Textos

Uma Introdução à História dos Batistas, por Chris Traffanstedt

Prefácio

 

A maioria dos Cristãos hoje não tem a mínima ideia do que é a história da Igreja e de quão importante é entendê-la. Mesmo quando falamos acerca de algum ponto especifico da história da Igreja, tal como a história dos Batistas, as pessoas ainda são ignorantes. Essa cartilha, então, é uma breve história da origem dos chamados “Batistas”. A intenção é desafiá-lo a explorar a história dos Batistas e da Igreja, em geral.

 

Começaremos com a teoria básica da história dos Batistas: a denominação moderna originada na Inglaterra e Holanda, no começo do século dezessete. Essa ideia tem sido debatida ao longo da história, mas nosso objetivo aqui é mostrar que ela se aproxima mais dos fatos históricos do que as outras posições defendidas. No início dos anos de 1600, surgiram dois grupos principais na Inglaterra os quais podemos classificar de Batistas: os Batistas Gerais e os Particulares. Antes de analisarmos esses dois grupos, entretanto, veremos primeiro a história que lhes antecedeu.

 

A Reforma

 

O ano era 1517. Um monge desconhecido, cujo nome era Martinho Lutero, publicou uma lista de problemas (95 para ser exato) de uma das novas invenções da Igreja. Nessa contundente lista, ele atacou a Igreja por causa das indulgências, que eram os pagamentos realizados à ela a fim de se obter o perdão de pecados. Lutero viu esses pagamentos como uma abominação à obra redentora de Cristo. “As noventa e cinco teses” foi um chamado ao debate, embora tal debate nunca tivesse ocorrido. Esse chamado, entretanto, balançou o povo da Alemanha. O desafio de Lutero passou despercebido, por algum tempo, à Igreja então estabelecida, mas o povo não se esqueceu daquilo. Pela providência de Deus, um chamado à autoridade exclusiva da Escritura começou a se espalhar na Alemanha e em outras partes da Europa.

 

Esse movimento, posteriormente denominado de Reforma, foi um movimento de volta à Bíblia. O moto se tornou Sola Scriptura[1] e esses rebeldes de Deus começaram a apregoar a mensagem do Evangelho ao mundo outra vez. Outros homens também foram usados por Deus para trazer essa mensagem da Soberania de Deus, dando ao Seu povo Sua Escritura. Homens como Ulrico Zuínglio, João Calvino e John Knox sempre foram associados a este grande mover de Deus.

 

Com a propagação da Reforma através da obra de Calvino e Knox, deu-se o próximo grande impacto do Evangelho no século dezessete na Inglaterra. É aqui que começamos a ver a semente do movimento Batista.

 

História Inglesa

 

A Inglaterra foi, sem dúvida, um país inovador, tanto na política quanto na religião. Isso se pode ver no reinado de Henrique VIII (1509-1547) e em seu Ato de Supremacia (1534). Esse decreto separou a Igreja da Inglaterra do controle de Roma, e mesmo assim, aquele país continuou amplamente Católico, em prática e doutrina.

 

Então, o Rei Eduardo VI chegou ao trono em 1547. Embora ainda fosse uma criança, ele moveu o país rumo ao Protestantismo. Isso se deu, provavelmente, devido ao fato de Eduardo ter sido educado por tutores Protestantes. Com seu zelo juvenil, Eduardo abriu a porta para que a doutrina e prática Protestante se espalhassem e crescessem pelos anos que se seguiriam.

 

Contudo, a morte prematura de Eduardo provocou uma mudança radical e sanguinária na Inglaterra. Essa mudança trouxe consigo a luta pelo trono que foi finalmente conquistado por Maria Tudor em 1553. Durante seu reinado de cinco anos, ela restaurou o Catolicismo e aboliu os Protestantes da Inglaterra sistematicamente. Seus atos lhe renderam o famoso apelido de “Maria, a sanguinária”.

 

Isabel Tudor sucedeu Maria e governou de 1559 a 1603. Embora não fosse uma pessoa religiosa, Isabel professava o Catolicismo. Porém, a pressão política fez com que aceitasse o Protestantismo. Esse movimento político, juntamente com a reação popular contra os atos da Rainha Maria, guiou a Inglaterra novamente ao Protestantismo. Isabel, não querendo abrir mão de nenhuma vantagem política, elaborou um acordo entre Católicos e Protestantes. Esse ato foi chamado de “Estabelecimento Religioso Elisabetano”, e com ele, o consenso de que as guerras religiosas na Inglaterra cessaram. Isso, no entanto, durou pouco tempo. Mesmo com tal “paz”, muitos clamavam por maiores reformas na Igreja. A reivindicação por mais reformas produziu um grupo de pessoas que se tornariam muitos deles precursores dos Batistas. Esse grupo foi chamado de “Puritanos”.

