Não é Um Judeu Quem o é Exteriormente, por Robert Murray M´Cheyne

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“Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.” (Romanos 2:28-29)

 

A formalidade é, talvez, o pecado mais constante da mente humana. Ela pode ser encontrada entre todas as religiões; reina triunfante em cada mente natural; e ela constantemente tenta voltar a usurpar o trono no coração de cada filho de Deus. Se fôssemos buscar a prova de que o homem caído está “sem entendimento”, que ele completamente caiu de sua primitiva clareza e dignidade de inteligência; que ele perdeu totalmente a imagem de Deus, no conhecimento, depois que ele foi criado; chamaríamos a atenção para esta estranha, irracional presunção, pela qual mais da metade do mundo está iludida para a sua ruína eterna; que Deus pode ser satisfeito com meras prostrações corporais e serviços; que é possível adorar a Deus com os lábios, quando o coração está longe dEle. É contra esse erro, o constante erro que assedia a humanidade, e preeminentemente erro que assedia a mente judaica, a qual Paulo dirige as palavras diante de nós; e é muito notável que ele não condescende para discutir o assunto. Ele fala com toda a determinação e com toda a autoridade de alguém que não ficava atrás do próprio primeiro dos apóstolos, e ele coloca isso como uma espécie de primeiro princípio para o qual todos os homens de inteligência comum, previsto que ele sobriamente analisará a questão, devem ceder ao seu assentimento imediato, que “não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”.

 

No seguinte discurso mostrarei mui brevemente, primeiro, que as observâncias externas não são de nenhum proveito para justificar o pecador; e, segundo, que as observâncias externas nunca podem permanecer no lugar da santificação para o crente.

 

I. As observâncias externas não são de nenhum proveito para justificar o pecador.

 

Em um discurso anterior tentei mostrar vários dos refúgios de mentiras para os quais a alma despertada correrá, antes que ela possa repousar persuadida a recorrer por si mesma à justiça de Deus; e em cada um deles, vimos que aquele que se cercou com faíscas de sua própria lenha, recebeu apenas isto da mão de Deus: deitar-se em tristeza. Primeiramente, a alma geralmente se contenta com pequenas visões da Lei Divina, e diz: “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade” [Mateus 19:20], mas quando a espiritualidade da Lei se revela, então ela tenta escapar, minando toda a estrutura da Lei; mas, quando isso não funciona, ela voa para as suas virtudes passadas, a fim de equilibrar as contas com os seus pecados; e então, quando isso também falha, ela começa uma obra de autorreforma, a fim de subornar as tolices da juventude pelas sobriedades da velhice. Ai! Quão vãos são todos esses artifícios, inventados por um coração cego, instigados pelo inimigo maligno das almas.

 

Mas há outro refúgio de mentira, que eu ainda não descrevi, e para o qual a mente despertada muitas vezes recorre com avidez, a fim de encontrar a paz por causa dos chicotes da consciência e os azorragues da lei de Deus; e este é: uma forma de piedade. Ele se tornará um homem religioso, e certamente pensará que isso irá salvá-lo. Todo o seu curso de vida é agora alterado. Antes que isso ocorresse, ele negligenciou as ordenanças exteriores da religião. Ele não costumava se ajoelhar ao lado da cama; ele nunca costumou reunir seus filhos e servos ao redor dele para orar; ele nunca teve o costume de ler a Palavra em secreto, ou em família; ele raramente foi à casa de Deus, em companhia com a multidão que guardava o dia santo; ele não comia aquele pão que para o crente, é verdadeira comida, nem bebia do cálice que é verdadeira bebida.

 

Mas agora, todos os seus costumes são revertidos, todo o seu curso é alterado. Ele se ajoelha para orar, mesmo quando está sozinho; ele lê a Palavra com regularidade periódica; ele ainda levanta um altar para sacrifício da manhã e da tarde por sua família; seu semblante sóbrio sempre é aguardado em sua posição habitual na casa de oração. Ele olha para trás, agora, para o seu batismo com complacência e serenidade, e senta-se para comer o pão dos filhos à mesa do Senhor. Seus amigos e vizinhos todos observam a mudança. Alguns fazem uma brincadeira com ele, e para outros ele se torna motivo de alegria; mas uma coisa é óbvia, que ele é um homem transformado; e ainda assim, está longe de ser óbvio que ele é um novo homem, ou um homem justificado. Toda essa rotina de exercício corporal, se for iniciada antes que o homem esteja revestido da justiça Divina, é apenas outra maneira de buscar estabelecer a Sua justiça própria, para que ele não seja constrangido a se submeter a revestir-se da justiça de Deus. Não, tão completamente pervertido é o entendimento do não-convertido, que muitos homens são encontrados a perseverar em tal curso carnal de culto a Deus, enquanto, ao mesmo tempo, tão diligentemente perseveram em algum curso de iniquidade deliberada ou secreta.

