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A Interpretação das Escrituras • Cap. 13 • A. W. Pink

A Interpretação das Escrituras • Cap. 13 • A. W. Pink




Capítulo 13

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19. O uso que o Espírito Santo faz das palavras. A interpretação correta de muitas passagens somente pode ser satisfatoriamente estabelecida por uma cuidadosa investigação de como os seus termos são usados pelos escritores canônicos, pois muitos deles possuem uma aplicação totalmente diferente de seus significados encontrados no dicionário. A significação das palavras das Sagradas Escrituras não deve ser determinada pela sua etimologia, nem pelo sentido que lhes cabe nos escritos clássicos, mas sim pela sua utilização efetiva nas Escrituras em hebraico e grego — com a ajuda da versão Septuaginta. Cada termo deve ser definido em harmonia estrita com o sentido que lhe é dado na própria Palavra. É porque o leitor médio da Bíblia interpreta muito de sua linguagem de acordo com a forma como a mesma é utilizada comumente por seus companheiros que ele tem um conceito inadequado, e muitas vezes degradante, de suas expressões. A concordância o ajudará muito mais do que o dicionário. Considere a palavra “castigo”. Nos lábios humanos significa punir, mas esse está longe de ser o seu significado quando lemos sobre Deus usando a vara sobre Seus filhos, até mesmo “correção” está muito aquém. Paideia é apenas outra forma de paidon, que significa “crianças” (João 21:5). É possível ter um vislumbre da conexão direta que existe entre “discípulo” e “disciplina”; é igualmente evidente no grego a relação entre o “castigo” e a “criança” — disciplina de filho expressa isto com mais precisão (Hebreus 12:7).

Considere a grande verdade e glorioso privilégio da adoção. Provavelmente não exagero dizer que apenas uma pequena porcentagem de Cristãos tem qualquer conceito bíblico sobre a adoção. Nos assuntos humanos, refere-se a um procedimento através do qual um menino ou menina que não estava sob a guarda de um homem e uma mulher se torna legalmente seu filho. A partir disso, conclui-se com base no sacrifício expiatório de Cristo e na obra da regeneração do Espírito que pessoas que anteriormente não tinham qualquer relação com Deus, então, tornam-se Seus filhos. Tal ideia não é apenas grosseira, mas totalmente errada. João 11:52 deixa bem claro que Cristo morreu por Seu povo sob a consideração de serem filhos de Deus, e não de modo a se tornarem filhos de Deus; assim tanto os hebreus no Egito (Êxodo 5) quanto os gentios em Corinto (Atos 18:10) foram considerados por Deus como pertencentes a Ele próprio antes do que os primeiros fossem resgatados e os últimos tivessem o Evangelho pregado a eles. “E, porque sois filhos [e não para torná-los assim], Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4:6). O Espírito é dado para vivificar, para comunicar a natureza de filhos e para nos revelar a nossa união com Cristo.

A bênção inestimável da adoção foi concedida ao eleito pela predestinação, sendo o desígnio de Deus nela torná-los Seus filhos, por um ato de Sua pura vontade soberana: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5). Assim, não é nem o que Cristo fez por eles, nem o que o Espírito opera neles que os torna filhos de Deus. A adoção se refere àquele estado de graça a que os eleitos são levados em virtude de sua união com Cristo. É uma lei de filiação em exercício, em e através do Filho, Deus os designa à união e comunhão com Ele. A adoção transmite o direito legal de todas as bênçãos que desfrutamos tanto aqui quanto no porvir. “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Romanos 8:16-17). Como a santidade é o que nos capacita para o Céu, a adoção ou filiação transmite o direito ao Céu. “A adoção não tanto designa a bênção em si preparada na predestinação divina, ou a graça recebida no chamado eficaz, quanto a herança que é concedida aos santos, sim, a glória celestial; veja Romanos 8:23” (John Gill).

Os eleitos foram dados a Cristo antes da fundação do mundo na relação de filhos: “Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu” (Hebreus 2:13) será Sua própria exclamação triunfante no último dia, e nenhum deles será perdido. É bem verdade que pela Queda eles ficaram separados de Deus e, portanto, havia necessidade dEle ser reconciliado com eles e eles com Ele; eles se tornaram mortos em delitos e pecados, e, portanto, necessitavam ser vivificados para andarem em novidade de vida. Mas observe cuidadosamente como Gálatas 4:4-5 afirma que: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os [previamente dEle] que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”, e porque éramos os tais, o Espírito nos foi dado. A declaração de adoção foi feita pela primeira vez na predestinação (Efésios 1:5), depois em Cristo, e, em seguida, no crente. Como o Puritano Stephen Charnock tão sucintamente afirmou: “A adoção nos dá os privilégios de filhos, e a regeneração, a natureza de filhos. A adoção nos coloca em um relacionamento com Deus como Pai, a regeneração opera em nós a imagem do Pai. A regeneração nos faz relativamente Seus filhos, conferindo um poder ou direito (João 1:12); a adoção nos faz formalmente Seus filhos, por transmitir um princípio (1 Pedro 1:23). Por meio da regeneração, somos conformados à imagem divina; pela adoção, somos feitos participantes da mesma”.

