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Qual é a Diferença Entre o Arminianismo, Calvinismo e Hiper-Calvinismo? Por Tom Ascol

 

Relatou-se que o falecido Martyn Lloyd-Jones disse que “o Arminiano ignorante não sabe a diferença entre o Calvinismo e o hiper-Calvinismo”. Com base na frequência com que os dois são comumente confundidos, eu gostaria de sugerir que a ignorância não é limitada aos nossos amigos Arminianos. Embora muito mais poderia ser dito, o seguinte resumo revela as diferenças básicas entre o Arminianismo, Calvinismo e hiper-Calvinismo.
 

Em certo sentido, o hiper-Calvinismo, como o Arminianismo, é uma perversão racionalista do verdadeiro Calvinismo. Enquanto o Arminianismo subestima a soberania divina, o hiper-Calvinismo subestima a responsabilidade humana. A ironia é que o Arminianismo e o hiper-Calvinismo começam a partir do mesmo equivocado pressuposto racionalista, ou seja, que a capacidade e a responsabilidade humana são coextensivas. Ou seja, elas devem corresponder exatamente ou então há irracionalidade. Se um homem deve ser considerado responsável por algo, então ele deve ter a capacidade de fazê-lo. Por outro lado, se um homem não tem a capacidade de realizar algo, ele não pode ser obrigado a fazê-lo.
 

O Arminiano olha para esta premissa e diz: “Concordo! Nós sabemos que a Bíblia afirma a responsabilidade de todas as pessoas de se arrependerem e crerem (o que é verdadeiro). Portanto, devemos concluir que todos os homens têm a capacidade em si mesmos para se arrependerem e crerem (o que é falso, de acordo com a Bíblia)”. Assim, os Arminianos ensinam que as pessoas não-convertidas têm dentro de si a capacidade espiritual para se arrependerem e crerem, ainda que tal capacidade precise ser auxiliada pela graça.

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Os Credos são Adequados para Batistas que Creem na Bíblia?, por Thomas Nettles

 

O esforço para extrair benefício positivo de confissões parece tão estranho para alguns hoje que dificilmente pode ser distinguido da palavra assustadora “credalismo”. Embora existam distinções históricas e práticos válidas entre o uso de declarações de fé como um credo e a sua utilização como uma confissão, estas distinções dificilmente se aplicam à fobia comum dos nossos dias tanto de “credos” quanto de confissões.


Objeções de Alguns Batistas aos Credos


O casamento dos Batistas com a teologia confessional tem sido levado muitas vezes ao tribunal de divórcio. Agora Batistas ferozes e rigorosos estão alegando ter sido ofendidos tão completamente que uma separação total é necessária para a sobrevivência. Outros afirmam que o casamento nunca aconteceu. O historiador Batista Thomas Armitage expressou claramente uma forma de pensar sobre credos.

 

Este livro chamado a Bíblia é dado por inspiração de Deus e é a única regra de fé e prática cristã. A consequência disso é que não temos credos, nem catecismos e nem decretos que nos unem por sua autoridade. Cremos que um credo não vale nada, a menos que seja fundamentado pela autoridade bíblica, e se o credo é fundado sobre a Palavra de Deus, não vejo por que não devamos descansar sobre essa Palavra que sustenta o credo; nós preferimos voltar diretamente para a própria fundação e descansar lá somente. Se ela é capaz de nos sustentar, não precisamos de mais nada, e se não for, então não podemos descansar sobre um credo que nos fundamente quando esta crença não tem fundamento para si mesma.[1]


O prefácio de Baptist Faith and Message [Fé e Mensagem Batista], de 1963, afirma que seus escritores agem segundo o princípio de uma “aversão Batista por todos os credos, exceto a Bíblia”. E, é claro, há a questão exclamatória de John Leland: “Por que essa Virgem Maria entre as almas dos homens e as escrituras?”, seguida de uma declaração que contém uma outra suspeita quanto às confissões: “Confissões de fé, muitas vezes, não demandam nenhuma outra busca pela verdade”.[2] A união dos Batistas Independentes e Regulares em Virginia foi prejudicada brevemente porque os Independentes “temiam que uma confissão pudesse usurpar um poder tirânico sobre a consciência”.[3] Além disso, a prática Anglicana da concessão de confirmação baseada na memorização do catecismo do Livro de Oração tendeu a fazer do “credalismo” um sinônimo eficaz para o cristianismo nominal.[4]

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Contra o Arminianismo e Seu Ídolo Dourado, o Livre-Arbítrio, por Augustus Toplady

 

Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.” (Salmos 115:1)


Alguns expositores têm suposto que este Salmo foi escrito pelo profeta Daniel; por ocasião da libertação milagrosa de Sadraque, Mesaque e Abednego, quando saíram ilesos da fornalha de fogo ardente, para a qual foram levados segundo a ordem do rei Nabucodonosor.

