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B.H. Carroll e o Confessionalismo Robusto, por Tom Ascol

 

Uma igreja deveria usar uma confissão de fé? Em caso afirmativo, quão robusta deve ser essa confissão? Embora poucos Batistas modernos estejam dispostos a se identificar com o lema Campbelliano: “Nenhum credo, senão Cristo; nenhum livro, senão a Bíblia”, eles parecem muito mais céticos ou até mesmo decididamente contrários ao uso de uma confissão de fé robusta por igrejas locais. No entanto, uma confissão extensa pode servir bem a uma igreja, especialmente em épocas de minimalismo doutrinário e confusão, tal como a nossa.

 

B.H. Carroll, o fundador e primeiro Presidente do Seminário Teológico Batista do Sudoeste, entendeu isso bem e não omitiu palavras em sua insistência em um confessionalismo robusto. Ele notou, com razão, a inextricável ligação entre a doutrina e a devoção, a fé e a vida. Ele escreve:

 

Todo o clamor moderno contra o dogma é realmente contra a moral. Quanto mais reduzimos o número de artigos do credo, mais enfraquecemos a religião na prática.

 

Uma vez que a Bíblia não é minimalista em sua revelação do que devemos crer e como devemos viver, tampouco devem ser nossas confissões. Comentando Efésios 4:1, Carroll insiste que as admoestações práticas de Paulo necessariamente são construídas sobre suas instruções doutrinárias.

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Sobre a Unidade da Igreja, por Jared Longshore

 

A unidade é algo que deve ser guardado. Efésios 4:3 diz: "Procurando guardar a unidade do Espírito...”. A unidade deve ser mantida, preservada e guardada, se você a negligencia e apenas se acomoda, se encontrará em um reino dividido bem depressa. Aqui estão seis ferramentas para a tarefa de manter a unidade da igreja.

 

1. Seja inflexivelmente bíblico. Manter a unidade da igreja sem a Bíblia? Um navio perdido no mar tem mais chance de encontrar o porto sem uma bússola. Certamente precisamos de amor. Mas a Bíblia determina o significado do amor. Com certeza nós precisamos de perdão. Mas as Escrituras detalham como o perdão deve ocorrer. Sem dúvida, nós precisamos do Espirito, mas Ele não acabará com a desunião sem a Sua Espada. Jesus tem uma opinião sobre a situação em questão? Se Ele tem, então vamos permanecer com Ele. Se Cristo não anunciou claramente esse assunto, então, por que toda essa comoção? A Confissão de Fé Batista de 1689 enfatiza a autoridade e suficiência da Escritura, afirmando: “O Juiz supremo, pelo qual todas as controvérsias da Religião devem ser determinadas... e em cuja sentença devemos nos firmar, não pode ser outro senão as Sagradas Escrituras...” (1:10).

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4 Lições que Pastores Podem Aprender com John Leadley Dagg, por Jared Longshore

 

John Leadley Dagg (1794-1884) se destaca como um ministro Cristão impressionante na América do século XIX. Ele foi considerado o primeiro teólogo sistemático Batista dos Estados Unidos, um título — em si — que chama a atenção.[1] Além disso, Dagg foi identificado como a figura representativa quando se trata de Batistas no sul durante o século XIX.[2] Ele foi anunciado como “um dos pensadores mais profundos produzidos por sua denominação”.[3] Como um líder pastor-teólogo de seus dias, temos muito a aprender com ele. Como Provérbios 13:20 diz: “O que anda com os sábios ficará sábio”. Então, aqui estão 5 lições do Dr. Dagg:

 

1. Em sua teologia e pregação enfatize o que a Escritura enfatiza.

 

Nós não estamos livres d​o perigo de enfatizar o que é menos importante e negligenciar o que é mais importante. Dagg aconselha: “É nosso dever manter e exibir todo o sistema da doutrina Cristã em todas as suas justas proporções”.[4] Como isso é realizado? Por nos entregarmos à Palavra de Deus. O ministro que tem um fluxo contínuo de Bíblia correndo por suas veias será menos tentado a cavalgar em certos cavalos de madeiras. Além disso, pregue Cristo e Sua cruz. A verdade divina pode ser vista como “um sistema revelado por Jesus Cristo, cujas partes se harmonizam belamente umas com as outras e se agrupam em torno da doutrina da cruz, o ponto central do sistema”.[5] Apresente cada doutrina com um olhar para Cristo e para o Calvário.

