Biografia de William Collins

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Petty France, London

 

William Collins recebeu uma educação completa, graduou-se Bachelor of Divinity [Bacharel em Teologia] e viajou pela Europa antes de ser chamado para servir em Petty France. Em um sermão de funeral pregado por John Piggott, quinze dias após a morte de Collins em 30 de outubro de 1702, é feita menção à encorajadora “Oferta que ele teve de unir-se à Igreja Nacional, o que ele judiciosamente recusou: pois foi a Consciência, e não o Capricho, que fizera dele um Dissidente”. A estima em que ele era tido por seus irmãos pode ser observada no fato de que ele foi solicitado pela Assembleia Geral para elaborar um Catecismo, e sobre a força disso, Joseph Ivimey afirma que “é provável que o Catecismo Batista tenha sido compilado por Collins, embora tenha sido chamado, por alguns meios, Catecismo de Keach”. Mais tarde, em sua obra, Ivimey transcreve uma carta de Collins a Andrew Gifford, pastor da Igreja Pithay em Bristol, e sem dúvida o mais importante Batista Particular fora de Londres. Na carta, Collins refere-se à última impressão do Catecismo, e afirma que existem “alguns milhares deixados”.

 

Collins, de acordo com Piggott, “era um ancião estudioso e um bom pastor, conhecido por seu espírito pacífico. Os temas em que normalmente insistia no curso de seu ministério, eram as grandiosas e importantes verdades do Evangelho, com as quais ele lidou com grande juízo e clareza. Como ele desvelava as misérias da Queda! E de que forma comovente ele falava sobre a excelência de Cristo, e as virtudes de Seu sangue, e Sua vontade de salvar miseráveis, sobrecarregados pecadores despertados!… Seus sermões eram úteis sob a influência da Divina Graça, para converter e edificar, esclarecer e firmar, sendo extraídos da fonte da verdade, as Sagradas Escrituras, com a qual ele constantemente conversava em suas Línguas Originais, tendo lido os melhores Críticos, antigos e modernos; de modo que os homens de maior Discernimento poderiam aprender com os Discursos de seu Púlpito, bem como os de capacidade mais mediana”.

 

Tal testemunho de seu caráter e capacidades bem habilitam alguém a ser um co-editor (juntamente com Nehemiah Coxe) da Segunda Confissão de Fé do Batistas Particulares de Londres (veja as Fontes Documentais e Origens da Confissão) e alguém que representasse sua igreja e subscrevesse a Confissão.
 

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