Textos

 
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Uma Breve Biografia de Elias Keach (Filho de Benjamin Keach)

 

Elias Keach foi o filho bárbaro e rebelde do renomado Benjamin Keach, de Londres, que chegou à Filadélfia em 1686. O jovem Keach tinha apenas dezenove anos e viajou para América a fim de escapar da disciplina de seu pai e de sua mão, fazer sua fortuna e provar que não precisava de seus pais ou de sua religião.

Para ser aceito e respeitado, ele se vestia como clérigo. Quando se descobriu que se tratava do filho de Benjamin Keach, ele foi imediatamente convidado para pregar. Uma congregação sedenta se reuniu para ouvir seu sermão. Keach se vestiu com elegância em sua batina, e provavelmente usando um dos sermões de seu pai começou seu discurso. Mas cerca da metade do caminho, parou repentinamente atormentado pela enormidade de sua hipocrisia e pecado. O povo assumiu que ele foi acometido de um mal súbito. Quando se reuniram em torno dele e perguntaram a causa de seu medo, ele se derreteu em lágrimas, confessou sua fraude e se lançou sobre a misericórdia de Deus, implorando perdão por todos os seus pecados.

Elias viajou imediatamente para a Igreja de Cold Springs, a primeira igreja Batista estabelecida na Pensilvânia, e derramou seu coração ao ancião Thomas Dugan. O velho pastor Batista carinhosamente o tomou pela mão e o conduziu a Cristo. Elias se apresentou à igreja como candidato ao batismo e à filiação, e depois de ser ouvido seu testemunho e de ter convencido acerca da genuinidade de sua experiência, foi batizado por Dugan.

Logo depois de a igreja reconhecer seus dons extraordinários e habilidades oratórias, ordenaram-lhe ao ministério do Evangelho e lhe enviaram para pregar Jesus e a ressureição. Ele retornou a Pennepek onde começou a pregar com grande poder e onde batizou muitos convertidos.

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Os Batistas Brasileiros - John Smith e Thomas Helwys, por Marcus Paixão

 

JOHN SMITH E THOMAS HELWYS


A história dos batistas está ligada a dos ingleses John Smith e Thomas Helwys. Muitos livros têm sido escritos sobre os batistas e suas origens e Smith e Helwys aparecem em quase todos eles como os precursores dos batistas. Seus dias podem ser contados a partir do período da rainha Elizabete até os dias do rei Tiago I. Os momentos mais importantes de suas vidas aconteceram no período deste último monarca.


Por esse tempo ouvia-se um grande lamento em toda a Inglaterra por parte dos clérigos da igreja anglicana. A igreja inglesa estava muito parecida com a igreja católica romana e isso causava mal estar em muitos religiosos. A reforma não havia sido completa. Muitos passaram a protestar contra o rei, exigindo dele uma purificação na igreja da Inglaterra de todos os resquícios católicos romanos que ainda estavam presentes. Apesar do grande lamento as reformas não chegavam. A insatisfação era tamanha que logo alguns grupos se levantaram. Alguns começaram um esforço para reformar a igreja sem, contudo, abandoná-la. Estes foram chamados de conformistas. Outros não suportavam mais viver em uma igreja que abraçava parte do catolicismo romano, e resolveram separar-se de uma vez por todas do anglicanismo. Estes foram chamados de não-conformistas ou separatistas.

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Oh, Que Eu Nunca Seja Indolente Na Minha Jornada Celestial! Reflexões Sobre a Vida e Ministério de David Brainerd, por John Piper

 

[Conferência de Bethlehem para Pastores • 1994]
 

Um Resumo De Sua Vida
 

David Brainerd nasceu no dia 20 de abril de 1718 em Haddam, Connecticut. Naquele ano, John Wesley e Jonathan Edwards fizeram 14 anos. Benjamin Franklin fez 12 anos e George Whitefield, 3. O Grande Despertamento estava sobre o horizonte e Brainerd viveria através de ambas as ondas dele em meados dos anos 30 e início dos anos 40, depois morreria de tuberculose na casa de Jonathan Edwards com a idade de 29 anos, em 9 de outubro de 1747.
 

