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A Queda, a Depravação Total do Homem e Sua Total Incapacidade de Vir a Cristo – Publicação de Nº 200!

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Descrição

Louvamos a Deus muitíssimo pela ducentésima publicação que Ele nos concede.

Calvino costumava finalizar seus sermões com palavras semelhantes a estas: “Agora, prostremo-nos em humilde reverência diante da majestade do nosso Deus”. De fato, este é nosso sentimento agora, e o que temos sentido nos últimos dias e meses. “Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor” (Salmos 95:1, 6).

Semanas atrás escolhemos um tema para esta ocasião que julgamos ser da mais alta relevância para a Igreja Brasileira, para os cristãos de forma geral. Pois,
 

A chave que nos abre o mistério da depravação humana é encontrada em uma correta compreensão das relações que Deus nomeou entre o primeiro homem e a sua posteridade. Como a grande verdade da redenção não pode ser correta e inteligentemente apreendida até que percebamos a conexão federal, que Deus ordenou entre o Redentor e os redimidos, nem pode a tragédia da ruína do homem ser contemplada em sua correta perspectiva, a menos que a vejamos à luz da apostasia de Adão do seu Criador.” [A. W. Pink, As Consequências da Depravação Humana]

 

Um grande e fundamental erro de nossa geração consiste no entendimento errôneo a respeito da Queda, isto é, o pecado de nossos primeiros pais no Éden. Entre alguns círculos cristãos atuais a mais absoluta ignorância impera no que diz respeito ao pecado de Adão e Eva, e aos seus efeitos sobre nós, sua descendência. A grande maioria dos cristãos desta geração, mesmo alguns mais ortodoxos e saudáveis na fé, pensa que nascemos inocentes e puros, em outras palavras, que os bebês são inocentes e não pecadores, que o nascido de mulher nasce puro e não depravado, quando as Escrituras declaram que nisto consiste a miséria da descendência de Adão e Eva, a saber, que ele não precisar fazer nada para pecar e fazer-se condenável diante de um Deus santo, senão somente nascer; de fato, não nascemos bons, mas, sim, “em pecado e iniquidade” somos formados e concebidos desde os ventres de nossas mães (Salmo 51:5, veja o Salmo 58:3). Sim, somos “por natureza filhos da ira, como os outros também” (Efésios 2:3). É por isso que um homem não se torna pecador, mas, ele é naturalmente pecador, por nascimento. O homem não peca e se torna um pecador, mas ele peca por que ele já é pecador. O pecado é a expressão natural de sua natureza corrupta e depravada. Assim o homem natural vive em pecados como os peixes vivem na água. E estão tão à vontade no pecado como acontece com os pássaros quando voam no céu.

Se perdermos a doutrina da Queda, do Pecado Original e da Depravação Total do homem, perdemos a má notícia e a verdade dos fatos tais como eles são, segundo o testemunho das Escrituras, e desta forma todo o Evangelho que é poder de Deus para salvação de todos aqueles que creem fica comprometido, a salvação dos homens é prejudicada, e o mais terrível, o nome de Deus não recebe todo o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças que lhe são devidos (Apocalipse 5:12; Judas 25; 1 Timóteo 1:17. 6:16).

Certamente, esta é uma doutrina indesejável para os “dias delicados” em vivemos, onde a “pregação” do “evangelho moderno” criou um Deus sem ira e um homem sem pecado. Sem dúvida muitos em nossos dias não suportam ler ou ouvir nada que lhes fale a verdade sobre o seu pecado em termos claros e dos quais eles não possam escapar. Triste é este caso, pois o doente que recusa saber de sua doença, também nega a si mesmo possibilidade de medicação, e cura.

É impossível valorizar o remédio quando não se tem um conhecimento claro da gravidade da doença. O Evangelho torna-se literalmente “sem graça” para muitos, pelo simples fato de que eles não entendem que este é o poder de Deus para salvação e libertação do homem de seus pecados, e que estes são tão terríveis a ponto de não poderem ser removidos senão pelo Sangue do Cordeiro de Deus, do Deus encarnado, sim, Jesus veio ao mundo para salvar o Seu próprio povo de seus pecados, Ele os amou com amor eterno e em Seu sangue os lavou de seus pecados (Mateus 1:21; Jeremias 31:3; Apocalipse 1:6).

Conheça sua corrupção e abundante pecado e somente assim poderás conhecer e realmente adorar o Grandioso Salvador, Jesus Cristo, e Sua superabundante Graça.

 

“É dito de Jacó que ele obteve a bênção de seu pai por estar vestido com as roupas de seu irmão mais velho, e assim nós apenas somos abençoados por Deus nosso Pai, porquanto nós somos vestidos com as vestes de nosso irmão mais velho, Jesus Cristo” [Christopher Love, Um Verdadeiro Mapa do Estado Miserável do Homem por Natureza].

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (João 3:16, 36; Marcos 16:16).

[Trecho do Prefácio desta edição por William Teixeira]

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Esta edição especial é composta pelos seguintes textos: 

 

PARTE I

Introdução à Doutrina da Depravação Humana – A.W. Pink

As Evidências da Depravação Humana – A.W. Pink

Não é Razoável que Pessoas Não-Convertidas se Alegrem – R. M.M´Cheyne

Sermão Nº 299, Pecado Imensurável – C. H. Spurgeon

A Doutrina da Absoluta Inabilidade – John MacArthur

As Ramificações da Depravação Humana – A.W. Pink

A Terrível Condição dos Homens Naturais – R. M.M´Cheyne

A Pecaminosidade do Estado Natural do Homem – Thomas Boston

O Terrível Estado Dos Não-Convertidos – Jonathan Edwards

Um Verdadeiro Mapa do Estado Miserável do Homem por Natureza – Christopher Love

Homens em Seu Estado Caído – John Newton

As Consequências da Depravação Humana – A.W. Pink

A Depravação Total do Homem e a Sua Necessidade de Um Salvador – Paul Washer

A Porção dos Ímpios – Jonathan Edwards

O Remédio de Deus para a Depravação Humana – A.W. Pink

A Necessidade da Morte de Cristo – Stephen Charnock

Inimigos Reconciliados Pela Morte – R. M.M´Cheyne

A Gloriosa Bem-Aventurança Proposta no Evangelho para os Pecadores – A.W. Pink.

 

PARTE II

Uma Breve Exortação Evangélica – Paul Washer

Uma Palavra Sincera Aos Não-Convertidos – Richard Baxter

Perdão Para Grandes Pecadores – Jonathan Edwards

Sermão Nº 1434, Jesus! – C.H. Spurgeon

Ele Me Amou, e Se Entregou por Mim – John Piper

Sermão Nº 2563, Graça Para o Culpado – C. H. Spurgeon

Semper Idem ou a Imutável Misericórdia de Cristo – Thomas Adams

Sermão Nº 233, A Livre Graça – C. H. Spurgeon

O Som Alegre do Evangelho da Graça de Deus – Augustus Toplady

Sermão Nº 501, Graça Abundante – C. H. Spurgeon

A Plenitude do Mediador – John Gill
 

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