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4 Lições que Pastores Podem Aprender com John Leadley Dagg, por Jared Longshore

John Leadley Dagg (1794-1884) se destaca como um ministro Cristão impressionante na América do século XIX. Ele foi considerado o primeiro teólogo sistemático Batista dos Estados Unidos, um título — em si — que chama a atenção.[1] Além disso, Dagg foi identificado como a figura representativa quando se trata de Batistas no sul durante o século XIX.[2] Ele foi anunciado como “um dos pensadores mais profundos produzidos por sua denominação”.[3] Como um líder pastor-teólogo de seus dias, temos muito a aprender com ele. Como Provérbios 13:20 diz: “O que anda com os sábios ficará sábio”. Então, aqui estão 5 lições do Dr. Dagg:

 

1. Em sua teologia e pregação enfatize o que a Escritura enfatiza.

 

Nós não estamos livres d​o perigo de enfatizar o que é menos importante e negligenciar o que é mais importante. Dagg aconselha: “É nosso dever manter e exibir todo o sistema da doutrina Cristã em todas as suas justas proporções”.[4] Como isso é realizado? Por nos entregarmos à Palavra de Deus. O ministro que tem um fluxo contínuo de Bíblia correndo por suas veias será menos tentado a cavalgar em certos cavalos de madeiras. Além disso, pregue Cristo e Sua cruz. A verdade divina pode ser vista como “um sistema revelado por Jesus Cristo, cujas partes se harmonizam belamente umas com as outras e se agrupam em torno da doutrina da cruz, o ponto central do sistema”.[5] Apresente cada doutrina com um olhar para Cristo e para o Calvário.

 

2. Esforce-se para viver uma vida de santa obediência.

 

Os pastores devem liderar o caminho mostrando que um coração dedicado a Deus resulta em santidade. Dagg escreve: “O supremo amor a Deus implica prazer na execução de Sua vontade”.[6] Simplesmente não há espaço para falar de amor a Deus separado da obediência à Sua lei. Cristo diz: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15). Os Dez Mandamentos exibem a lei moral de Deus e são obrigatórios para toda a humanidade. E para onde o pastor deveria conduzir a si mesmo e ao seu rebanho como motivação para a santa obediência? Dagg responde: “Corações, aquilo que os trovões do Sinai não puderam abalar foram movidos pelos gemidos do Calvário”.[7] Dagg está de acordo com seu contemporâneo Charles Spurgeon, que disse: “Qualquer que seja o ‘chamado’ que se possa pretender ter, se alguém não foi chamado à santidade, tal homem seguramente não foi chamado ao ministério”.

 

3. Conforme escrupulosamente sua igreja às Escrituras.

 

“Essa é uma era contrária ao governo eclesiástico, talvez mais do que qualquer outro momento na história da igreja”.[8] Esse apontamento feito por Mark Dever e Jonathan Leeman significa que uma atenção cuidadosa dada à eclesiologia pode levantar algumas sobrancelhas[9]. No entanto, os pastores devem conduzir suas igrejas com firmeza e cuidado aos pastos verdes das práticas de uma igreja saudável. Esse esforço pode trazer distinções entre sua igreja e outras que também acreditam na Bíblia. Mas regozijar-se em nossa unidade evangélica não exige que abandonemos nossas convicções eclesiológicas. Dagg adverte: “O homem que pode desobedecer a Deus, porque a coisa comandada é de menor importância, não tem o espírito de obediência em seu coração; e o homem que, conhecendo a vontade de Deus, se absteve de declará-la, porque o peso da autoridade humana é contra ele, teme os homens mais do que a Deus”.[10]

 

4. Persevere no trabalho das missões.

 

