Textos

Spurgeon, Como Pastor e Teólogo, por Thomas Nettles

[Founders Journal 85 • Verão 2011 • pp. 22-33]

 

 

Seja lá o que mais ele era, Spurgeon foi um teólogo Cristão, eminentemente um “Pastor/Teólogo”. Ele queria ver o Evangelho pregado e apresentado à luz de uma compreensão completa da revelação bíblica. Seja na apologética ou na pregação, Spurgeon olhou para a plenitude, proporção, simetria e clareza não-comprometida como características de uma apresentação fiel do Evangelho de Deus.

 

Não Pare No Meio Do Caminho

 

Spurgeon não via nenhum atalho para a casa do Evangelho. Para ele, a única verdadeira teologia era uma teologia totalmente Cristã e qualquer tentativa de ganhar audiência com uma apresentação deficiente da totalidade do Evangelho, mesmo em situações apologéticas, era uma traição ao chamado do Cristão. “Esse departamento de literatura erudita chamado Religião Natural não leva a nada e para nada aproveita” — Spurgeon sustenta. Uma tentativa apologética de R. A. Redford em “Argumentos Cristãos Contra a Incredulidade Moderna” falhou na tarefa principal de fazer um apelo verdadeiramente Cristão — Spurgeon pontuou. Redford fez uma nobre tentativa de criar uma posição intelectual neutra quebrando a cidadela das objeções, a fim de mostrar que o teísmo, a possibilidade da revelação, a existência de milagres, e outras questões fundamentais não eram posições irracionais. “Nosso autor imagina”, Spurgeon observou, “que o teísmo simples pode se tornar um ádito para o santuário interior de evidencias mais seletas”1. Em sua tentativa de derrubar a negativa, ele cometeu um erro fundamental, omitindo uma proposta agressiva do positivo. Spurgeon acreditava que essa abordagem assume erroneamente que o argumento filosófico para possibilidades cria receptividade. Spurgeon era cético em relação ao método e sentia que a melhor abordagem sempre foi uma insistência sobre o pacote completo do Evangelho.

 

O teísmo aberto e a teologia natural encheram o ar “com o sentimento volátil, e se expressa em frases apáticas sobre ‘a benevolência do Criador’, ‘a beleza de Suas obras’, ou ‘os traços de Seu design que estão espalhadas por todo o universo’”. Essa afirmação é um “subterfúgio sem valor”, quando o que essas pobres almas precisam é da fé salvadora; nada de bom virá de brincadeiras com seus preconceitos. Spurgeon, portanto, acreditando que era um absurdo para um ministro Cristão instar com o infiel para que este torne-se um teísta, ele propôs uma abordagem mais robusta e agressiva para lidar com a “Incredulidade Moderna”. Seu primeiro postulado foi: “aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” [veja Hebreus 11:6]. O segundo foi: “aquele que crê em Deus deve aceitar a Cristo como mediador”, continuando, o terceiro: “Aquele que aceita o único mediador entre Deus e os homens deve receber a expiação”. Qualquer método que incentive menos deixa uma pessoa sem nenhuma razão para se alegrar em Deus ou cantar louvores a Ele com espírito e com o entendimento. Os métodos apologéticos que focados na criação de neutralidade, mas falham em abraçar a apresentação completa do Evangelho são como tentar resolver um problema do crime por “suplicar a assaltantes para que não portem armas de fogo”2.

 

Spurgeon não queria teologia ou apologética que não fosse totalmente Cristã e evitou qualquer método de apresentação com a intenção de trazer aos incrédulos apenas até a metade do caminho para a verdade. Tais métodos tendiam para a opinião de que a abertura ao teísmo constituía posição correta diante de Deus. A cura para convicções flácidas e lânguidas sobre teologia era uma boa imersão na realidade do pecado próprio de alguém, uma percepção da “soberania da graça Divina, um esclarecimento das operações da renovação do Espírito Santo, e uma entrada abundante naquela vida que lida com verdades espirituais e eternas”. A teologia não era apenas uma mente correta, muito menos uma mente meio correta, mas um coração curado. Sem isso, “ortodoxia selvagem normalmente gera uma descrença frívola”3.

 

Ele era totalmente a favor, portanto, de obras apologéticas que visavam refutar a validade de ataques, diretos ou indiretos, sobre a inspiração das Escrituras. Todas as partes da Bíblia tinha sido “vigorosamente atacadas” em algum momento, mas grandes potências da fé e capacidade vieram para a sua defesa o que “deixou-as mais confirmadas do que antes”. A defesa de Luthardt da autoria Joanina do quarto Evangelho foi digno do imenso trabalho que envolveu seu estabelecimento da autenticidade da história desse livro. Todos os estudantes da Bíblia deveriam ser gratos a esses defensores da fé pois “um ataque contra a fortaleza da inspiração é destinado na realidade, contra a própria cidadela”. O zelo por uma deve acompanhar o zelo pela outra4.

