Cristo Tornou-Se Pobre pelos Pecadores, por R. M. M’Cheyne

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“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.” (2 Coríntios 8:9)

 

Nestas palavras, é exposta diante de vocês a maravilhosa graça do Senhor Jesus Cristo. No pão partido e no vinho derramado vocês verão hoje a mesma coisa perante os seus olhos. Diante de seus olhos Jesus Cristo deve ser, no dia de hoje, evidentemente mostrado crucificado. Esta é a visão mais despertadora em todo este mundo. Oh! orem para que muitos pecadores descuidados sejam hoje levados a olhar para Aquele que traspassaram, e a lamentar. Esta é a visão mais concessora de paz neste mundo! Oh! orem para que o Espírito Santo seja derramado sobre almas despertadas, para que olhem para Jesus crucificado e sejam salvos. Esta é a visão mais santificadora neste mundo. Oh! orem para que todos os filhos de Deus olhem para este gracioso Salvador, até que eles sejam transformados em Sua imagem.

 

 

I. O Senhor Jesus era rico.

 

As riquezas aqui mencionadas não são as riquezas que Ele agora possui como Mediador, mas a riqueza que Ele tinha com o Pai antes que o mundo existisse. Ele era pleno de todas as riquezas.

 

1. Ele era rico no amor e admiração de todas as criaturas. Todas as santas criaturas O amavam e adoravam. Isso é mostrado em Isaías 6: “eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça”. João 7:41 nos diz: “Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele”.

 

Foi da vontade de Deus desde toda a eternidade que toda criatura honre o Filho como honra o Pai. Os serafins resplandecentes prostravam-se diante dEle. Os mais elevados anjos encontravam a sua maior alegria em sempre contemplar o Seu rosto. Ele era o seu Criador. “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” [Colossenses 1:16] e, portanto, era pouco admirar que eles derramavam as suas perpétuas adorações diante dEle. Agora, há uma grande alegria em ser amado por uma santa criatura; isso enche o coração de alegria verdadeira; mas toda santa criatura amava Jesus com todo o seu coração e força. Isto, então, era parte de Suas riquezas, parte de Sua infinita alegria.

 

2. Ele era rico no amor do Pai. Isto é mostrado em Provérbios 8:22, 30: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras”; “Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo”. Ser amado por Deus é a mais verdadeira de todas as riquezas. O amor das criaturas é apenas um amor pobre que logo pode perecer; mas o amor de Deus é um amor imortal, imutável. As criaturas podem nos amar, e ainda assim não serem capazes de nos ajudar; mas o amor de Deus é uma porção que nos traz contentamento.

 

Mas, ninguém nunca fruiu do amor de Deus, como Jesus o fez. É verdade, o amor de Deus pelos santos anjos é infinito; e Ele diz, em João 7:26, que Ele ama os crentes com o mesmo amor com que Ele ama a Cristo: “para que o amor com que me tens amado esteja neles”, ainda assim, há uma diferença infinita entre os crentes e Cristo, de forma que eles podem conter apenas algumas gotas do amor de Deus; eles são apenas vasos, eles não podem abrir a sua boca o suficiente. Mas Jesus podia conter todo o oceano infinito do amor de Deus. No Filho havia um objeto digno do amor infinito do Pai; e se o amor do Pai é infinito, deste modo o seio do Filho era infinito também. Desde toda a eternidade, houve o fluir do amor infinito do seio do Pai no seio do Filho: “O Pai ama o Filho”; “alegrando-Se perante Ele em todo o tempo”. Esta era a maior riqueza do Senhor Jesus. Este era o tesouro infinito de Sua alma. Se um homem tem o amor de Deus, ele pode muito bem carecer de todas as outras coisas. Se um homem carece de alimento e vestuário; se ele é como Lázaro à porta do homem rico, cheio de feridas; ainda assim, se ele estiver repousando no amor de Deus, ele é verdadeiramente rico. Muito mais o bem-amado Filho de Deus, o Unigênito do Pai, era rico no pleno derramamento do amor do Pai desde toda a eternidade.