Algumas coisas podem ser feitas rapidamente. Missões não é uma dessas coisas. Dagg exige resolução e resistência no trabalho da Grande Comissão. Ele prega: “É nosso dever trabalhar fiel e perseverantemente para trazer todos os homens ao conhecimento da verdade”.[11] Dagg e seus companheiros Batistas sabiam o que significava a perseverança no trabalho das missões. Uma das numerosas juntas missionárias em que Dagg serviu foi a Baptist General Convention for Foreign Missions [Convenção Geral Batista para Missões Estrangeiras], que apoiou o grande missionário na Birmânia (Myanmar), Adoniram Judson. Depois de anos de trabalho sem conversões, prisão e a perda de dois filhos, em 1827 Judson perdeu sua esposa Ann e seu terceiro filho dentro de um intervalo de seis meses um do outro. Judson estava cambaleando em 1828 à medida que uma “escuridão começou a se estabelecer sobre sua alma”.[12] Em 1 de maio de 1828, enquanto Judson estava na luta de sua vida, John Dagg estava em Oliver Street Baptist Church em Nova York, invadindo o trono da graça em oração em favor do poderoso missionário. Mas Dagg não pararia por aí. O relatório da reunião de Nova York de 1828 diz: “Nós nos separamos com a promessa, em humilde confiança na graça de Deus, de que a cada manhã do Dia do Senhor... passaremos uma hora e meia em oração particular, suplicando ao Sol da Justiça para Se levantar e brilhar sobre o nosso mundo perdido e arruinado”.[13] Em 1831, havia uma “efusão do poder de Deus”.[14] Judson escreveria falando sobre cerca de 6.000 pessoas perguntando sobre o Cristo.[15] Perseverem, pastores.

 

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[1] Robert G. Gardner, “John Leadley Dagg Pioneer American Baptist Theologian” [John Leadley Dagg Teólogo Pioneiro Batista Americano] (Ph.D. diss., Duke University, 1957), vi.

[2] Ibid.

[3] John Dagg, Manual of Theology [Manual de Teologia]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2009), i.

[4] John Dagg, Manual of Church Order [Manual da Ordem Eclesiástica]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2009), p. 301.

[5] John Dagg, Manual de Teologia, p. 3.

[6] John Dagg, The Elements of Moral Science [Os Elementos da Ciência Moral]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2006), p. 140.

[7] John Dagg, Os Elementos da Ciência Moral, p. 119.

[8] Mark Dever e Jonathan Leeman, Baptist Foundations [Fundações Batistas]. (Nashville: B & H Publishing, 2015), p. 15.

[9] John Dagg, Manual de Teologia, p. 300.

[10] John Dagg, Manual da Ordem Eclesiástica, p. 302.

[11] John Piper, Adoniram Judson, (Minneapolis: Desiring God Foundation, 2012), p. 16.

[12] Baptist Missionary Magazine [Revista Batista Missionária], vol. 8, p. 163.

[13] John Piper, Judson, p. 15.

[14] Courtney Anderson, To the Golden Shore: e Life of Adoniram Judson,[Para a Costa Dourada: e Vida de Adoniram Judson] (Grand Rapids: Zondervan, 1956), pp. 398-399.

 


[1] Robert G. Gardner, “John Leadley Dagg Pioneer American Baptist Theologian” [John Leadley Dagg Teólogo Pioneiro Batista Americano] (Ph.D. diss., Duke University, 1957), vi.

[2] Ibid.

[3] John Dagg, Manual of Theology [Manual de Teologia]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2009), i.

[4] John Dagg, Manual of Church Order [Manual da Ordem Eclesiástica]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2009), p. 301.

[5] John Dagg, Manual de Teologia, p. 3.

[6] John Dagg, The Elements of Moral Science [Os Elementos da Ciência Moral]. (Harrisonburg, Virginia: Sprinkle Publications, 2006), p. 140.

[7] John Dagg, Os Elementos da Ciência Moral, p. 119.

[8] Mark Dever e Jonathan Leeman, Baptist Foundations [Fundações Batistas]. (Nashville: B & H Publishing, 2015), p. 15.

[8] Mark Dever e Jonathan Leeman, Baptist Foundations [Fundações Batistas]. (Nashville: B & H Publishing, 2015), p. 15.

[9]Raise a few eyebrows”: lit. levantar algumas sobrancelhas; expressão inglesa usada para se referir a algo que pode causar espanto ou surpresa. N.doT.

[10] John Dagg, Manual de Teologia, p. 300.

[11] John Dagg, Manual da Ordem Eclesiástica, p. 302.

[12] John Piper, Adoniram Judson, (Minneapolis: Desiring God Foundation, 2012), p. 16.

[13] Baptist Missionary Magazine [Revista Batista Missionária], vol. 8, p. 163.

[14] John Piper, Judson, p. 15

[15] Courtney Anderson, To the Golden Shore: e Life of Adoniram Judson,[Para a Costa Dourada: e Vida de Adoniram Judson] (Grand Rapids: Zondervan, 1956), pp. 398-399.

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