Textos

 
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Objeções à Soberania de Deus Respondidas, por Arthur Walkington Pink

 

Uma das crenças mais populares de hoje é que Deus ama a todos, e o próprio fato de que isso é tão popular entre todas as classes deve ser o suficiente para despertar as suspeitas daqueles que são sujeitos à Palavra da verdade. O amor de Deus por todas as Suas criaturas é o princípio fundamental e favorito dos Universalistas, Unitarianos, Teosofistas, Cientistas Cristãos, Espíritas, Russellitas e etc. Não importa como um homem possa viver em desafio aberto ao Céu, sem nenhuma preocupação com os interesses eternos de sua alma, e menos ainda para a glória de Deus, morrendo, talvez com uma blasfêmia nos lábios — não obstante, somos informados que Deus o ama. Tão amplamente este dogma tem sido proclamado, e é tão reconfortante para o coração que está em inimizade contra Deus que temos pouca esperança de convencer muitos de seus erros. Que Deus ama a todos é, podemos dizer, uma crença bastante moderna. Os escritos dos pais da Igreja, dos Reformadores ou dos Puritanos serão (nós acreditamos) procurados em vão por qualquer conceito como este. Talvez o recente D. L. Moody cativado por “A Melhor Coisa do Mundo”, de Drummond, mais do que qualquer outra pessoa no século passado, popularizou esse conceito.


Tem-se habitualmente dito que Deus ama o pecador, embora Ele odeie o seu pecado. Mas essa é uma distinção sem sentido. 

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Aquietai-vos e Sabei Que Eu Sou Deus, por Jonathan Edwards

 

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.” (Salmo 46:10)


Este Salmo soa como um hino da igreja em tempos de grande turbulência e desolações no mundo. É por isso que a Igreja se gloria em Deus como seu amparo, sua força e socorro bem presente, mesmo em tempos de grandes tribulações e dificuldades. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (vv. 1-3).


A Igreja se gloria em Deus, não apenas por Ele ser o seu ajudador, que a defende quando o restante do mundo se vê envolto em desgraças e calamidades, mas porque, como rio refrescante, lhe dá ânimo e alegria, mesmo em meio da calamidade pública. “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã” (vv. 4-5). Nos versículos 6 e 8 são declaradas as profundas mudanças e calamidades que agitavam o mundo: “As nações estão em tumulto, os reinos caem, lança-lhe a sua voz, e a terra se derrete. Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que trouxe desolação na terra”. O texto seguinte expressa admiravelmente a maneira como Deus livra a Igreja destas desgraças, especialmente dos desastres da guerra e da fúria de seus inimigos: “Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo”. Ou seja, Ele faz cessar as guerras quando são contra o Seu povo, Ele quebra o arco quando se verga contra os Seus santos.

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A Supremacia e o Poder de Deus, por A. W. Pink

 

A SUPREMACIA DE DEUS


Em uma de suas cartas a Erasmo, Lutero disse: “Seus pensamentos sobre Deus são demasiado humanos”. Provavelmente esse renomado estudioso ressentia tal repreensão, tanto mais que ela procedia do filho de um mineiro; no entanto, ela foi bem merecida. Nós, também, apesar de não termos nenhuma posição entre os líderes religiosos desta época degenerada, apresentamos a mesma acusação contra a maioria dos pregadores de nossos dias, e contra aqueles que, em vez de examinar as Escrituras por si mesmos, aceitam preguiçosamente os ensinamentos deles. As concepções mais desonrosas e degradantes sobre a regra e reinado do Todo-Poderoso são agora sustentadas em quase toda parte. Para incontáveis milhares, mesmo entre aqueles que professam ser Cristãos, o Deus das Escrituras é completamente desconhecido.  


