A Dificuldade e a Desejabilidade da Conversão, por R. M. M’Cheyne

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“Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor.” (Salmos 40:1-3)

 

Não pode haver dúvida de que a verdadeira e principal aplicação deste Salmo seja em relação ao nosso Senhor Jesus Cristo, pois, embora os versos que lemos possam muito bem ser aplicados a Davi ou a qualquer outro crente recordando o que Deus fizera, a última parte do Salmo não pode, certamente, ser a fala de nenhum outro a não ser do Salvador; e, consequentemente, os versos 6 a 8 são aplicados diretamente a Cristo pelo escritor no capítulo 10 de Hebreus: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade”. Todo este Salmo, portanto, deve ser considerado como uma piedosa meditação do Messias quando a face do Pai lhe foi ocultada; pois, como verdadeiramente pôde Aquele que não conheceu pecado, mas foi feito pecado por nós, Aquele sobre quem aprouve ao Pai colocar as iniquidades de todos nós, quão verdadeiramente pôde dizer, na linguagem do versículo 12: “Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração”.

 

De acordo com esta visão, os versos de 1 a 3 devem ser considerados como a recordação de um livramento anterior a uma visitação das trevas semelhante a esta, para deste modo achar consolo para o atual desânimo. E quem pode duvidar de que Ele foi varão de dores, e experimentado nos sofrimentos, e que experimentou muito mais escuridão e alívio enviado dos céus do que o que foi registrado quando esteve no jardim do Getsêmani? Suas mui frequentes retiradas para orar sozinho parecem comprovar isso. Mas, como é bem evidente nessa Sua descrição das iniquidades Lhe prendendo, expressa em palavras bem adequadas um pecador sobrecarregado e consciente disso, por isso, as palavras do meu texto são de todo modo adequadas para uma alma convertida recordando o livramento que Deus operou para ele. “Esperando, esperei por Jeová” (como o versículo 1 pode ser mais literalmente interpretado), expressa toda a intensa ansiedade de uma mente despertada para saber o perigo em que se encontra, e o lugar de onde a ajuda deve vir. “E ele se inclinou para mim”, expressa o movimento corporal de quem está desejoso de ouvir, inclinando-se com atenção. “E ele ouviu o meu clamor”.

 

“Tirou-me dum lago horrível,
Dum charco de lodo,
Pôs os meus pés sobre uma rocha,
Firmou os meus passos.

E pôs um novo cântico na minha boca,
Um hino ao nosso Deus;
Muitos o verão, e temerão,
E confiarão no Senhor.”

 

Ele expressa o estado de um homem inconverso sob a imagem impressionante de alguém que está em um lago horrível, e afundando em um charco de lodo; enquanto que a mudança da conversão é comparada com o colocar seus pés sobre uma rocha, e firmar os seus passos, e pôr uma nova canção na sua boca. Considerando, então, o meu texto como uma figura verdadeira e fiel da mais bendita mudança de estado e caráter, que na linguagem bíblica é chamada de conversão, prossigo para extrair a partir destas palavras duas simples, porém importantíssimas, conclusões:

 

