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História, Teologia e Confessionalidade dos Batistas Particulares no Piauí, por Marcus Paixão

 

A Chegada dos Batistas no Brasil


A chegada dos Batistas em terras brasileiras aconteceu em meados do século XIX. O primeiro Batista em solo brasileiro era de convicção doutrinária calvinista, enfileirado entre os Batistas Particulares (SELPH, 1995; NETTLES, 2006; PAIXÃO, 2010). Tratava-se do pastor Luther Rice. Chegou no dia 05 de maio de 1813, retornando de missão evangelística na Índia. Regressava para os EUA, e numa das paradas da viagem, aportou no Brasil e foi recebido pelo Cônsul norte-americano, ficando hospedado em sua casa. Ele tinha interesse na evangelização do Brasil. Em sua parada ele fez avaliações para a junta de missões americana.

Em 1850, a missão Batistas americana enviou o pastor William Theophilus Brantly Júnior para estudar o campo brasileiro. Permanecia o interesse americano em enviar missionários ao Brasil. Porém, somente 10 anos depois, o primeiro missionário Batista chegaria ao Brasil com a tarefa de evangelizar: Thomas J. Bowen. Ele desembarcou no dia 21 de maio de 1860, oriundo de uma missão Batista na África, e sua estada total no Brasil durou oito meses e dezenove dias (OLIVEIRA, 2005, p. 108). A partir de Bowen, a porta foi aberta para a presença Batista em solo brasileiro.

Com a chegada dos missionários Batistas norte-americanos ao Brasil, chegaram também as primeiras confissões de fé. As igrejas Batistas que foram iniciadas no Brasil, sem exceção, eram confessionais. Esse fato desmente por completo a ideia muito propagada no Brasil de que os Batistas não tinham credos ou confissões de fé. Não só tinham credos e confissões, como também dispunham de catecismos, e toda igreja Batista no Brasil, a princípio, era organizada sob bandeira de uma confissão de fé calvinista. A primeira confissão a ser utilizada nas igrejas brasileiras foi a Confissão de Fé de New Hampshire, um documento dos Batistas Particulares, muito embora já houvesse uma fragmentação doutrinária em andamento entre os Particulares nos Estados Unidos.[1] Em 1882 a Igreja Batista em Salvador (BH) foi organizada, destacando a adoção da Confissão de Fé de New Hampshire (PEREIRA, 2001; SANTOS, 2004).

Veja mais

Batistas Particulares e suas Confissões de Fé: O início da história confessional dos Batistas, por Marcus Paixão

 

A Origem dos Batistas


Os Batistas constituem-se um grupo cristão que está espalhado hoje em todos os continentes do globo terrestre, auxiliado por fortes instituições educacionais e um grande empenho missionário, o que faz com que o grupo cresça e se propague rapidamente. Sua história tem origem no século XVII, na Europa, num momento de grande efervescência religiosa.

A origem dos Batistas tem demonstrado uma certa complexidade, sendo geralmente apresentadas quatro propostas básicas.[1] Segundo (THOMPSON, 2011), a primeira proposta defende a existência de uma sucessão de igrejas Batistas desde o primeiro século, iniciada com João Batista. É conhecida popularmente como JJJ (João Batista – Jordão – Jerusalém). A segunda proposta ensina que os Batistas são descendentes do grupo mais radical no período da reforma protestante: os Anabatistas. Mesmo não formando uma linha de ligação clara entre igrejas Anabatistas e Batistas, defende-se a existência de formas de fé e de práticas que podem ser traçadas até os Anabatistas. A terceira visão defende que, mesmo os Batistas tendo emergido do movimento Separatista inglês, eles foram fortemente influenciados pelos radicais Anabatistas. Finalmente, o quarto ponto de vista defende que os Batistas descendem do movimento Puritano Separatista inglês na primeira metade do século XVII. Nesta visão os Anabatistas teriam influenciado minimamente os Batistas.

Atualmente as três primeiras teorias são pouco sustentadas pelos historiadores modernos devido à falta de evidências históricas. O quarto ponto, que defende a origem dos Batistas a partir do movimento puritano separatista inglês apresenta forte embasamento documental, além do fato de que os Batistas podem ser ininterruptamente identificados a partir deste movimento. Pela farta evidência documental, seguimos a quarta teoria.[2]

Veja mais

Um Catecismo Puritano Com Provas Bíblicas. Compilado por C. H. Spurgeon, o Herdeiro dos Puritanos

 

Prefácio

Estou convencido de que o uso de um bom catecismo em todas as nossas famílias será uma grande proteção contra os erros crescentes dos tempos, e, portanto, eu compilei este pequeno manual a partir da Confissão de Fé da Assembleia de Westminster e do Catecismo Batista, para o uso de minha própria igreja e congregação. Aqueles que fizerem uso dele em suas famílias ou classes devem se esforçar para explicar o sentido; mas as palavras devem ser cuidadosamente aprendidas de cor, pois será melhor entendido com o passar dos anos. Que o Senhor abençoe meus queridos amigos e suas famílias cada vez mais, esta é a oração de seu pastor amoroso.

— C. H. Spurgeon

Veja mais

Confissão de Fé Batista de Londres de 1677/1689

 

Uma Palavra dos Editores


A fé é a base da alegria verdadeira. O Objeto da Verdadeira Fé Evangélica é o Senhor Jesus Cristo, segundo as Escrituras testificam.

Muito louvamos ao e nos alegramos no Senhor por nos conceder fazer esta publicação e por meio dela dar testemunho de nossa Fé no que seja o puro ensino das Escrituras Sagradas e da Santíssima Fé que uma vez foi dada aos santos.

Estamos profundamente tomados de um sentimento de solenidade e temor reverente, doce resolução e firmeza.

“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.” (2 Coríntios 3:12)

 

William Teixeira Pedrosa e Camila Rebeca Vieira de Almeida
EC, 28 de agosto de 2014.

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