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A Igreja de Jesus Cristo - Esboço do Capítulo 26: Sobre a Igreja, da Segunda Confissão de Fé Batista de 1689, por Tom Ascol

A Igreja de Jesus Cristo - Esboço do Capítulo 26: Sobre a Igreja, da Segunda Confissão de Fé Batista de 1689, por Tom Ascol








Introdução:

Há dois problemas que afligem muito a igreja de Jesus Cristo no mundo de hoje. Primeiro, a generalizada falta de vitalidade espiritual que caracteriza muitas congregações. Embora existam exceções óbvias, o liberalismo, o humanismo, o modernismo e o pós-modernismo desempenharam o seu papel ao serviço dos nossos arqui-inimigos declarados: o mundo, a carne e o diabo.

Além da falta de espiritualidade há o baixo conceito que muitos hoje em dia entretêm a respeito da igreja de Cristo. Isto é verdade não só do mundo em geral (o que já é esperado), mas também dos Cristãos professos. Muitas organizações paraeclesiásticas despertam mais o respeito e a lealdade dos Cristãos do que a igreja. A adesão à Igreja é cada vez mais considerada irrelevante, se não totalmente antibíblica. Muitos Cristãos pensam que podem seguir fielmente a Cristo por conta própria ou ao mesmo tempo estarem apenas tangencialmente associados a uma igreja.

Diante dessas realidades, a necessidade de reexaminar o que a Escritura ensina sobre o papel da igreja é de vital importância. Um guia útil nesse processo é o capítulo 26 da Segunda Confissão de Fé de Londres.

Os primeiros quatro parágrafos deste capítulo descrevem a igreja de Jesus Cristo através da história e em todo o mundo. Depois de afirmar o que o Novo Testamento ensina sobre a igreja universal, a confissão desloca seu foco para as expressões locais do corpo de Cristo que são comumente chamadas de igrejas locais. A maior parte do capítulo (onze parágrafos) é dada a este assunto, o que é muito apropriado, uma vez que a maior parte do ensino do Novo Testamento se centra na igreja local.

A doutrina da igreja local pode ser considerada sob cinco grandes categorias de ensino do Novo Testamento.

I. A Origem de uma Igreja Local (parágrafo 5):
 

Na execução deste poder com que Ele é assim confiado, o Senhor Jesus chama do mundo para Ele mesmo, através do ministério de Sua Palavra, por meio de Seu Espírito, aqueles que são dados a Ele por Seu Pai,9 para que eles possam andar diante dEle em todos os caminhos da obediência, os quais Ele prescreveu em Sua Palavra.10 Àqueles que assim são chamados, Ele ordena que andem juntos, em comunidades particulares, ou igrejas, para a sua mútua edificação, e para a devida realização do culto público, que Ele requer deles, no mundo.11 (9 João 10:16; João 12:32 • 10 Mateus 28:20 • 11 Mateus 18:15-20).


A. Jesus Cristo é o único “plantador de igrejas”.

1. Ele chama as pessoas de “fora do mundo” para Si mesmo (João 10:16).

a. Este é o chamado à salvação.

b. Ele faz isso por meio de Sua Palavra e Espírito (através da proclamação do Seu Evangelho, isto é, o chamado eficaz (veja o capítulo 10 da Confissão).

2. Ele chama os eleitos (“aqueles que são dados a Ele por Seu Pai”) a uma vida de obediência. Mateus 28:20: “ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho ordenado”.

3. Ele ordena que os crentes vivam juntos em igrejas locais (“comunidades particulares”).

a. Este (uma igreja local) é o contexto em que os crentes devem ser ensinados a “observar...”.

b. Mateus 18:15-20 — Jesus instrui uma igreja local sobre como corrigir um membro impenitente.

c. Este entendimento é demonstrado pelo trabalho dos apóstolos no Livro de Atos.

1) Eles pregaram; reuniram convertidos em igrejas — Atos 17:3,4; 1Tessalonicenses 1:1.

2) Eles nomearam líderes nas igrejas para cumprirem o ministério de ensino — Atos 15:3,4,22; 1Tessalonicenses 4:12.

B. A igreja local é indispensável para a grande comissão — Os crentes não podem ser ensinados a observar tudo o que Cristo ordenou fora de um contexto de fidelidade a uma igreja local.


II. A Composição de uma Igreja Local (parágrafo 6):
 

Os membros dessas igrejas são santos por chamamento, manifestando visivelmente e evidenciando (na e pela sua profissão e caminhar) a sua obediência a esse chamado de Cristo;12 e voluntariamente consentem em caminhar juntos de acordo com a designação de Cristo, entregando-se a si mesmos ao Senhor, e uns aos outros, pela vontade de Deus em sujeição às ordenanças do Evangelho.13 (12 Romanos 1:7; 1Coríntios 1:2 • 13 Atos 2:41-42, 5:13-14; 2Coríntios 9:13).


A. Os membros devem ser convertidos — “santos por chamamento”.

1. Discípulos; aqueles que receberam o Evangelho.

2. Batizados — evidência de seu discipulado, entregando-se ao Senhor pela vontade de Deus “em sujeição às ordenanças do Evangelho”.

B. Os membros voluntariamente se unem — “voluntariamente consentem em caminhar juntos”.

1. Não por ordem estatal.

2. Não por hereditariedade (ou seja, linhagens).

C. Os membros fazem aliança — “entregando-se a si mesmos ao Senhor, e uns aos outros...”.

1. Compromisso mútuo entre si.

2. Concordam em servir ao Senhor juntos — Atos 2:41-42 exemplifica este espírito e compromisso (veja Atos 4: 33-35).


III. A Autoridade de uma Igreja Local (parágrafo 7):
 

Para cada uma dessas igrejas assim reunidas, de acordo com Sua mente declarada em Sua Palavra, Ele tem dado todo aquele poder e autoridade, que é em toda forma necessário para a sua realização naquela ordem no culto e disciplina, que Ele instituiu para que eles observem, com ordens e regras para o devido e correto exercício e execução desse poder.14 (14 Mateus 18:17-18; 1Coríntios 5:4-5, 5:13; 2Coríntios 2:6-8).


A. Jesus Cristo investe Sua própria autoridade em uma igreja devidamente organizada e biblicamente ordenada. Isto é visto em Mateus 18:18-20; 1Coríntios 5:1-13 (especialmente vv. 4-5)... [CONTINUA... BAIXE O E-BOOK = ]