 

Os Puritanos

 

Infelizmente, muitos hoje não têm o conhecimento correto acerca dos Puritanos. Há uma tendência de se pensar que eles eram velhos rabugentos que só queriam estragar a alegria de todos. Porém, isso está longe da verdade. Talvez a seguinte citação coloque-nos na estrada para o correto entendimento do Puritanismo:
 

O mais importante para se entender os Puritanos é saber que eles eram pregadores antes de serem outras coisas quaisquer. Eles não mediam esforços em suas tentativas de reformar o mundo através da Igreja, e embora esses esforços tivessem sido frustrados pelos líderes da Igreja, o que os mantinha unidos, fundamentava o seu zelo, e dava-lhes força para persistir era a sua consciência que eles haviam sido chamados para pregar o Evangelho.[2]

 

Os Puritanos queriam ver uma reforma bíblica real alcançar a Igreja. Os primeiros Puritanos foram liderados por Bishop Hooker e Thomas Cartwright; eles começaram a reivindicar uma igreja “pura”. Entretanto, a Rainha e a Igreja da Inglaterra não estavam dispostos a concordarem com os Puritanos e então começaram a forçar a conformidade religiosa pela lei. Assim findou-se o curto período de paz religiosa.

 

Os Separatistas

 

Essa demanda das forças políticas e religiosas da Inglaterra por conformidade originou um grupo conhecido como “Separatistas”. Os princípios por detrás desse movimento eram a separação entre Igreja e Estado; doutrina pura, livre de interesses políticos; e reforma geral da Igreja. Os Separatistas levavam a Bíblia a sério e estavam determinados a entregarem suas vidas por causa dos seus ensinos. Eles afirmavam que a Igreja era formada pelos redimidos, e não por pessoas politizadas. Eles se recusavam a crer que a Bíblia ensinava alguma hierarquia governamental na Igreja (regida de cima para baixo), e em vez disso, afirmavam um governo da Igreja com alguma participação do povo (regida também pelos níveis inferiores). Além disso, eles prezavam por uma liturgia simples que enfatizasse o Deus Santo. Eles achavam que as formas de culto impostas pelo Estado e os escritos auxiliares da Igreja da Inglaterra levavam o povo a enfatizar a forma e não a Soberania de Deus [substância]; assim, esse tipo de “auxílio” foi desprezado.

 

Foi a partir desse chamado à pureza na Igreja, tanto no culto quanto na prática diária, que a “denominação Batista”, como conhecida hoje, surgiu por meio do movimento Separatista Inglês. A melhor evidência histórica confirma essa origem, e nenhum estudioso renomado contestou isso na última metade do século.[3] Como dissemos anteriormente, os Batistas surgiram como dois grupos distintos. Agora voltaremos nossa atenção para análise desses dois grupos.

 

Os Batistas Gerais

 

Esse grupo veio a ser conhecido como Batistas Gerais porque acreditava em uma expiação “geral” [ou ilimitada].[4] Os Batistas Gerais também tinham uma convicção distinta que os Cristãos podem enfrentar a possibilidade de “cair da graça”. Os dois fundadores do movimento dos Batistas Gerais foram John Smyth e Thomas Helwys.

 

A primeira Igreja dos Batistas Gerais foi fundada em 1608 ou 1609. Seu principal fundador foi John Smyth (1570-1612) e localizava-se na Holanda. A História de Smyth começa na Inglaterra onde ele foi ordenado como clérigo Anglicano em 1594. Pouco depois de sua ordenação, seu zelo o levou à prisão, por se recursar a conformar-se aos ensinos e práticas da Igreja da Inglaterra. Smyth era um homem animoso que estava pronto para desafiar os outros acerca de da fé, mas era igualmente rápido em mudar suas próprias opiniões bem como sua teologia pessoal. Smyth combateu continuamente a Igreja da Inglaterra até que se tornou claro que ele não mais poderia continuar em comunhão com essa igreja. Assim, ele finalmente se desvinculou dela e se tornou um “Separatista”.

 

Em 1609, Smyth juntamente com um grupo na Holanda, passou a crer no batismo de crentes (em oposição ao batismo infantil que era a regra do tempo) e a partir de então formaram a primeira igreja “Batista”. Inicialmente, Smyth estava de acordo com a posição ortodoxa típica da igreja; mas com o passar do tempo, e como de costume, ele começou a mudar de opinião. Primeiro Smyth insistiu que o verdadeiro culto vinha do coração e qualquer forma de leitura no culto era mera invenção do homem pecador. Orar, cantar e pregar deveria ser algo completamente espontâneo. Ele foi tão longe com essa mentalidade que passou a não permitir a leitura da Bíblia durante o culto “uma vez que considerava as traduções em inglês das Escrituras algo aquém da palavra direta de Deus”.[5] Segundo, Smyth introduziu uma liderança dupla na igreja, o Pastor e o Diácono. Esse era um contraste com a liderança reformada de Pastor, Presbítero e Diácono.

