Textos

O Que Eu Penso Sobre a “Cultura do Estupro”, por William Teixeira

Recentemente divulgou-se que uma jovem de 16 anos foi estuprada por cerca de 30 homens, no Rio de Janeiro. Este triste e terrível crime tem sido amplamente noticiado na mídia brasileira e repercutido internacionalmente.

 

Mais que depressa, aproveitando a oportunidade, artistas, a grande mídia e muitos dos “sábios segundo o mundo” alarmaram, clamando: “Temos que combater essa cultura do estupro, e este inconsciente coletivo da cultura do patriarcado machista que vê a mulher como objeto, abusam dela, estupram, e ainda botam culpa em suas roupas curtas, comportamentos, etc.”.

 

Quando escuto discursos semelhantes a estes penso: quem são estes que fazem parte e promovem esta “cultura do estupro” e que acusam a jovem de ser a culpada de seu próprio estupro? A realidade dos fatos nos diz que até mesmo os outros traficantes “bonzinhos” da favela repudiaram tal ato brutal e impiedoso. Por favor, senhores e senhoras nos digam quais são os nomes das pessoas que estão acusando a jovem estuprada de ser a culpada da barbárie que sofreu?

 

É obvio que o estupro não é culpa da vítima. É obvio que a violência contra a mulher é algo real e grave, e que precisa ser tratado com toda seriedade e combatida com toda a força, por todos os meios possíveis e justos. Entretanto, culpar a “sociedade machista”, o “patriarcado” ou o alegado “potencial para o estupro” que há em “todos os homens”, etc. pela violência praticada contra as mulheres e não objetivamente aqueles que cometem os atos criminosos, é algo que só faz sentido na cabeça egoísta de quem busca promover interesses próprios e escusos às custas da suposta luta contra a “cultura do estupro”.

 

Pense. Quem pratica, e, portanto, se torna responsável pelos estupros são pessoas maldosas ou é a “cultura do estupro”? Culpar esta maluquice que alguns inventaram e chamam de “cultura do estupro” é tão ilógico e irracional quanto culpar o “ato do estupro” pelos estupros ocorridos. Quando alguém diz: “se não houvesse esta cultura do estupro não haveria estes estupros”, é como se dissesse: “se não houvesse o ato do estupro não haveria estes estupros”. Uma “cultura” ou o “estupro” não são seres, nem pessoas ou indivíduos passíveis de serem acusados de responsabilidade por estupros e violências. Criminosos, pessoas, indivíduos são responsáveis pelos estupros, e só eles! Os estupradores, pessoalmente, são culpados e responsáveis pela prática deste ato criminoso, e não o conceito ideológico “cultura do estupro”, que é fruto do imaginário oportunista, enganoso e enganador do feminismo.

 

A verdade é que não há “cultura de estupro” em lugar algum senão nas próprias mentes e imaginações dissimuladas daqueles que cunharam e promovem tal conceito ideológico ilusório. Em que lugar do Brasil há uma sociedade que cultiva, promove e aprova o estupro? O que há de fato, em praticamente todas as sociedades humanas, são indivíduos criminosos e covardes que estupram e cometem violências contra as mulheres. A violência contra a mulher não é um problema do “patriarcado machista” como obstinadamente querem nos fazer pensar o feminismo em benefício e promoção próprios, claro. A violência contra a mulher é um problema do coração, é a maldade e depravação humana, são os efeitos do pecado original que corrompeu todos os homens em todas as faculdades e partes da alma e do corpo, e é desta corrupção original pela qual ficamos totalmente indispostos, incapacitados e adversos a todo o bem, e inteiramente inclinados a todo o mal, é que procedem todas as transgressões atuais.[1] A verdadeira solução para este grande e terrível problema humano não deve ser encontrada no vermelho da bandeira comunista/socialista, mas sim no precioso rubro sangue das feridas de Cristo. O remédio para os verdadeiros problemas de cada homem e de cada mulher não deve ser encontrado na foice ou no martelo, mas na cruz!