E, de fato, não há passagens insuficientes, no próprio Salmo, que pareçam apoiar esta conjectura. Como, onde lemos, no quarto versículo (falando sobre os ídolos dos pagãos, e, talvez, com especial referência àquela imagem de ouro que Nabucodonosor ordenou ser adorada): “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem” [vv. 4-5].

Eu ouso dizer que, em tal auditório como este, uma quantidade de Arminianos estão presentes. Eu temo que todas as nossas assembleias públicas têm muitos deles. Talvez, no entanto, mesmo essas pessoas, idólatras como elas são, podem estar aptas a censurar, e, em verdade, com justiça, o absurdo daqueles que adoram ídolos de prata e ouro, obra das mãos dos homens. Mas, permitam-me perguntar: Se assim é tão absurdo adorar a obra das mãos de outros homens, o que deve ser adorar as obras de nossas mãos? Talvez, você possa dizer: “Deus não permita que eu faça isso”. No entanto, permita-me dizer-lhe, que esperança, confiança, fé e dependência para a salvação, são todos atos, e estes também muito solenes, de culto Divino, e sobre o que você depende, no todo ou em parte, para sua aceitação diante de Deus, e para sua justificação diante de Seus olhos, seja o que for, em que você descansa, e confia, para a obtenção de graça ou glória; se for algo menos do que Deus em Cristo, você é um idólatra, quanto a todos os intentos e propósitos.
 

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Uma Carta de George Whitefield a John Wesley Sobre a Doutrina da Eleição

 

Prefácio

 

Estou muito bem ciente de que diferentes efeitos esta publicação da presente carta contra o sermão do querido Sr. Wesley produzirá. Muitos dos meus amigos que são árduos defensores da redenção universal serão imediatamente ofendidos. Muitos dos que são zelosos, do outro lado serão muito alegrados. Aqueles que são mornos, em ambos os lados, e são levados por raciocínio carnal, desejarão que esse assunto nunca tivesse sido trazido em debate. As razões pelas quais iniciei a carta, eu acho que são suficientes para corresponder a toda a minha conduta aqui. Desejo, portanto, que aqueles que sustentam a eleição não queiram triunfar, ou fazer uma festa, de um lado (pois eu detesto tal coisa) e que aqueles que têm preconceito contra esta doutrina, não sejam tão ofendidos, por outro lado. Conhecidos de Deus são todos os Seus caminhos, desde o início do mundo. O grande dia desvelará por que o Senhor permite que o caro Sr. Wesley e eu tenhamos uma maneira diferente de pensar. No momento, eu não farei nenhuma investigação sobre esse assunto, além do relato que ele mesmo deu sobre isso na seguinte carta, que recentemente recebi de suas próprias mãos queridas:
 

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Batismo de Crentes Por Imersão: Um Distintivo Neotestamentário e Batista, por William R. Downing

 

Nossa igreja é padronizada pelo Novo Testamento em fé e prática. Nós permanecemos na verdade bíblica e histórica de nossos antecessores espirituais. Nós praticamos a ordenança do Batismo conforme o padrão do Novo Testamento com relação aos sujeitos: crentes, e modo: imersão. Este artigo é apresentado como uma explicação de nossa crença e prática.

 

Batismo, Uma Ordenança — Não Um Sacramento

 

O termo “ordenança” (do Latim ordinare, colocar em ordem) denota algo ordenado, decretado ou comandado. Na “Grande Comissão”, o Senhor declarou: “...Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mateus 28:20). Todos os comandos do Senhor à Sua igreja são uma “ordenança” em princípio. A primária e central ordenança do Evangelho é a pregação. Histórica e teologicamente, Batistas têm distinguido entre as “ordenanças” do Batismo e da Ceia do Senhor e os “sacramentos” dos Romanistas ou Protestantes, ou seja, aqueles ritos que se destinam a ser um meio de graça em algum sentido místico [1]. Histórica e teologicamente, portanto, o termo “ordenança” distingue o Batismo e a Ceia do Senhor como sendo apenas simbólicos e representativos em natureza e os considera como meios de graça somente na medida em que levam a mente e o coração a se fixarem sobre a realidade espiritual, assim, simbolizada. O termo não pressupõe nenhum significado místico qualquer.
 

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