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A Interpretação das Escrituras • Cap. 19 • A. W. Pink

A Interpretação das Escrituras • Cap. 19 • A. W. Pink




Capítulo 19

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26. A origem das palavras. Uma enorme quantidade de tempo, pesquisa e estudo tem sido dedicado a isso, e os homens de grande erudição têm reunido os resultados de seu trabalho em volumes que são enormes e caros. No entanto, na opinião do escritor, esses estão longe de possuir aquele valor que tem sido muitas vezes atribuído a eles, ele também não os considera quase indispensáveis para o pregador, como muitos têm afirmado. Sem dúvida, eles contêm informações de considerável interesse para etimologistas, mas como um meio para interpretar as Escrituras, os léxicos são muito superestimados. Um conhecimento da derivação das palavras usadas nas Escrituras originais não pode ser essencial, pois é inalcançável para a grande maioria do povo de Deus. Além disso, as tentativas para chegar a essas derivações, muitas vezes não são de todo uniformes, pois os melhores hebraístas estão longe de ser unânimes quanto às raízes particulares a partir do qual são formadas várias palavras no Antigo Testamento. Para nós parece muito insatisfatório, sim, profano, voltar-se para poetas e filósofos pagãos para descobrir como certas palavras gregas eram usadas antes que fossem empregadas no Novo Testamento. Porém, o que é ainda mais direto ao ponto, um tal método é arruinado diante do emprego real que o Espírito Santo faz de vários termos.

Em vista do que foi dito na décima oitava regra de exegese, não me proponho a escrever muito sobre esse ponto. Em vez disso, vamos nos limitar a um único exemplo, que ilustra a frase final do parágrafo anterior, e que, ao mesmo tempo, refuta um erro que é muito difundido atualmente. Muitos dos que negam que os ímpios serão punidos eternamente apelam para o fato de que adjetivo grego aionios simplesmente significa “tempo duradouro”, e que eis ton aiona (Judas 13) e eis aionas aionon (Apocalipse 14:11) significa “pela era” e “pelas eras das eras” e “para sempre” e “para todo o sempre”. A simples resposta é dada; ainda assim, é insignificante para o ponto em questão. Verdadeiramente, essas expressões gregas são apenas termos temporais, pela razão suficiente de que as mentes dos antigos eram incapazes de compreender o conceito de eternidade. Portanto, a linguagem empregada por aqueles que foram destituídos de uma revelação escrita de Deus não é de proveito nenhum, quer a favor ou contra a respeito da imensidão da bem-aventurança do redimido ou da miséria do perdido. Para verificar isso devemos observar como os termos são usados na Sagrada Escritura.

As conexões em que o Espírito Santo usou a palavra aionios não deixa qualquer espaço para qualquer incerteza sobre o seu significado na mente de um investigador imparcial. Essa palavra não ocorre apenas em expressões como “destruição eterna”, “fogo eterno”, “castigo eterno”, mas também em “vida eterna” (Mateus 25:46), “salvação eterna” (Hebreus 5:9), “eterna glória” (1 Pedro 5:10); e com toda a certeza esses são atemporais. Ainda mais decisivamente, essa palavra está ligada com a subsistência da Divindade: “Deus eterno” (Romanos 16:26). Novamente, a força e o alcance da palavra são claramente vistos no fato de que ela é a antítese daquilo que é de duração limitada: “as [coisas] que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:18). Agora, é óbvio que se as coisas temporais durassem para sempre, não poderia haver contraste entre elas e as coisas que são eternas. Igualmente certo é que se as coisas eternas fossem somente “duradouras”, elas não seriam diferentes das coisas temporais. O contraste entre o temporal e o eterno é tão real e tão grande como entre as coisas “visíveis e invisíveis”. Mais uma vez, em Filemon, verso 15, aionios (traduzido como “para sempre”) é colocado em oposição a “por algum tempo”, mostrando que um é o oposto do outro — “o retivesses para sempre” manifestamente significa nunca o expulsar ou mandá-lo embora.