 

A verdade é que este novo slogan imaginário e patético, que enche as bocas de pessoas de mente vazia, trata-se de mais uma jogada midiática e oportunista para promover os ideais feministas comunistas/socialistas! Eles criam o problema, e em seguida se apresentam como a única solução! Estas pessoas são capazes de fazer o diabo para promoverem sua ideologia sanguinária![2] Como é o seu costume astuto, criam um inimigo imaginário, e automaticamente proclamam-se a si mesmos como os únicos heróis que estão empenhados em realmente fazer o bem e derrotar este terrível vilão, produto daquelas ideologias que são contrárias aos dogmas ideológicos esquerdistas, e que por isso mesmo também são — dizem eles — a causa de todos males e desigualdades sociais que nos oprimem.

 

Atacar a ilusória “cultura do estupro”, e não atribuir completamente a culpa “aos pobres oprimidos, vítimas do sistema perverso capitalista que não lhes deu nenhuma oportunidade de ser outra coisa senão traficantes e estupradores”, isso sim é criar uma verdadeira ideologia e cultura que promove a impunidade de indivíduos responsáveis culpados e estimula novos estupros, e toda sorte de outros crimes contra a mulher, e contra a sociedade em geral.

 

A violência contra a mulher deve ser tratada com total intolerância e punida com a máxima severidade, com pena de morte sempre que a justiça exigir. Lugar de estuprador não é na prisão, é na cova. Quem estuprou covardemente a jovem foram pessoas, indivíduos reais, que possuem uma culpa real e que, por isso, devem receber uma justa punição real. Sem dúvida, o procedimento mais adequado e a punição mais justa para o crime do estupro são aqueles prescritos por Deus, nas Suas Escrituras Sagradas:

 

“Se algum homem no campo achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então morrerá[3] o homem que se deitou com ela; porém à moça não farás nada. A moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo, e lhe tira a vida, assim é este caso. Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse.” (Deuteronômio 22:25-27)

 

Por outro lado, a proposta e postura dos esquerdistas em casos como estes é (1) aliviar a culpa dos estupradores, ao desviar deles a atenção e atribuir parte de sua culpa aos conceitos ideológicos imaginários criados por eles mesmos, tais como “cultura do estupro” e o “patriarcado machista”; (2) propor medidas socioeducativas e posicionar-se contra a aplicação de penas mais severas para os criminosos, alegando que isso não resolverá o problema dos estupros e da violência contra a mulher, e ainda ferirá os “direitos humanos” das “vítimas da sociedade capitalista opressora”; e, por fim, (3) aproveitar-se sórdida e inescrupulosamente de acontecimentos trágicos como este do estupro da jovem, usando-o como palanque político-ideológico para promover seus ideais e interesses, e combater os que manifestam ideias e opiniões contrárias às suas. Eis as grandes “contribuições e conquistas” dos esquerdistas e das feministas em favor da promoção da segurança, respeito e bem-estar das mulheres!

 

Alguém minimamente sensato diria que as pessoas da esquerda feminista precisam mesmo é de menos utopia marxista e mais realidade e sensatez, uma boa dose de bom-senso ou de psicotrópicos. Alguém sábio, Pedro, lhes diria: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (Atos 3:19). Porém alguém ainda mais sábio, Jesus Cristo, lhes diria: “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). E mais: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16).

 

Eu, pobre pecador salvo pela graça somente, apenas lhes direi: “Quem crê nele [Jesus Cristo] não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (João 3:18; Atos 16:31).

 

 

William Teixeira, SDG!

28 de maio de 2016

 

 

 

 

[1] As citações em itálico deste parágrafo foram retiradas dos parágrafos 2 e 4, do Cap. 6, da amada CFB1689.

[2] Do aborto ao genocídio — pode acreditar! — de assassinato covarde de indefesos e de ceifar vidas inocentes eles entendem bem! Um partido Comunista tem tanto direito de existir quanto um partido Nazista. Quem matou mais?

[3] Sem dúvida a pena de morte para crimes graves como o estupro seria um importante aliado em nossa luta contra os criminosos. Ouço alguém dizer com certa indignação: “A pena de morte não acabaria com o crime nem reduziria a violência!”, o que  está em questão aqui não é primariamente acabar com o crime ou a violência, mas sim fazer valer o poder da espada que Deus entregou nas mãos dos magistrados e “acabar” com os criminosos e suas más obras. O raciocínio é simples: mais criminosos no cemitério, menos nas ruas e mais louvor, segurança e paz para as pessoas que fazem o bem.

 

Assim diz o SENHOR: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal” (Romanos 13:3-4).

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