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As Convicções Evangélicas de Benjamin Keach, por Thomas Hicks

 

[Founders Journal 76 • Primavera de 2009 • pp. 9-16]

 

Benjamin Keach foi um evangélico. Como um pastor Batista, seu objetivo era crer, ensinar e defender tudo o que está contido nas Escrituras, incluindo a eclesiologia Batista, mas ele era antes de tudo um evangélico que beneficiou e sustentou certas doutrinas fundamentais em comum com outros evangélicos. Essas convicções essenciais relacionadas com a autoridade das Escrituras, a estrutura evangélica da Escritura e da doutrina da justificação pela fé.

 

Breve Biografia

 

Benjamin Keach nasceu no dia 29 de fevereiro de 1640 em Stoke Hammond, Buckinghamshire, Inglaterra, e morreu em 18 de julho de 1704. Ele viveu durante um dos períodos mais tumultuados da história Inglesa. Keach foi convertido quando ele tinha 15 anos de idade, sob a pregação de Matthew Mead, um calvinista anglicano, evangélico e fervoroso. Sendo convicto a respeito do batismo dos crentes e da liberdade de consciência, Keach buscou o batismo por imersão sob o ministério de John Russell, que era um pastor Batista Geral. Até o momento Keach, estava com 18 anos de idade, e ele havia se mostrado um talentoso professor e pregador; assim, a sua igreja o separou para o ministério.
 

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Quanto ao Calvinismo e Arminianismo durante a primeira metade do século XX, um estudo de caso mui interessante é a experiência de Arthur W. Pink. Ele foi um pregador e escritor de talento excepcional que ministrou na Grã-Bretanha, América e Austrália. Quando morreu, em 1952, em isolamento na ilha de Lewis, no nordeste da Escócia, ele era pouco conhecido fora de uma pequena lista de assinantes de sua revista, Studies in the Scriptures” (Estudos nas Escrituras). No entanto, na década de 1970, havia grande demanda por seus livros e seu nome era muito conhecido entre os editores e ministros. Na verdade, nesse período, seria difícil encontrar um autor reformado cujos livros fossem mais lidos.
 

O ministério de pregação de A. W. Pink fora notavelmente abençoado nos Estados Unidos, mas foi na Austrália que ele parece ter atingido o ápice de seu ministério público, e ali, em particular, o seu ministério de pregação alcançou grandes alturas. Ele foi então confrontado com o credenciamento pela União Batista e foi rejeitado por causa de suas opiniões Calvinistas. Depois, ele ministrou em uma igreja Batista do tipo Batista Estrita. Dali ele foi desvinculado, uma vez que o consideraram um Arminiano! Um grupo considerável, no entanto, apreciava Pink, reconhecia o seu valor, e separaram-se daquela Igreja Batista Estrita para formarem uma nova igreja de 27 membros. Então, de repente, em 1934, Pink pediu demissão e voltou à Grã-Bretanha. Sabe-se que uma rejeição é o bastante para prejudicar a vida de um ministro, mas duas, em rápida sucessão, podem destruir um pastor completamente. Assim isso se evidenciou para Arthur Pink. Ele nunca mais encontrou entrada significativa para o ministério, embora ele tentasse o seu melhor. Ele buscou aberturas tanto no Reino Unido e nos EUA, sem sucesso. Ele tornou-se cada vez mais isolado. Ele terminou seus dias como um recluso evangélico na Ilha de Stornoway na costa da Escócia. Dizia-se que não mais do que dez almas compareceram ao seu funeral.
 

Há muito que podemos aprender com a vida de A. W. Pink. Em primeiro lugar, delinearemos a sua infância, em linhas gerais. Em segundo lugar, descreveremos a sua experiência na Austrália, e traçaremos os efeitos adversos disso em sua vida. Em terceiro lugar, consideraremos o impacto de seu ministério de escrita.

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