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Um Comentário Brasileiro da CFB1689: As Sagradas Escrituras 1.1

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Prefácio

Comecei a estudar as grandes confissões de fé do Protestantismo em 2014, e rapidamente me interessei pelo Confessionalismo Batista, mas especificamente pela Segunda Confissão de Fé Batista de Londres. Estudar essa Confissão revolucionou o meu entendimento bíblico de modo surpreendentemente feliz! Entretanto, pensei, “Se esta é a Segunda Confissão qual é a Primeira?”. Foi então que, ao pesquisar, me deparei com o texto: “A História da Primeira Confissão Londrina – 1644”, da autoria de Marcus Paixão. Como esse texto foi útil para meus nascentes estudos sobre a recém-descoberta fé Batista Confessional! Foi uma verdadeira aula de história e teologia dos Batistas. Foi lendo textos como esse que eu, recém-saído do movimento Pentecostal, achei o meu lugar no movimento Reformado, ao perceber que cria naquelas mesmas verdades que aqueles primeiros Batistas Particulares/Reformados. Desde então tenho me alegrado na “fé comum” com aqueles irmãos do passado e com muitos irmãos do presente, como o querido pastor Marcus Paixão.

Portanto, regozijo-me profundamente pela presente publicação desta que, pela graça de Deus, será uma série de comentários da nossa amada Confissão. Esta publicação inicial traz um comentário do fiel primeiro parágrafo de nossa Confissão, cuja frase de abertura é: “As Sagradas Escrituras são a única, suficiente, correta e infalível regra de todo conhecimento, fé e obediência salvíficos”. Esta frase é o grande prefácio e fundamento de toda a Confissão Batista. É talvez a frase mais importante de toda a Confissão. Uma compreensão correta desta gloriosa afirmação determinará a piedade e veracidade da nossa fé e vida, é justamente essa compreensão correta que o autor buscar trazer no presente comentário.

O autor do comentário é alguém a quem sou muito grato. Grato por ele permanecer fiel e ser corajoso o suficiente para estudar e falar sobre as antigas doutrinas Batistas mesmo quando elas eram praticamente desconhecidas ou abertamente negadas. Grato por ter cuidado de si mesmo e da doutrina, e por assim se fazer um instrumento de Deus para abençoar Seu amado povo com uma exposição fiel das Sagradas Escrituras. Sou grato pelo seu trabalho, todavia, sei que isso não vem dele mesmo, é fruto da “graça de Deus, que está com ele” (1 Coríntios 15:10).

Por fim desejo fazer um apelo aos Batistas brasileiros para que se dediquem a estudar e conhecer as antigas doutrinas e teologia dos primeiros Batistas Particulares encontradas em suas Confissões Londrinas,[1] especialmente a de 1689. Ouçam a voz de um antigo Batista, falando sobre a Confissão de 1689, C.H. Spurgeon disse: “Não se envergonhem de sua fé; lembrem-se que este é o antigo Evangelho dos mártires, confessores, reformadores e santos. Acima de tudo, é a verdade de Deus, contra a qual todas as portas do inferno não prevalecerão. Deixem suas vidas adornarem a sua fé, deixem o seu exemplo enfeitar o seu credo. Acima de tudo, vivam em Cristo Jesus, e andem nEle, não crendo em nenhum ensinamento, senão no que é manifestamente aprovado por Ele, e de propriedade do Espírito Santo. Apeguem-se fortemente à Palavra de Deus que está aqui mapeada para vocês”.

Apeguem-se fortemente à Palavra de Deus que está aqui mapeada e comentada para vocês!

 

William Teixeira,
23 de junho de 2018.

 


[1] Estas Confissões não são aquilo em que nossa fé se baseia, mas são somente instrumentos pelos quais declaramos, isto é, confessamos, em que nossa santíssima fé realmente se fundamenta, que é em Cristo Jesus, segundo todas as Escrituras testificam.

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