 

Spurgeon defendeu um biblicismo puro para a construção teológica. Ele acreditava, confirmando a posição de Robert Rainey, que a Escritura continha um sistema perfeito “desenvolvido gradualmente no Antigo Testamento, e rapidamente concluído no Novo”. Quando Rainey, entretanto, preencheu este sistema bíblico com a evolução doutrinária na história da igreja e as descobertas dos tempos modernos, e apontou para a “capacidade de ensino corporativo” da igreja, Spurgeon resistiu. Ele não conhecia nenhuma igreja corporativa e, portanto, nenhuma tal capacidade de ensino. Podemos ganhar assistência através dos outros que interpretam as doutrinas bíblicas, mas nada além das doutrinas em si podem ser permitidas. “O desenvolvimento da Doutrina Cristã nas Escrituras é uma coisa, e o desenvolvimento dessas doutrinas após a conclusão das Escrituras é outra”5.

 

Essas coisas não devem ser confundidas. A Doutrina Cristã, na medida em que Deus quer que nós a saibamos, tem seu desenvolvimento maduro a partir da Escritura e a Igreja não pode acrescentar, diminuir, alterar, ou diluir por síntese falsa qualquer afirmação do texto bíblico. Podemos encontrar uma maneira de dar ensinamento claro sobre uma variedade de assuntos e procurar mostrar o seu desenvolvimento bíblico maduro e relações, e podemos certamente nos beneficiar da maneira como os Cristãos através dos séculos formularam essas verdades bíblicas e suas aplicações práticas, mas qualquer esforço para ir além do texto bíblico e seu próprio desenvolvimento interno perverte a verdade.

 

A maneira que Spurgeon relatou essas ideias serviram de base para sua crítica das “Leis de Cristo Para a Vida Comum” de R. W. Dale. Spurgeon questionado, se não da sinceridade, pelo menos da relevância da abordagem de Dale em sua declaração: “Um homem pode acreditar no Credo de Nicéia, e no Credo atribuído a Atanásio, ou na confissão de Augsburg, ou na confissão dos teólogos de Westminster, mas se ele não acredita no Sermão do Monte — acreditar seriamente como contendo as leis que devem reger a sua própria vida — tem negado a fé, e está em revolta contra Cristo”6. Spurgeon considerou tais parágrafos para afirmar a “irrelevância viciosa”, da natureza de perguntar se uma pessoa prefere parábola de Jotão no livro de Juízes às Institutas de Calvino. As inferências que fundamentam os valores de comparação para um descrédito dos “padrões mas excelentes da ortodoxia”. Spurgeon perguntou incisivamente se Dale estava se revoltando contra todos os credos, incluindo os “Credos Católicos antigos, os quais soam protestantes, aos quais, com algum consentimento, estavam dispostos a aceitar”. Quanto à sua própria parte Spurgeon estava zeloso de tais marcos antigos, e acreditava que a resistência de Dale contra a imposição de qualquer credo nos ministros ou membros das igrejas congregacionais só poderia levar à fragmentação e eventual declínio como uma força a favor da verdade e da santidade. “O que você pode esperar se você não tem qualquer elemento de coesão”. Como toda essa preocupação confessional se relaciona à autoridade bíblica que Spurgeon revelou quando ele apresentou um outro inquérito que ele sentia igualmente pertinente para proposição estranha de Dale, “Por que apresentar um discurso antes de nosso bendito Redentor, antes que ele houvesse estabelecido o propósito total da Redenção”, Spurgeon inquiriu, “ou alguma vez ele disse: ‘O bom pastor dá a sua vida pela ovelha’ — como se o Sermão o Monte devesse representar o sistema completo de teologia?”7.

 

O fracasso de Dale no nível confessional se estendeu a partir de um método interpretativo que o empurrou a uma má aplicação e desfiguração da verdade bíblica. Se a pessoa não vê o ensino moral de Cristo à luz de sua obra redentora e dependência de sua própria humanidade na graça Divina, então, sua suposta preferência pelas palavras de Cristo do que pelas palavras de um credo não é a verdade de forma alguma. Na verdade isso equivale a uma preferência de um próprio credo idiossincrático estreito à confissão da igreja em geral através dos séculos. Qual destes realmente apresenta a maior fidelidade à Bíblia?

 

Encontrando o Centro

 

Spurgeon, portanto, olhou para o significado de todos os textos como tão expressivo quanto uma parte de uma maior síntese bíblica de significado. A síntese que satisfez o apego total de Spurgeon ao ensino bíblico era a Teologia do Pacto. “O tema é a base de toda a teologia, e deveria ser um ponto principal de estudo entre os crentes”, argumentou ele8. Nesta ideia ele encontrou, talvez, um singular e mais encorajador conceito na Bíblia. Ele começou um sermão intitulado “O Maravilhoso Pacto” com as palavras: “A doutrina do Pacto Divino está na raiz de toda a verdadeira teologia”9. Um pregador que capta e mantém a clareza sobre as distinções dentro dos pactos é um mestre em teologia. “Estou convencido”, afirmou, “que a maioria dos erros que os homens cometem as doutrinas das Escrituras são baseadas em erros fundamentais no que diz respeito aos pactos da lei e da graça”10.

