Textos

 
<  1  2  

Teologia Bíblica, Batista Reformada e Pactual, por Micah Renihan e Samuel Renihan

 

Prefácio


Esta sem dúvida é uma das mais importantes publicações que já fizemos. O seu tema e exposição são do mais alto interesse de todos aqueles Cristãos Reformados que também tomam para si o nome de “Batistas”.

 

C. H. Spurgeon diz:
 

A doutrina do Pacto Divino está na raiz de toda a verdadeira teologia. Já foi dito que aquele que entende bem a distinção entre o Pacto de Obras e o Pacto da Graça é um mestre em Teologia. Estou convencido de que a maioria dos erros que os homens cometem sobre as doutrinas da Escritura se derivam de erros fundamentais no que diz respeito aos Pactos da Lei e da Graça.[1]

 

O entendimento de que o “Pacto Divino”, e a estrutura pactual da revelação e relacionamento de Deus com Seu povo, “está na raiz de toda a verdadeira teologia”, era consenso de todos os Batistas Particulares e Confessionais até os dias de Spurgeon. A Teologia Pactual está para o corpo da teologia bíblica assim como a coluna vertebral está para o corpo humano. A perda desse entendimento acerca da importância e centralidade da Teologia Pactual foi talvez o mais terrível e incalculável dano que Satanás impôs àqueles que deveriam ser os herdeiros da teologia dos Batistas Particulares Puritanos Ingleses, e isso ele fez principalmente ao roubar-lhes a sua Confessionalidade.

 

É triste ver que tanto a herança bíblica, confessional e pactual dos primeiros Batistas Particulares se perdeu a ponto de que hoje em dia o termo Batista é quase sinônimo de Dispensacionalista e Antinomiano. E os termos Teologia do Pacto, Pactual, Aliancismo, Federalismo são quase sinônimos de Pedobatismo Presbiteriano. Há também alguns outros Batistas que têm flertado com a Teologia da Nova Aliança, com seu velho, confuso e perigoso Antinomianismo e sua visão distorcida dos Pactos da Graça e das Obras. A Teologia da Nova Aliança é uma espécie de Dispensacionalismo modificado e um pouco melhorado, o que na prática é nada mais do que a velha rejeição de alguns dos pontos principais da Teologia Pactual Reformada e Confessional, tanto em sua vertente Pedobatista (Westminster, Savoy) quanto Credobatista (CFB1689).[2]

 

Para concluir, quero registrar aqui minha intensa oração, anelo e apelo para que todos os Batistas do nosso tempo, que juntamente conosco “se alegram nas doutrinas gloriosas da Livre Graça”,[3] com zelo examinem este documento calmamente, à luz das Escrituras Sagradas e em oração. Pois, acredito piamente que uma compreensão bíblica, doutrinária e piedosa da Teologia Pactual Batista Confessional de 1689 (ou simplesmente Federalismo de 1689), é salutar e indispensável aos Batistas Reformados de nosso tempo que buscam voltar à uma confessionalidade bíblica, e à vida e doutrina que são segundo a piedade. E para esta finalidade, este documento será, segundo a bênção de nosso Deus, de grande auxílio, pois foi escrito de forma precisamente bíblica e extremamente primorosa, expositiva, sistemática e didática, por dois dos mais legítimos representantes de nossa preciosa fé comum no que seja o puro ensino das Escrituras Sagradas, e para defesa da Santíssima Fé que uma vez foi dada aos santos para a glória do nosso Deus — Pai, Filho e Espírito.

 

Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível,

Ao único Deus sábio, Senhor e Salvador nosso,

Seja glória e majestade, louvor e honra, domínio e poder,

Agora, e para todo o sempre. Amém e Amém!

 

William Teixeira,

18 de maio de 2016.

Veja mais

História, Teologia e Confessionalidade dos Batistas Particulares no Piauí, por Marcus Paixão

 

A Chegada dos Batistas no Brasil


A chegada dos Batistas em terras brasileiras aconteceu em meados do século XIX. O primeiro Batista em solo brasileiro era de convicção doutrinária calvinista, enfileirado entre os Batistas Particulares (SELPH, 1995; NETTLES, 2006; PAIXÃO, 2010). Tratava-se do pastor Luther Rice. Chegou no dia 05 de maio de 1813, retornando de missão evangelística na Índia. Regressava para os EUA, e numa das paradas da viagem, aportou no Brasil e foi recebido pelo Cônsul norte-americano, ficando hospedado em sua casa. Ele tinha interesse na evangelização do Brasil. Em sua parada ele fez avaliações para a junta de missões americana.

Em 1850, a missão Batistas americana enviou o pastor William Theophilus Brantly Júnior para estudar o campo brasileiro. Permanecia o interesse americano em enviar missionários ao Brasil. Porém, somente 10 anos depois, o primeiro missionário Batista chegaria ao Brasil com a tarefa de evangelizar: Thomas J. Bowen. Ele desembarcou no dia 21 de maio de 1860, oriundo de uma missão Batista na África, e sua estada total no Brasil durou oito meses e dezenove dias (OLIVEIRA, 2005, p. 108). A partir de Bowen, a porta foi aberta para a presença Batista em solo brasileiro.