Antes de deixar esse assunto deve ser salientado que o desespero absoluto da condição dos perdidos encontra-se não somente no fato de que sua punição é dita ser eterna, mas em outras considerações colaterais que são igualmente definitivas. Não há um único caso registrado na Escritura de um pecador sendo salvo após a morte, nem qualquer passagem estendendo qualquer promessa para tal. Por outro lado, há muito do contrário. “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio” (Provérbios 29:1), o que não seria o caso se, depois de “eras” em fogo purificador, ele fosse finalmente admitido no Céu. Aos seus inimigos, Cristo disse: “...morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir” (João 8:21); pelo fato da morte haver selado o seu destino. Este fato é igualmente certo a partir daquelas terríveis palavras de Cristo: “a ressurreição da condenação” (João 5:29), o que exclui todo vislumbre de esperança quanto à sua recuperação na próxima vida. Para o apóstata “já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26). “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia” (Tiago 2:13). “Cujo fim é a destruição” (Filipenses 3:19). Por isso é que está escrito no fim da Escritura: “Aquele que é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda” (Apocalipse 22:11) — assim como a árvore cai, assim também permanecerá ali para sempre.

27. A regra da comparação e contraste. Embora esta regra seja muito menos importante para o expositor do que muitas das outras, é de profundo interesse; e, embora pouco seja conhecido, ainda assim, esse princípio tem um lugar de destaque na Palavra. E, considerando o que foi denominado “o par de opostos”, que nos confrontam em todas as esferas, não deveria nos causar nenhuma surpresa encontrar que essa regra recebe tal frequente ilustração e exemplificação nas Escrituras, e isso de várias maneiras. Deus e o Diabo, o tempo e a eternidade, dia e noite, homem e mulher, bem e mal, Céu e Inferno, são estabelecidos em oposição um ao outro. No princípio criou Deus os Céus e a Terra, e a Terra tem os seus dois hemisférios, norte e sul. Assim também no Antigo e Novo Testamentos há judeus e gentios, e após os dias de Salomão os israelitas foram divididos em dois reinos; enquanto por toda a cristandade, encontramos o possuidor genuíno da graça e o aquele que é meramente professo, mas não possui a graça. Seja qual for a explicação, somos confrontados em todos os lugares com essa misteriosa dualidade: o visível e o invisível, espírito e matéria, terra e mar, forças de ação centrífuga e centrípeta, vida e morte.

Como apontado em uma ocasião anterior, a própria verdade é sempre dupla, e, portanto, a própria Palavra de Deus é comparada a uma espada de dois gumes. Não somente é, em primeiro lugar, uma revelação de Deus, e, em segundo lugar, dirigida à responsabilidade humana; mas um grande número de passagens nela tem uma força e significado duplos, um literal e espiritual; muitas de suas profecias possuem um cumprimento duplo, um maior e um menor; uma vez que a promessa e o preceito, ou o privilégio e a obrigação correspondente, são sempre combinados. Casos de pares são numerosos. Os dois grandes luminares (Gênesis 1:16); dois de cada espécie entrando na arca (6:19). As duas tábuas em que a lei foi escrita. As duas aves (Levíticos 14:4-7); os dois bodes (16:7); as duas décimas de flor de farinha e os dois pães (23:13,17). O milagre repetido da água a partir da rocha ferida (Êxodo 17; Números 20), como também Cristo alimentando por duas vezes uma grande multidão com alguns pães e peixes. Os dois sinais a Gideão (Juízes 6). As duas oliveiras (Zacarias 4). Os dois mestres (Mateus 6:24); as duas fundações (7:24-27). Os dois devedores (Lucas 7:41); os dois filhos (15:11); os dois homens que foram ao templo para orar (18:10). As duas testemunhas falsas contra Cristo (Mateus 26:60); e os dois ladrões crucificados com Ele. Os dois anjos (Atos 1:10). As duas “coisas imutáveis” de Hebreus (6:18). As duas bestas (Apocalipse 13).