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mateus 5:17). Essa foi uma declaração importante, e uma correta compreensão da mesma é essencial, particularmente quanto ao significado exato da sua palavra final. Determinados a negar a todo custo a verdade evangélica que Cristo cumpriu a lei por uma obediência vicária em favor de Seu povo, os Socinianos insistem que nessa passagem “cumprir” significa completar ou preencher completamente. Mas essa definição é completamente arbitrária, e é refutada pela regra da interpretação que agora estamos ilustrando. Como o erudito Smeaton apontou:

 

Nenhum exemplo de tal uso pode ser dado quando o verbo é aplicado a uma lei ou a uma demanda expressa contida no espírito da lei: caso em que uniformemente significa “cumprir”. Assim é dito: “quem ama o próximo cumpriu [ou seja, guardou] a lei” (Romanos 13:8). O uso inflexível da linguagem governa o sentido em tal frase, no sentido de que Cristo deve ser entendido como dizendo que Ele não veio para preencher ou completar a lei por elementos adicionais, mas para cumpri-la por ser feito segundo a lei. Em segundo lugar, “preencher” é inadmissível enquanto aplicado ao segundo termo ou objeto do verbo: Cristo não veio para preencher ou expor os profetas, mas simplesmente para cumprir suas predições. Sempre que a palavra usada aqui é aplicada a qualquer questão profética, sempre é encontrada em tal contexto que só pode significar “cumprir”, e, portanto, não devemos nos desviar sua significação constante. Em terceiro lugar, o verso 18 deve ser considerado como dando uma razão para a declaração feita no verso 17. Mas, que tipo de razão seria dada se devêssemos considerar os versos ligados assim: “Eu vim para preencher ou completar a lei, pois em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til de modo algum passará da lei, até que tudo seja ‘cumprido’?”.

 

Além disso, deve ser cuidadosamente notado que o termo cumprir foi aqui colocado por Cristo em antítese direta a “destruir”, o que determina ainda mais o seu alcance e significado, pois destruir a lei não é esvaziá-la do seu significado, mas revogá-la ou anulá-la. Assim, “cumprir” deve ser considerado em seu sentido simples e natural, no sentido de realizar o que a Lei e os Profetas requeriam, confirmá-los, fazer bem o que eles exigiram e anunciaram. A lei só pode ser cumprida por uma perfeita obediência sendo prestada a ela.

O que acaba de ser posto diante de nós leva-nos a apontar que a única forma segura e satisfatória de resolver o velho conflito entre teólogos Protestantes e Papistas quanto ao fato da palavra “justificar” significar tornar justo ou declarar justo é verificar como o termo é usado pelos escritores canônicos, pois um apelo às Sagradas Escrituras não deixa a menor dúvida sobre a questão. Em primeiro lugar, quando nós somos ditos “glorificar a Deus” nós não Lhe prestamos glória, mas anunciamos que Ele é glorioso. Quando somos convocados a santificar ao Senhor Deus em nossos corações (1 Pedro 3:15), não O tornamos santo, mas apenas afirmamos que Ele é santo. Do mesmo modo, quando é dit:o “para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares” (Salmos 51:4), a intenção disso é que Ele seja pronunciado justo em Seus vereditos judiciais. Em nenhum desses casos há a menor ambiguidade ou incerteza, em nenhum há qualquer transformação operada no Objeto do verbo, pois sugerir isso seria terrível blasfêmia. Quando a sabedoria é dita ser “justificada por seus filhos” (Mateus 11:19), obviamente, isso significa que ela é vindicada por eles. Assim a palavra justificar também não tem qualquer intenção diferente quando é aplicada à aceitação do pecador diante de Deus.