 

Em “O Sangue do Pacto Eterno”, Spurgeon afirmou que todas as relações que temos com Deus tem um caráter de aliança e “que Ele não vai se relacionar conosco, exceto por meio de um pacto, nem podemos lidar com ele, exceto da mesma maneira”11. Ele descreveu o Pacto da Graça como “O Pacto da Graça foi feito antes da fundação do mundo, entre Deus Pai e Deus Filho. Ou, para colocá-lo em uma luz ainda mais bíblica, foi feito mutuamente entre as três Pessoas Divinas da adorável Trindade”. Nesta aliança Cristo manteve-se co-mo representante do homem. “Embora os homens individualmente se beneficiariam pessoalmente com este arranjo, nenhum homem individualmente manteve-se como parte do Pacto. “Foi uma aliança entre Deus com Cristo e por Cristo indiretamente com toda a descendência comprada pelo sangue, os quais foram amados por Cristo desde a fundação do mundo”12. O poder das concepções teológicas de Spurgeon e a alegria da pregação consistiam em apreender e transmitir uma visão clara desta iniciativa Divina.

 

É um pensamento nobre e glorioso, a própria poesia daquela velha doutrina Calvinista que nós ensinamos, que por muito tempo antes que a estrela da manhã soubesse de seu lugar, antes que Deus tivesse ordenado a existência a partir do nada, antes de a asa do anjo tivesse agitado através do céu claro, antes que uma canção solitária houvesse distribuído a solenidade do silêncio em que Deus reinou supremo, Ele tinha entrado em conselho solene consigo mesmo, com Seu Filho, e com o Seu Espírito, e naquele conselho decretou, determinou, propôs e predestinou a salvação de Seu povo. Ele tinha, além disso, no Pacto disposto as formas e meios, e fixado e estabelecido tudo que deveria trabalhar em conjunto para a efetivação do propósito e do decreto13.

 

No âmbito do Pacto Spurgeon encontrou sua única fonte para o encorajamento dos Cristãos; sua compreensão do Evangelho foi construída sobre a Teologia do Pacto; todas as ações de Deus para com a criação, pecado, redenção, providência, e consumação final foram construídas sobre o Pacto; suas próprias e emocionantes experiências espirituais fluíram de longa meditação sobre as disposições das eternas e pontuais provisões da Aliança. “A minha alma voa para o passado agora, voou pela imaginação e pela fé, e comtemplou aquele misterioso Conselho, e pela fé eu contemplo o Pai comprometendo-se ao Filho e o Filho prometendo a Si mesmo ao Pai, enquanto o Espírito dá o Seu comprometimento a ambos, e, assim, este resumo Divino, a muito tempo escondido na escuridão, está concluído e consumado — O Pacto que nestes últimos dias tem sido lido à luz do Céu, e tornou-se a alegria e a esperança, e a glória de todos os santos”14.

 

A mais doce consolação para o santo desanimado vem da meditação sobre a Aliança Eterna, um entendimento do “que Deus fez por nós em tempos passados”. Nada pode dar alegria ao espírito e fortalecimento para a alma como uma canção do “amor eletivo e Pacto de misericórdias. Quando você estiver triste, Spurgeon aconselhou, é bom cantar sobre “o manancial de misericórdia”, sobre o “o bendito decreto pelo qual ele ordenou para a vida eterna, e nesse glorioso Homem que se comprometeu com a sua redenção”15. Para ver o “Pacto solene assinado, selado e ratificado, em todas as coisas bem ordenado”, refletindo que ser objeto do amor seletivo eterno é um “meio encantador de dar-te canções durante a noite”16.

 

Por uma questão de arraigar firmemente a realidade do Pacto nas mentes de seu povo, ele gostava de apresentá-la como uma discussão entre as pessoas do Deus Triuno, embora soubesse claramente que ele não poderia dizer em que “gloriosa e celeste língua ele foi escrito”, contudo, buscava “trazê-lo para baixo, com um discurso que se adequava ao ouvido de carne, e ao coração de um mortal”17. A substância foi a mesma em cada sucessivo libreto, embora as palavras exatas diferiram em conformidade com o contexto. Em “Os Graciosos Lábios de Cristo”, um sermão pregado por volta de 1857, Spurgeon disse: “Quando Deus Pai originalmente estabeleceu a Aliança, ela foi algo dessa forma”18:

 

Meu filho, Tu desejas, e Eu também concordo conTigo, salvar uma multidão que nenhum homem pode numerar, a quem Eu elegi em Ti. Mas, para sua salvação, para que Eu seja justo e justificador daqueles que creem, é necessário que alguém seja o Representante deles, para ficar responsável por sua obediência às Minhas Leis, e seja seu Substituto para sofrer quaisquer penalidades em que incorram. Se Tu, Meu Filho, concordará em ter a punição deles e suportar a penalidade de seus crimes, Eu, por minha parte concordarei que Tu verás a Tua semente, prolongarás os Teus dias, e que o prazer do Senhor prosperará em Tuas mãos. Caso Tu estiveres preparado para prometer que suportarás o castigo de todas as pessoas a quem Tu salvarás, Eu, da Minha parte, estou preparado para jurar por Mim mesmo, porque Eu não posso jurar por alguém maior, que todos aqueles por quem Tu expiarás serão infalivelmente libertados da morte e do inferno, e que todos aqueles por quem Tu suportares o castigo deverão, portanto, ficar livres, e nem minha ira se ascenderá contra eles, por maiores que sejam os seus pecados19.