Como Cristo enviou os Seus apóstolos em pares, assim por toda a Bíblia dois indivíduos são mais ou menos intimamente associados: em alguns casos, um complementa o outro, mas na maioria há um contraste marcante entre eles. Assim, temos Caim e Abel, Enoque e Noé, Abraão e Ló, Sara e Agar, Isaque e Ismael, Esaú e Jacó, Moisés e Arão, Calebe e Josué, Noemi e Rute, Samuel e Saul, Davi e Jônatas, Elias e Eliseu, Neemias e Esdras, Marta e Maria, os fariseus e os saduceus, Anás e Caifás, Pilatos e Herodes, Paulo e Barnabé. Às vezes, uma série de antíteses notáveis reúnem-se na vida de um único indivíduo. Notavelmente esse foi o caso de Moisés. “Ele era o filho de uma escrava, e o filho de uma princesa. Ele nasceu de uma escrava, mas viveu em um palácio. Ele foi educado na corte, e habitou no deserto. Ele foi o mais poderoso dos guerreiros, e o mais manso dos homens. Ele tinha a sabedoria do Egito, e a fé de uma criança. Ele não era eloquente, e falava com Deus. Ele tinha a vara do pastor, e o poder do infinito. Ele foi o doador da lei, e o precursor da graça. Ele morreu sozinho no monte Nebo, e apareceu com Cristo na Judéia. Nenhum homem compareceu a seu funeral, mas Deus o sepultou” (I.M. Haldeman).

A.T. Pierson indicou que outra série de paradoxos marcantes é encontrada naquela notável profecia sobre o Messias em Isaías 53. Embora fosse o Filho de Deus, contudo a sua pregação não foi crida. Ele era tido por Deus como “renovo”, mas pelos homens como “a raiz de uma terra seca”. Servo de Yahwéh, em Quem a Sua alma se deleita, mas na estima dos judeus Ele não possuía nenhuma formosura ou beleza. Nomeado pelo Pai e ungido pelo Espírito, ainda assim foi desprezado e rejeitado pelos homens. Gravemente ferido e castigado pelos pecadores, mas os pecadores crentes foram curados pelas Suas pisaduras. Nenhuma iniquidade foi achada nEle, mas as iniquidades de muitos estavam sobre Ele. Embora Ele mesmo era o Juiz de todos, foi levado diante do tribunal de criaturas humanas. Sem geração, mas possuiu uma numerosa descendência. Cortado da terra dos viventes, ainda assim, vivo para sempre. Ele teve a sua sepultura com os ímpios, no entanto, Ele estava com o rico na sua morte. Embora contado com os injustos, Ele justifica a muitos. Ele foi atacado pelo valente, mas Ele saqueou o valente, libertando uma multidão de cativos da sua mão. Ele foi contado com e ridicularizado pelos transgressores, mas fez intercessão por eles.

É de fato notável encontrar a dualidade das coisas que nos confrontam com tanta frequência em conexão com o plano da redenção. Com base na obra dos grandes cabeças federais, o primeiro Adão e o último Adão, com os pactos fundamentais ligados a eles: o Pacto das Obras e o Pacto da Graça. O último Adão com as Suas duas naturezas distintas, constituindo-o Mediador Deus-homem. Duas genealogias diferentes são dadas a Ele, em Mateus 1 e Lucas 3. Há Seus dois adventos distintos: o primeiro em profunda humilhação, o segundo em grande glória. A salvação que Ele operou para o Seu povo é dupla: objetiva e subjetiva ou coletiva e vital, a que Ele efetuou por eles, e outra que Ele opera neles — uma justiça imputada a eles, e uma justiça comunicada. A vida Cristã é uma estranha dualidade: os princípios do pecado e da graça sempre se opõem um ao outro. As duas ordenanças que Cristo deu às Suas igrejas: o Batismo e a Ceia do Senhor.