Em segundo lugar, deve ser notado que em muitas passagens a justificação é colocada em oposição à condenação. O significado de um termo é muitas vezes percebido por avaliar aquele que é colocado em oposição a ele, assim como “destruir” é oposto a “cumprir” em Mateus 5:17. “Quando houver contenda entre alguns, e vierem a juízo, para que os julguem, ao justo justificarão, e ao injusto condenarão” (Deuteronômio 25:1). “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, tanto um como o outro são abomináveis ao Senhor” (Provérbios 17:15). “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37). Assim, o sentido forense do termo é definitivamente estabelecido, pois nessas e em outras passagens duas sentenças judiciais são mencionadas, as quais são exatamente o oposto uma da outra. Como condenar um homem “não é torna-lo injusto”, mas é simplesmente o pronunciamento de uma sentença adversa contra ele, assim justificar não é realizar qualquer aperfeiçoamento moral em seu caráter, mas é simplesmente declará-lo justo. A palavra ainda é explicada por Romanos 3:19-20: “...para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja [declarado] condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele”, onde culpa e não-justificação são sinônimos.

Mas, em todas as gerações Satanás e seus agentes têm trabalhado para fazer com que os homens acreditem que quando a Escritura fala sobre Deus justificando pecadores, isso significa tornar os homens justos por meio de algo que é infundido neles, ou algo produzido por eles; desonrando assim a Cristo. Os primeiros capítulos de Romanos são dedicados a uma exposição dessa importantíssima verdade. Em primeiro lugar, é mostrado que “não há nenhum justo” (3:10), ninguém atende aos requisitos da lei. Em segundo lugar, Deus providenciou uma justiça perfeita em e por meio de Cristo, e isso é revelado no Evangelho (1:16-17, 3:21-22). Em terceiro lugar, essa justiça ou obediência vicária de Cristo é imputada ou contada como sendo daqueles que creem (4:11,24). Em quarto lugar, uma vez que Deus creditou ao pecador que creu o cumprimento da lei por seu Substituto, o pecador é justificado (5:1,18). Em quinto lugar, portanto, ninguém pode intentar qualquer acusação contra aquele que é assim justificado (8:33). Assim, o pecador crente pode exclamar jubilosamente: “No Senhor há justiça e força” (Isaías 45:24). “Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça” (Isaías 61:10). “Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela” (Salmos 71:16).

Muitos supõem quando leem sobre a “presciência” de Deus (Atos 2:23; 1 Pedro 1:2) que a expressão significa simplesmente Seu conhecimento de antemão. Mas a presciência de Deus significa muito mais, expressando certeza infalível, porque ela se baseia em Seu decreto eterno. Deus prevê o que ocorrerá porque Ele determinou o que ocorrerá. Na sua forma verbal a palavra é de fato traduzida como “preordenou” em vez de “conheceu de antemão” em 1 Pedro 1:20. Alguns Arminianos, em sua oposição inveterada à verdade, têm insistido que a palavra “eleito” significa uma pessoa superior ou excelente, ao invés de alguém escolhido, apelando para Cristo ser chamado de “o eleito” de Deus em Isaías 42:1. Mas o Espírito Santo antecipou e refutou essa distorção miserável por definir o termo em Mateus 12:18 (onde Ele cita Isaías 42:1), “Eis o meu servo, a quem escolhi”. Marcos 13:20, define o significado de “eleito” de uma vez por todas: “por causa dos eleitos, a quem Ele escolheu”.

No discurso comum “príncipe” significa aquele que é inferior ao rei, mas não quando Cristo é chamado de “o Príncipe da paz” e “o príncipe da vida”, como resultado dEle ser o “Príncipe dos reis da terra” (Apocalipse 1:5). Muitos têm estado intrigados pela mostarda ter sido chamada de “maior das plantas” (Mateus 13:22), e o amor sendo maior do que a fé (1 Coríntios 13:13), quando na verdade a fé é a sua raiz, mas “maior” não significa maior em tamanho no primeiro caso, ou superior no último, porém o mais útil; os “melhores dons” de 1 Coríntios 12:31, e “maior” em 1 Coríntios 14:5, significam mais útil.

20. Distinguir entre coisas que diferem, pois se não o fizermos a Bíblia parecerá contradizer-se, e nossas mentes estarão em um estado de confusão desesperada. Se nós descuidadamente generalizarmos e confundirmos coisas diferentes, nós não somente formaremos uma concepção vaga delas, mas em muitos casos, conceberemos algo completamente errado. É muito necessário que o expositor atente diligentemente para essa regra, somente assim ele será capaz de dar a verdadeira explicação para muitos versos. Não somente é importante discriminar entre duas coisas diferentes, porém muitas vezes fazer distinções entre os vários aspectos do mesmo assunto. Considere, em primeiro lugar, a palavra “cuidado”. Em Lucas 10:41, encontramos nosso Senhor repreendendo Marta porque ela estava “ansiosa e afadigada com muitas coisas”, e Seu servo escreveu: “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado” (1 Coríntios 7:32); enquanto em Filipenses 4:6, os Cristãos são exortados a “não estejais inquietos por coisa alguma”. Por outro lado, somos exortados que não deve haver divisão na igreja local: “mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros” (1 Coríntios 12:25), e o apóstolo elogiou os santos penitentes pelo “cuidado” deles e expressou a sua própria preocupação com seu bem-estar lhes falar sobre o “nosso cuidado” por eles (2 Coríntios 7:11-12). Assim, há um “cuidado” que é proibido e um cuidado que é necessário. O primeiro é uma solicitude piedosa e moderada, que conduz à vigilância e à diligência sacrificial no desempenho do dever; o outro é um cuidado destrutivo e excessivo que produz distração e preocupação.