 

Tais homens parecem considerar a observância exterior, não apenas como uma expiação pelos pecados passados, mas como um preço pago para comprar uma licença para pecar no futuro. Tal parece ter sido o refúgio de mentira, em que a pobre mulher de Samaria de bom grado teria se assentado, quando o bendito viajante, sentado ao lado do poço, despertou todos os anseios de seu coração, pelas palavras de investigação: “Vai, chama o teu marido, e vem cá” [João 4:16]. Sua mente ansiosa procurou aqui e ali por um refúgio, e encontrou. Onde? Em suas práticas religiosas: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar” [João 4:20]. Ela empurra para longe a severa convicção de pecado por uma questão de suas observâncias externas; ela muda da ansiedade sobre a alma na ansiedade sobre o lugar onde se deve adorar; se deve ser no Monte Sião ou no Monte Gerizim. Oh! Se Ele somente resolvesse essa questão; se Ele somente dissesse a ela em qual destes montes Deus deve ser adorado, ela estaria disposta a adorar por toda a sua vida naquele lugar privilegiado. Se Sião fosse o lugar, ela deixaria a montanha nativa e adoraria ali, para que isso pudesse salvá-la. Oh! De quão bom grado ela teria encontrado aqui um refúgio para a sua alma ansiosa. Com que bondade Divina, então, o Salvador varre este refúgio de mentira, com a resposta: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai”, “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” [João 4:21-24].

 

Agora é com o mesmo objeto, e com a mesma bondade, que Paulo aqui varre o mesmo refúgio de mentira de todas as almas ansiosas, com estas palavras decisivas: “porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”.

 

Existe alguns de vocês a quem Deus despertou do sono mortal da mente natural? Ele tem retirado as cortinas, e feito a luz da verdade cair sobre o seu coração, revelando a verdadeira condição de sua alma? Ele fez você começar com os seus pés alarmados, para que você possa ir e prantear, enquanto você segue a buscar o Senhor, o seu Deus? Ele te fez trocar o despreocupado sorriso de alegria pelas lágrimas de ansiedade, e as gargalhadas da tolice, pelo brado de amarga angústia em relação à sua alma? Você está perguntando pelo caminho para Sião com o rosto dirigido para lá? Então, tome cuidado, eu te suplico, de sentar-se contente neste refúgio de mentira. Lembre-se de que não é um judeu quem o é exteriormente; lembre-se que nenhuma observância exterior, nem orações, ou ir à igreja, ou leitura da Bíblia, jamais podem justificar-lhe diante dos olhos de Deus.

 

Estou bem ciente de que, quando a ansiedade pela alma adentra, então a ansiedade para assistir as ordenanças também adentrará. Assim como o cervo ferido vai além do rebanho, para sangrar e chorar sozinho, assim a alma ferida pelo pecado afasta-se de seus companheiros alegres, a prantear, e ler, e orar, sozinha. Ela desejará a Palavra pregada, e ansiará por mais e mais, mas lembre-se, ele não encontra a paz nesta mudança que opera em si mesmo. Quando um homem vai com sede ao poço, sua sede não é dissipada apenas indo ali. Pelo contrário, é aumentada a cada passo que ele segue. É pelo que ele retira do poço que sua sede é satisfeita. E exatamente assim, não é pelo mero exercício corporal da espera nas ordenanças que você alcança a paz; mas por meio de provar a Jesus nas ordenanças; cuja carne é verdadeira comida, e seu sangue, verdadeira bebida.

 