 

A conversa continuou com uma resposta adequada formulada pelo Filho, em linguagem bíblica: “Meu Pai! Eis-me aqui: no rolo do livro está escrito de mim, deleito-me em fazer a Tua vontade, ó meu Deus”. Com base no acordo Pactual todos os santos foram justificados na mente de Deus antes do derramamento de uma gota de sangue do Redentor. “O juramento do fiador foi o bastante; aos ouvidos do Pai não havia necessidade de outra confirmação”, pelo juramento de Seu Filho, o coração do Pai estava satisfeito. Seu Filho havia jurado com Seu próprio dano e não iria mudar20.

 

Outro desses diálogos construídos por Spurgeon incluiu as estipulações feitas pelo Espírito, bem como o acordo celebrado entre o Pai e o Filho. O Pai e o Espírito ficaram com um lado do Pacto, e o Filho do outro. O Filho realizou o lado relacionado ao homem, enquanto o Pai e o Espírito, de formas apropriadas para cada um, se comprometeram a honrar o trabalho do Filho, em nome do homem. Ele imaginou o Pai falando assim:

 

Eu, o Altíssimo Senhor, por este meio darei ao meu Unigênito e Filho bem-amado, um povo, mais numeroso que o número das estrelas, que serão por ele lavados do pecado, por Ele preservados e mantidos, e liderados, e por Ele, finalmente, apresentados diante do Meu trono, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante. Eu faço o Pacto e juro por Mim mesmo, porque não há outro maior do que Eu por quem posso jurar, que estes que agora dou a Cristo serão para sempre os objetos de Meu amor eterno. Eu lhes perdoarei pelo mérito do sangue. Para estes darei uma justiça perfeita; a estes adotarei e farei deles Meus filhos e filhas, e estes reinarão comigo por meio de Cristo eternamente.

 

Na mesma linha, ele imaginou o Espírito vendo como o Pai tinha dado um povo para o Filho juntou-se em plena harmonia com as palavras:

 

Me comprometo por meio deste Pacto, a vivificar no devido tempo, todos aqueles a quem o Pai deu ao Filho. Vou mostrar-lhes a sua necessidade de redenção. Vou tirar deles toda a esperança infundada, e destruir os seus refúgios de mentiras. Vou trazê-los ao sangue da aspersão; vou dar-lhes a fé pela qual este sangue será aplicado a eles; vou operar neles toda a graça; vou manter viva a sua fé; vou purificá-los e purgá-los de toda a depravação, e eles serão apresentados finalmente impecáveis e irrepreensíveis.

 

Essa promessa no Pacto atualmente é operatória, sendo escrupulosamente mantida. O próprio Cristo, em seguida, pegou o outro lado, como o representante do povo, e fez aliança com o Pai.

 

Meu Pai, de Minha parte, Eu pactuo que na plenitude do tempo vou Me tornar homem. Vou tomar sobre Mim a forma e natureza da raça caída. Vou viver em seu mundo miserável, e pelo Meu povo Eu vou guardar a Lei perfeitamente. Vou operar uma justiça impecável, que deverá ser aceitável para as demandas da Tua justa e santa Lei. No devido tempo, vou tirar os pecados de todo o Meu povo. Tu cobrarás as dívidas deles de Mim; suportarei o castigo que lhes trará a paz, e pelas Minhas pisaduras eles serão curados. Meu Pai, Eu pactuo e prometo que serei obediente até à morte e morte de cruz. Vou magnificar a Tua lei, e torná-la gloriosa. Eu vou sofrer tudo o que eles deviriam sofrer. Eu vou suportar a maldição de Tua Lei, e todos os frascos de Tua ira deverão ser esvaziadas e despejadas sobre a Minha cabeça. Vou então ressurgir novamente; Eu ascenderei ao Céu; vou interceder por eles, à Tua destra; e Eu vou fazer-me responsável por cada um deles, para que nenhum daqueles que Tu me deste jamais pereça, antes vou conduzir toda a Minhas ovelhas as quais, por Meu sangue, tu me constituis o pastor — eu vou trazer cada uma delas em segurança para Ti finalmente21.

 

No lado do Filho, o Pacto é perfeitamente cumprido. Tão somente agora Ele continua a interceder para trazer todos os Seus amados e comprados por Seu sangue com segurança, para a glória.