Há muitos pontos de contraste entre os dois primeiros livros da Bíblia. No primeiro, temos a história de uma família; no último a história de uma nação. No primeiro os descendentes de Abraão são apenas poucos em número; no outro eles aumentaram a centenas de milhares. Em Gênesis os hebreus são bem-vindos e honrados no Egito, enquanto que em Êxodo eles são odiados e evitados. No primeiro, lemos de um faraó que diz a José: “Deus te fez saber tudo isto” (41:39), mas no último, outro Faraó diz a Moisés: “Não conheço o Senhor” (5:2). Em Gênesis ouvimos falar sobre um “cordeiro” prometido (22:8), em Êxodo sobre o “Cordeiro” morto e seu sangue aspergido. No primeiro, temos registrada a entrada de Israel no Egito; no último é descrita a saída deles. No primeiro vemos os patriarcas peregrinando na terra que mana leite e mel; no outro os seus descendentes estão errantes no deserto. Gênesis termina com José em um caixão, enquanto Êxodo termina com a glória do Senhor enchendo o tabernáculo.

É interessante e instrutivo comparar as passagens sobrenaturais de Israel atravessando o Mar Vermelho e o Jordão. Há pelo menos doze detalhes de semelhança entre elas, o que deixaremos que o leitor verifique por si mesmo. Aqui, vamos considerar os seus pontos de divergência. Em primeiro lugar, um conclui a saída de Israel da casa da servidão, o outro iniciou a sua entrada na terra da promessa. Em segundo lugar, o primeiro milagre foi operado no fim para que pudessem escapar dos egípcios, este último lhes permitiu se aproximarem e conquistarem os cananeus. Em terceiro lugar, em conexão com um o Senhor fez o mar se abrir por um forte vento oriental (Êxodo 14:21), mas com relação ao outro, nenhum meio sequer foi usado — para demonstrar que Ele não está vinculado a meios, mas que os emprega ou dispensa como Lhe agrada. Em quarto lugar, o milagre anterior foi realizado à noite (14:21), este último em plena luz do dia. Em quinto lugar, as multidões do Mar Vermelho foram mortas porque o Senhor fez com que as águas tornassem sobre os egípcios de modo que “cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou” (14:28), enquanto que no Jordão nenhuma única alma pereceu. Em sexto lugar, um foi operado para pessoas que um pouco antes estavam cheias de incredulidade e murmuração (Êxodo 14:11), o outro para um povo que era fiel e obediente (Josué 2:24, 3:1). Em sétimo lugar, com a única exceção de Calebe e Josué, todos os adultos que se beneficiaram do primeiro milagre morreram no deserto; enquanto a grande maioria daqueles que foram favorecidos por compartilhar deste último “possuíram as suas possessões”. Em oitavo lugar, as águas do Mar Vermelho foram “divididas” (Êxodo 14:21), as do Jordão que “vêm de cima, pararão amontoadas” (Josué 3:13). Em nono lugar, no primeiro, a morte judicial do crente para o pecado foi tipificada; neste último foi tipificada a sua unidade legal com Cristo na Sua ressurreição, seguido por uma entrada prática em sua herança. Em décimo lugar, consequentemente, não houve “santificai-vos”, antes do primeiro, mas essa convocação foi uma exigência imperativa para o último (Josué 3:5). Em décimo primeiro lugar, a resposta dos inimigos de Israel para a intervenção do Senhor por Seu povo no Mar Vermelho foi: “Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles...” (Êxodo 15:9); mas no segundo, “E sucedeu que, ouvindo todos os reis dos amorreus, que habitavam deste lado do Jordão... desfaleceu-se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel” (Josué 5:1). Em décimo segundo lugar, após o primeiro, “Israel viu os egípcios mortos na praia do mar” (Êxodo 14:30); após o último, um monte de doze pedras celebrou o evento (Josué 4:20-22).

