Textos

 
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A Relação de Casamento, por C. H. Spurgeon

 

Sermão Nº 762. Pregado por C. H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.

"Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor; pois eu vos desposei...” (Jeremias 3:14)


Estas são palavras graciosas — um grato anódino para uma consciência perturbada. Tal conforto singular é apropriado para animar a alma, e colocar o mais brilhante tom em todas as suas perspectivas. A pessoa a quem isso é dirigido tem uma posição eminentemente feliz. Satanás estará muito ocupado com você, crente em Cristo, esta noite. Ele dirá: “Que direito você tem de acreditar que Deus é casado com você?”. Ele irá lembrá-lo de suas imperfeições e da frieza de seu amor, e talvez do estado de retrocesso do seu coração. Ele dirá: “Ora, com tudo isso sobre você, você pode ser presunçoso o suficiente para reivindicar união com o Filho de Deus? Você pode se aventurar a esperar que haverá qualquer casamento entre você e o Santo?”. Ele dirá a você, como se ele fosse um advogado da santidade, que não é possível que tal pessoa como você sente que é, possa realmente ser um participante de tão precioso e especial privilégio como ser casado com o Senhor.

 

Que isto seja suficiente para uma resposta a todas essas sugestões: o texto é encontrado dirigido não para o Cristão em um estado de florescimento de coração, não para os crentes no Monte Tabor, transfigurados com Cristo, e não a uma cônjuge casta e justa, e que senta-se sob o estandarte do amor, banqueteando-se com o seu Senhor; mas os destinatários são aqueles que são chamados de “filhos rebeldes”. Deus fala à Sua igreja em seu mais baixo e abjeto estado, e embora Ele não deixa de repreender o seu pecado, lamenta-o e a faz lamentá-lo também, mas ainda assim, em tal condição, Ele diz a ela: “Eu vos desposei”. Oh! é por graça que Ele Se casasse com qualquer um de nós, mas é graça em seu mais alto grau, é o oceano de graça em sua maré alta, que Ele fale, assim aos “filhos rebeldes”. Que Ele fale em notas de amor a qualquer um da raça caída de Adão é “extremamente estranho, é maravilhoso”, mas que Ele escolha aqueles que se comportaram traiçoeiramente para com Ele, que viraram as costas para Ele e não o rosto, que portaram-se falsamente com Ele, embora, sejam Seus próprios, e dize-lhes: “Eu vos desposei”, isso é uma doçura de amor além do que poderíamos supor ou imaginar. Ouve, ó céus, e admire-se, ó terra, que todo coração com discernimento irrompa em cântico, sim, que cada mente humilde bendiga e louve a condescendência do Altíssimo! Animai-vos, pobres corações abatidos. Aqui há doce estímulo para alguns de vocês que estão deprimidos e desconsolados, e sentam-se sozinhos, tirem águas vivas deste poço. Não deixe que o barulho dos arqueiros o mantenham distante do lugar onde se retira água.
 

Não tema que você venha a ser amaldiçoado, enquanto você está aguardando a bênção. Se você temer, apenas confie em Jesus, se você tem apenas um interesse vital nAquele Senhor uma vez humilhado, agora exaltado, venha com santa ousadia ao texto, e qualquer que seja o conforto que haja aqui, receba-o e se alegre nele. Para esta finalidade, vamos considerar atentamente a relação da qual se fala aqui e diligentemente investiguemos o quanto estamos experimentalmente familiarizados com ela.
 

I. Ao considerar a relação da qual se fala aqui, você observará que a relação de casamento, embora seja extremamente próxima, não provém de nascimento.

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Não Me Instes Para Que Te Abandone, por R. M. M'Cheyne

 

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1:16)


Nestas duas mulheres Moabitas vocês veem a diferença entre a natureza e a graça.

1. Orfa parece ter sido de uma disposição mais suave, afetuosa. Ela havia sido uma esposa gentil e amável por dez anos para o seu marido agora enterrado. Ela havia sido uma bondosa nora para Noemi: “O Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo” (v. 8). Ela não podia suportar partir com Noemi. Primeiro, ela determinou ir com ela (v. 6). Quando Noemi disse-lhes para retornar, ela disse: “Certamente voltarei contigo” (v. 10). Quando Noemi novamente mandou-lhes retornar, ela levantou a sua voz e chorou. E ela beijou sua sogra mui carinhosamente, e voltou ao seu povo e aos seus deuses. Oh, quanta amabilidade existe nas gentis afeições da natureza! Quem poderia acreditar que elas cobrem um coração tão sombrio quanto o inferno?
 