 

Terceiro, com sua nova posição acerca do batismo, outra nova inquietação surgiu entre estes “Batistas”. Tendo todos sido batizados quando crianças, eles perceberam que deveriam ser rebatizados. Uma vez que não havia nenhum outro ministro para administrar o batismo, Smyth batizou a si mesmo e então passou a batizar seu rebanho. Uma observação interessante aqui que deve ser trazido à tona é que o modo de batismo utilizado foi por efusão, pois a imersão só se tornaria norma na geração seguinte. Antes de sua morte, como parece ter sido característico de Smyth, ele abandonou as ideias batistas e começou a tentar levar seu rebanho à igreja Menonita. Embora tivesse falecido antes disso acontecer, a maior parte de sua congregação se juntou àquela igreja algum tempo depois.

 

Agora voltaremos nossa atenção a Thomas Helwys. De alguma forma ele tinha uma relação difícil com Smyth, mas depois que Smyth começou a se afastar da fé dos Batistas Gerais, Helwys cuidou dos primeiros Batistas. Helwys liderou seu pequeno grupo à Inglaterra em 1611, que foi considerado a primeira Igreja Batista em solo inglês. Esse grupo manteve o batismo de crentes e rejeitou o Calvinismo em favor do livre-arbítrio (que também incluía a possibilidade de decair da graça); eles permitiram que cada igreja elegesse sua própria liderança, tanto anciãos como diáconos.[6] Por volta de 1624, havia, sabidamente, cinco igrejas de Batistas Gerais, e em 1650 elas eram pelo menos 47.[7] Ainda que alguns consigam enxergar a igreja Batista moderna nesse grupo, devemos entender que suas crenças estão longe da herança reformada que moldou a fé Batista contemporânea.

 

Os Batistas Particulares

 

É dito frequentemente que os Batistas na Inglaterra estavam divididos quanto à doutrina da expiação, mas isso não reflete os verdadeiros fatos históricos. Sim, é verdade que os dois grupos mantinham diferentes pontos de vista acerca da expiação e das demais doutrinas, mas eles não estavam divididos. Ao contrário, ambos cresceram como dois grupos separados [independentes um do outro]. Assim como os Batistas Gerais, os Batistas Particulares vieram do movimento Separatista e surgiram por volta de 1630. Eles foram influenciados pelo grande reformador João Calvino e mantinham uma forte posição a favor da expiação “particular” [ou limitada].[8] A primeira igreja foi fundada por volta de 1633 ou 1638, de acordo com alguns. Apesar desse dado, entretanto, está claro que em 1644 os Batistas Particulares já contavam com pelo menos sete igrejas. Algo maravilhoso acerca desse pequeno e mui jovem grupo é que em 1644 essas igrejas se juntaram para elaborar a confissão de fé chamada Primeira Confissão de Fé Londrina. Essa confissão precedeu a famosa Confissão de Fé de Westminster por dois anos. Como veremos, as igrejas Batistas contemporâneas remontam esses primeiros Batistas.

 

Apesar de a história Batista tipicamente apresentada seja atribuída mais ao movimento Batista Geral, de fato, são aos Batistas Particulares a quem os Batistas de hoje devem sua doutrina.[9] Como nos lembra um historiador, os Batistas Gerais:

 

Sempre representaram uma parte pequena da vida Batista na Inglaterra, e uma parte ainda menor na América. Sua influência sobre as principais correntes do movimento Batista nesses países parece ter sido mínima.[10]

 

A história do movimento Batista Particular começa com Henry Jacob (1563-1624). Embora Jacob nunca tenha se tornado um Batista, exerceu muita influência no que viria a se tornar os Batistas Particulares. Podemos chamar Jacob de Separatista moderado. Jacob relutava em chamar a Igreja da Inglaterra de anticristo; assim, ele trabalhou continuamente para a reformá-la. Em 1603, Jacob assinou um documento que chamava a Igreja da Inglaterra à reforma. Apesar de Jacob não reivindicar a separação, escreveu um tratado cujo título é Reasons Taken out of God’s Word and the best humane Testimonies proving a necessittie of reforming our Church in England [Razões Tiradas da Palavra de Deus e os melhores Testemunhos humanos que provam a necessidade de reforma em nossa Igreja na Inglaterra]. Com a publicação desse livro, Jacob foi lançado na prisão por um curto período de tempo. Com a sua soltura, foi exilado na Holanda assim como a maioria dos Separatistas. Relutante à radicalização contra a Igreja da Inglaterra, Jacob fez uma distinção entre verdadeiras e falsas igrejas da Igreja da Inglaterra. Essa maneira de pensar levou-o a defender a liberdade de formação de diferentes tipos de igreja e com liturgias alternativas.

