 e 200 anos, esta permaneceu a Confissão de Fé definitiva das igrejas Batistas Particulares (ou Calvinistas) da Inglaterra e País de Gales.

O Sr. Spurgeon, todavia, quando republicou esta confissão, não meramente a prefaciou com certas palavras de recomendação geral. Ele também dirigiu à sua própria igreja em New Park Street algumas palavras práticas de conselhos sobre como eles deveriam usar a Confissão. Estas ainda hoje são relevantes.

 

“Este pequeno volume”, ele escreveu, “não é emitido como uma regra autoritativa, ou código de fé, pelo que vocês devem ser constrangidos, mas como uma ajuda para vocês em controvérsia, uma confirmação na fé, e um meio de edificação na justiça. Aqui os membros mais jovens da nossa igreja terão um Corpo de Teologia, que servirá como uma pequena bússola, e por meio de provas bíblicas, estarão prontos para dar a razão da esperança que há neles.


Não se envergonhem de sua fé; lembrem-se que este é o antigo Evangelho dos mártires, confessores, reformadores e santos. Acima de tudo, é a verdade de Deus, contra a qual todas as portas do inferno não prevalecerão. Deixem suas vidas adornarem a sua fé, deixem o seu exemplo enfeitar o seu credo. Acima de tudo, vivam em Cristo Jesus, e andem nEle, não crendo em nenhum ensinamento, senão no que é manifestamente aprovado por Ele, e de propriedade do Espírito Santo. Apeguem-se fortemente à Palavra de Deus que está aqui mapeada para vocês”.


Esta nova edição da Confissão é enviada como um empreendimento privado por um pequeno grupo de Batistas que estão convencidos de que eles têm uma mensagem para esta geração e acreditam que sua publicação está muito atrasada. Eles esperam que ela conseguirá uma ampla circulação entre as igrejas, e receberá o estudo atento que eles acreditam que será ricamente recompensado.

Na Inglaterra durante 1630 e 1640 Congregacionais e Batistas Calvinistas surgiram a partir da Igreja da Inglaterra. Sua inicial existência foi marcada por ciclos repetidos de perseguição nas mãos da religião estabelecida pela coroa e pelo Parlamento. O infame Código Clarendon foi adotado em 1660 para esmagar toda a dissidência da religião oficial do Estado. Períodos de aplicação rigorosa e intervalos de relaxamento destes atos coercitivos assombraram Presbiterianos, Congregacionais e Batistas, semelhantemente.

Presbiterianos e Congregacionais, embora menos do que os Batistas, sofreram sob este assédio. Não pouca razão para o seu relativo sucesso em resistir à tirania do governo era a sua frente unida de acordo doutrinário. Todos os Presbiterianos permaneciam com sua Confissão de Westminster de 1646. Os Congregacionais adotaram praticamente os mesmos artigos de fé, na Confissão de Savoy de 1658. Sentindo a substancial unidade deles com os pedobatistas, sofrendo sob a mesma cruel injustiça, Batistas Calvinistas se reuniram para publicar sua substancial harmonia com eles na doutrina.

Uma carta circular foi enviada às igrejas Batistas, especialmente na Inglaterra e no País de Gales, pedindo que cada assembleia enviasse representantes para uma reunião em Londres, em 1677. Uma Confissão conscientemente modelada à Confissão de Fé de Westminster foi aprovada e publicada. Esta, desde então, nasceu com o nome da Segunda Confissão de Londres. A primeira Confissão de Londres fora emitida por sete congregações Batistas de Londres, em 1644. Esse primeiro documento tinha sido elaborado para distinguir Batistas Calvinistas recém-organizados dos Batistas Arminianos e dos Anabatistas. Porque esta segunda Confissão de Londres foi elaborada em horas sombrias de opressão, foi emitida de forma anônima.

O prefácio da publicação original de 1677, diz em parte: “[...] Há agora muitos anos desde que muitos de nós... nos percebemos sob uma necessidade de publicar uma Confissão de nossa fé, para a informação e satisfação dos que não entenderam completamente quais são os nossos princípios, tendo entretido preconceitos contra a nossa profissão... Esta foi desenvolvida, primeiramente, em meados de 1643, em nome de sete congregações então reunidas em Londres...” (Esses primeiros Batistas estavam conscientes de que a Confissão Batista Calvinista de 1644 antecedeu a Confissão Presbiteriana de 1646 e a Confissão Congregacional de 1658).
 

“Porquanto esta Confissão não deve agora ser considerada pouco relevante; e também muitos outros têm, desde então, abraçado a mesma verdade que está contida nela; julgou-se necessário por nós que nos uníssemos em dar um testemunho ao mundo de nossa firme adesão a esses princípios salutares...”.