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O Reino de Deus: o que Ele É e o que Ele Não É | Por James M. Renihan

 

Meu procedimento será o seguinte: depois de lermos duas passagens da Escritura, quero tentar examinar algumas das informações na Palavra de Deus que dizem respeito ao reino. Há muito que se abordar em tudo menos na forma de pesquisa. Então, eu quero falar mais extensamente sobre uma questão que pode nos incomodar. A brochura para a conferência diz que o nosso tema é: “Hope for the future: A Biblical Perspective” [Esperança para o futuro: uma Perspectiva Bíblica]. Eu peguei esse tema literalmente ao destacar um aspecto crucial do ensino da Bíblia sobre o Reino, acreditando que ele é muito pertinente para nossas vidas hoje.

Por favor, leiamos Habacuque 3:1-19:
 

1 Oração do profeta Habacuque sobre Sigionote.
2 Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.
3 Deus veio de Temã, e do monte de Parã o Santo (Selá). A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor.
4 E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força.
5 Adiante dele ia a peste, e brasas ardentes saíam dos seus passos.
6 Parou, e mediu a terra; olhou, e separou as nações; e os montes perpétuos foram esmiuçados; os outeiros eternos se abateram, porque os caminhos eternos lhe pertencem.
7 Vi as tendas de Cusã em aflição; tremiam as cortinas da terra de Midiã.
8 Acaso é contra os rios, Senhor, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira, ou contra o mar o teu furor, visto que andas montado sobre os teus cavalos, e nos teus carros de salvação?
9 Descoberto se movimentou o teu arco; os juramentos feitos às tribos foram uma palavra segura. (Selá.) Tu fendeste a terra com rios.
10 Os montes te viram, e tremeram; a inundação das águas passou; o abismo deu a sua voz, levantou ao alto as suas mãos.
11 O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança.
12 Com indignação marchaste pela terra, com ira trilhaste os gentios.
13 Tu saíste para salvação do teu povo, para salvação do teu ungido; tu feriste a cabeça da casa do ímpio, descobrindo o alicerce até ao pescoço. (Selá.)
14 Tu traspassaste com as suas próprias lanças a cabeça das suas vilas; eles me acometeram tempestuosos para me espalharem; alegravam-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo.
15 Tu com os teus cavalos marchaste pelo mar, pela massa de grandes águas.
16 Ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim; no dia da angústia descansarei, quando subir contra o povo que invadirá com suas tropas.
17 Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
18 Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
19 O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).


E agora, por favor, vamos até Hebreus 2:5-9:
 

5 Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos.
6 Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites?
7 Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste, e o constituíste sobre as obras de tuas mãos;
8 Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas.
9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.


Por favor, mantenha um marcador em ambos os lugares em suas Bíblias.

1. Um Estudo do Ensinamento da Escritura sobre o Reino de Deus

“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” [Mateus 3:2]. Com estas palavras, João Batista pregou à nação de Israel para preparar o caminho para o Messias. Mateus nos diz, no próximo capítulo de seu Evangelho, que Jesus prosseguiu proclamando a mensagem idêntica: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (4:17). E no capítulo 10(:7), quando Jesus envia os doze, ele lhes diz que a mensagem que eles devem pregar é a mesma: “É chegado o reino dos céus”. Os Evangelhos sinóticos são permeados com ensinamentos sobre o reino de Deus. Este foi um tema central no ministério terreno de Jesus. Mas, não somente nele. No intervalo entre Sua ressurreição e ascensão, Lucas nos diz que nosso Salvador estava com seus discípulos por um período de quarenta dias “falando das coisas concernentes ao reino de Deus” (Atos 1:3). As palavras no início da Grande Comissão: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” [Mateus 28:18] apontam para esta verdade. A pregação de Pedro no dia de Pentecostes segue este mesmo tema: Jesus, tendo sido ressuscitado, foi “exaltado à destra de Deus”. Ele disse: “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (2:36). Esta é a linguagem do reino de Deus. Quando uma perseguição se levantou em Jerusalém, dispersando os discípulos, Lucas nos diz que Filipe desceu à Samaria e “pregava acerca do reino de Deus” [Atos 8:12]. Quando Paulo retornou a várias igrejas recém-plantadas para fortalecê-las e incentivá-las, Lucas nos dá uma frase que resume a mensagem do Apóstolo a essas jovens assembleias: “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (14:22). Quando Paulo chegou a Éfeso, nos foi dito que “entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus” (19:8). E quando ele faz Sua última despedida aos anciãos de Éfeso, ele lhes lembra que sua pregação tem sido sobre “o reino de Deus” (20:25). Na conclusão de sua história, Lucas retrata Paulo em Roma, expondo e testificando aos judeus, e a qualquer outro que o ouvisse, sobre o reino de Deus (28:23, 31). Mesmo João, o apóstolo, na ilha de Patmos, podia falar da fraternidade do reino de Cristo que ele compartilhava com seus leitores. A ideia do reino de Deus está profundamente entrelaçada com o próprio Evangelho. Foi a mensagem proclamada por João, por Jesus e por Seus discípulos, e continuou a ser o tema dos apóstolos ao longo da era do Novo Testamento...