 

Em 1616, Jacob foi capaz de retornar à Inglaterra e lá formou a Igreja JLJ, como é conhecida hoje.[11] Dessa igreja surgiram posteriormente os Batistas Particulares. Nessa igreja ocorriam vários debates sobre o batismo, debates que causaram muitos rachas. Um deles ocorreu em 1633, quando dezesseis pessoas pediram que a igreja permitisse que eles se afastassem da JLJ a fim de formarem outra igreja. O motivo, para tanto, duplo. Primeiro, por necessidade: a igreja JLJ se tornou muito grande e cresceu o medo de começarem a ser perseguidos (uma vez que era ilegal estar fora da Igreja da Inglaterra). Segundo, a JLJ era parecida com a Igreja da Inglaterra. Em 1638, outro racha ocorreu e seis pessoas deixaram a JLJ por causa da questão do batismo de crentes, algo com o que essas seis pessoas concordavam firmemente. Assim, a primeira igreja Batista Particular pode ser traçada a uma ou ambas essas igrejas.

 

Panorama da Origem dos Batistas

 

Como tentamos deixar claro, a história mostra que a origem dos Batistas vem do movimento Separatista do século XVII na Inglaterra. Entretanto, essa não é a única alegação acerca da origem dos Batistas. A fim de esclarecer os fatos, precisamos analisar brevemente outras posições que têm sido afirmadas.

 

A Influência Anabatista

 

Muitos Batistas são levados a pensar que eles vieram dos Anabatistas, só porque a palavra “batista” é encontrada nesse nome. Mas devemos ser muito cautelosos aqui. Devemos analisar quem os Anabatistas eram de fato e fazer a seguinte pergunta: eles realmente representam a fé Batista?

 

Quem eram essas pessoas chamadas “Anabatistas”? Esse nome refere-se a uma comunidade de rebeldes do período da Reforma; eles eram considerados uma ala radical da Reforma. Mesmo dentro desse grupo havia diversas controvérsias e subgrupos. As duas principais vertentes podem ser identificadas como: “Anabatistas revolucionários” e “Anabatistas evangélicos”.[12] Não queremos gastar muito tempo falando sobre os revolucionários, pois dificilmente eles refletiam uma abordagem bíblica do Cristianismo. De fato, eles tomaram a forma de uma seita, aderindo a uma fé mística baseada na experiência e acreditavam que seus líderes eram profetas. Frequentemente usavam da violência para fazer o que queriam.[13]

 

Entretanto, os Anabatistas “evangélicos” constituíram um movimento de um tipo diferente. E é desse grupo que muitos dizem que o movimento Batista nasceu. Assim, precisamos gastar algum tempo para examiná-los. Esse grupo, primeiramente, rejeitou a posição ortodoxa do Cristianismo acerca do pecado. Em vez de afirmar a escravidão do pecado tanto da natureza como de ações dos homens, eles criam que o pecado era “uma perda de capacidade ou séria enfermidade”.[14] Os Anabatistas, ao seguirem a doutrina Romana de justificação, afirmavam que Deus nos faz justos e nos aceita com base em nossas obras de justiça. Eles também acreditavam que Cristo não nascera de Maria, mas sim teve uma origem celestial. Quanto ao mundo, os Anabatistas acreditavam que somos completamente dele separados (embora eles praticassem um profundo zelo evangelístico em algumas ocasiões). Os Anabatistas rejeitavam o batismo infantil e afirmavam o batismo de crentes, porém, o modo como batizavam, era na maioria das vezes, por aspersão, não por efusão ou imersão. Sua crença acerca da interpretação das Escrituras era o da imitação estrita, a
mesma que levou grandes movimentos ao legalismo.[15]

 

Quando olhamos para os Anabatistas devemos concordar que há algumas similaridades com os primeiros Batistas Gerais, mas em geral essas semelhanças eram pequenas e nem sempre conexas. No fim das contas, devemos dizer que esse grupo de Cristãos não reflete os ensinamentos históricos dos Batistas. A maior parte da história dos Batistas nos mostra que eles sempre mantiveram uma forte posição bíblica acerca do pecado, tanto em nossa natureza como em nossas ações; não se trata de uma mera enfermidade. Os Batistas sempre mantiveram sua fé no nascimento virginal e reconhecem que isso implica na doutrina da natureza de Cristo, Deus-Homem, e que tal fato não foi uma mera ilusão celestial. Além disso, apoiaram firmemente a justificação redescoberta pela Reforma — que é baseada unicamente na justiça de Cristo, e não na nossa justiça, pois não há justiça alguma em nós. E finalmente, os Batistas sempre defenderam que as Escrituras devem ser estudadas e aplicadas diariamente pelos fiéis através do poder do Espírito Santo e não devem ser seguidas em uma imitação cega ou uma fé repentina. Portanto, devemos rejeitar, como a história mostra, que os Batistas se originaram dos Anabatistas.