 

3. Ele era rico em poder e glória. Ele foi o Criador de todos os mundos: “sem ele nada do que foi feito se fez” [João 1:3]. Ele era o preservador de todos os mundos: “todas as coisas subsistem por ele” [Colossenses 1:17], e permanecem juntas. Todos os mundos, portanto, eram seus domínios; ele era o Senhor de tudo. Ele podia dizer: “Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude” (Salmos 50:10-12). Todas as terras cantavam em alta voz para Ele: o mar rugia Seu louvor, os cedros se curvavam diante dEle em humilde adoração. Não, Ele poderia dizer: “Tudo quanto o Pai tem é meu” (João 16:15), e Ele poderia falar com Seu Pai da glória, com o qual Ele estava antes que o mundo existisse. Seja qual for o poder, glória, riqueza, bem-aventurança, que o Pai tivesse, habitava com igual plenitude no Filho; pois Ele era em forma de Deus, e embora isso, não teve por usurpação ser igual a Deus [Filipenses 2:6]. Esta era a riqueza do Senhor Jesus.

 

Oh, irmãos! Vocês podem confiar a sua salvação a tal Ser? Vocês ouvem que foi Ele quem se comprometeu a ser o Fiador dos pecadores, e morreu por eles. Vocês podem confiar a sua alma nas mãos de tal Pessoa? Ah! Certamente se tão rico e glorioso Ser comprometeu-se por nós, Ele não falhará, nem será quebrantado, “até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei” [Isaías 42:4].

 

 

II. Cristo tornou-Se pobre.

 

Ele, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus; mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz [Filipenses 2:6-8]. Ele Se tornou pobre em todas as coisas, sendo Ele rico.

 

1. Pelo seu nascimento. (1) Ele deixou a adoração das criaturas. Ele deixou os aleluias do mundo celestial para a manjedoura de Belém. Nenhum anjo se curvou diante do menino Salvador; nenhum serafim velou a face e os pés diante dEle. O mundo não O conheceu. Alguns pastores dos campos de Belém vieram e se ajoelharam diante dEle, e os homens sábios viram e adoraram o Rei recém-nascido; apenas os mais desprezados O viram. Sua mãe O envolveu em panos e O deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria: “Ele se fez pobre”. (2) Ele deixou o amor de Deus. No momento em que o bebê nasceu, Ele se tornou o Fiador de um mundo culpado. Ele nasceu de uma mulher, nascido sob a lei. A lei se apoderou dEle, mesmo na infância, como o nosso Fiador. Do berço para a cruz Ele esteve suportando os pecados de muitos; e, portanto, Ele diz: “Estou aflito, e prestes tenho estado a morrer desde a minha mocidade; enquanto sofro os teus terrores, estou perturbado” (Salmos 88:15). Ah! que mudança houve aqui, da infinita alegria do amor do Pai para a miséria e o terror da carranca de Seu Pai: “Ele se fez pobre”. (3) Ele deixou o poder e a glória que Ele tinha. Em vez da carência de nada, Ele se tornou um bebê indefeso, carente de tudo. Em vez de dizer: “Se eu tivesse fome, não to diria”, Ele agora precisava do leite do seio de Sua mãe. Em vez de sustentar mundos com o Seu braço, Ele precisava agora de ser sustentado, ser envolto em panos, e deitado em uma manjedoura, visto pelo terno olhar de uma mãe: “Ele sendo rico, e se fez pobre”.

2. Em Sua vida. Aquele que era adorado por miríades do céu foi desvalorizado. Poucos criam nEle; eles O chamavam de glutão, bebedor de vinho, enganador. Uma vez, eles tentaram lançá-lO do despenhadeiro, muitas vezes eles planejaram matá-lO. Aquele que antes recebera o pleno amor de Deus, agora recebia a plena carranca. A nuvem tornava-se a cada dia mais escura sobre a Sua alma. Muitos dos montes e vales deste mundo ecoaram com Seus brados e amarga agonia. O Getsêmani foi regado com o sangue dEle. Ele que tinha todas as coisas como o Seu domínio, agora carecia de tudo. Certas mulheres O serviam com os seus bens (Lucas 8:3). Ele não tinha dinheiro para pagar o tributo, e um peixe do mar teve que trazê-lo para ele (Mateus 17:27). As criaturas que procederam de Sua mão tinham uma cama mais quente do que Ele: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). Cada um foi para sua própria casa; Jesus foi para o Monte das Oliveiras. E mais uma vez, nos é dito, enquanto eles navegaram, Jesus estava dormindo sobre um travesseiro. Outra vez ele se sentou exausto no poço, e disse: “Dá-me de beber” [João 4:7]. Aquele que era Deus sobre todos, bendito para sempre, poderia dizer: “Mas eu sou verme, e não homem” [Salmos 22:6]. “Ele se fez pobre”.