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A Segunda Confissão de Londres nos Estados Unidos, por James M. Renihan

 

Quando se considera a história e o desenvolvimento do pensamento e prática Batista nos Estados Unidos é preciso dar um lugar significativo para a Segunda Londres Confissão de Fé, mais popularmente conhecida como A Confissão Batista de Londres de 1689. Nos Estados Unidos, as suas afirmações teológicas formaram e moldaram muito do pensamento e da prática de igrejas Batistas deste lado do Atlântico.

A história deve começar com uma breve menção aos laços estreitos existentes entre Batistas na Inglaterra e nos Estados Unidos durante a metade do século XVII. Apesar da distância entre eles e das dificuldades de comunicação e comunhão, é evidente que as pequenas e valentes igrejas americanas consideravam-se uma com os seus companheiros ingleses. Quando John Clarke, patriarca da Igreja Newport, Rhode Island escreveu o seu famoso Ill Newes From New England [Notícias da Nova Inglaterra], em 1652, ele incluiu uma carta escrita pelo companheiro sofredor Obadias Holmes e dirigida a John Spilsbury e William Kiffen, de Londres, afirmando a sua unidade no Evangelho. Na fundação da Primeira Igreja Batista de Boston, em 1655, três dos primeiros nove membros “tinham andado nessa condição na velha Inglaterra” (incluindo um membro da igreja de William Kiffin, Richard Goodall). John Myles e muitos dos membros de sua igreja foram do País de Gales para Swansea, Massachusetts, em 1663; e William Screven, um membro de uma das igrejas West Country, depois de sua emigração fundou, em 1682, uma nova congregação em Maine.

Este parentesco teológico promoveu um senso de unidade através do Oceano e abriu o caminho para a introdução na América das visões doutrinárias das igrejas inglesas. Os norte-americanos coloniais buscavam entre os ingleses por liderança, conselhos e auxílio durante a última metade do século. Nesta circunstância veio Elias Keach, filho do notável pastor de Londres, Benjamin Keach. Ele trouxe consigo o compromisso de seu pai em relação a um sistema teológico bem definido e recomendou o uso da Confissão de Fé que era tão bem conhecido na terra natal. Elias ministrou em Penepek, perto da Filadélfia, mas sua influência se estendeu sobre uma vasta área do sul de New Jersey e leste da Pensilvânia, e várias igrejas foram plantadas. Estas tornaram-se o núcleo das igrejas da Associação Filadélfia [Philadelphia Association].

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As Origens da Confissão de Fé Batista de Londres de 1689

 

Com base nas informações disponíveis, é impossível determinar com precisão as origens da Segunda Confissão Londres. Há, no entanto, alguns indícios que nos ajudam a limitar o campo.

A primeira referência conhecida à Confissão é encontrada no manuscrito Livro da Igreja de Petty France, Igreja em Londres. Em 26 de agosto de 1677, esta nota foi inscrita: “foi acordado que uma Confissão de fé, com o seu apêndice tendo sido lido e considerado pelos Irmãos, deve ser publicada”. Joseph Ivimey, o historiador Inglês Batista do início do século XIX considerou isso como implicando que a Confissão se originou na igreja de Petty France, e esta é provavelmente uma suposição precisa.

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