 

Dado o fato de que todas as coisas estão incluídas neste Pacto, se um pecador vier somente a ter a certeza de ser um participante dele, então ele pode assumir que tudo isso é seu. Todas as partes dele permanecem em conjunto ou caem em conjunto, pois o único e verdadeiro Deus, o Senhor Triuno se comprometeu com a manifestação de Sua própria glória, fidelidade e verdade para cumprir cada parte dele, nenhum de todos os eventos e coisas podem ser omitidos das disposições deste Pacto, pois criações, providência e redenção todos servem ao seu fim. Assim, se o mais vil e fraco dos pecadores pode ter a certeza do perdão, a ele nada pode ser negado das recompensas eternas das misericórdias Divinas ou da bondade temporal da Sua providência. “Quando eu sei que estou perdoado, então eu posso dizer todas as coisas são minhas”22. Spurgeon gastava uma quantidade exaustiva de energia espiritual sobre este ponto e utilizou os seus dons até o limite para enfatizar isso.

 

Eu posso olhar para o passado escuro, todas as coisas ali são minhas! Eu posso olhar para o presente, todas as coisas são minhas aqui! Eu posso olhar para o futuro pois todas as coisas são minhas ali! Volto na eternidade, eu vejo Deus desenrolando o poderoso volume, e eis! nesse volume eu leio o meu nome. Ele deve estar ali, porque eu estou perdoado; pois a quem Ele chama, é porque Ele havia primeiramente predestinado, e a quem perdoa, é porque Ele havia anteriormente eleito. Quando vejo aquele rolo pactual, eu digo que ele é meu! e todos os grandes livros de propósitos eternos e decretos infinitos, são meus! E o que Cristo fez na cruz é meu!23

 

Spurgeon continuou em um relato irrestrito de todas as coisas que a pessoa perdoada poderia contar como sua base da unidade e imutabilidade do Pacto. Adiante ele passou pela lista com algumas indicações sobre a finalidade de cada dom contido no Pacto da Graça. Todas as rodas e as circunstâncias da Providência, aflições, prosperidade, todas as promessas da Bíblia, o futuro da dissolução da Terra em uma grande conflagração, o grande julgamento, o rio da morte, a ressurreição, e o Céu, tudo pertence ao perdoado pecador. “Que, ainda que haja ali palácios de cristal e de ouro, que brilham de forma a ofuscar os olhos mortais; apesar de haver delícias acima até mesmo dos sonhos da luxuria; apesar de haver prazeres que o coração e a carne não poderiam conceber, e que até o próprio espírito não pode desfrutar plenamente a própria embriaguez da felicidade; apesar de haver sublimidades que não nos é lícito proferir, e maravilhas que os homens mortais não podem compreender; o que a Divindade tem-se gasto no Céu, e desvelado a Sua glória para abençoar o Seu povo abençoado, tudo é meu!”24. O Pacto não somente serviu de base para a construção teológica coerente, mas abraçou cada ponto do escudo de fé com o qual pode-se apagar todos os dardos inflamados do maligno.

 

Em seu estudo devocional Manhã e Noite os arranjos do Pacto do Deus Triuno consistentemente fazem o seu caminho para o texto. Por exemplo, em 26 de dezembro para a manhã Spurgeon escreveu:

 

Jesus é o cabeça federal dos eleitos. Como em Adão, cada herdeiro de carne e osso tem uma participação pessoal, posto que, ele é o cabeça do pacto e representante da raça, tal como considerado nos termos da lei das obras; também sob a lei da graça, cada alma redimida é um com o Senhor do Céu, pois Ele é o segundo Adão, o Fiador e Substituto do eleito na Nova Aliança de amor. O apóstolo Paulo declara que Levi estava nos lombos de Abraão quando Melquisedeque saiu ao seu encontro, semelhantemente é uma firme verdade que o crente estava nos lombos de Jesus Cristo, o Mediador, quando na eternidade antiga os termos do Pacto da Graça foram decretados, ratificados, e confirmados para sempre. Assim, tudo o que Cristo fez, Ele operou para todo o corpo da Sua Igreja. Fomos crucificados nEle e sepultados com Ele, e para tornar ainda mais maravilhoso, nós fomos ressuscitados com Ele e até ascendemos com Ele para nos assentarmos nos lugares celestiais. E é assim que a Igreja tem cumprido a Lei, e é “aceita no Amado”. É assim ela é vista com complacência pelo justo Jeová, porque Ele a vê em Jesus, e não olha para ela como separada da cabeça do Pacto. Como o Ungido Redentor de Israel, Jesus Cristo não tem nada distinto de Sua Igreja, mas tudo o que Ele tem, ele tem por ela. A justiça de Adão era nossa desde que ele a mantivesse, e seu pecado foi o nosso no momento em que ele o cometeu; e da mesma forma, tudo o que o Segundo Adão é ou faz, é nosso, assim como dEle, visto que Ele é o nosso representante. Aqui está o fundamento do Pacto da Graça. Este sistema gracioso de representação e substituição, que moveu Justino Mártir a clamar: “Oh! mudança abençoada, ó doce permutação!”. Esta é a base do Evangelho da nossa salvação, e deve ser recebido com grande fé e alegria arrebatadora.

