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A Doutrina da Trindade de CFB1689 - A Fundação Da Fundação, A Importância Pastoral Da Doutrina Da Trindade, Na CFB1689 2.3 (Carta Circular ARBCA 2014), por Jason Walter

A Doutrina da Trindade de CFB1689 - A Fundação Da Fundação, A Importância Pastoral Da Doutrina Da Trindade, Na CFB1689 2.3 (Carta Circular ARBCA 2014), por Jason Walter




“A tarefa desta carta é sugerir uma resposta a duas perguntas: ‘À luz da CFB 2:3, [1] por que a doutrina da Trindade é o fundamento de toda a nossa comunhão com Deus, e confortável dependência dEle, e [2] como podemos incentivar isso entre o nosso povo?’. Para isso, vamos começar com um exame do que a Confissão indica e, em seguida, passaremos a sugerir algumas aplicações práticas... Porque esta doutrina da Trindade é o fundamento de toda a nossa comunhão com Deus, e confortável dependência dEle”?

 

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“Em Seu ser Divino e infinito há três subsistências, o Pai, a Palavra ou o Filho, e o Espírito Santo, de uma só substância, poder e eternidade, cada um possuindo completa essência Divina, e ainda assim, a essência é indivisível: O Pai de ninguém é gerado nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é procedente do Pai e do Filho; todos infinitos e sem princípio de existência. Portanto, um só Deus; que não deve ser divido em Seu ser ou natureza, mas, sim, distinguido pelas diversas propriedades peculiares e relativas, e relações pessoais; esta doutrina da Trindade é o fundamento de toda a nossa comunhão com Deus, e confortável dependência dEle” (CFB1689, Capítulo 2, parágrafo 3).

“A doutrina da Trindade é... a fundação da fundação. Sem o Deus Triuno, não poderia haver nenhuma promessa de redenção, e tampouco poderia haver execução do plano da redenção. Não haveria Pai para administrar redenção, não haveria Filho para realizar a redenção, e não haveria Espírito para aplicar a redenção. E sem redenção, não podemos ter comunhão com Deus, nem confortável dependência dEle. Tudo acerca da salvação que Deus concede a nós e tudo o que retornamos em gratidão a Deus por nossa salvação é intrinsecamente Trinitário, pressupõe a Trindade como sua fundação, e não poderia existir ou acontecer sem a Trindade. Questionar se um Deus não-Triuno não poderia ter determinado ou realizado um tal resgate seria se envolver no tipo de especulação infrutífera que Owen despreza e Paulo condena. O Deus salvador que nos é revelado na Escritura é o Deus Uno e Trino; a salvação revelada nas Escrituras é uma salvação Trinitária; e não podemos comungar com Deus de nenhuma outra maneira exceto como Pai, Filho e Espírito Santo, não há como ir ao Pai por outro caminho senão através do Seu Filho e pelo Seu Espírito”.

“Uma maior familiaridade com nossa Confissão é outra maneira útil para podemos fortalecer nosso Trinitarianismo. Nossa Confissão refere-se à Trindade com muito mais frequência do que se poderia pensar, e o faz em termos “práticos” muito concretos. Por exemplo, a nossa Confissão destaca para nós a natureza Trinitária da criação (4:1), do Pacto da Graça (7:2) e Pacto da Redenção (7:3), da encarnação e do ministério terreno de Cristo (8:1-3), do nosso chamado eficaz (10:1-2), da nossa justificação (11:4), da nossa adoção (12:1), da nossa santificação (13:3), da nossa fé (14:2), do nosso arrependimento (15:3, 5), da nossa perseverança (17:1-2), da nossa segurança (18:2), da nossa regeneração (20:4), da nossa adoração (22:2), da nossa oração (22:3), da reunião da igreja de Cristo (26:5), da nomeação de pastores (26:9), do Batismo (29:3), da Ceia do Senhor (30:7, entendendo “espiritualmente” como significando “pelo Espírito”), da ressurreição final (31:3) e do Julgamento Final (32:1). Em cada uma dessas passagens (e em outras), a atividade conjunta, e, contudo, distinta das Divinas Pessoas da Trindade é mencionada explicitamente por nossa própria Confissão. Quantas vezes deixamos de pensar nessas verdades fundamentais de uma forma Trinitária?”

 

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“Sempre que tentarmos discutir a revelação que Deus fez de Suas três Pessoas devemos fazê-lo com a cabeça baixa e os corações reverentes, pois o chão em que pisamos é inefavelmente santo”.

“Precisamos sustentar estas verdades gloriosas consistentemente perante as congregações que Deus nos chamou para servir, porque a nossa Confissão está correta: a ‘doutrina da Trindade é o fundamento de toda a nossa comunhão com Deus, e confortável dependência dEle’”.

 

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“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Coríntios 13:14) 
 


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