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A Arca, por R. M. M'Cheyne

 

“Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.” (Hebreus 11:7)

 

É um fato maravilhoso da natureza humana que aprendemos mais facilmente através do exemplo do que de qualquer outra maneira. Aqui, nesta passagem, vocês têm um exemplo de um pecador salvo pela fé. Isto demonstra a vocês como um pecador é salvo. E como Noé fugiu para a arca que ele havia preparado, assim você deveria fazer. Para vocês também foi providenciada uma arca; e assim como Noé deste modo condenou o mundo, ou seja, mostrou que o mundo era justamente condenado, assim você fará, se entrar nela, pois mostrará pela sua fé que a condenação do mundo é justa.

 

Examinemos estas coisas e vejamos:
 

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Uma Defesa do Calvinismo, por C. H. Spurgeon

 

[Nota: Esta mensagem foi extraída da Autobiografia de C. H. Spurgeon, Volume 1]

 

 

É algo grandioso iniciar a vida Cristã crendo em boa e sólida doutrina. Algumas pessoas têm recebido vinte diferentes “evangelhos” em alguns anos; quantos mais eles aceitarão antes de chegar ao final de sua jornada, seria difícil de prever. Agradeço a Deus que Ele cedo me ensinou o Evangelho, e eu tenho estado tão perfeitamente satisfeito com ele, que eu não careço de qualquer outro. A mudança constante de credo resultará certamente em perdas. Se uma árvore tiver que ser arrancada duas ou três vezes por ano, você não precisará construir um grande depósito para armazenar as maçãs. Quando as pessoas estão sempre mudando seus princípios doutrinários, elas não são susceptíveis de produzir muito fruto para a glória de Deus. É bom que os jovens crentes comecem com um firme apego àquelas grandes doutrinas fundamentais que o Senhor nos ensinou em Sua Palavra. Por que, se eu cresse no alguns pregam sobre a salvação temporária, passageira, que dura apenas por um momento, eu dificilmente seria grato por isso; mas quando sei que aqueles a quem Deus salva, Ele salva com uma salvação eterna, quando sei que Ele lhes dá uma justiça eterna, quando eu sei que Ele estabelece-os sobre um eterno fundamento de amor sem fim, e que Ele os trará para o Seu reino eterno, oh! então maravilho-me, e assombro-me que uma bênção como esta pudesse ter sido alguma vez dada a mim!
 

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A Agonia de Cristo, por Jonathan Edwards

 

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.” (Lucas 22:44)

 

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Sua natureza original, era infinitamente acima de todo o sofrimento, pois Ele era “Deus sobre todos, bendito eternamente”; mas, quando Ele se tornou homem, Ele não foi somente capaz de sofrer, mas participou dessa natureza que é extremamente débil e exposta ao sofrimento. A natureza humana, por causa de sua fraqueza, é nas Escrituras comparada com a erva do campo, que facilmente murcha e se deteriora. Assim, é comparada com uma folha; e ao restolho seco; e uma rajada de vento, e da natureza do homem fraco é dito ser pó e cinza, por ter o Seu fundamento em pó, e por ser esmagada pela traça. Foi esta natureza, com toda a Sua fraqueza e exposição aos sofrimentos, que Cristo, que é o Senhor Deus onipotente, tomou sobre Si. Ele não tomou a natureza humana para Ele em seu primeiro, mais perfeito e vigoroso estado, mas nesse estado desesperadamente fraco em que ela está desde a queda; e, assim, Cristo é chamado de “renovo”, e “a raiz de uma terra seca”, Isaías 53:2: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. Desta forma, como a principal missão de Cristo no mundo foi sofrer, assim, agradavelmente a essa incumbência, Ele veio com tal natureza e, em tais circunstâncias, como mais feitas para abrir caminho para o Seu sofrimento; por isso toda a Sua vida foi repleta de sofrimento; Ele começou a sofrer em Sua infância, mas Seu sofrimento aumentou à medida que Ele se aproximava do fim de Sua vida. Seu sofrimento após o início de Seu ministério público foi provavelmente muito maior do que antes; e a última parte do tempo de Seu ministério público parece ter sido distinguido pelo sofrimento.

 

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