Muitos exemplos desse princípio são encontrados ao observarmos atentamente os detalhes de diferentes exemplos que o Espírito Santo colocou lado a lado na Palavra. Por exemplo, quão súbita e estranha é a transição que nos confronta enquanto lemos 1 Reis 18-19. É como se o sol estivesse resplandecendo brilhantemente no céu claro, e no momento seguinte, sem qualquer aviso, nuvens negras agitassem os céus. Os contrastes apresentados nesses capítulos são nítidos e surpreendentes. No primeiro capítulo vemos o profeta de Gileade no seu melhor; no último podemos vê-lo no seu pior. No final de um “a mão do Senhor estava sobre Elias”, enquanto ele corria adiante da carruagem de Acabe; no início do outro, o temor do homem estava sobre ele, e ele receava por sua vida. Ali, ele estava preocupado somente com a glória do Senhor, aqui está ele preocupado apenas consigo mesmo. Ali, ele era fortalecido na fé e o ajudante do seu povo; aqui ele dá lugar à incredulidade, e é o desertor de sua nação. Em um, ele corajosamente enfrenta os quatrocentos profetas de Baal de forma destemida, aqui ele foge em pânico pelas ameaças de uma única mulher. Do topo do monte, ele vai para o deserto, e de suplicar ao Senhor para que Ele vindicasse o Seu grande nome, passou a implorar-Lhe que tirasse sua vida. Quem teria imaginado uma sequência tão trágica? Quão forte é a exposição e exemplificação do contraste da fragilidade e inconstância do coração humano, mesmo em um santo!

O trabalho de Elias e Eliseu formou duas partes de um todo, um completando o outro, e, embora existam semelhanças evidentes entre eles há também contrastes notáveis. Ambos eram profetas, ambos habitavam em Samaria, ambos foram confrontados com quase a mesma situação. A queda do manto de Elias sobre Eliseu indica que este último era o sucessor do primeiro, e que ele foi chamado para continuar a sua missão. O primeiro milagre realizado por Eliseu foi idêntico ao último realizado por seu mestre: ferir as águas do Jordão com o manto, para que se dividissem para os dois lados (2 Reis 2:8,14). No início do seu ministério Elias disse ao rei Acabe: “Vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou” (2 Reis 3:14). Como Elias foi acolhido pela mulher de Sarepta, e a recompensou, restaurando a vida de seu filho (1 Reis 17:23), assim Eliseu foi atendido por uma mulher em Suném e a recompensou, restaurando a vida de seu filho (2 Reis 4).

Os pontos de concordância entre os dois profetas são impressionantes, mas os contrastes em suas carreiras e trabalho também são vívidos. Um apareceu de repente e de forma dramática no cenário da ação pública, nenhuma palavra nos é dita a respeito de sua origem ou como ele tinha sido chamado anteriormente; mas sobre o outro, o nome de seu pai é registrado, e um relato é feito a respeito de sua ocupação na época em que recebeu o chamado para o serviço de Deus. O primeiro milagre de Elias foi cerrar os céus, para que pelo espaço de três anos e meio não houvesse nem orvalho nem chuva de acordo com a sua palavra; enquanto que o primeiro ato público de Eliseu foi curar as fontes de água (2 Reis 2:21-22) e proporcionar abundância de água para o povo (3:20). A principal diferença entre eles é vista no caráter dos milagres operados por e conectado com eles: a maioria daqueles milagres realizados pelo primeiro foram associados com morte e destruição, mas a grande maioria daqueles atribuídos a Eliseu foram obras de cura e restauração. Elias era mais profeta de julgamento, o outro de graça. O primeiro foi marcado pela solidão, habitando longe das multidões apóstatas; este último parece ter passado a maior parte de seu tempo na companhia dos profetas, presidindo suas escolas. Um foi levado ao Céu num carro de fogo, o outro ficou doente na velhice e morreu de morte natural (22:9).
 


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