 

3. Na sua morte, acima de tudo, Ele tornou-Se pobre.

 

(1) Uma vez, Seu ouvido foi preenchido com as santas músicas dos anjos, cantando Seus puros louvores: “Santo, Santo, Santo”, agora Seus ouvidos são cheios com brado de Suas criaturas: “Não este homem, mas Barrabás”; “Crucifica-o, crucifica-o”. Uma vez, cada face estava velada diante dEle; agora os governantes O ridicularizam, soldados zombam dEle, ladrões escarnecem dEle. Eles blasfemavam, eles meneavam a cabeça, deram-lhe a beber vinagre. “Ele se fez pobre”, de fato. (2) Uma vez Deus O amou, sem nenhuma nuvem no meio; agora nenhum raio de amor Divino caíra sobre a Sua alma: mas ao invés disso, um fluxo de ira infinita. Aquele que disse uma vez: “O Senhor me possuiu […] era cada dia as suas delícias”, agora bradou: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni”. Ah! isto era pobreza, de fato. (3) Uma vez, Ele criara inumeráveis mundos, deu vida a tudo, Ele era o Príncipe da vida; mas agora, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Deitou-Se na sepultura entre os vermes. Ele Se tornou um verme, e não homem.

 

Ah! Isso é o que está diante de vocês no pão e vinho hoje; o Filho de Deus fez-Se pobre. Ele toma o simples pão, para mostrar a vocês que é um pobre homem que está diante de vocês; pão partido, para mostrar que Ele é um Salvador crucificado. Ah! Pecadores, enquanto vocês olham para esses simples elementos, lembrem-se dos sofrimentos de quem era o Senhor da glória, e que morreu pelos pecadores. “Fazei isto em memória de Mim”.

 

III. Para que fim? “Sendo rico, por amor de vós se fez pobre”. Por causa de quais pessoas? “Por amor de vós”. Corinto era uma das cidades mais perversas que já existiram na face do mundo. Ficava entre dois mares; de modo que aquela luxúria fluida de leste a oeste. Estes Coríntios haviam sido salvos das abominações mais profundas, como vocês aprendem a partir de 1 Coríntios 6:11: “E é o que alguns têm sido”, e, ainda assim, foi por amor dos tais que o Senhor da glória fez-Se pobre; “por amor de vós”. Da mesma forma, Paulo, escrevendo aos Romanos: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (5:6). Ah! Vejam que nomes são aqui dados para aqueles por quem Cristo morreu: “fracos”, incapazes de crer ou ter um pensamento correto; “ímpios”, vivendo como se Deus não existisse; “pecadores”, quebrando a santa Lei de Deus; “inimigos”, que aborrecem e se opõem a um santo Deus de amor.

 

Oh, irmãos! Esta é uma boa notícia para o mais perverso dos homens. Há alguns de vocês que acham que são como um animal diante de Deus, ou todo cobertos de pecado, como um demônio? Alguns de vocês têm vivido nas abominações de Corinto. Alguns de vocês são como os Romanos: sem força, ímpios, pecadores e inimigos; por amor de vós Cristo fez-Se pobre. Ele deixou a glória por almas tão vis quanto vocês. Ele deixou as canções dos anjos, o amor de Seu pai, e as glórias do céu, por exatamente tais vermes como eu e você. Ele morreu pelos ímpios. Não tenham medo, pecadores, em lançar mão dEle. Foi por amor de vós que Ele veio. Ele não, Ele não pode lançar vocês fora.

 

Oh, pecadores! Vocês são verdadeiramente pobres; mas Ele lhes enriqueceu. Toda a riqueza que Ele deixou, Ele está pronto para conceder a vocês. Ele vos tornará ricos no amor de Deus, ricos naquela paz que excede todo o entendimento, se vocês realmente lançarem mão dEle. A ira de Deus passará longe de vocês, e Ele vos amará voluntariamente. O amor com que Deus ama a Cristo estará em vocês. Ele vos fará ricos em santidade. Ele vos encherá com toda a plenitude de Deus. Ele vos fará ricos na eternidade. Vocês contemplarão a Sua glória; vocês entrarão no Seu gozo; vocês sentarão com Ele em Seu trono.