 

Continuação ou Sucessão do Ensino Batista

 

A próxima teoria a acerca da origem dos Batistas tem poucos adeptos hoje, mas ainda encontra alguma expressão em alguns círculos. Estamos falando da teoria do Continuísmo ou da Sucessão. Ela afirma que as Igrejas Batistas podem ser traçadas através das eras em sucessão ininterrupta de igrejas Batistas (embora nem todas carregassem esse nome) até Jesus Cristo e João Batista. Devemos ser cuidadosos na maneira em que refutamos essa posição, pois de maneira alguma queremos dizer que nossa herança Batista não venha de Cristo e as verdades estabelecidas nas Sagradas Escrituras. Mas devemos ser contra a ideia de que as verdadeiras igrejas Batistas surgiram no Novo Testamento.

 

A teoria do continuísmo foi apresentada em um pequeno livro chamado The Trail of Blood [O Rastro de Sangue] de J. M. Carroll. Esse livreto tenta mostrar que “de acordo com a história [...] os Batistas mantêm uma linha ininterrupta de igrejas desde Cristo”. Esse e outros como ele afirmam que João Batista representou o início denominacional e que Jesus prometeu que aquilo nunca falharia. Esse livro traz afirmações arrogantes tais como “a verdadeira igreja é Batista” e “todas as comunidades Cristãs dos três primeiros séculos eram Batistas”. Esses pontos de vista são baseados em fontes históricas inadequadas e representam mais algum tipo de polêmica que fatos históricos. Nele, assumem-se vários pressupostos carentes de evidências. Essa teoria radical surgiu por volta de 1800 de uma intensa disputa denominacional, quando pessoas acreditavam que a fé era algo que vinha delas mesmas e não que era um dom da graça de Deus. Muitos pensavam que esse tipo de pensamento traria de volta a segurança perdida com o surgimento da sociedade moderna.[16]

 

Também devemos ser lembrados de que a maioria dos primeiros Batistas rejeitou a teoria do continuísmo. John Smyth foi um desses, como podemos ver em seus escritos: “Nego toda sucessão, exceto a da verdade” e “Não existe continuísmo na igreja visível; toda sucessão vem do céu”.[17] Thomas Helwys, ao falar contra a posição continuísta, disse: “Nenhum homem nunca será capaz de provar isso [...] seja isso lançado fora, uma vez que não provêm da Palavra de Deus, que ele ou eles foram os primeiros”.[18] Também, John Spilsbury, um pastor Batista Particular, afirmou: “Não existe sucessão no Novo Testamento, mas sim o que vêm espiritualmente pela fé e pela Palavra de Deus”.[19] Essa última citação nos fornece a maneira correta de olhar para nós mesmos como Batistas. Embora não tenhamos existido desde sempre como a denominação Batista [assim como os Presbiterianos, Congregacionais, Assembleianos, etc.] é sobre a verdade eterna da Palavra de Deus que fomos edificados! Outra vez, somos lembrados disso na Confissão de Fé Batista, capítulo 26.3:

 

Mesmo as igrejas mais puras sobre a terra estão sujeitas a erros doutrinários e a comprometimentos. Algumas se degeneraram tanto, que deixaram de ser Igrejas de Cristo, e passaram a ser sinagogas de Satanás. A despeito disso, porém, Cristo sempre teve e sempre terá um reino neste mundo, até o fim dos tempos. Esse reino é formado dos que nEle creem e confessam o se nome.

 

Assim, devemos ver que a Denominação Batista tem suas origens na Reforma, especialmente nos Separatistas na Inglaterra. Com isso em mente, somos um grupo Protestante que deve refletir nosso conhecimento tradicional Reformado e manter, como fizeram nossos pais, as doutrinas da graça, a justificação somente pela fé, a autoridade da Escritura e o sacerdócio de todos os crentes.[20]

 

Vamos retornar a como os Batistas floresceram na Inglaterra e então como eles foram para os Estados Unidos. Devemos prestar atenção especial a essa mudança para o Novo Mundo, pois é aqui que nós, Batistas Americanos, encontramos nossos Antepassados Batistas.

 

Os Batistas na Inglaterra

 

Em meados do século XVII ambos os grupos Batistas já se encontravam na Inglaterra. Mas o que, exatamente, aconteceu com esses dois diferentes grupos; o que aconteceu com suas igrejas? Os Batistas Gerais entraram nos anos de 1600 como um movimento crescente, mas no fim desse século e início dos anos 1700, os Batistas Gerais enfrentavam sérios problemas doutrinários. A deidade de Cristo começou a ser questionada e sua doutrina da expiação mergulhava cada vez mais em sua posição Arminiana.[21] Os Batistas Gerais estavam morrendo rapidamente com essa mentalidade anti-bíblica. Entretanto, em 1763 um Metodista chamado Dan Taylor reavivou os Batistas Gerais por um pequeno período, ao chamá-los de volta a uma perspectiva mais bíblica. Mas, outra vez, essa fase [conhecida como “New Connection”, em inglês] (1770) durou pouco. A razão disso é que os Batistas Gerais elegeram para si pastores e líderes com pouquíssimo conhecimento. Levou apenas mais uma geração para que os Batistas Gerais fossem esquecidos da história.

