Textos

 

Um Encorajamento para Ministros em Provações | Por Fred Malone

 

Muitos entram no ministério para conseguir algo fora dele e não para serem responsáveis mensageiros da Palavra de Deus. Alguns entram para conseguir encorajamento, para se sentirem importantes, para se se sentirem uteis a Deus, para resolver problemas, outros entram pelo prestígio ou pelo poder. Bem ou mal, nenhumas dessas são as razões adequadas. Ninguém irá permanecer ao longo do tempo e sob provações.

Existem tantos possíveis desencorajamentos no ministério do Evangelho. Não porque as pessoas são más. Pois, francamente, todas são iguais, pecadores salvos pela graça, mas que ainda pecam. Para aqueles que pensam que conseguirão fazer seu povo passar desse ponto, ou que encontrarão uma igreja livre de problemas, eles apenas precisam ler Paulo mais atentamente. Não significa que Satanás é invencível, porque ele está agora mesmo em sua agonizante morte, enquanto ataca a todos os que amam a Cristo e O pregam.

O maior desencorajamento para este ministro, e são muitos, está dentro dele mesmo. Especialmente quando se está sob o estresse de provações. Pois, à medida que alguém caminha em Cristo depois de tantos anos, percebe, como Paulo, que ele também é o principal dos pecadores. Ele descobre que se ele não tivesse nenhuma ovelha pecadora, ainda assim, teria um trabalho em período integral para guardar seu próprio coração.

Portanto, eu gostaria de encorajar ministros em provações aplicando o encorajamento do Evangelho de Jesus Cristo para nosso próprio coração, pois é no guardar do coração do ministro que começa o cuidado com o coração do nosso povo. É por isso que Paulo disse a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16).

Existem alguns desencorajamentos únicos que podem fazer parte do ministério do Evangelho, mas existem quatro encorajamentos que têm ajudado a muitos em tempos de aflições.


I. Primeiro, você vai passar por provações e sofrer até certo ponto. Isso pode não ser muito encorajador para você, mas o é para mim. Nosso Senhor nos diz na entrada do caminho para que não nos desencorajemos quando esse tempo chegar. Mateus 10:5-39 é o manual de evangelismo do Senhor. Nós não vemos isso em tais manuais hoje. Ele disse aos discípulos que não veio trazer a paz, mas a espada. Que eles serão odiados por todos por causa de Seu nome. Que os inimigos dos homens serão os de sua própria casa. Que eles devem substituir o temor dos homens que matam o corpo por um temor ainda maior de Deus que pode destruir ambos, alma e corpo, no inferno. Que esse Pai pode protegê-los dos homens. Toda a estrutura do Novo Testamento, dos ensinos do nosso Senhor passando por 1 Pedro até ao Apocalipse, explica que os Cristãos sofrerão; especialmente os ministros de Deus.

Não é comum alguém desfrutar de sofrimento e de martírio. Alguns podem até mesmo buscar crises porque isso os faz se sentirem importantes, fiéis e fortes. Isso é algo egocêntrico e imaturo. 2 Timóteo 2:3, 8-10 e 3:10-12 deixa isso claro. Os fiéis ministros de Deus sofrerão até certo ponto. Haverá aflições. Não importa o quanto você avalie, antecipadamente, o preço, não tem como você entender inteiramente o valor do ministério até que você o experiencie. (Mesmo que você avalie, antecipadamente, o preço do ministério, não tem como entender inteiramente seu valor até que o experiencie).

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O Elevado Mistério da Predestinação: Uma Exposição do Capítulo 7:7 da CFB1689 | Por Fred Malone

 

Capítulo III, Sobre os Decretos de Deus, parágrafo 7:

 

A doutrina deste elevado mistério da predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, para que os homens, atendendo à vontade de Deus revelada em Sua Palavra, e prestando obediência a esta, possam, a partir da certeza do seu chamado eficaz, certificar-se de sua eleição eterna.18 Portanto, esta doutrina deve motivar louvor,19 reverência e admiração a Deus; e humildade,20 diligência e consolação abundante para todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho.21

18 1Tessalonicenses 1:4-5; 2Pedro 1:10
19 Efésios 1:6; Romanos 11:33
20 Romanos 11:5,6,20
21 Lucas 10:20

 

Nosso Senhor Jesus Cristo possuía um perfeito conhecimento da verdade de Deus, bem como um entendimento perfeito dos corações a quem Ele falou (João 16:30, João 2:25). No caminho para a cruz, Ele disse a Seus discípulos que ainda tinha muitas coisas para ensiná-los que não podiam suportar naquele tempo (João 16:12). É preciso considerar a condição do ouvinte ao ensinar a verdade de Deus (2 Timóteo 2: 23-25). Jesus sempre foi o pastor que ensinou a verdade ao considerar o entendimento e a condição espiritual dos outros.