I. A dificuldade da conversão. É tão difícil e sobre-humana a obra do resgate de uma alma do pecado e de Satanás a Deus, que somente Deus pode fazer isto; e, consequentemente, no nosso texto, cada parte do processo é atribuída unicamente a ele. “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos, e pôs um novo cântico na minha boca”. Deus, e somente Deus, então, é o Autor da conversão. Aquele que criou o homem, por si só pode criá-lo de novo em Cristo Jesus para as boas obras. E a razão disto, veremos claramente, examinando cada parte desta obra, aqui descrita. A primeira libertação nos é apresentada nas seguintes palavras: “Tirou-me dum lago horrível”; e a contraparte ou bênção correspondente a essa é: “Pôs os meus pés sobre uma rocha”. Dificilmente se pode imaginar uma situação mais desesperadora do que a que está sendo colocada, como a de José em um poço, e, especialmente, uma cova ou um poço horrível, de destruição, como o Salmista chama. Cercado por todos os lados por paredes úmidas, lisas e sombrias, com uma escassa saída de ar, em vão você se esforça para escalar até a luz do dia e o ar puro; você é um prisioneiro nas entranhas da terra, em um poço de horrores. Esse é o seu estado, se você não for convertido; você jaz em um poço da perdição; você está morto enquanto vive — enterrado vivo, por assim dizer; morto em delitos e pecados, enquanto andar neles. Você não pode subir para a luz do dia, para o ar puro acima de você; pois o poço em que você está é de fato a sua habitação; e a não ser que você seja retirado dele pelas cordas da graça, você será conduzido para o poço que a Bíblia diz ser sem fundo. Esse é o seu estado, se não se converter. Você está debaixo da maldição; pois “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para fazê-las”; e você nunca permaneceu em nenhuma dessas coisas, fazendo-as de coração, como para o Senhor, que só pode ser invocado quando as praticamos. Você nunca creu no Filho de Deus para a salvação; e, portanto, você “já está condenado”, você nunca foi tirado da cova da condenação. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”; ou seja, nunca é retirada dele. O poço de ira e destruição, em que você está por natureza, só será trocado por outro pior, o poço da ira eterna. Uma vez que este poço horrível, então, representa o estado da ira e condenação em que estamos por natureza, quão impossível é nos livrarmos dele! Escapar do cárcere dos reis terrenos é uma tarefa difícil e ousada; mas quem pode escapar da prisão do Deus eterno? Quem pode escalar a cova da condenação na qual a alma está confinada? Ou, quem pode corrigir as ofensas do passado? Quem pode apagar os pecados do passado? Recordem suas vidas, irmãos, gastas no esquecimento de Deus, nos desejos e ações contrárias a Deus; e, em seguida, lembrem-se de que Ele é infinitamente justo, Ele não pode mentir, não pode arrepender-Se, e diga se você acha fácil, ou possível salvar-se do abismo horrível que está agora reservado para você por Sua ira.

 

Mas se você não pode salvar-se da cova, e colocar seus pés sobre uma rocha, muito menos você pode livrar-se do charco de lodo, e firmar seus próprios passos. O poço de destruição representa a ira sob a qual você está por natureza; o charco de lodo representa a corrupção que existe em você por natureza. Estar em um poço seco, como José esteve, é ruim o bastante; mas, ah! quão desesperador e miserável é quando você está num charco de lodo! Estar sob condenação por pecados do passado, alguém poderia pensar, é miséria suficiente; mas seu caso é ainda mais desesperador, pois você também está afundando dia a dia sob o poder da corrupção. Toda sua luta para se erguer de sua condição miserável, só faz você se afundar ainda mais no charco de lodo; e cada hora que você permanecer onde está, irá afundar ainda mais; sua saída torna-se cada vez mais impossível. O aumento dos hábitos pecaminosos em você assemelha-se ao aprofundamento de seus pés no charco de lodo! Qual dos seus maus hábitos não cresce, alimentado pela prática? Como é que o hábito de blasfemar cresce em homem até que ele se torne absolutamente escravizado? E assim é com os pecados mais refinados, cuja sede é no coração. Cada dia dá-lhe um novo poder sobre sua alma, cada nova indulgência liga seus pés mais do que nunca ao mau caminho; e embora você possa, ou melhor, no curso da natureza você mude sua luxúria, suas paixões e desejos, toda essa mudança não será mais do que tirar um pé do charco de lodo, para afundá-lo novamente em seguida. Ah! a ruína de um coração não-convertido; que imaginação é ousada o suficiente para pintar todos os seus horrores? Olhai para dentro do vosso próprio coração, vós que não tendes o coração e a vida transformados; e, oh! Se o Espírito da graça puder utilizar a passagem de que estamos falando para convencê-lo, neste dia, do seu pecado, você verá como realmente existe dentro de você uma câmara escura, uma profunda miséria espiritual, e uma incapacidade ou para se perdoar, ou para fazer seu coração novo, ou ainda para colocar seus pés sobre uma rocha, ou para firmar seus passos; o que só pode ser descrito através de imagens, tais como a de um lago horrível ou de um profundo charco de lodo.