 

A história dos Batistas Particulares, por sua vez, é diferente. O século XVII trouxe-lhes grande crescimento mesmo em meio à colérica perseguição religiosa na Inglaterra. Em 1644, os Batistas Particulares publicaram a Primeira Confissão de Fé Batista. Essa Confissão era Calvinista e rejeitava todas as insinuações de que eles eram “Anabatistas”. Embora essa Confissão não fosse muito clara, foi um importante documento que ajudou a reunir todos os Batistas Particulares.

 

Então em 1677, uma segunda confissão foi elaborada refletindo a Confissão de Westminster (1647) e a Declaração de Savoy (1658). Em sua maior parte, esse novo documento seguia a Confissão de Westminster, mas em sua posição quanto ao governo da Igreja, a Confissão Batista seguia a Declaração de Savoy.[22] A Confissão de Fé Batista estabelecia as questões sobre qual tipo de poder os representantes das associações das igrejas tinham sobre as igrejas locais. Além disso, lidava com o Batismo afirmando sua posição a favor do batismo de crentes ao invés do batismo infantil. Devemos ter em mente que as discussões sobre esse assunto não se seguiram devido aos “Anabatistas”, mas surgiram de um desejo intenso de refletir a Escritura tal como tivesse sido entregue a nós.

 

Os Batistas Particulares na Inglaterra também tiveram seu declínio, mas nesse caso, esse foi um movimento para a direita, não para a esquerda. O “hiper-calvinismo”[23] surgiu nos anos 1700 e, contrário à teologia da Reforma, fez algum estrago nos Batistas Particulares. Porém, um reavivamento veio em 1750 com Andrew Fuller e os Batistas Particulares começaram a ganhar nova força. Com ela, veio também as missões dos Batistas Particulares, precursoras das missões dos dias de hoje. William Carey liderou essa proclamação do Evangelho no mundo e muitos outros o seguiram.

 

Os Batistas Na América

 

Como de costume naqueles anos, houve um grande êxodo para o Novo Mundo, e os Batistas estavam bem no meio dessa mudança para a América. A primeira Igreja Batista na América foi, provavelmente, uma igreja na província de Providence, fundada por Roger Williams (1603-1684) em 1639. Essa igreja foi fundada na doutrina Batista Particular, mas em meados de 1650, assumiu a posição dos Batistas Gerais. Entretanto, essa igreja retornou à fé dos Batistas Particulares nos anos de 1700 sob a liderança de James Manning. Outras igrejas surgiram naquela época em Newport, Rhode Island, outra em Boston, e então nas colônias do Sul. Todas essas igrejas foram fundadas nas crenças dos Batistas Particulares, embora houvesse adeptos dos Batistas Gerais entre seus membros. Apesar do crescimento dos Batistas nos anos de 1600 na América, foi durante os anos de 1700 que elas começaram a ganhar voz. Em 1700, havia apenas 24 igrejas Batistas com 839 membros ao todo, mas em 1790 já havia 979 igrejas e 67.490 membros.[24]

 

Foi em 1707 que a Associação Batista da Filadélfia foi fundada. Essa forte convenção Batista Particular impactou profundamente os Batistas na América. Em 1742 essa associação adotou a Confissão de Fé Londrina de 1689 e deu-lhe um novo nome: Confissão de Fé de Filadélfia. Esses Batistas foram rápidos em colocar sua fé em ação, e em 1770 fundaram um colégio e começaram a enviar regularmente missionários para toda a América. Daí em diante, os Batistas Particulares sobrepuseram o fracasso dos Batistas Gerais. Mas mesmo com essa forte posição histórica e doutrinária, os Batistas Particulares também começaram a perder a pureza doutrinária no Novo Mundo.

 

 

O Declínio dos Batistas Particulares

 

A questão com a qual concluiremos esse livreto é esta: por que os Batistas perderam sua herança Reformada? Como isso aconteceu?

 

Samuel E. Waldron, em seu livro Baptist Roots in America[25] [Raízes Batistas na América], nos dá muitas razões desse grande declínio em nossa herança. É muito importante que entendamos esses fatores pois, como de costume, nós, Batistas de hoje continuamos nos mesmos erros de anos atrás. Começaremos com a análise de Waldron desse declínio.

 

Primeiro Waldron chama nossa atenção para “The American, Democratic Ethos” [uma expressão que pode ser entendida como “O Caráter Democrático do Americano”]. Esse era o pensamento Americano de liberdade absoluta que veio com a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Os Americanos tinham uma forte mentalidade de independência e essa cosmovisão começou a se propagar dentro da Igreja. Assim como em qualquer cosmovisão independente e autocentrada, a soberania de Deus é colocada na prateleira, por assim dizer, em favor de um Deus que não impedirá nossa liberdade. Foi essa a característica responsável pelo declínio da fé dos Batistas Particulares.

