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A Excelência de Cristo, por Jonathan Edwards

REF: 9847b83321be Categoria:

Descrição

Eis o esboço deste precioso E-book:

Introdução:

  1. Ele é chamado de Leão
  2. Ele é chamado de Cordeiro

I) Primeiro, mostrar que há um conjunto admirável de diversas excelências em Cristo.

A) Há um conjunto de tais excelências em Cristo, como, em nossa maneira de conceber, são muito diferentes uma das outras.

1. Encontra-se em Jesus Cristo infinita alteza e infinita condescendência.

2. Encontra-se em Jesus Cristo, a infinita justiça e a infinita graça.

B) Há Nele um conjunto de tais realmente diversas excelências, como do contrário, parecer-nos-ia absolutamente incompatíveis no mesmo sujeito.

1. Na Pessoa de Cristo reúnem-se infinita glória e a mais profunda humildade.

2. Na Pessoa de Cristo encontram-se majestade infinita e mansidão transcendente.

3. Encontram-se na Pessoa de Cristo a mais profunda reverência para com Deus e igualdade com Deus.

4. Há, conjugados na Pessoa de Cristo, infinito mérito de boa e maior paciência sob os sofrimentos de males.

5. Na Pessoa de Cristo estão conjugados um espírito superior de obediência, com supremo domínio sobre o Céu e a Terra.

6. Na Pessoa de Cristo estão reunidas a absoluta soberania e a perfeita resignação.

7. Em Cristo reúnem-se a autossuficiência, e uma inteira esperança e confiança em Deus, o que é outro conjunto peculiar à Pessoa de Cristo.

C) Tais diversas excelências são exercidas por Ele em relação aos homens, o que do contrário, pareciam ser impossível de serem exercidas em direção ao mesmo objeto.

II) Em segundo lugar, mostrar como esse conjunto admirável de excelências aparece nas ações de Cristo.

A) Em Seu tomar a natureza humana,

B) Em Sua vida terrena,

C) Em Sua morte sacrificial,

1. Então, Cristo esteve no mais alto grau de Sua humilhação, e ainda pela qual, acima de Todas as outras coisas, Sua Divina glória aparece.

2. Ele nunca, em qualquer ato, ofereceu uma tão grande manifestação de amor a Deus, e ainda assim nunca manifestou tanto o Seu amor por aqueles que eram inimigos de Deus, como neste ato.

3. Cristo nunca tão eminentemente manifestou-se pela justiça Divina, e ainda assim nunca sofreu tanto com a justiça Divina, como quando ofereceu a Si mesmo como um sacrifício pelos nossos pecados.

4. A santidade de Cristo nunca brilhou tão ilustrativamente como em Seus últimos sofrimentos, e ainda assim Ele nunca foi a tal ponto tratado como culpado.

5. Ele nunca foi tratado assim, tão indignamente, como em Seus últimos sofrimentos, e ainda isto é principalmente por causa deles que Ele é considerado digno.

6. Cristo em Seus últimos sofrimentos padeceu mais extremamente por parte daqueles por quem Ele estava, então, manifestando Seu mais grandioso ato de amor.

7. Foi nos últimos sofrimentos de Cristo, acima de tudo, que Ele foi entregue ao poder dos Seus inimigos; e, ainda por estes, acima de tudo, Ele obteve a vitória sobre Seus inimigos.

D) Em Sua exaltação no céu,

E) Em Sua subjugação final de todo o mal, quando Ele ascende em glória.

III) Em terceiro lugar, fazer a aplicação.

A) Dá-nos uma visão sobre os nomes de Cristo na Escritura,

B) Nos encoraja a aceitá-lo como nosso Salvador,

1. Do que você tem medo, que não ousa aventurar sua alma sobre Cristo?

2. O que é há que você possa desejar em um salvador, que não esteja em Cristo? Ou, em que você desejaria que um salvador fosse de outra forma do que Cristo é?

(1) O quanto Cristo aparece como o Cordeiro de Deus em Seus convites para que você venha até Ele e confie Nele.

(2) Se você vier a Cristo, Ele aparecerá como um Leão, em Seu glorioso poder e domínio, para defendê-lo.

(C) Nos encoraja a aceitá-lo como nosso Amigo.

1. Cristo dará a Si mesmo a você, com todas aquelas várias excelências que se encontram Nele, para o seu pleno e eterno deleite.

2. Por você estar unido a Cristo, terá uma união mais gloriosa com e gozo de Deus Pai, que de outra forma não poderia ter.

***

“A partir dessa Doutrina, podemos aprender uma razão pela qual Cristo é chamado por tal variedade de nomes, e expresso por tal variedade de representações, na Escritura. É para melhor significar e nos apresentar a variedade de excelências que se encontram e estão unidas nEle […] Cristo é representado por uma grande variedade de coisas sensíveis, que são excelentes, em alguma consideração. Assim, em alguns lugares Ele é chamado de Sol, como em Malaquias 4:2; em outros, uma Estrela, Números 24:17. E Ele está especialmente representado pela Estrela da Manhã, como sendo a que se destaca de todas as outras estrelas em resplendor, e é o precursor do dia, Apocalipse 22:16. E, como em nosso texto, Ele é comparado a um leão em um verso, e a um cordeiro no próximo, assim, às vezes Ele é comparado a um cervo, ou gamo, outras criaturas bem diferentes de um leão. Assim, em alguns lugares Ele é chamado de rocha, em outros, Ele é comparado a uma pérola. Em alguns lugares, Ele é chamado de um homem de guerra, e o Capitão de nossa Salvação, em outros lugares, Ele é representado como um noivo. No segundo capítulo de Cantares, no primeiro versículo, Ele é comparado com uma rosa e um lírio, que são flores doces e belas; no versículo seguinte, apenas um, Ele é comparado a uma árvore carregando doce fruto. Em Isaías 53:2, Ele é chamado de raiz de uma terra seca; mas em outros lugares, ao invés disso, Ele é chamado de Árvore da Vida, que cresce (e não em uma terra seca ou estéril, mas) “no meio do paraíso de Deus” (Apocalipse 2:7)”.

“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude Nele habitasse” (Colossenses 1:19).

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12).
 

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