 

Uma terceira etapa da conversão você não pode alcançar por si só, e é a colocação de um novo cântico na sua boca. Uma canção é um sinal de alegria e descontração e, portanto, Tiago diz: “Está alguém contente? Cante louvores”. E os invasores de Jerusalém, quando desejavam escarnecer dos sofrimentos dos israelitas exilados, pediam-lhes que se alegrassem, dizendo: “Cantai-nos uma das canções de Sião”. Mas cantar um cântico novo, um louvor ao nosso Deus, é um privilégio somente para o crente. Ser alegre e ter um coração contente, com um Deus santo diante do pensamento, isso é um privilégio somente daqueles cujos pés estão firmados sobre a Rocha, Cristo. É verdade que o mundo não-convertido tem uma alegria própria; e eles, também, podem cantar uma canção alegre. Mas aqui reside a diferença: Eles podem ser felizes e alegres somente quando Deus não está diante dos seus pensamentos, apenas quando um véu de esquecimento é lançado sobre as realidades da morte e do julgamento. Mantenha longe todo pensamento sobre destas coisas, e então eles podem se divertir, como Belsazar e seus milhares de senhores, quando beberam vinho, e deram louvores aos deuses de ouro e de prata. Mas, revele a seus olhos as grandes realidades de um Deus santo e onipresente, da morte à porta, e depois da morte o julgamento; e então seus semblantes mudaram (como o de Belsazar quando surgiu a mão misteriosa); seus pensamentos o perturbaram, de modo que as juntas dos seus lombos se soltaram, e os seus joelhos bateram um contra o outro.

 

Mas, para o crente, um Deus santo é o próprio tema de sua canção, do louvor ao nosso Deus; e a visão da morte e do julgamento não interrompe esta melodia Divina. Em seu leito de morte, ele pode começar a música, que será concluída somente quando ele despertar na glória. Agora, qual não-convertido tem o poder de colocar esta canção sobrenatural em sua boca, essa estranha alegria em seu coração? A alegria não pode ser forçada, e menos ainda a alegria do Cristão. Se tu não és perdoado, se não és justificado, se ainda continuas em inimizade contra Deus, como podes elevar uma nota de louvor a ele? No capítulo 14 do Apocalipse, onde os redimidos cantam, por assim dizer, um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos, é adicionado: “E ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra”. Ninguém, senão as novas criaturas, podem aprender esta nova canção. Os anjos não podem participar dela, pois é o hino dos redimidos, daqueles que eram pecadores, e foram feitos novos. E, oh! Se os anjos não podem, quanto menos poderão os pecadores não-convertidos e não redimidos participar desta eterna harmonia. De todo modo, então, que obra indescritível é a da conversão! Como é impossível ao homem. Mas para Deus todas as coisas são possíveis. Ele providenciou a Rocha, Cristo; e Seu ouvido não está agravado para que Ele não possa ouvir, se clamarmos; Seu braço não está encolhido, para que não possa salvar, basta apenas invocá-lO quanto a isto. Mas,

 

II. A partir deste retrato de uma verdadeira conversão, deduzo não somente a dificuldade, mas também a desejabilidade da conversão.

 

Se você pode imaginar a alegria de ser retirado da cova, onde a ira nos aguardava, e tendo os pés firmados sobre a Rocha, onde a nossa base é firme e sólida como os montes eternos, e estamos a salvo do alcance dos inimigos; pois as fortalezas das rochas são nosso alto refúgio, então, meu amigo, você tem alguma noção do que é ser retirado da ira para a paz, de ser transportado de sob a maldição para o privilégio da justiça de Cristo, de ser justificado, de forma que nem homem, nem anjo, nem demônio pode trazer acusação contra você.