Com a chegada dos missionários Batistas norte-americanos ao Brasil, chegaram também as primeiras confissões de fé. As igrejas Batistas que foram iniciadas no Brasil, sem exceção, eram confessionais. Esse fato desmente por completo a ideia muito propagada no Brasil de que os Batistas não tinham credos ou confissões de fé. Não só tinham credos e confissões, como também dispunham de catecismos, e toda igreja Batista no Brasil, a princípio, era organizada sob bandeira de uma confissão de fé calvinista. A primeira confissão a ser utilizada nas igrejas brasileiras foi a Confissão de Fé de New Hampshire, um documento dos Batistas Particulares, muito embora já houvesse uma fragmentação doutrinária em andamento entre os Particulares nos Estados Unidos.[1] Em 1882 a Igreja Batista em Salvador (BH) foi organizada, destacando a adoção da Confissão de Fé de New Hampshire (PEREIRA, 2001; SANTOS, 2004).

Veja mais

Batistas Particulares e suas Confissões de Fé: O início da história confessional dos Batistas, por Marcus Paixão

 

A Origem dos Batistas


Os Batistas constituem-se um grupo cristão que está espalhado hoje em todos os continentes do globo terrestre, auxiliado por fortes instituições educacionais e um grande empenho missionário, o que faz com que o grupo cresça e se propague rapidamente. Sua história tem origem no século XVII, na Europa, num momento de grande efervescência religiosa.

A origem dos Batistas tem demonstrado uma certa complexidade, sendo geralmente apresentadas quatro propostas básicas.[1] Segundo (THOMPSON, 2011), a primeira proposta defende a existência de uma sucessão de igrejas Batistas desde o primeiro século, iniciada com João Batista. É conhecida popularmente como JJJ (João Batista – Jordão – Jerusalém). A segunda proposta ensina que os Batistas são descendentes do grupo mais radical no período da reforma protestante: os Anabatistas. Mesmo não formando uma linha de ligação clara entre igrejas Anabatistas e Batistas, defende-se a existência de formas de fé e de práticas que podem ser traçadas até os Anabatistas. A terceira visão defende que, mesmo os Batistas tendo emergido do movimento Separatista inglês, eles foram fortemente influenciados pelos radicais Anabatistas. Finalmente, o quarto ponto de vista defende que os Batistas descendem do movimento Puritano Separatista inglês na primeira metade do século XVII. Nesta visão os Anabatistas teriam influenciado minimamente os Batistas.

Atualmente as três primeiras teorias são pouco sustentadas pelos historiadores modernos devido à falta de evidências históricas. O quarto ponto, que defende a origem dos Batistas a partir do movimento puritano separatista inglês apresenta forte embasamento documental, além do fato de que os Batistas podem ser ininterruptamente identificados a partir deste movimento. Pela farta evidência documental, seguimos a quarta teoria.[2]

Veja mais

Um Catecismo Puritano Com Provas Bíblicas. Compilado por C. H. Spurgeon, o Herdeiro dos Puritanos

 

Prefácio

Estou convencido de que o uso de um bom catecismo em todas as nossas famílias será uma grande proteção contra os erros crescentes dos tempos, e, portanto, eu compilei este pequeno manual a partir da Confissão de Fé da Assembleia de Westminster e do Catecismo Batista, para o uso de minha própria igreja e congregação. Aqueles que fizerem uso dele em suas famílias ou classes devem se esforçar para explicar o sentido; mas as palavras devem ser cuidadosamente aprendidas de cor, pois será melhor entendido com o passar dos anos. Que o Senhor abençoe meus queridos amigos e suas famílias cada vez mais, esta é a oração de seu pastor amoroso.

— C. H. Spurgeon

Veja mais

Confissão de Fé Batista de Londres de 1677/1689

 

Uma Palavra dos Editores


A fé é a base da alegria verdadeira. O Objeto da Verdadeira Fé Evangélica é o Senhor Jesus Cristo, segundo as Escrituras testificam.

Muito louvamos ao e nos alegramos no Senhor por nos conceder fazer esta publicação e por meio dela dar testemunho de nossa Fé no que seja o puro ensino das Escrituras Sagradas e da Santíssima Fé que uma vez foi dada aos santos.

Estamos profundamente tomados de um sentimento de solenidade e temor reverente, doce resolução e firmeza.

“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.” (2 Coríntios 3:12)

 

William Teixeira Pedrosa e Camila Rebeca Vieira de Almeida
EC, 28 de agosto de 2014.

Veja mais

TEMAS

AUTORES

ARQUIVOS

<  1  2  

INSCREVA PARA RECEBER
NOSSAS ATUALIZAÇÕES: