Meditações Diárias | 21 de Agosto

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❝Senhor, por estas coisas se vive, e em todas elas está a vida do meu espírito.❞ (Isaías 38:16)

Quando Ezequias disse: “Por essas coisas se vive”, ele quis dizer que por aquelas provações e livramentos, abatimentos e restaurações, despir e vestir, vazios e plenitude, “por essas coisas se vive”, isto é, os homens espirituais “vivem”. Isso é um mistério, mas uma grande verdade, a saber, na proporção em que morremos para o mundo, para o ego, para o sentido, para a natureza e para a religião falsa, mais a vida de Deus é fortalecida em nossa consciência. Talvez o Senhor tenha ensinado essa verdade a alguns de vocês através de grandes aflições. Mas quando essas provações chegaram a você inicialmente, parecia que elas o dominariam por completo; elas tiraram o seu chão, e parecia que haviam destruído sua fé e esperança.

Mas, embora essas tempestades de tentações tenham caído sobre a alma, elas não varreram nada além das escórias, que até então era confundida com os ensinamentos internos de Deus, o Espírito. Então, devido a essas aflições que sobrecarregam a sua fé, você descobriu que a fé foi secretamente fortalecida pela própria tempestade que, a princípio, ameaçou afogá-la. A verdadeira fé não é mais destruída por provações intensas do que o carvalho pode ser cortado por uma folha de erva ou destruído por uma tempestade, a qual pode apenas levar alguns dos seus galhos podres. E assim, como o carvalho, quanto mais os ventos sopram sobre o crente, mais as suas raízes de firmam no solo; semelhantemente, as tempestades e temporais que sopram contra a alma apenas fazem com que ela se apegue mais firmemente à verdade, e que lance suas raízes ainda mais profundamente na pessoa, no amor, na obra e no sangue de Jesus. Assim, “por estas coisas se vive”, pois através delas, a vida de Deus é mantida e sustentada na alma, o Espírito Santo secretamente a fortalece justamente por aquelas coisas que pareciam ameaçar destruí-la.

 

Título original: Daily Portions — Via: GraceGems.org: • Traduzido e publicado com permissão. Tradução por Juliana e Ana Beatriz Oliveira Meninel • Revisão por William Teixeira