 

E, outra vez, se você puder imaginar o prazer de ser tirado do charco de lodo, onde seus pés estavam continuamente afundando mais e mais a cada hora, e de ter seus passos estabelecidos e um caminho reto posto diante de você, e terra firme abaixo de você, então você terá alguma noção do que é ser livrado de suas paixões mundanas, e desejos, e cuidados, e pensamentos, e ansiedades, e hábitos pecaminosos, em que cada novo dia encontrava você afundando mais e mais, e sempre com menos esperança de recuperação; e ter a possibilidade de amar a Deus e as coisas de Deus: “pensar nas coisas lá do alto”, “trazer todo pensamento cativo à obediência de Cristo”.

 

E ainda mais, se você puder imaginar o prazer de trocar o gemido dos presos em aflição e cadeias, para a canção do cativo que foi libertado, o escravo emancipado, então você terá alguma noção do que seja trocar a tristeza de um espírito não-renovado pela alegria e pelo novo cântico de louvor cantado apenas pelos remidos.

 

Mas quando você tiver imaginado todas essas coisas, você terá uma noção apenas, e nada mais, da desejabilidade da conversão. As riquezas de Cristo são indescritíveis. Eu poderia procurar em toda a natureza por figuras. Eu poderia trazer todas as condições de miséria e paz súbita e felicidade em contraste; ainda assim, eu deixaria de lhe dar uma ideia apenas das bênçãos recebidas na conversão; pois, de fato, “o olho não viu, e o ouvido não ouviu, nem subiu ao coração do homem, as coisas que Deus preparou (neste mundo, sim, na hora de crer) para todos os que o amam”. Mas deixando de imagens emprestadas de natureza, que podem confundir, deixe-me simplesmente apresentar-lhe as realidades que essas imagens significam. A primeira coisa a se considerar ter na conversão é a paz com Deus: “Justificados pela fé, temos paz com Deus” [Romanos 5:1]. Este é o efeito imediato de estar sobre a Rocha, Cristo. 

 

Ó pecador, não desejas estar em paz com o Deus a quem tens ofendido, esquecido, desprezado? Estás tão iludido pelo horrível poço da inimizade e da condenação, que não tens desejo de sair dele? Se de fato é assim, então será em vão falar-te de um Salvador: não verás beleza alguma em Cristo. A segunda coisa a ser considerada na conversão é uma vida santa: “A todos quantos recebem a Cristo, ele dá o poder de se tornarem filhos de Deus” [João 1:12]. Ó homem depravado, cujo coração está deformado pelo hábito de pecar, não tens desejo de uma vida santa? Não te pergunto se seria agradável para ti neste momento refrear e derrotar todos os teus apetites, e desejos, e paixões indomáveis; sei que te pareceria intolerável; mas te pergunto se não consideras como desejável ver esses mesmos apetites e desejos alterados ou anulados em seu poder, a fim de que a austeridade e a santidade de vida não te pareçam coisas pesadas, mas agradáveis e cheias de paz. Estás tão deleitado, não com os objetos que satisfazem tuas paixões, mas com as paixões em si mesmas, que não tens desejo de seres feito um novo ser? Então, na verdade, será desnecessário falar-te do Santificador.

 

A terceira coisa boa que vem com a conversão é um coração alegre e agradecido: “Nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” [Romanos 5:11]. Esta é a canção dos redimidos. A alegria dos céus é gratidão e louvor. A alegria do Céu sobre a terra — ou seja, da mente convertida — é o mesmo, um hino ao nosso Deus. Se, então, a alegria e a gratidão, que durarão até mesmo em meio a toda a melancolia do leito de morte, e do vale escuro, e da terrível insígnia do julgamento; se estas são dádivas desejáveis, elas fazem parte da desejabilidade da conversão.