No passado, Deus repreendeu um Israel apóstata: “pensavas que era tal como tu” (Salmos 50:21). Tal deve ser agora a Sua acusação contra a cristandade apóstata. Os homens imaginam que o Altíssimo é movido pelo sentimento, e não movido por princípio. Eles supõem que a Sua onipotência é uma ficção indolente, que Satanás está frustrando os Seus desígnios por todos os lados. Eles pensam que se de algum modo Ele formou qualquer plano ou propósito, então este deve ser como o deles, constantemente sujeito a mudanças. Eles declaram abertamente que seja qual for o poder que Ele possua, deve ser restrito, para que Ele não invada a cidadela do “livre-arbítrio” do homem e o reduza a uma “máquina”. Eles reduzem a expiação toda-eficaz, que realmente resgatou a todos por quem ela foi feita, a um mero “remédio” que as almas enfermas pelo pecado podem usar caso sintam-se dispostas; e, em seguida, enfraquecem a obra invencível do Espírito Santo a uma “oferta” do Evangelho, que os pecadores podem aceitar ou rejeitar como lhes agradar.


A supremacia do Deus vivo e verdadeiro bem poderia ser discutida a partir da infinita distância que separa as criaturas mais poderosas do Criador Todo-Poderoso. 

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Um Ensaio Sobre O Calvinismo, por Patrick Hues Mell

 

“Calvinismo” foi designado a mim como o tema para um ensaio. Embora o assunto é abraçado em uma única palavra, os temas que ele contém são numerosos demais para admitir uma discussão detalhada dentro dos limites que me foram atribuídos. Meu ensaio, portanto, destacará apenas a dignidade das observações sobre o Calvinismo.

O que é o Calvinismo? É um sistema de doutrinas cridas estarem contidas na Bíblia, desenvolvido pela primeira vez de forma mais elaborada e consistente por João Calvino, e, portanto, chamado pelo seu nome. Este termo, no entanto, é usado como designação deste sistema de doutrinas unicamente por uma questão de conveniência, e não implica, de forma alguma, que qualquer uma dessas doutrinas se originaram com o Reformador de Genebra, ou que os Calvinistas são responsáveis por todos os sentimentos defendidos por ele.

A característica distintiva do Calvinismo é que ele sustenta a Soberania de Deus sobre todas as coisas, e o pecado não é uma exceção; e que Sua vontade é demonstrada ou de forma eficiente ou permissivamente em todas as existências e todos os eventos na terra. Deus não é apenas um Criador e Preservador, mas um Governante soberano e eficiente. Sua providência e Sua graça, portanto, controlam todas as coisas e eventos, grandes e pequenos, bons e maus, materiais e mentais. A partir de uma escolha inteligente, Ele permite que cada coisa nos homens seja moralmente errada, e por Sua graça, de forma eficiente opera neles tudo o que é moralmente certo. Como Criador, Preservador e Governador, Ele tem bastante inteligência para saber que Ele criaria; e Sua sabedoria e poder são adequados a todas as exigências do empreendimento em Sua incipiência, seu processo e sua consumação.

O mundo, portanto, em todos os seus detalhes físicos e morais, é exatamente como Deus projetou que fosse; e em todos os termos de sua história, em casos especiais, bem como os seus resultados gerais, ele vai realizar o que Ele projetou em sua criação, na sua preservação, e em seu governo. Ele não cometeu nenhum erro em Seu plano; portanto, nada acontece no Seu sistema de forma inesperada para Ele. Deus não é deficiente em poder, portanto, nada funciona ali à parte dEle. “Deus dispõe de e direciona para algum fim particular, cada pessoa e coisa a que ele deu, ou ainda está a dar, existência, e faz com que toda a criação seja subserviente a declarativa de sua própria glória”. “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal” (Provérbios 16:4). “Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos” (Salmo 135:6). “O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Este é o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Isaías 14:24-27). “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36).

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O Mito do Livre-Arbítrio, por Walter J. Chantry

 

A maioria das pessoas diz que acredita em “livre-arbítrio”. Você tem alguma ideia do que isso significa? Eu acredito que você encontrará uma grande quantidade de superstição sobre este assunto. A vontade é tida como o grande poder da alma humana que é completamente livre para dirigir as nossas vidas. Mas de que ela é livre? E qual é o seu poder?

O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL

Ninguém nega que o homem tem uma vontade, ou seja, a faculdade de escolher o que ele quer dizer, fazer e pensar. Mas você já refletiu sobre a fraqueza lamentável de sua vontade? Embora você tenha a capacidade de tomar uma decisão, você não tem o poder de levar a cabo o seu propósito. A vontade pode elaborar um plano de ação, mas não tem poder para executar sua intenção.

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