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Como Ajudar os Seus Filhos na Adoração Congregacional | Por Jared e Heather Longshore

 

Treinar os seus filhos a permanecerem em um culto de adoração pode se assemelhar um pouco a domesticar filhotes de tigres selvagens. Se você assumir essa tarefa, experimentará muito suor, lágrimas e biscoitos esmagados no chão da igreja. Manter os seus filhos no culto pode ser um trabalho árduo, mas vale a pena. Existem alguns artigos excelentes sobre a bênção de ter os seus filhos junto a você durante a adoração congregacional. Nesse artigo, nos aventuramos a compartilhar alguns pontos práticos que têm nos ajudado ao longo do caminho. Não os considere como “10 mandamentos”. Trata-se simplesmente de algumas coisas que têm nos ajudado com nossos 5 filhinhos:

1. Fale com seus filhos sobre as suas expectativas no caminho para a igreja. Esperamos nos alegrar em Jesus Cristo. O domingo é um dia glorioso. Cristo ressuscitou! Os nossos filhos memorizaram o Salmo 122:1: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR”. Nós os encorajamos a prestar atenção às aulas e ao culto. Nós os lembramos que eles devem ficar quietos. Nós os ensinamos a apertar a mão das pessoas, olhá-las nos olhos e dizer: “Olá”.

2. Pratique em casa. Ajudar nossos filhos na adoração congregacional começa em casa. Muito de nossa prática doméstica ocorre nas refeições. Nós apreciamos a companhia uns dos outros como uma família ao redor da mesa e as crianças permanecem sentadas até que sejam liberadas para sair. Este é um treinamento diário que ajuda quando estamos em outros contextos onde elas precisam ficar sentadas por longos períodos de tempo. O tempo regular de culto familiar proporciona aos nossos filhos uma ótima oportunidade para ouvir, cantar e orar.

3. Opte por brinquedos e lanches silenciosos. Nossa casa pode atingir níveis de volume que rivalizarão com a final do campeonato de futebol americano. E nossos filhos podem acabar um saco de batatas fritas com mais rapidez do que você consegue dizer “Ruflles”. Mas, na adoração congregacional, buscamos um brinquedo ou lanche silencioso se isso puder ajudar as crianças mais novas. Costumamos não oferecer nada a eles no começo, e depois vamos para o lanche antes de introduzirmos algum brinquedo...

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Doutrina que é Segundo a Piedade | Por Jared Longshore

 

Enquanto Francis Scott Key estava cativo em um navio britânico assistindo o “clarão vermelho dos foguetes” e recebendo inspiração para A Bandeira Estrelada, John Dagg deitava-se sob as “bombas estourando no ar”, o que ele veio a chamar de “uma noite terrível”.[1] De fato foi uma noite assustadora em Baltimore, 13 de setembro de 1814, e apesar de que a “primeira luz do amanhecer” do dia 14 resultaria em “estrelas e listras ainda flutuando na brisa”,[2] John Dagg e seus companheiros de guerra não faziam ideia de que a história seriam assim. Dagg tentou dormir sob o “rugir de canhões e bombas”,[3] mas foi acordado 3 vezes para se preparar para uma batalha que nunca chegou. No calor de uma batalha como aquela, duas coisas ficaram imensamente claras: primeiro, o bem e o mal existem; segundo, a vida neste mundo é muito passageira. Dagg posteriormente se tornaria um teólogo e essas duas verdades serviriam como pilares para o seu estudo sobre religião: o homem é tanto moral quanto imortal. Para dizer nas palavras do próprio Dagg: “Que os homens são imortais e estão sob um governo moral, pelo qual o futuro estado deles será feliz ou miserável, de acordo com a conduta deles na vida presente, são verdades fundamentais da religião”.[4]

Se os seres humanos são morais e imortais, então qualquer estudo do divino deve ter ramificações em suas vidas. Primeiro, se eles são morais, então eles estudam Deus como o juiz deles. Qualquer descoberta feita sobre o caráter e ou julgamentos desse juiz moral deve afetar grandemente o comportamento deles. Segundo, se os homens são imortais, então o estudo sobre Deus e sua resposta a Ele têm consequências eternas. A visão de Dagg sobre teologia nos mostra que doutrina e vida são inseparáveis e a primeira informa a última. O Manual de Teologia de Dagg foi escrito com a premissa de que a vida espiritual é moldada pela teologia, pois a natureza da verdade divina necessita de uma resposta moral dos seres humanos. Determinados aspectos da doutrina de Dagg serão analisados com vista ao seu impacto na vida espiritual.

Primeiro, teologia é feita por meio de revelações. Para aprender verdades sobre Deus e Seus caminhos, é preciso depender de revelações. Dagg destacou: “Nós precisamos de informações a respeito desse mundo invisível e o método correto de se preparar para ele, e nenhum outro conhecimento pode ser mais importante para nós do que esse. Será que não temos nenhuma forma de obtê-lo?”.[5] A própria consciência de alguém e a consciência de outros servem de revelação, mas elas estão corrompidas pela queda. Além disso, o curso natural deste mundo nos fala sobre o divino. No entanto, essas três fontes não se comparam à fonte final: a Palavra de Deus. Para nossos propósitos, o que é fundamental é observar que cada uma dessas fontes de revelação são fontes da revelação de Deus. Deus é Aquele que escreveu Sua lei no coração da humanidade.[6] Ele é O que criou este mundo, ordenou seus eventos e inspirou as Suas Sagradas Escrituras. Portanto, uma vez que o divino governador moral do mundo se comunicou com seres morais, estes têm uma obrigação, um dever, de atender a essa revelação. Assim, a própria natureza da revelação requer uma vida espiritual de estudo ou consideração da Palavra de Deus.

Segundo, teologia em seu íntimo é o estudo do próprio Deus. A informação central que Deus revela em Sua palavra é informação sobre Ele mesmo. Todavia os homens não são instruídos a meramente conhecerem fatos sobre Deus sem serem afetados no coração. Ninguém pode se empenhar ao estudo do divino com o desprendimento característico de algum estudo biográfico. Em um caso como esse, a natureza da figura histórica não requer que o estudo seja feito com amor. Por outro lado, a natureza de Deus insiste que aquele que O buscar o faça com amor. Dagg deixa claro que o amor não é apenas um resultado de se conhecer a Deus, mas deve ser a disposição do coração enquanto o estudo da teologia estiver sendo feito.

Não é necessário que estabeleçamos uma demonstração formal de que Deus existe, ou uma investigação formal de Seus atributos, antes de começarmos a cumprir o dever de amá-lO. Nós já conheçamos o bastante sobre Ele para isso; e adiar esse dever até que completemos nossas investigações, é realizá-las com corações impuros, e em rebelião contra Deus.[7]

Dagg continua a mostrar os atributos de Deus, os quais não se tratam apenas de atributos naturais como onipotência, onisciência e onipresença; mas também de excelências morais, tais como bondade, verdade, justiça, santidade e sabedoria. Uma vez que esses atributos de Deus são tão belos, não é possível que alguém conheça a Deus e Sua santidade verdadeiramente e não tenha sua percepção moral transformada. A natureza de Deus, portanto, insiste que o estudo teológico seja feito com amor. Na medida em que é feito dessa forma, esse estudo é proveitoso; mas quando não se dá dessa maneira, é falho.

Se, com o que já sabemos sobre Deus, nós O admiramos e amamos, devemos desejar conhecer mais sobre Ele, e precisamos dar continuidade ao estudo, com aproveitamento e prazer; mas, se nós já Lhe trancamos o coração, todas as nossas investigações intelectuais a Seu respeito podem nos deixar cegos espiritualmente.[8]

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A Única Regra: Uma Exposição do Capítulo 1:1 da CFB1689 | Por Kurt Smith

 


— The Founders Journal • Primavera de 2016 | Nº 104 —

O Povo do Livro


Do ponto de vista histórico, os Batistas sempre foram conhecidos como “O Povo do Livro”, por essa identificação, os Batistas (desde o seu surgimento no século 17 na Inglaterra) tinham ganhado a reputação de ser a parte do corpo de Cristo dentro do Protestantismo, cuja declaração doutrinária e prática foi exclusivamente governada e guiada pela Palavra de Deus. De fato, o grande princípio da Reforma, o Sola Scriptura (Somente a Escritura) pode ser dito como sendo encontrado na sua expressão mais completa entre os Batistas do que qualquer outro grupo Protestante.

É por isso que o historiador da igreja, Robert G. Torbet, em sua História dos Batistas, declarou que:

 

Os Batistas, em maior grau do que qualquer outro grupo, têm fortalecido o protesto do Protestantismo Evangélico contra o tradicionalismo. Isto eles têm feito pelo seu constante testemunho da supremacia das Escrituras como a única e suficiente norma para a fé e a prática.[1]

 

Assim, dessa convicção Batista — que a Palavra de Deus é a “toda suficiente e (a) única norma da fé e prática na vida cristã” — é que se derivariam outras doutrinas bíblicas sustentadas pelos Batistas tais como o Batismo apenas para os crentes, membresia da igreja regenerada, liberdade de consciência e a separação entre a igreja e o estado. Por esses ensinamentos, os Batistas levaram o princípio do Sola Scriptura à sua inevitável e lógica conclusão: procurariam reunir igrejas locais, constituídas apenas de crentes, onde Cristo reinaria como a cabeça da sua igreja pela revelação da Sua Palavra, livre de qualquer tradição ou governo humano que buscasse reinar sobre a sua consciência.

Novamente, o que guia os Batistas a estas convicções é a sua inflexível fé na autenticidade da Bíblia como a autoritativa, inerente, infalível e suficiente Palavra de Deus.


Uma Boa Confissão


Agora, na história Batista, esta convicção inabalável na palavra de Deus governando e moldando a sua vida e doutrina nunca foi tão claramente expressada do que no primeiro capítulo da Confissão de Fé Batista de 1689Em dez parágrafos, a doutrina das Sagradas Escrituras é estabelecida com uma clareza inconfundível, que não permite a ninguém questionar como esses Batistas Ingleses se posicionaram com relação a sua crença a respeito à origem, lugar e finalidade da Palavra de Deus. Mas o que é mais significante sobre esta Confissão no que diz respeito à Escritura, é que isso não era estritamente sustentado por aquelas igrejas Batistas na Inglaterra que a mantinham como o seu padrão doutrinário.

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O Aborto é Realmente Tão Mau? | Por James W. & Joel R. Beeke

 

INTRODUÇÃO


Foi impressionante visitar o monumento em homenagem aos caídos durante a Segunda Guerra Mundial em Washington, D.C., e ver 4.000 estrelas na parede, cada uma simbolizando cem seres humanos mortos no conflito. Os Estados Unidos perderam 400.000 vidas durante esta guerra. O Canadá perdeu 40.000. Mas se levantássemos um monumento similar em homenagem às crianças não nascidas, assassinadas pelo aborto, três destas paredes seriam necessárias para incluir os abortos provocados em um único ano. Três vezes o número de crianças não nascidas perdem a vida em um só ano, isso é mais do que o número de soldados americanos que morreram na Segunda Guerra Mundial.


No ano de 2005, hospitais e diversas clínicas realizaram 1.2 milhões de abortos nos Estados Unidos e mais de 96.000 no Canadá. Duas de cada 10 gestações terminaram com um aborto provocado. Nos abortos legais realizados nos Estados Unidos (desde 1973) e no Canadá (desde 1969), já morreram mais de 53 milhões de crianças não nascidas. Para colocar isto em perspectiva, a população total de ambos países soma em torno de 350 milhões. Os abortos legais já causaram a morte do equivalente a um sétimo da nossa população.

Os historiadores estimam que o Holocausto Nazista exterminou entre 10 e 11 milhões de pessoas, incluindo seis milhões de judeus. Muitos deles eram crianças. O aborto legal nos Estados Unidos e no Canadá já causou o extermínio de cinco vezes mais vidas do que aquelas que foram ceifadas no Holocausto.