 

Mas, para muitos de vocês eu sei que é em vão que eu fale de como é desejável a conversão; pois você ainda não sente a miséria de ser inconverso, a miséria de ser um filho da ira, e um escravo das corrupções. Quando dizemos que os injustificados estão em um lago horrível, que os não-santificados estão afundando no charco de lodo, então você vem nos dizer que nunca sentiu qualquer horror sobre sua situação. Você tem muitos prazeres, e você está confortável e à vontade. Ah! Mais miserável ​​de todos os homens não-convertidos, você está na cova; mas você está insensível aos seus horrores. Você está no charco de lodo, afundando a cada passo que você dá; e não percebe. Você sabe que nunca creu em Cristo como seu Salvador; ainda assim, você não sente horror quando a Bíblia diz que você “já está condenado”. Você sabe que seu coração nunca foi feito novo — nascido de novo; e ainda assim você não treme quando a Bíblia lhe diz que “sem a santificação ninguém verá o Senhor” [Hebreus 12:14]. Você me faz lembrar um homem viajando em uma tempestade de neve, muito distante de sua casa ou de um abrigo, e a cada passo que ele dá seus pés afundam mais na neve; porém uma estranha insensibilidade toma conta da sua mente. A própria morte perde seus horrores. Enquanto o perigo aumenta, seus medos diminuem. Um sono profundo desce rapidamente sobre sua consciência, até que ele adormece num sono silencioso, para nunca mais se levantar.

 

Da mesma forma, a sua insensibilidade, em vez de ser um sinal de que não há perigo, aumenta o perigo e o horror de sua situação mil vezes. Como a Bíblia é verdadeira, o estado de cada homem não-convertido é tão horrível, que você pode vê-lo como Deus o vê. As palavras “um lago horrível e um charco de lodo” parecem muito fracas para expressar a sua situação. “As tristezas da morte e as penas do inferno” poderiam, talvez, aproximar a sua visão da dEle. Ah! Então, esforça-te muito para conhecer a miséria de não ser um convertido. Esteja determinado a conhecer o pior de si mesmo; pois só assim você verá o quanto é desejável a conversão, a excelência de Cristo.

 

E agora, então, juntando as duas conclusões que extraí do nosso texto — a dificuldade da conversão, tão grande que o próprio Deus tem que ser o Autor; e o desejo de conversão, tão grande que a paz, e a santidade, e a alegria, todas dependem dela — suporte a palavra de exortação, busque-a da única maneira em que o Salmista a encontrou: “Esperando, eu esperei por Jeová”, ou seja, esperei ansiosamente, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Ele está mais pronto para ouvir, do que você para pedir. A Rocha já está estabelecida. Cristo morreu, e a você é suplicado neste dia cobrir-se com a Sua justiça; e estando em Cristo, você vai tornar-se cada dia mais uma nova criatura; e sendo uma nova criatura, você cantará um novo cântico de louvor Àquele que nos amou.

 

Uma palavra para aqueles que podem recordar-se de uma experiência como a descrita no meu texto; quem pode dizer que Deus o tirou dum lago horrível e de um charco de lodo, e colocou seus pés sobre uma rocha, firmou os seus passos, e pôs um novo cântico na sua boca? Preste atenção que as seguintes palavras também podem ser reais: “Muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor”. Quantos ao seu redor ainda não são convertidos, estão no poço e no lodo! Deixe-os ver, então, quão grandes coisas Deus fez por vocês, para que temam e não morram sem conversão; para que esta mudança gloriosa chegue a eles; para que não morram como velhas criaturas, habitantes do lago horrível, para serem removidos da cova eterna; para que não sejam completamente engolidos pelo charco de lodo; e, assim, movidos pelo temor, eles possam ser persuadidos a confiar em Deus, como você tem feito — descansar na Rocha, Cristo, para justiça.

 

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” [Mateus 5:16]. Amém.

 

Dunipace, 2 de agosto de 1835.

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