Textos

 
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Cultivando Homens da Palavra: O Dever Eclesiástico De Incentivar Os Homens Qualificados A Exercerem O Ministério Evangélico, por Stefan T. Lindblad

 

[Carta Circular da ARBCA • 2004]

Queridos irmãos,

“O Legítimo Incentivo De Jovens Homens Qualificados Em Nossas Igrejas Para Estudarem E Se Prepararem Para O Ministério Do Evangelho”, era o título original que me foi dado para esta carta circular. Como você pode ver, eu escolhi um título diferente, mas igualmente puritano. Minha intenção não é obscurecer o assunto em mãos, mas, sim, elucidar o fato de que este discurso está preocupado com o resultado prático da chamada externa para o ministério da Palavra. Deixe-me explicar.

Ao longo das Escrituras o ministro da Palavra é descrito em termos elevados. Ele é um servo de Cristo e despenseiro dos mistérios de Deus (1 Coríntios 4:1), um tesouro (2 Coríntios 4:7), um embaixador de Cristo (2 Coríntios 5:20; cf. Romanos 10:14-17), e um dom de Cristo assunto ao Céu (Efésios 4:8-15). No entanto, como todos os textos confirmariam, a importância do ministro está ligada às suas funções Divinamente designadas na economia da graça, especificamente a pregação da Palavra e a administração das Ordenanças, sendo que ambos são feitos eficazes para nossa salvação pelo Espírito de Deus1. Paulo, por exemplo, exorta Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pastores são concedidos à Igreja por sua Cabeça e Rei, Jesus Cristo, para o bem dela e para a glória de Deus, e assim, nós confessamos juntamente com Calvino que “nem a luz e calor do sol, nem comida e bebida, são tão necessários para alimentar e sustentar a vida presente como o ofício apostólico e pastoral é necessário para preservar a igreja na terra”2.

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Não Me Envergonho do Evangelho, por Robert Murray M´Cheyne

 

“E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” (Romanos 1:15-18)

1. Onde Paulo desejou pregar: “Estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma”. Roma era naquele tempo a cidade mais poderosa de todo o mundo. Daniel a comparou a um animal com dentes de ferro pisando outros reinos com seus pés. Ela foi chamada de senhora de reinos. Ainda assim, Paulo estava disposto a pregar ali o Evangelho. Esta era a cidade mais erudita do mundo. Seus poetas, pintores, oradores, historiadores da época de Augusto, eram famosos por todo o mundo. Alguns dos exemplares mais perfeitos de composição humana que já foram produzidos foram publicados em Roma naquele tempo. Era a cidade mais perversa do mundo. As contaminações que fluíam por suas ruas eram iguais às de Sodoma e Gomorra. O imperador era um dos monstros mais cruéis que já apareceram na forma de um homem. Esse foi o lugar onde Paulo desejava ardentemente ser autorizado a pregar o Evangelho

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O Explendor do Reino de Cristo Não É Exterior, por Abraham Booth

 

 [Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

A grandiosidade de um reino temporal consiste principalmente do número e da afluência de sua nobreza, os títulos e aparência pomposa de seus vários magistrados, o estado florescente de seus negócios e comércio, a riqueza de seus proprietários de terras, e a elegância de seus edifícios públicos. Magníficos palácios e vestes reais são bastante compatíveis para príncipes seculares. Insígnias de honra, aparatos esplêndidos e mansões imponentes são adequados aos nobres; enquanto um tipo mais solene de pompa exterior é muito próprio aos ministros da justiça pública. Estas, e semelhantes coisas, dão um ar de dignidade e de importância às soberanias políticas, mas elas são todas estranhas ao reino de Cristo, a glória deste é inteiramente espiritual.
 

A Igreja Cristã é digna e adornada, por ser o depositário da verdade Divina em sua forma não adulterada, e por executar os apontamentos Divinos em sua pureza primitiva; por possuir as belezas da santidade, e por desfrutar da presença de Deus. Essa é a verdadeira glória do reino de nosso Senhor, o que a torna incomparavelmente superior a qualquer monarquia temporal.

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A Seriedade Exigida No Púlpito Evangélico, por Abraham Booth

 

 [Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

Alguns, de diferentes comunhões, têm agido deliberadamente como se o trabalho do pregador fosse um mero julgamento de habilidade, e como se um púlpito fosse o palco de um arlequim. Para exibir a fertilidade de sua invenção, eles selecionaram por textos meros pedaços de linguagem da escritura; o que, longe de conter proposições completas, não têm, por sua perversão, transmitido uma única ideia. Sobre isso eles discursam enquanto a multidão ignorante tem estado muito surpresa de que o pregador pudesse encontrar tanto onde as capacidades comuns nada perceberam. Às vezes, estes homens geniais escolherão passagens das Escrituras expressivas de fatos históricos simples que não têm ligação com a grande obra da salvação por meio de Jesus Cristo, e as tratarão (não declaradamente por meio de acomodação, pois, então, isso poderia ser evidenciado) como se fossem alegorias sagradas. Tais fatos históricos sendo espiritualizados, como eles gostam de chamar isto, doutrinas, privilégios e deveres em abundância, são facilmente derivados dos mesmos.

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Spurgeon, Como Pastor e Teólogo, por Thomas Nettles

 

[Founders Journal 85 • Verão 2011 • pp. 22-33]

 

 

Seja lá o que mais ele era, Spurgeon foi um teólogo Cristão, eminentemente um “Pastor/Teólogo”. Ele queria ver o Evangelho pregado e apresentado à luz de uma compreensão completa da revelação bíblica. Seja na apologética ou na pregação, Spurgeon olhou para a plenitude, proporção, simetria e clareza não-comprometida como características de uma apresentação fiel do Evangelho de Deus.

 

Não Pare No Meio Do Caminho

 

Spurgeon não via nenhum atalho para a casa do Evangelho. Para ele, a única verdadeira teologia era uma teologia totalmente Cristã e qualquer tentativa de ganhar audiência com uma apresentação deficiente da totalidade do Evangelho, mesmo em situações apologéticas, era uma traição ao chamado do Cristão. “Esse departamento de literatura erudita chamado Religião Natural não leva a nada e para nada aproveita” — Spurgeon sustenta. Uma tentativa apologética de R. A. Redford em “Argumentos Cristãos Contra a Incredulidade Moderna” falhou na tarefa principal de fazer um apelo verdadeiramente Cristão — Spurgeon pontuou. Redford fez uma nobre tentativa de criar uma posição intelectual neutra quebrando a cidadela das objeções, a fim de mostrar que o teísmo, a possibilidade da revelação, a existência de milagres, e outras questões fundamentais não eram posições irracionais. “Nosso autor imagina”, Spurgeon observou, “que o teísmo simples pode se tornar um ádito para o santuário interior de evidencias mais seletas”1. Em sua tentativa de derrubar a negativa, ele cometeu um erro fundamental, omitindo uma proposta agressiva do positivoSpurgeon acreditava que essa abordagem assume erroneamente que o argumento filosófico para possibilidades cria receptividade. Spurgeon era cético em relação ao método e sentia que a melhor abordagem sempre foi uma insistência sobre o pacote completo do Evangelho.
 

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