 

Da mesma forma, nossos antepassados ​​acrescentaram o sétimo parágrafo pastoral ao Capítulo III: Sobre os Decretos de Deus. Ele adverte que é preciso ter “prudência e cuidado” em como se ensina o grande mistério da predestinação.

 

A exposição seguinte deste parágrafo incluirá: (1) a consideração sobre o ensino da predestinação); (2) o raciocínio para tal consideração; e (3) o efeito esperado naquele que crê na predestinação.

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Nós Deveríamos Pregar a Cristo em Cada Sermão?, por Fred Malone

 

A pregação fiel é expositiva, o que significa que ela explica um texto bíblico em seu contexto e aplica o texto aos ouvintes. Houve vezes, entretanto, quando eu ouvi pregações expositivas que faziam pouca ou nenhuma menção do Senhor Jesus Cristo (infelizmente, eu mesmo já fiz isso). Se um incrédulo estivesse sentado entre os ouvintes, ele não teria ouvido o suficiente do Evangelho para ser salvo. Além disso, os santos não teriam ouvido o suficiente de Cristo para movê-los a viver e obedecer por amor a Ele. As Escrituras ensinam que todo sermão expositivo deve ser centrado em Cristo.

A verdadeira pregação não é:
 

1. Um sermão expositivo, mesmo extraído de um texto do Novo Testamento, mas que não menciona Cristo, exceto em um apelo evangelístico no final.

2. Um sermão cheio de ilustrações e humor, enquanto apenas nominal e ocasionalmente menciona um texto ou o próprio Jesus Cristo.

3. Uma “série prática” sobre o casamento, sobre a alegria, etc., sem explicar como a pessoa e a obra de Jesus Cristo se aplicam ao casamento, à alegria, etc.

4. Um comentário corriqueiro sobre uma passagem da Escritura sem a pregação de Cristo, porque Ele não foi mencionado explicitamente no texto.

 

Nenhuma das medidas acima correspondem à exigência da pregação Bíblica. As Escrituras nos dão instruções claras sobre como pregar. Considere o seguinte:

1. Nosso Senhor Jesus Cristo e Seus Apóstolos, praticaram a pregação centrada em Cristo.

Cada palavra que nosso senhor proferiu em última análise foi sobre sua própria pessoa e trabalho como nosso Profeta, Sacerdote e Rei, mesmo quando Ele expôs textos do Antigo Testamento, os quais, nem sempre O mencionavam explicitamente. Os apóstolos de Cristo seguiam Seu exemplo em suas pregações. Todo sermão evangelístico em Atos e em cada epístola estava centrado em Jesus Cristo. As epístolas foram lidas às igrejas em sua totalidade, incluindo as partes sobre Cristo e o Evangelho. Em cada aplicação das epístolas, há sempre uma referência a Cristo, Sua pessoa e Sua obra. Não estou dizendo que o nome de Jesus Cristo foi mencionado em cada texto ensinado pelos apóstolos. O que estou dizendo é que Cristo foi o fundamento e o alvo na proclamação de cada palavra de Deus.

2. A Bíblia mandava pregar a Cristo aos incrédulos e aos crentes.

Primeiro, está claro que os apóstolos pregaram Jesus Cristo como Senhor e Salvador aos incrédulos (Atos 5:42, 8:35, 11:20). Jesus era o centro de sua mensagem. A primeira vez que Paulo foi a Corinto para pregar o Evangelho aos não convertidos, ele disse: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Coríntios 2:2). Jesus Cristo era a substância da pregação evangelística de Paulo em Corinto. Pedro também pregou Cristo no dia de Pentecostes, bem como nas outras mensagens evangelísticas de Atos (Atos 2:10, 17).