 

O tema ocupou seus pensamentos novamente na manhã de 26 de agosto, quando ele comentou sobre o Salmo 111:9: “[Ele] ordenou a sua aliança para sempre”.

 

O povo do Senhor se deleita com a própria Aliança. Para eles, é uma fonte de consolo à qual podem sempre recorrer, da mesma forma que o Espírito que os leva à sala do banquete e agita sobre eles Seu estandarte de amor. Eles se deleitam em contemplar a antiguidade dessa Aliança, lembrando-se de que, antes mesmo da estrela da alva saber seu lugar, ou os planetas gravitarem, os interesses dos santos já estavam seguros em Cristo Jesus. É particularmente agradável a eles se lembrar da segurança dessa Aliança, enquanto meditam nas fieis promessas feitas a Davi. Eles amam celebrá-la como uma Aliança assinada, selada e ratificada, em todas as coisas bem ordenada. Com frequência, seu coração se alarga de alegria ao pensar na sua imutabilidade, uma Aliança que nem o tempo nem a eternidade, nem a vida nem a morte, jamais serão capazes de violar — uma Aliança tão antiga quanto a eternidade, tão duradoura quanto a Rocha eterna. Eles também se alegram ao se regalar na plenitude dessa Aliança, pois veem todas as coisas que lhes foram preparadas. Deus é a sua porção, Cristo é a sua companhia, o Espírito é o seu Consolador, a terra é a sua residência e o Céu é o seu lar. Eles veem nela uma herança reservada e inalienável para cada alma que é participante na antiga escritura da dádiva eterna. Seus olhos brilharam ao compreender esse tesouro da Bíblia. Ah, como suas almas ficaram satisfeitas quando viram o que lhes foi legado no testamento e última vontade de seu parente Divino! E, ainda mais prazeroso ao povo de Deus é contemplar a graciosidade dessa Aliança. Eles veem que a lei não tem mais valor, pois era um Pacto de obras e dependia de mérito, mas esta Aliança é permanente, pois sua base é a graça, sua condição é a graça, sua força é a graça, seu baluarte é a graça, seu fundamento é a graça, sua pedra superior é a graça. A graça é um baú do tesouro, um celeiro de alimento, uma fonte de vida, a casa do tesouro da salvação, um tratado de paz e um refúgio de alegria.

 

Durante o ano, Spurgeon incentivou o crescimento espiritual através da meditação sobre o Pacto em 72 devocionais diferentes. Março continha apenas um que falou da Aliança, enquanto dezembro teve nove. A menor quantidade, além de março, foi de quatro em junho e agosto.

 

Seus sermões regularmente empregavam o arranjo do Pacto da Salvação como uma parte vital de sua proclamação. O Pacto de Obras feito com toda a humanidade através de Adão postulou a vida, a vida corporativa, com base na obediência, mas a morte para todo conjunto sobre a ocorrência de desobediência. Quando ele caiu, todos nós caímos e nos tornamos herdeiros do pecado e herdeiros da ira, prisioneiros do pecado e sujeitos à miséria. Apesar de que a promessa de redenção houvesse sido feita antes da criação no que diz respeito à vontade eterna de Deus, apropriadas para as operações distintas de cada pessoa da Trindade, Spurgeon viu sua efetividade como dependente de forma mais significativa do Filho. Em “Cristo no Pacto”, ele lidou com o lugar de Cristo no “Pacto de salvação eterna”, sob o pressuposto de que “Cristo é a soma e a substância do Pacto”25. Em seguida, ele resumiu Seus atributos como Deus eterno e homem perfeito, seus ofícios como profeta, sacerdote e rei, tanto em sua humilhação e sua exaltação, todas as obras de Cristo que Ele efetuou em nosso lugar, toda a plenitude da Divindade em forma corporal colocada em ação para os pecadores vazios, a vida de Cristo, em quem o Seu povo está encoberto, e a própria pessoa de Cristo em Sua glória, arrebatadora, encantadora, cativante presença que contém todos esses outros dons e os transcende, levando-nos para as profundezas do deleite que só podem ser encontrados aos Seus pés. Consistente com, mas além de todos os ofícios e descrições dos atributos, “a pessoa de Cristo é a Aliança transportada para você”26.

 

Trabalhe Por Simetria

 

Tal nobre centro da teologia alguns poderiam converter em uma desculpa para a passividade e pessimismo. Não Spurgeon. Ele viu motivo para a ação e grande esperança. A Escritura estava cheia de ideias, doutrinas e dos motivos que nos levam a viver o nosso chamado, e assim, confirmar a nossa eleição. O Pacto incorporou a inteireza da Divindade em sua rica plenitude e perfeita simetria — Deus e o homem, o pecado, julgamento e salvação, fé e ação, o Céu e o inferno. Ninguém precisa ultrapassar os limites estabelecidos da revelação ou subestimar as coisas certamente reveladas. Se sabemos que onde abundou o pecado superabundou a graça, não precisamos concluir que magnificamos a graça por buscar o pecado. Spurgeon descobriu como um dos tesouros da revelação Divina é o seu poder para deter as viagens falaciosas de nossa lógica imatura e pecaminosa.