 

A segunda causa do declínio dos Batistas Particulares foi o “revivalismo” que varreu o país nos séculos XVIII e XIV. Não devemos entender mal esse ponto; o problema não foi o avivamento, mas as respostas a ele. Foram as duas reações extremas que causaram essa grande tragédia. Em um extremo foi o de que deveria haver ordem na igreja. Isso levou a um rígido legalismo que provocou uma morte lenta àquelas igrejas em que se instaurou, como no caso das igrejas Batistas Particulares. O outro extremo foi o se entregar totalmente aos ardis do coração em busca de “experiências” [com Deus]. Isso levou a uma posição “anti-tradicional” e abriu a porta para o Arminianismo. Esse novo “método” da igreja foi muito apelativo a muitos Batistas que viram nele sua sobrevivência; mas em vez de sobrevivência, isso produziu um vírus dentro da igreja que atacou o âmago da herança reformada Batista.


A terceira causa do declínio dos Batistas Particulares foi o sincretismo. Sincretismo é colocar juntas duas posições como se fossem uma. Essa manobra teológica nos estágios iniciais [dos Estados Unidos] foi vista por alguns como necessária para que o Evangelho prosseguisse sem impedimentos. O sincretismo, porém, levou à decadência teológica que a herança Batista a uma fraca e débil versão de suas raízes Calvinistas. Assim como com os filhos de Israel no Antigo Testamento, os Batistas na América permitiram que o engodo da cultura moderna os cegasse para as verdades estabelecidas por Deus.

 

Quarto, quando há tentativa de acalmar algum radicalismo teológico, surge, então, um movimento para o extremo oposto. Essa oscilação foi o “hiper-calvinismo”. Muitos hoje precisam ser desafiados quanto a isso, pois o que eles chamam de Calvinismo não é o Calvinismo bíblico verdadeiro, mas sim sua “hiper” variação. Porque alguém não gosta de um ponto de vista, esse alguém não tem o direito de defini-lo como se fosse sua forma extrema. Devemos notar que o “hiper-calvinismo” não tem nada a ver com o verdadeiro Calvinismo, e devemos ser rápidos em afirmar esse extremo não tem parte no Cristianismo. “Hiper-calvinismo é a negação da ideia de que o chamado do evangelho é também para os que não foram eleitos [...] é a rejeição da ideia de que a fé é o dever de todos que ouvem o Evangelho”.[26] Como dissemos anteriormente, quando se adota uma ideia radical, certamente se seguirá uma morte lenta. Quando muitos das Igrejas Batistas Particulares se tornaram “hiper-calvinistas”, seu falecimento foi decretado.

 

Quinto, o declínio também foi o resultado do “Liberalismo”. Essa nova cosmovisão atingiu em cheio a América e foi facilmente aceita de alguma forma ou outra. Quando os Liberais começaram a enfatizar o individualismo acima de tudo, a soberania de Deus e a verdade absoluta da Escritura começaram a esmigalhar-se na igreja. Muitas igrejas se tornaram adeptas da teologia liberal depois da Guerra Civil [Americana] e a influência dos Batistas Particulares, bem como de todas as crenças mais ortodoxas, começou a desvanecer.

 

Por último, vemos que o “Movimento Fundamentalista” foi outro fator importante no declínio dos Batistas Particulares na América. Os Fundamentalistas, em resposta ao Liberalismo, produziram um extremo inesperado — o legalismo. Eles alegavam que as grandes reivindicações da Reforma não eram importantes, pois acreditavam que a doutrina levava as pessoas a contentarem-se apenas com o conhecimento. Os Fundamentalistas não eram favoráveis aos credos e enfatizavam muito mais as emoções que as doutrinas. Isso levou à ignorância acerca do conhecimento bíblico e doutrinário e inaugurou uma salvação “fácil”. Essa “nova” corrente enfatizava uma fé centrada no homem ao invés daquela centrada em Deus. Assim como qualquer outra fé centrada no homem, as doutrinas se perderam. E quando a doutrina se foi, foi-se com ela nossa herança Batista.

 

Um Chamado à Reforma

 

Agora que vimos os fundamentos históricos da igreja Batista, e que ela pode ser traçada de volta aos Batistas Particulares, precisamos agora reivindicar outra vez nossa herança. Quanto mais permanecemos longe da doutrina Reformada, mais veremos o declínio do conhecimento bíblico e da [verdadeira] espiritualidade. Devemos entender que a herança Batista está fortemente enraizada na Reforma que reivindicava a Escritura ao invés de uma igreja pragmática. Ao olharmos ao redor hoje, vemos que a maioria das igrejas Batistas (e as demais igrejas Evangélicas como um todo) está sendo devorada pelo pragmatismo.[27] Se esperamos ver uma Reforma hoje, devemos nos voltar para nossa herança Reformada. Foi a teologia Batista que teve uma das mais notáveis influências no mundo desde os anos 1700. Não devemos permitir que uma versão decadente da teologia Batista impeça nosso impacto contínuo. Se vamos chamar a nós mesmos de Batistas, devemos seguir nossos antepassados em sua busca da pureza bíblica das doutrinas ortodoxas Cristãs. Somos pessoas doutrinárias, frutos da Reforma para chamar o mundo à soberania de Deus que enviou Seu Filho para morrer numa cruz para todos os que cressem! Comecemos essa Reforma hoje!