Segundo, os Apóstolos pregavam Cristo aos crentes. Os Apóstolos constantemente ataram suas repreensões, exortações e instruções doutrinais à pessoa e obra de Cristo, passado, presente e futuro. É impossível ler as epístolas sem ver que a pessoa e a obra de Jesus Cristo são o ponto central da salvação e da santificação. Para os Colossenses, Paulo descreveu sua pregação e ensinamento aos Cristãos assim: “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo” (Colossenses 1:28). É preciso pouca pesquisa para ver como Paulo conectou suas exortações aos Cristãos coríntios à pessoa e à obra de Cristo por eles. Por exemplo, quando advertiu contra o adultério, Paulo disse: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20). Paulo baseou sua advertência contra o adultério na obra de Cristo. O próprio Cristo era a substância da pregação apostólica, tanto para os não convertidos como para os convertidos. A Bíblia ordena a pregação centrada em Cristo tanto para incrédulos como para crentes.

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5 Lições Aprendidas a Partir de Décadas de Pregações, por Fred Malone

 

1. Você nunca prega bem o suficiente para converter uma única pessoa. Isto é assim a menos que você acredite que a fé é uma habilidade do homem gerada pelas decisões persuasivas do pregador. Mas eu não acredito que a fé salvífica é uma habilidade natural do homem. A fé é uma graça soberana — dádiva de Deus, que vem àqueles que ouvem a Palavra de Cristo (Efésios 2:8-9; Filipenses 1:29). Portanto, eu não devo tentar usar meus dons de oratória ou estratégias não bíblicas para pressionar um ouvinte para o decisionismo. Em vez disso, porque creio que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Cristo com clareza, eu devo usar toda a minha habilidade para pregar a Palavra de Cristo com clareza e pregar Cristo com sincera unção, mas sempre confiando na obra soberana do Espírito que opera a fé e o novo nascimento.

Isso é o que fez Spurgeon e Lloyd-Jones, grandes pregadores. Eles sabiam que seu chamado era proclamar a Cristo e Ele crucificado; mas também sabiam que somente a plena verdade aplicada pelo Espírito é que podia converter uma única alma. Eles não eram homens de ego. Eles ficaram surpresos com o fato de que Deus os usava como canal de verdade, aplicada pela Espírito, aos corações dos homens. Na pregação não há espaço para o ego, para a vangloria ou para o orgulho. Tal atitude trai o verdadeiro coração do pregador. Pregar é a coisa mais humilhante que o homem pode fazer. É loucura para o incrédulo a menos que Deus o regenere. É humilhante para o pregador o fato dele ele não ter poder para mudar ninguém a menos que Deus decida ter misericórdia através da Sua Palavra e do Seu Espírito operando no coração do pecador. Verdadeiramente a loucura de pregar Cristo dá glória somente a Deus. Você nunca prega bem o suficiente para converter uma única pessoa.

2. Você não pode pregar bem para outros a menos que você pregue primeiro para si mesmo. A pregação de um sermão ou de um ensinamento conclama o pregador a ser honesto consigo mesmo primeiro. Paulo advertiu sobre os vendedores ambulantes, os que lucravam usando a Palavra de Deus e não eram sinceros em seus corações, 2 Coríntios 2:17 diz: “Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade”. Em nossos preparativos, todo pecado que o texto aponta que vai contra a lei de Deus deve ir em primeiro lugar e com sinceridade à consciência e à vida do pregador; toda promessa da graça de Deus deve ser abraçada com humilde alegria como que na presença de Deus.

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Um Cordão de Pérolas Soltas: Uma Jornada Teológica no Batismo de Crentes, por Fred A. Malone

 

Prefácio

Este folheto não se destina a ser uma obra definitiva sobre o Batismo. Originalmente escrito em 1977, é simplesmente um diário narrado para mim mesmo e para os meus amigos que estão interessados em entender por que eu mudei de uma posição pedobatista (batismo infantil) a uma Batista (batismo de discípulos/confessores somente). Este artigo foi editado para uso como um livreto, mas eu tenho reservado uma revisão completa para um próximo livro.


Qualquer discussão sobre o batismo, como acontece com outras doutrinas nas Escrituras, é inútil a menos que todas as partes estejam dispostas a sentar-se com Bíblias abertas, mentes abertas e corações mantidos em oração. O batismo infantil é uma questão emocional, pois envolve nossos filhos e as promessas de salvação para eles. Peço simplesmente que aqueles que desafiam minhas conclusões sincera e caridosamente estudem meus argumentos antes que eles comecem a fazer julgamentos.


 

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