Temos que ter uma base racional e ética sólida para sancionar legalmente a morte de 53 milhões de vidas em nossas nações, sem contar com os mais de um milhão que morrem a cada ano. Como seriam hoje estas milhões de pessoas, desde infantes até adultos maiores de 40 anos, se estivessem vivas? Seu extermínio da face da Terra exige uma justificação convincente.

Qual é a justificação para o aborto legal? Vamos examinar os argumentos usados por aqueles que promovem o aborto, para determinar quão sólido é o fundamento sobre a qual esta prática é baseada.


ARGUMENTOS A FAVOR DO ABORTO


Argumento 1: O feto não é uma vida humana, portanto, pode ser exterminado.

Embora o feto chegará a ser uma criatura humana, este argumento diz que ele ainda não o é. Mas a ciência indica o contrário. Primeiro, as palavras embrião e feto são palavras gregas e latinas que simplesmente significam “jovem”. Quando os cientistas falam de um embrião ou feto humano, eles não estão colocando na categoria de outras espécies, mas simplesmente usando terminologia técnica para esta etapa de desenvolvimento, tais como as palavras: infante, criança, adolescente e adulto. O feto humano é um ser humano jovem no útero. É natural e correto que as mães falem sobre o feto como “meu bebê” ou que livros sobre a gravidez digam “seu filho”.

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Por que Negar a Justificação é um Erro Tão Sério? | Por Tom Hicks

 

A doutrina da justificação somente pela fé na justiça imputada de Cristo permanece em ataque direto em vários quadrantes. Sendo alguém que escreveu a sua dissertação de PhD sobre a doutrina da Justificação em Richard Baxter e em Benjamin Keach, estou convencido que modificar a doutrina esta bíblica é um erro teológico sério. Como pastor de uma igreja local, tenho observado como a doutrina da justificação humilha o orgulhoso, fortalece os fracos na fé, transmite segurança aos temerosos, encoraja os vulneráveis e motiva o amor autossacrificial. Negar esta doutrina é negar o coração e o poder do evangelho. Que o Senhor traga clareza teológica sobre esta doutrina para a sua própria glória e para o bem da sua amada noiva.

Razões Bíblicas do Porquê Negar a Justificação é um Erro Sério.

1. Negar a justificação é negar o coração do Evangelho. No início da carta do Paulo aos Romanos, ele nos diz que o Evangelho é poderoso para salvar. Ele diz: “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1:16). E depois Paulo explica porque o Evangelho é o poder de Deus para a salvação. “Porque nele (no evangelho), se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito, o justo viverá pela fé” (Romanos 1:17).

Portanto, a justificação ou justiça pela fé para a vida é o poder do próprio Evangelho. Negar a justificação somente pela fé é negar o poder do Evangelho.

2. Negar a justificação é tropeçar. Paulo explicou porque uma grande parte de Israel nunca foi salva. Ele escreve: “Que diremos pois? Que gentios que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé, mas Israel que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Porquê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei, pois tropeçaram na pedra de tropeço” (Romanos 9:30-32). Os que buscam um status de justo pelas suas próprias obras tropeçam no evangelho, que ensina que nós somos justos, não pelas nossas próprias obras, mas somente pelas obras de Outro.

3. Negar a justificação é receber a maldição da Bíblia. No início da sua carta aos Gálatas, Paulo emitiu uma forte advertência. “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:6-8). Um capítulo seguinte, corrigindo a heresia dos Gálatas, Paulo nos mostra que doutrina não devemos negar de modo a evitar a maldição. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo... porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:15-16). No que diz respeito à justificação, Paulo nos diz claramente: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição” (Gálatas 3:10).

4. Negar a justificação é uma ofensa que garante a disciplina da igreja. Após advertir contra a busca da justificação pelas obras, Paulo informa aos Gálatas como proceder para com aqueles que negarem este ensino bíblico. Ele escreve: “Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre” (Gálatas 4.30). Visto que negar a justificação é negar o próprio evangelho, os que procedem de tal modo deveriam ser “expulsos” da igreja.

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