 

2. Esforce-se para viver uma vida de santa obediência.

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A Igreja de Jesus Cristo Esboço do Capítulo 26 - Sobre a Igreja - Segunda Confissão de Fé de Londres de 1689, por Tom Ascol

 

Introdução:

 

Há dois problemas que afligem muito a igreja de Jesus Cristo no mundo de hoje. Primeiro, a generalizada falta de vitalidade espiritual que caracteriza muitas congregações. Embora existam exceções óbvias, o liberalismo, o humanismo, o modernismo e o pós-modernismo desempenharam o seu papel ao serviço dos nossos arqui-inimigos declarados: o mundo, a carne e o diabo.

 

Além da falta de espiritualidade há o baixo conceito que muitos hoje em dia entretêm a respeito da igreja de Cristo. Isto é verdade não só do mundo em geral (o que já é esperado), mas também dos Cristãos professos. Muitas organizações paraeclesiásticas despertam mais o respeito e a lealdade dos Cristãos do que a igreja. A adesão à Igreja é cada vez mais considerada irrelevante, se não totalmente antibíblica. Muitos Cristãos pensam que podem seguir fielmente a Cristo por conta própria ou ao mesmo tempo estarem apenas tangencialmente associados a uma igreja.

 

Diante dessas realidades, a necessidade de reexaminar o que a Escritura ensina sobre o papel da igreja é de vital importância. Um guia útil nesse processo é o capítulo 26 da Segunda Confissão de Fé de Londres.

 

Os primeiros quatro parágrafos deste capítulo descrevem a igreja de Jesus Cristo através da história e em todo o mundo. Depois de afirmar o que o Novo Testamento ensina sobre a igreja universal, a confissão desloca seu foco para as expressões locais do corpo de Cristo que são comumente chamadas de igrejas locais. A maior parte do capítulo (onze parágrafos) é dada a este assunto, o que é muito apropriado, uma vez que a maior parte do ensino do Novo Testamento se centra na igreja local.

 

A doutrina da igreja local pode ser considerada sob cinco grandes categorias de ensino do Novo Testamento.

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Bebês Devem Ser Apresentados na Igreja Atualmente?, por Scott Autry

 

A Confissão de Fé Batista de 1689 é um sólido, embora não infalível, guia para a vida Cristã. É a verdade em forma de resumo para que o Cristão use em sua peregrinação aqui na Terra.

Um dos capítulos desta Confissão aborda um aspecto muito importante da vida Cristã: o culto na igreja. O Capítulo 22 é provavelmente o capítulo mais notável da Confissão sobre o princípio regulador da igreja. Aqui está um pequeno trecho do que este capítulo diz sobre o culto público do povo de Deus.
 

...o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado por Sua própria vontade revelada, de forma que Ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras (Deuteronômio 12:32; Êxodo 20:4-6).


Para aqueles que não estão familiarizados com o “princípio regulador” a terminologia aqui é um breve resumo do que isso significa. O princípio regulador da igreja busca responder à questão de como o povo de Deus, reunidos no dia de Deus, deve cultuar a Deus de uma maneira aceitável, agradável a Ele. Como o culto é “regulado” ou “governado” ou “controlado” por Deus em Sua assembleia reunida? Afinal, Ele é o Senhor da igreja para a qual Ele define as regras. No centro disso está o fato de que não somos livres para cultuar a Deus como quisermos. Esta é a essência da idolatria. Devemos adorar em Espírito e em verdade. Deus exige que a adoração seja a partir do coração pela fé, mas o modo como podemos adorá-lO é determinado somente por Ele. Para simplificar ainda mais, podemos perguntar à igreja reunida no domingo de manhã, “Quais são as ordens explícitas na Palavra de Deus que os instrui a praticar o que fazem?” “À lei e ao testemunho” (Isaías 8:2) deve ser a nossa resposta. Mas sobre a apresentação de bebês é assim? Podemos encontrar qualquer coisa que justifique esta prática a partir das páginas da Escritura?

Para aqueles que não estão familiarizados com a “apresentação de bebês”, isso (com variações) ocorre mais ou menos assim: Em um determinado domingo de manhã, pais primeiramente trazem seus filhos recém-nascidos diante da igreja (isso é previamente combinado com o pastor). Em seguida, o pastor lê alguma Escritura ou possivelmente uma declaração de promessa de que os pais são cobrados a guardar esse voto. Os votos são normalmente relativos a criarem os seus filhos nos caminhos do Senhor, e eles prometem fazê-lo perante a congregação como sua testemunha. Em seguida, a igreja é convocada a apoiar e orar pelos pais, enquanto eles elevam o seu novo pequenino. Finalmente, uma oração dedicatória é oferecida a Deus em nome dos pais e da criança pelo pastor. Simples. Direto. Bíblico?

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