 

Sola Scriptura!
Sola Gratia!
Sola Fide!
Solus Christus!

Soli Deo Gloria!

 


[1] Somente a Escritura, em Latim.

[2] Citado em J. I. Packer, A Quest for Godliness [A Busca da Piedade].

[3] H. Leon McBeth, The Baptist Heritage [A Herança Batista], (Broadman Press: Nashville, 1987), p.31.

[4] A expiação ilimitada é a crença de que Cristo morreu para todas as pessoas que viveram ou viverão.

[5] McBeth, p.35.

[6] Eles acreditavam que tanto homens quanto mulheres podiam ser diáconos/diaconisas.

[7] McBeth, p. 39.

[8] Expiação limitada é a crença de que Cristo morreu apenas pelos eleitos.

[9] Nota do tradutor: a igreja Batista no Brasil tem suas origens no trabalho de missionários norte-americanos. Sendo assim, herdamos, ainda que indiretamente, os mesmos princípios e doutrinas dos Batistas Particulares da Inglaterra. Infelizmente, porém, a denominação no Brasil, hoje, dificilmente se identifica com aquela fé. As principais convenções Batistas abandonaram sua orientação Calvinista; o dispensacionalismo e pentecostalismo se enraizaram nessas igrejas; a liturgia do culto reformado foi abandonada. Ao que parece, existem, no entanto, algumas poucas igrejas Batistas Reformadas no país e algumas que se encontram em uma batalha para a volta às suas origens. Não existe nenhuma grande Editora Batista Reformada no Brasil.

[10] Citado em H. Leon McBeth, The Baptist Heritage, p. 40.

[11] Foi chamada de JLJ devido às iniciais de seus três primeiros pastores; Henry Jacob, John Lathrop, e Henry Jessey.

[12] "Anabaptist Theology" in New Dictionary of Theology [“Teologia Anabatista” Segundo o Novo Dicionário de Teologia], (InterVarsity Press: Downers Grove, Illinois, 1988), p. 18.

[13] Nota do tradutor: Jan Matthys, um dos líderes dos Anabatistas radicais, se autoproclamava Enoque, e afirmava que a cidade de Münster, na Alemanha, seria a Nova Jerusalém. Matthys, juntamente com seus seguidores, tomou o poder da cidade em 1534, quando se iniciou, então, um regime de terror.

[14] Ibid, p. 18.

[15] A imitação estrita é aquela em que cada pessoa viverá apenas de passagens diretas da Escritura. Deve-se observar palavra por palavra da Escritura, caso contrário não temos direito a ela. Não há espaço para princípios nem para um olhar sistemático da Bíblia.

[16] Para mais detalhes, veja H. Leon McBeth The Baptist Heritage, pp. 58-61.

[17] Citado em H. Leon McBeth The Baptist Heritage, p.60.

[18] Ibid, p.60-61.

[19] Ibid, p. 61.

[20] A doutrina do sacerdócio de todos os crentes tem ensinado historicamente que o Espírito Santo ensina Seu povo individualmente através do “julgamento pessoal”, da “comunhão com os santos”, e da “herança Cristã.”

[21] O Arminianismo alega que a salvação está aberta para toda a humanidade e baseia-se na decisão do homem de aceitar ou negar a Cristo.

[22] A Declaração de Savoy era a confissão Congregacional e foi escrita por John Owen, Thomas Goodwin, Philip Nye, William Bridge, Joseph Caryl e William Greenhill (todos, exceto Owen, estiveram na Assembleia de Westminster).

[23] O hiper-calvinismo é a crença de que Deus planejou o mundo de tal forma que as causas secundárias (nossas ações) não são de modo algum necessárias. Esse ponto de vista não reflete o Calvinismo histórico. Podemos chamar esse pensamento de “anti-calvinista”, pois não reflete os ensinos bíblicos de Deus e Sua criação como o verdadeiro Calvinismo o faz.

[24] McBeth, p. 200.

[25] Samuel E. Waldron. Baptist Roots in America [Raízes Batistas na América], (Simpson Publishing Company: Boonton; New Jersey, 1991).

[26] Ibid, p. 22.

[27] O Pragmatismo é a crença que diz “se funciona, deve estar correto”. É o pensamento: “os fins justificam os meios”.

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