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Teologia Pactual e Dispensacionalismo, por William R. Downing

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Descrição

Eis um esboço deste estudo:

Todo Cristão, estudante da Bíblia, professor da Bíblia, estudioso da Bíblia, e pregador se aproxima das Escrituras a partir de seus pressupostos hermenêuticos. Estes podem ser corretos ou incorretos, misturados com uma determinada quantidade de erro, desenvolvidos por meio de estudo pessoal, herdados através da tradição religiosa, recebidos através da instrução religiosa formal ou informal, uma educação no seminário ou adquiridos através da leitura de uma determinada “Bíblia de Estudo”. Todos os crentes têm a mesma Bíblia, mas muitas vezes têm diferentes abordagens para a sua interpretação. Toda a verdade, mesmo a verdade de Deus, é necessariamente interpretada de acordo com os pressupostos de alguém. Este artigo discute dois dos enfoques hermenêuticos gerais e as principais questões envolvidas. Houve, desde o início do século XX e do advento do ensino Dispensacionalista, duas abordagens gerais, e diferentes entre si, para a interpretação Bíblica dentro do Cristianismo Reformado e Evangélico e entre os Batistas: Teologia Pactual e Dispensacionalismo.

A Teologia Pactual tem sido a abordagem Bíblica histórico-teológica tanto de teólogos Reformados e Batistas desde o século XVI.

Todos os notáveis pregadores, escritores e teólogos ao longo dos séculos XVII ao XIX, dentre os Batistas eram teólogos pactuais, por exemplo: John Spilsbury, Benjamin Keach, Hanserd Knollys, William Kiffin, John Bunyan, Hercules Collins, Nehemiah Coxe, Thomas Patient, John Gill, John L. Dagg, C. H. Spurgeon, J. P. Boyce e B. H. Carroll.

• Teologia Pactual

A Teologia Pactual vê a Escritura nos termos do Divino propósito eterno, criador e redentor ou Pacto da Redenção [o pactum salutis ou “Aliança de Paz”] e seu desenrolar no tempo e na história em termos do Pacto de Obras e do Pacto de Graça revelados nas Escrituras.

Dispensacionalismo.

O Dispensacionalismo é uma abordagem hermenêutica inclusiva que vê as Escrituras como dividida em vários períodos de tempo bem definidos ou “dispensações”.

• A Questão Decisiva.

O fator decisivo no que diz respeito à interpretação Bíblica é: o Novo Testamento deve ser posto em estrita conformidade com a rígida interpretação literal do Antigo Testamento, ou o Antigo Testamento deveria ser interpretado e entendido à luz do Novo?

• Uma Consideração de Alguns Aspectos Envolvidos na Teologia Pactual Pedobatista.

• Teologia Pactual Pedobatista e Dispensacionalismo.

O Dispensacionalismo separa Israel nacional e “A Igreja” em duas entidades distintas, mas inclui os Judeus, não pela graça, mas pela raça. A maioria dos Dispensacionalistas sustenta que Israel nacional ainda é um povo especialmente favorecido por Deus, e devem ser tratados como tal (Gênesis 12:1-3). Além disso, ela afirma que durante o milênio, Israel nacional voltará à centralidade da aliança Divina, religiosa e politicamente, com um governo mundial centralizado em Jerusalém sob um Rei Davídico, e sacrifícios de animais serão reinstituídos através de uma rígida conformidade literal à Antiga Aliança.

Assim, tanto Pedobatistas Reformados e Dispensacionalistas sustentam uma precedência determinante do Antigo Testamento sobre o Novo, e também a natureza e raça dentro da “Aliança” ou “Dispensação” da Graça, uma posição que é antibíblica e contraditória, privando a Nova Aliança da sua natureza gloriosamente distinta — livre e soberana graça decorrente da obra consumada de Cristo — e ambas pela necessidade de uma mentalidade da Antiga Aliança, que continua a ser necessária à hermenêutica deles.

• Teologia da Nova Aliança.

Em comum com os Dispensacionalistas, a Teologia da Nova Aliança é necessariamente antinomiana, embora essa terminologia seja negada, sustentando que os crentes não estão mais sob os Dez Mandamentos, mas sob a “Lei de Cristo”, como se estes fossem diferentes.

• Pensamentos Conclusivos.

• A Consistência da Teologia Pactual Batista.

Em nossa opinião, a posição Batista histórica, como definida na Antiga Confissão de 1644 e na de 1689 e na Teologia Pactual, sem as peculiaridades Pedobatistas [a precedência da Antiga Aliança, aspersão infantil, os filhos da aliança, a regeneração presuntiva e um conceito de corpus mixtum da igreja] é biblicamente sã com os princípios tanto de uma revelação consistente, progressiva, batismo de crentes e uma visão da igreja ao longo do Novo Testamento [Nova Aliança] como composta por crentes batizados.

A posição Batista também permanece contra os distintivos do Dispensacionalismo.

• Um Comentário sobre a Lei e o Evangelho a partir do Novo Testamento

A fonte e raiz do problema, segundo o exame e o pensamento deste escritor, é que os Reformadores herdaram e modificaram a prática do Pedobatismo da Igreja de Roma, que também possui uma mentalidade do Antigo Testamento quanto ao seu sacerdócio, ritos, rituais e cerimônias.

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Concluímos como o sábio autor deste escrito,

“Acreditamos, ainda, que um ministério expositivo que anuncia todo o conselho de Deus é a única abordagem que consistentemente glorifica a Deus em obediência ao mandato evangélico.

Nós sustentamos uma visão Batista da Teologia Pactual, e, portanto, a Lei moral como o meio ordenado por Deus para convicção de pecado e de regra de vida para o crente.

Por fim, sustentamos que é o claro mandato de Deus para o ministério pastoral esforçar-se para trazer todos os membros à maturidade doutrinal e espiritual para a glória de Deus.

Acreditamos que a pregação Bíblica é fundamental para a vida e culto da igreja, e que Deus ordenou a pregação pública do Evangelho como o principal meio de expandir o reino nesta economia.

Acreditamos na obra do Espírito Santo através da verdade no convencimento e conversão dos pecadores, e que os homens devem ser direcionados para Cristo e compelidos à fé e arrependimento no contexto da pregação do Evangelho”.

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Solus Christus! Sola Gratia! Soli Deo Gloria!
 

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