Se alguma vez, então, você estiver tentado a pensar que você está certamente seguro para a eternidade, porque tem sido levado a modificar o seu tratamento das ordenanças exteriores da religião, lembre-se, eu te suplico, da parábola da festa de casamento, onde muitos foram chamados; muitos foram convidados a entrar, mas poucos foram encontrados tendo as vestes de casamento. Muitos são trazidos dentro dos limites de ordenanças, e leem, e ouvem, isso pode ocorrer, com considerável interesse e ansiedade sobre todas as coisas que estão preparadas, as coisas do reino de Deus; mas destes muitos, poucos são persuadidos a abominarem os seus próprios trapos imundos, e a colocarem a veste de casamento da justiça do Redentor. E somente esses poucos devem sentar-se calmos a participar da festa, na alegria de seu Senhor; o restante ficará sem palavras, e serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro, pranto e ranger de dentes. Você pode ler a Bíblia e orar sobre ela até morrer; você pode esperar pela Palavra pregada todos os dias de Sabath, e sentar-se a cada sacramento até morrer; no entanto, se você não encontrar a Cristo nas ordenanças, se Ele não se revelar à sua alma na Palavra pregada, no pão partido e do vinho derramado; se você não for levado a unir-se a Ele, a olhar para Ele, crer nEle, a clamar em adoração interior: “Meu Senhor, e meu Deus”; “quão grande é a Sua bondade! quão grande é Sua formosura”; então a observância exterior das ordenanças é completamente inútil para você. Você veio para o poço da salvação, mas foi embora com o cântaro vazio; e, embora você possa estar agora orgulhoso e prepotente de seu exercício físico, você encontrará naquele dia que isso de pouco aproveitou, e que você ficará sem palavras diante do Rei.

 

II. As observâncias externas nunca podem permanecer no lugar de santificação para o crente.

 

Se é uma coisa comum para as mentes despertadas o buscar paz em suas observâncias externas, para fazer um “Cristo” delas, e descansar nelas como seus meios de aceitação diante de Deus, também é uma coisa comum para aqueles que foram trazidos a Cristo, e desfrutam da paz da crença, que coloquem meras observâncias externas no lugar do crescimento em santidade. Cada crente no meio de vocês sabe de quão bom grado o velho coração interior de vocês substituiria a audição de sermões, e a repetição de orações, no lugar daquela fé que opera pelo amor, e que vence o mundo. Agora, a grande razão pela qual o crente é muitas vezes tentado a fazer isso é que ele ama as ordenanças. Almas não-convertidas raramente se deliciam com as ordenanças de Cristo. Elas não veem em Jesus nem beleza nem formosura, elas escondem seus rostos dEle. Ora, vocês devem perguntar, então, eles não se deleitam em oração a Ele continuamente, em louvá-lO diariamente, em bendizê-lO? Por que vocês devem se maravilhar que a palavra da cruz é loucura para eles, que Seus tabernáculos não são amáveis aos seus olhos, para que eles abandonem suas assembleias juntamente? Eles nunca conheceram o Salvador, eles nunca O amaram; como, então, eles poderiam amar os memoriais que Ele deixou?

 

Quando vocês estão chorando pelo monumento cinzelado de um amigo que partiu, vocês não se admiram que a multidão descuidada passe sem uma lágrima. Eles não conheciam aquelas virtudes de seu amigo que partiu, eles não conhecem o perfume de sua memória. Exatamente assim, o mundo não se importa com a casa de oração […], o pão partido, o vinho derramado; pois nunca conheceram a excelência de Jesus. Mas com os crentes acontece algo muito diferente. Vocês foram Divinamente ensinados sobre a sua necessidade de Jesus; e, portanto, vocês se deleitam em ouvir a pregação sobre Cristo. Vocês já viram a beleza de Cristo crucificado; e, portanto, vocês amam o lugar onde Ele está visivelmente. Vocês amam o próprio nome de Jesus, é como unguento derramado; portanto, vocês podem juntar-se para sempre na melodia de Seus louvores. O dia de Sabath, sobre o qual vocês uma vez disseram: “Que canseira!” E, “Quando passará […] para vendermos o grão”, é agora “deleitoso” e “honroso”, o dia mais doce de todos os sete. As ordenanças, que antes eram uma rotina maçante e enjoativa, agora são verdes pastos e águas tranquilas para a sua alma; e, certamente, esta é uma mudança bem-aventurada. Mas ainda assim, vocês estão no corpo, o céu ainda não está ganho, Satanás está em derredor; e uma vez que ele não pode destruir a obra de Deus em sua alma, contudo ele tenta estraga-la. Ele não pode conter o curso; portanto, ele tenta desviá-lo. Ele não pode reter a seta de Deus, e, portanto, ele tenta fazê-la desviar, e gastar a sua força em vão. Quando ele descobre que vocês amam as ordenanças, e é em vão tentá-los a abandoná-las, ele permite que vocês as amem: sim, ele ajuda vocês a amá-las cada vez mais. Ele se torna um anjo de luz, ele ajuda na decoração da casa de Deus, ele joga em torno de seus serviços uma beleza fascinante, apressa-lhes de uma casa de Deus para outra, de reuniões de oração à pregação do sermão, de sermões para os sacramentos. E por que ele faz tudo isso? Ele faz tudo isso apenas para que ele possa fazer disso toda a sua santificação, para que as ordenanças exteriores sejam tudo em toda a sua religião, para que, em sua ansiedade de preservar a aparência, vocês possam deixar a essência.

