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A Especial Origem da Instituição da Igreja Evangélica, por John Owen

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Descrição

“Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará” (Isaías 33:22)

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Neste estudo sobre a igreja evangélica, e a absoluta autoridade de Cristo sobre ela, somos instruídos com preciosos ensinamentos, pela pena de Sr. John Owen.

Neste, entende-se por instituição de igreja evangélica: “uma instituição em que o culto a Deus deve ser celebrado na forma e maneira que Ele ordenou, e que deve ser governada pelo poder que Ele lhe concede, e de acordo com a disciplina que Ele ordenou”.

Eis o esboço deste texto:

A instituição da igreja do Novo Testamento não se relaciona menos a ou recebe força da natureza, e luz ou lei da mesma, do que qualquer outra condição de Igreja que seja. Aqui, quanto à sua natureza geral, o seu fundamento é colocado. Estas diretrizes podem até receber novos reforços pela revelação, mas não pode ser modificada, ou alterada, ou suprimida.

Tal é a especial natureza e condição do estado de igreja evangélica; tal é a relação com a pessoa e mediação de Jesus Cristo, com todas as coisas que disso dependem; tal é a natureza desta especial honra e glória que Deus designou para Si mesmo nisso (coisas sobre o que a luz da natureza não pode dar nenhuma orientação nem direção); e, além disso, tão diferente e distante de tudo o que foi ordenado antes em qualquer outra instituição de igreja são as formas, meios e deveres do culto Divino prescritos na mesma — estes devem ter uma instituição Divina peculiar deles mesmos, para evidenciar que isto provém do céu, e não dos homens.

O nome da igreja sob o Novo Testamento torna possível uma aplicação tríplice, ou seja, é tomada em uma noção tripla.

A origem desta instituição de igreja é direta, imediata e somente a partir de Jesus Cristo; somente Ele é o autor, planejador e instituidor da mesma.

Cristo, portanto, por Si só é o autor da instituição da igreja evangélica.

Não há nenhum uso espiritual, nem benefício de qualquer instituição da igreja, nem de qualquer coisa nela executada, senão o que, da parte dos homens, consiste em atos de obediência à autoridade de Cristo.

Não há poder legislativo em e sobre a igreja, quanto à sua forma, ordem e culto, deixada a qualquer dos filhos dos homens, sob qualquer qualificação que seja;

Não há mais necessidade de dar autoridade, obrigando as consciências de todos os que creem, a qualquer instituição, ou a observação de dever, ou de atos de governo na igreja, senão apenas àquele que é evidenciado nas Escrituras ser da mente e da vontade de Cristo.

O exemplo e a prática dos apóstolos na plantação de igrejas, na nomeação de oficiais e dirigentes nelas, em instruções dadas para o seu caminhar, ordem, administração de censuras, e todas as outras questões sagradas, são uma indicação suficiente da mente e vontade de Cristo a respeito destas coisas. Nós não dizemos que em si mesmas elas são instituições e compromissos, mas infalivelmente declaram o que é assim, ou qual é o pensamento de Cristo em relação a estas coisas. Nem pode isso ser questionado sem uma negação de sua infalibilidade, fidelidade e autoridade Divina.

A afirmação de alguns, que os apóstolos tomaram seu padrão para instituição e regra das igrejas, e quanto aos diversos ritos de culto, a partir das sinagogas dos Judeus, de suas instituições, ordens e regras, não aquelas designadas por Moisés, mas, como se eles mesmos tivessem descoberto e ordenado, é tanto temerária quanto falsa.

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“A origem desta instituição de igreja é direta, imediata e somente a partir de Jesus Cristo; somente Ele é o autor, planejador e instituidor da mesma. Quando eu digo que é imediata e somente a partir dEle, não tenho a intenção de dizer que isto que foi em e por Sua própria Pessoa, ou em Seu ministério Pessoal aqui na terra, que Ele absoluta e completamente consumou este estado, mas exclusivamente me refiro ao ministério de quaisquer outros que Lhe aprouve fazer uso; pois, enquanto Ele tomou sobre Si como Sua própria obra, edificar Sua igreja, e isso sobre Si mesmo como fundamento, assim, Ele empregou Seus apóstolos para atuarem sob Ele e com Ele, no prosseguimento desta obra até a perfeição.”

“Aquele que instituiu este estado de igreja deve ter um direito e título para dispor de todos os homens, em todas os seus interesses espirituais e eternos, como bem Lhe parecer; pois a este estado-igreja, ou seja, como ele é puramente evangélico, nenhum homem é obrigado pela lei da natureza, nem qualquer poder criatura tem que dispor dele em uma condição sobre a qual todos os seus interesses, espirituais e eternos, dependerão. Este direito e título para a disposição soberana dos homens, ou de Sua igreja, somente Cristo os tem […]”.

“[…] há na e pela constituição de Cristo e Suas leis expressas, uma honra e respeito devidos aos dirigentes da igreja que Ele determinou, cumprindo os deveres que Ele designou. Se os homens não estivessem cansados da simplicidade e humildade apostólicas, se eles tivessem se contentado com a honra e a dignidade vinculadas aos seu ofício e labor pelo próprio Cristo, eles jamais teriam entretido agradáveis sonhos ??de tronos, preeminências, vistas de governantes, grandeza e poder seculares, nem enquadrado tantas leis e cânones sobre essas coisas, transformando toda a regra da igreja em um império mundano.”

A bênção do Senhor Deus seja sobre a Sua Igreja, por amor de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador. Amém.
 

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