 

Em um sermão sobre Deuteronômio 22:8, intitulado “Muralhas”, Spurgeon expressa sua visão da tarefa do expositor em derivar ideias teológicas da Escritura. As ameias foram colocadas ao redor dos de casas para proteger as crianças, ou adultos desatentos, de cair do telhado para a sua morte. Enquanto isso implica, do ponto de vista prático, a nossa obrigação de fazer o que podemos para a segurança temporal e bem-estar de nossos semelhantes, a sua aplicação mais profunda é que não ultrapassemos os limites designados para a segurança espiritual e eterna de nossas almas e das almas dos outros.

 

Spurgeon afirmou que ninguém precisa temer as “mais altas e sublimes doutrinas” da revelação Divina, pois Deus havia posto “ameias” nelas. Ninguém precisa temer as doutrinas da eleição, do amor eterno e imutável, ou qualquer ponto de revelação a respeito do Pacto da Graça. É uma verdade elevada e gloriosa, a verdade da revelação clara, que “Deus tem desde o início escolhido seu povo a salvação, pela santificação do Espírito e fé da verdade”. Muitos simplórios, no entanto, perverteram essa doutrina, talvez alguns propositalmente, em antinomianismo, saltando sobre as ameias que Deus colocou ao seu redor. Não somente Deus tem um povo escolhido, mas eles serão conhecidos pelos frutos de santidade, e seu zelo pelas boas obras; não somente eles vão ser perdoados do pecado, mas purificados dos pecados. O mesmo vale para a doutrina da perseverança dos santos — “que verdadeiramente é o telhado da casa!” — em que ao mesmo tempo em que é uma grande promessa e conforto para o crente, ainda ameias permanecem no local para evitar o seu abuso. Spurgeon citou Hebreus 6 e outros avisos como aplicável para os Cristãos, a fim de mostrar que “se a primeira salvação pudesse ter-se gasto em vão, não haveria alternativa, mas uma certa expectativa de juízo e de ardor de fogo”27. Mesmo assim, na doutrina da justificação, a livre e imerecida declaração de justiça pela qual Deus pronuncia os ímpios perdoados e os estima como guardadores da lei, se não houver santificação a seguir, então a presença da fé justificadora é duvidosa. “Onde a fé é genuína, através do poder do Espírito Santo, ela opera purificação do pecado, um ódio ao mal, um desejo veemente pela santidade, e leva a alma a desejar conformar-se à imagem de Deus”28. Paulo e Tiago cooperam no sentido de assegurar que tanto a torre quanto as ameias estão no lugar. “Assim, é cada doutrina equilibrada, fortificada, e guardada”29.

 

Ele explicou a necessidade de buscar tal plenitude doutrinária biblicamente integrada como uma mordomia especial para o pregador. Expondo o assunto da fé e regeneração em 1871, Spurgeon deu uma visão sobre os perigos e as dificuldades envolvidas nesta fragilidade pastoral. Ao fazer “prova plena do seu ministério” um pastor precisa de muito ensinamento Divino, não só na forma e no espírito de seu ministério, mas também muito na substancia de seu ministério. “Um ponto de dificuldade”, aconselhou Spurgeon, “será pregar toda a verdade em proporção justa, nunca exagerar uma doutrina, nunca impor um ponto, em detrimento de outro, nunca reter qualquer parte, nem ainda permitir a algum ponto, proeminência indevida”. O resultado prático depende de um equilíbrio, (simetria e proporção, como Jonathan Edwards diria), e um bom manejo da Palavra. Uma área doutrinária vital onde muito depende de apropriado uso e posicionamento da obra de Cristo por nós e fora de nós, e das operações do Espírito dentro de nós. “A justificação pela fé é uma questão sobre a qual não deve haver nenhuma obscuridade, muito menos equívoco; e, ao mesmo tempo devemos, de forma clara e determinadamente, insistir que a regeneração é necessária para cada alma que deva entrar no céu”, pois o próprio Cristo tornou isso essencial. Spurgeon temia que “alguns irmãos zelosos têm pregado a doutrina da justificação pela fé, não apenas tão ousadamente e tão francamente, mas também tão simplificadamente e tão fora de toda a conexão com outras verdades, que eles levaram os homens a convicções presunçosas, e apareceram emprestar seu rosto a uma espécie de Antinomianismo”. A fé inoperante, morta, deve ser temida e deve ser dada especial atenção ao evitá-la. Pois levantar e proclamar: “Creia, creia, creia”, sem explicação quanto à natureza da fé e, “colocar toda a ênfase da salvação na fé, sem explicar o que é a salvação, e mostrar que isso significa a libertação do poder, bem como da culpa do pecado, pode parecer, para um revivalista fervoroso, ser a coisa certa para a ocasião, mas aqueles que assistiram o resultado de tal ensino tiveram sérios motivos para questionar se tanto prejuízo não poderia estar sendo feito, quanto bem”30.