O pai de Brainerd, Ezequias, era um legislador de Connecticut e morreu quando David tinha nove anos de idade. A julgar pelo apego do meu próprio filho a mim ao longo dos anos, eu acho que pode ser o ano mais difícil de todos para perder o pai. Ele tinha sido um Puritano rigoroso com opiniões fortes de autoridade e rigor em casa; e ele buscava uma devoção muito séria, que incluía dias de jejum privado para promover o bem-estar espiritual (Veja a nota 1).

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Spurgeon, Como Pastor e Teólogo, por Thomas Nettles

 

[Founders Journal 85 • Verão 2011 • pp. 22-33]

 

 

Seja lá o que mais ele era, Spurgeon foi um teólogo Cristão, eminentemente um “Pastor/Teólogo”. Ele queria ver o Evangelho pregado e apresentado à luz de uma compreensão completa da revelação bíblica. Seja na apologética ou na pregação, Spurgeon olhou para a plenitude, proporção, simetria e clareza não-comprometida como características de uma apresentação fiel do Evangelho de Deus.

 

Não Pare No Meio Do Caminho

 

Spurgeon não via nenhum atalho para a casa do Evangelho. Para ele, a única verdadeira teologia era uma teologia totalmente Cristã e qualquer tentativa de ganhar audiência com uma apresentação deficiente da totalidade do Evangelho, mesmo em situações apologéticas, era uma traição ao chamado do Cristão. “Esse departamento de literatura erudita chamado Religião Natural não leva a nada e para nada aproveita” — Spurgeon sustenta. Uma tentativa apologética de R. A. Redford em “Argumentos Cristãos Contra a Incredulidade Moderna” falhou na tarefa principal de fazer um apelo verdadeiramente Cristão — Spurgeon pontuou. Redford fez uma nobre tentativa de criar uma posição intelectual neutra quebrando a cidadela das objeções, a fim de mostrar que o teísmo, a possibilidade da revelação, a existência de milagres, e outras questões fundamentais não eram posições irracionais. “Nosso autor imagina”, Spurgeon observou, “que o teísmo simples pode se tornar um ádito para o santuário interior de evidencias mais seletas”1. Em sua tentativa de derrubar a negativa, ele cometeu um erro fundamental, omitindo uma proposta agressiva do positivoSpurgeon acreditava que essa abordagem assume erroneamente que o argumento filosófico para possibilidades cria receptividade. Spurgeon era cético em relação ao método e sentia que a melhor abordagem sempre foi uma insistência sobre o pacote completo do Evangelho.
 

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A Vida e Labores de Patrick Hues Mell, por C. Ben Mitchell

 

[Jornal Founders 76 • Primavera de 2009 • pp. 17-32]
 

Como os homens e mulheres de Hebreus onze, existiram Batistas do Sul pouco conhecidos de nossa geração “dos quais o mundo não era digno” (Hebreus 11:38). Um destes homens era Patrick Hues Mell.
 

Nascimento e Primeiros Anos
 

Nascido em 19 de julho de 1814, Patrick era filho do Major Benjamin Mell de Laurel Hill, Georgia, e Cynthia Sumner Mell, da Carolina do Sul. Sabemos pouco sobre os primeiros anos de Patrick, exceto que ele era o segundo de oito filhos. O pai do jovem Patrick era um homem muito rico, “simpático por natureza, e excessivamente generoso” [1]. Ele era tão generoso que que deu a maior parte de sua fortuna, deixando muito pouco à família após a sua morte, em 1828; três anos mais tarde a senhora Mell morreu, deixando Patrick, com dezessete anos, responsável por toda a família.

 

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