Se houver um de vocês, então, em cujo coração Deus tem feito a surpreendente mudança de transforma-lo da aversão a amar as Suas ordenanças, deixe-me suplicar-te para ser zeloso de seu coração com zelo piedoso. Pare nesta hora, e veja se, na sua pressa e busca ansiosa das ordenanças, você não deixou o exercício dessa santidade, sem a qual os decretos são bronze que soa e como o címbalo que retine. Eu tenho uma mensagem de Deus para ti, está escrito: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”. Não é um Cristão quem o é exteriormente, nem é este batismo o que é meramente o lavar exterior do corpo, mas é um Cristão quem o é interiormente, e verdadeiro batismo é o do coração, quando o coração é lavado de toda a imundícia da carne e do espírito; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

 

Lembre-se, eu te suplico, que as ordenanças são meios para um fim; elas são trampolins, pelo qual você pode chegar a um lugar de descanso. A sua alma está assentada nas ordenanças, e dizendo: É o suficiente? Você está tão satisfeito que você possa desfrutar das ordenanças de Cristo, que você não deseja realizações mais elevadas? Lembre-se da palavra que está escrita: “Este não é o seu descanso”. Você não diria ser um viajante tolo aquele que considerasse todas as pousadas a que ele veio como a sua casa; quem assume o seu descanso permanente, e em vez de preparar-se para a difícil jornada no dia seguinte, deve começar a considerar a facilidade e prazer da casa como seu tudo? Acautela-te, que você não seja esse viajante tolo. As ordenanças são destinadas por Deus para serem apenas pousadas e refeitórios onde o viajante rumo a Sião, cansado de fazer o bem, e fraco na fé, pode valer-se dele para ficar por uma noite, de forma que, sendo revigorado com pão e vinho, ele possa, com novo entusiasmo, avançar em sua jornada para casa, como sobre asas de águias.

 

Tomem, então, esta regra de vida junto com vocês, fundada sobre estas benditas palavras: “Porque não é judeu o que o é exteriormente”, de forma que se a sua religião exterior está ajudando em sua religião interior, se a sua audição de Cristo no dia de Sabath faz você crescer mais semelhante a Cristo por toda a semana, se as palavras de graça e alegria que você bebe na casa de Deus, levam seu coração a amar mais, e sua mão a fazer mais, então, e somente então, você está usando as ordenanças de Deus corretamente.

 

Não há uma alma mais miseravelmente enganada no mundo do que a alma dentre vocês que, como Herodes, ouve o evangelho pregado com prazer, e ainda, como Herodes, vive em pecado. Você ama o dia de Sabath, você ama a casa de Deus, você gosta de ouvir Cristo pregado em toda a sua gratuidade e em toda a sua plenitude; sim, você acha que poderia ouvir para sempre se somente Cristo fosse o tema; você gosta de estabelecer-se em sacramentos, e comemorar a morte do seu Senhor. E isso é tudo; isso é toda a sua santidade? A sua religião termina aqui? Isso é tudo o que crer em Jesus fez por você? Lembre-se, eu te suplico, que as ordenanças de Cristo não são meios de entretenimento, mas meios de graça; e embora seja dito que os viajantes no vale de Baca cavaram poços, que foram preenchidos com a chuva do alto, ainda também é dito: “Vão indo de força em força” [Salmos 84:7]. Despertem, então, meus amigos, e não permitam mais que seja dito sobre nós, que nossa religião se limita à casa de Deus e ao dia de Sabath. Vamos tirar água com alegria desses poços, apenas a fim de que possamos viajar pelo deserto com alegria e força, o amor e esperança, abençoados para nós mesmos, e uma bênção para todos ao nosso redor. E se falamos, assim, para aqueles de vocês cuja religião não parece ir mais longe do que as ordenanças, que diremos para aqueles de vocês que contradizem o próprio uso e fim das ordenanças em suas vidas? É possível que vocês possam deliciar-se com o mundanismo, e vaidade, e cobiça, e orgulho, e luxúria? É possível que os próprios lábios, que são tão dispostos a cantar louvores, ou a se juntar em orações, também estejam prontos para falar palavras de malícia, maldade, inveja, amargura? Despertem, nós vos rogamos; não somos ignorantes dos ardis de Satanás. Para vocês, ele tem se tornado um anjo de luz.

 

Lembrem-se, está escrito: “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” [Tiago 1:26-27]. “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”. Amém.

 

Sermão pregado perante o Presbitério de Dundee,

2 de Novembro de 1836.

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