 

 

IV. A graça em tudo isso: “Porque já sabeis a graça”. Há muito a ser visto nesta obra incrível. Há profunda sabedoria, “a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória” [1 Coríntios 2:7], há um poder, o poder de Deus para a salvação; mas acima de tudo, a graça deve ser vista nisto do início ao fim. “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

Quando Jesus lavou os pés dos discípulos, quando Ele veio a Pedro, Pedro disse: “Senhor, tu lavas-me os pés a mim?” [João 13:6]. Três coisas o maravilharam: 1. O Ser glorioso que Se ajoelhou diante dele: “Tu”. 2. A ação humilde que Ele estava prestes a executar: “Tu lavas”. 3. O desgraçado vil cujos pés estavam prestes a ser lavados: “os pés a mim”. Ele ficou maravilhado com a graça do Senhor Jesus. Assim, nesta obra maravilhosa, vocês podem ver uma graça tripla: 1. O Ser glorioso que tomou o lugar dos pecadores: “Sendo rico”. 2. A profundidade a que Ele se inclinou: “Se fez pobre”. 3. Os miseráveis, cujas almas deveriam ser lavadas: “Por amor de vós”. Ah! Bem, vocês podem se maravilhar neste dia, e clamar: “Senhor, tu lavas-me a alma a mim?”.

 

 

V. Por último, o pecado e o perigo de não conhecer.

 

1. Eu gostaria de falar com aqueles que não conhecem a graça do Senhor Jesus. Temo que a maioria de vocês ainda não conhece a Cristo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura” [1 Coríntios 2:14]. Ah, irmãos! Pensem neste dia a quem é que vocês estão estimando levemente. Vocês já viram o filho de um rei deixar as suas vestes, e sua glória, e tornar-se um homem pobre, e morrer na miséria; e tudo isso por nada? Vocês acham que o Senhor Jesus deixou o amor de Seu pai, e a adoração dos anjos, e tornou-Se um verme, e morreu sob a ira, e tudo isso sem nenhum propósito? Será que não há ira repousando sobre vocês? Vocês não têm necessidade de Cristo? Ah! Por que, então, vocês não fogem para Ele?

 

“Pecadores ingratos!

De onde vem este desprezo pela sofredora graça de Deus?

E de vem onde esta loucura, estes insultos

Ao Todo-Poderoso, que lanças em Seu rosto?”

 

Ah! Lembrem-se, enquanto vocês não vierem a Cristo, vocês estão desprezando a graça do Senhor Jesus, e pecando contra o amor de Deus. Quem de vocês faz uma demonstração de vir a Cristo? Quem de vocês fingem isso ao vir à mesa dEle, e prestando honra aos pobres pão e vinho? O pobre Papista adora o pão, enquanto ele nega o Salvador; e assim vocês podem desperdiçar a sua honra ao pão e vinho, enquanto vocês estão o tempo todo rejeitando e desprezando a graça do Senhor Jesus.

 

2. Eu gostaria de dar boas-vindas aos pobres pecadores a Jesus Cristo. Ele Se fez pobre por tais como vocês. Ele não veio para aqueles que são “ricos, enriquecidos, e de nada tenham falta” [Apocalipse 3:17]. Não digam que vocês são muito vis para tal Salvador. Se vocês têm todas as contaminações de Corinto, todo o coração ímpio de um Romano, Ele veio com o propósito de salvar tais como vocês. Vocês são as próprias almas que Ele veio buscar e salvar. Sua salvação é toda de graça. Livre favor para aqueles que merecem o inferno! Não neguem a graça do Senhor Jesus. É falsa humildade que mantém qualquer afastamento de Cristo; pois, “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam” [Romanos 10:12]. “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” [Isaías 55:1].

 

3. Para vocês que conhecem a Jesus, e Sua graça. Oh! Estudem-nO mais. Vocês passarão a eternidade contemplando a Sua glória; dedicando o tempo em consideração de Sua graça. Que vocês possam conhecer sua própria vileza, para que abominem a si mesmos, que vocês vejam que pobre criatura merecedora do inferno vocês são, oh! estudem a graça do Senhor Jesus. Que a vossa paz seja como um rio, cheio, profundo e duradouro; aprendam mais sobre a graça do Senhor Jesus. Venham e declarem com alegria à mesa do Senhor tudo o que Ele tem feito por vossa alma. Oh! Aprendam mais. Poucos sabem muito de Cristo. Vocês têm infinitamente mais a aprender do que vocês já sabem.

 

São Pedro, 18 de Abril de 1841.

 

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