 

Ao mesmo tempo, Spurgeon viu igual perigo no outro extremo. Enquanto a ênfase na nova criatura como necessária para a salvação é claramente bíblica, “alguns têm visto tão claramente a importância desta verdade que eles ficam para sempre e sempre permanecendo sobre a grande transformação da conversão, e seus frutos, e suas consequências, e eles quase não parecem se lembrar das boas novas de que todo aquele que crê em Cristo Jesus tem a vida eterna31. Alguns têm tão alto padrão de experiência e tem sido tão “exigente quanto às marcas e sinais de um verdadeiro filho nascido de Deus, que eles desencorajam fortemente buscadores sinceros, e cair em uma espécie de legalidade” que deve tão necessária ser evitado quanto o deísmo antinomiano. O pecador, profundamente consciente de suas falhas de perdição, nunca deve receber a impressão de que ele deve olhar para sua aceitação diante de Deus, mas deve ver claramente “a verdade indubitável que a verdadeira fé em Jesus Cristo salva a alma, por que senão nós vamos nos enredar na escravidão legal de muitos que deveriam há muito tempo ter gozado de paz, e ter desfrutado da liberdade dos filhos de Deus”32.


Spurgeon propôs que o equilíbrio perfeito na ligação dessas doutrinas aparece no terceiro capítulo de João, onde tanto a necessidade e a soberania secreta do Espírito são ensinadas juntamente com os poderes da fé simples em Cristo. “Assim, também, no capítulo diante de nós”, disse Spurgeon ao chamar a atenção de sua congregação para João 3, “ele insiste em ser de um homem nascido de Deus; que ele menciona isso de novo e de novo, mas sempre ele atribui eficácia maravilhosa à fé; ele menciona a fé como o índice do nosso novo nascimento, a fé como vencedora do mundo, a fé como possuindo o testemunho interior, a fé como tendo vida eterna — de fato, parece como se ele não pudesse amontoar honra suficiente para a fé, ao mesmo tempo que ele insiste na grande importância da experiência interior conectada com o novo nascimento”33. Como um verdadeiro Pastor/Teólogo, Spurgeon insistiu: “Eu sinceramente espero muito que dessas duas doutrinas possam estar bem equilibrada em suas almas”34.

 

Conclusão

 

Como Jonathan Edwards, Charles Spurgeon viu uma teologia biblicamente coerente, induzida, organizada sistematicamente como fundamental, não só para o ministério Cristão, mas para uma vida Cristã saudável. O tema que mais naturalmente abraçou todas as doutrinas da Escritura e da qual irradia uma perfeita simetria é o Pacto Eterno da Redenção. Na explicitação desse Pacto de forma fiel, dando a devida atenção a todas as suas verdades em sua própria relação umas com as outras e com o objetivo central do Pacto, o ministro vai dar oportunidade para a correta integração da verdade na formação espiritual de suas ovelhas — arrependimento e fé, o temor e a esperança, o autoexame e confiança, a justificação pela imputação e a santificação pela renovação da mente, o descanso na obra perfeita de Cristo e a busca da semelhança de Cristo.

 

Pastores, levantem-se! Sejam teólogos para que nossas igrejas podem ser habitadas por Cristãos que realmente conheçam a esperança da sua vocação e desejem caminhar de maneira digna desse chamado.

 

 


[1] A Espada e a Espátula [E & E], em novembro de 1881, 582.

[2] Ibid.

[3] E & E, janeiro de 1883, 28.

[4] E & E, janeiro 1876, 44.

[5] E & E, janeiro de 1876, 44.

[6] E & E, maio 1885, 238.

[7] Ibid.

[8] E & E, junho de 1878, 312

[9] Enciclopédia Expositiva de Spurgeon, [ver] 5:449.

[10] Ibid.

[11] C.H.S., “O Sangue do Pacto Eterno”, em Revival Ano Sermões, 36; Sermões de Spurgeon [SS] 6:212. Sermões de Spurgeon é composto por vinte volumes publicados nos Estados Unidos pela Funk & Wagnall no início em 1857. O último volume (20º) consistia em uma biografia escrita por G. Holden Pike, que, eventualmente, escreveu uma biografia de seis volumes de Spurgeon.

[12] SS, 6:215.

[13] Ibid.

[14] Ibid.

[15] SS, 2:173.

[16] SS, 2:173-74.

[17] SS, 6:216.

[18] SS, 4:97.

[19] Ibid.

[20] SS, 4:98.

[21] New Park Street Pulpit, 1859, 417ff.; SS, 1:216-17.

[22] SS, 4:65.

[23] SS, 4:65.

[24] SS, 4:67.

[25] SS, 2:395.

[26] SS, 2:402.

[27] E & E agosto 1865, 351.

[28] Ibid.

[29] Ibid., 352.

[30] Metropolitan Tabernacle Pulpit [MTP], 1871, 133f.

[31] MTP, 1871:134.

[32] Ibid.

[33] Ibid.

[34] Ibid., 135.
 

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