De modo semelhante, devemos distinguir nitidamente entre dois tipos totalmente diferentes de temor: um que é adequado, espiritual e útil; o outro carnal, inútil e prejudicial. Os crentes são convidados a operar a sua própria salvação com temor e tremor (Filipenses 2:12), ou seja, com um temor consciente de desagradar Aquele que tem sido tão gracioso para com eles. Por outro lado, “o perfeito amor lança fora o temor” (João 4:18), ou seja, o medo servil que provoca tormento, aqueles pensamentos terríveis que nos fazem olhar adiante para o dia do juízo com consternação. Deus deve “ser reverenciado” (Salmos 89:7); ou seja, tido na mais alta estima e reverência, o deve coração profundamente impressionado com Sua Majestade, maravilhado com Sua santidade inefável. Quando lemos daqueles que: “Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus deuses” (2 Reis 17:33), significa por causa de um temor de Sua vingança, eles passaram a adorá-lO exteriormente, mas o amor de seus corações perversos foi colocado sobre os seus ídolos. Assim, um temor filial inspira gratidão e um desejo de agradar e honrar a Deus, mas um temor servil produz terror na mente por causa de uma consciência culpada, como foi o caso de Adão (Gênesis 3:9-10), e é assim agora com os demônios (Tiago 2:19). Um atrai a Deus, o outro afasta dEle; um leva à escravidão e ao desespero; o outro leva à humildade e promove o espírito de adoração.

A fim de compreender certas passagens é absolutamente necessário reconhecer que existe uma dupla “vontade” de Deus da qual fala a Escritura, pelo que não queremos dizer a Sua vontade decretiva e Sua vontade permissiva, pois em última análise, esta é uma distinção que não distingue, pois Deus nunca permite qualquer coisa que seja contrária ao Seu propósito eterno. Não, nós nos referimos à distinção muito real que existe entre a Sua vontade secreta e revelada, ou, como prefiro muito mais expressar isto, entre Sua predestinação e Sua vontade preceptiva. A vontade secreta de Deus consiste em Seus próprios conselhos que Ele não divulga a ninguém. Sua vontade revelada é feita conhecida em Sua Palavra, e é o que define o nosso dever e é o padrão de nossa responsabilidade. A grande razão por que eu deveria adotar uma certa conduta ou fazer uma determinada coisa é porque é a vontade de Deus que eu faça isso, e me revelou isso nas Escrituras, como a regra pela qual eu devo andar. Mas suponha que eu ajo em contrário à Sua Palavra e desobedeço, eu não contrariei a Sua vontade? Certamente. Então, isso significa que eu tenha frustrado o Seu propósito? Seguramente não, por esse é sempre realizado, não obstante a perversidade de Suas criaturas. A vontade revelada de Deus nunca é cumprida perfeitamente por qualquer um de nós, mas a Sua vontade secreta ou preordenada nunca é impedida por qualquer um (Salmos 135:6; Provérbios 21:30; Isaías 46:10).

O que acaba de ser referido acima é reconhecidamente um grande abismo, que nenhuma mente finita pode compreender totalmente. No entanto, a distinção citada deve ser feita, se não quisermos ser culpados de fazer as Escrituras se contradizerem. Por exemplo, passagens como as seguintes evidenciam a universalidade e invencibilidade da vontade de Deus que está sendo cumprida: “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará” (Jó 23:13). “Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou” (Salmos 115:3). “E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” (Daniel 4:35). “Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (Romanos 9:19). Por outro lado, passagens como as seguintes têm referência à vontade revelada ou preceptiva de Deus, que pode ser resistida pela criatura: “E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade...” (Lucas 12:47). “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tessalonicenses 4:3). “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5:18). A vontade secreta de Deus é o Seu propósito eterno e imutável a respeito de todas as coisas que Ele fez, e é operada por meio e através das agências que Ele designou para esta finalidade, e que não pode ser mais impedida por homens ou demônios mais do que eles podem impedir a sol de brilhar.
 


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