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A Grande Misericórdia de Deus, por A. W. Pink

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Este é um dos textos mais lindos pela pena do Sr. Pink que já nos foi concedido o privilégio de ler e compartilhar.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo”. (1 Pedro 1:3-5)

Nesta querida exposição da oração que lemos em 1 Pedro 1:3-5, consideremos, à Luz da Escritura, que “Nesta oração, o apóstolo não está suplicando a Deus, mas está oferecendo adoração a Ele! Este é tanto o nosso privilégio e dever, enquanto nós derramamos as nossas necessidades diante dEle; sim, um deve sempre ser acompanhado pelo outro. É “com ações de graças” que somos convidados a fazer com que as nossas “petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus” (Filipenses 4:6).” Além do engaste de gloriosas verdades sobre a Grande Misericórdia de Deus; o Milagre do Novo Nascimento e o Louvor e esperança que o seguem; a Viva Esperança Cristã, e a pedra Preciosa Central, Cristo, que Ressuscitado, sendo o Primogênito dentre os mortos, hoje vive e reina para sempre!

Eis um esboço deste escrito:

Parte 1

Àqueles Por Quem Pedro Oferece Esta Doxologia.

A Oração Em Si.

Obediência, um Sinal Indispensável da Obra Salvífica do Espírito.

Esta Oração é Uma Doxologia, uma Expressão de Puro Louvor a Deus.

O Glorioso Objeto de Louvor.

Pelo Fato de Deus ser o Pai de nosso Fiador, Ele é Também nosso Pai.

Sua Abundante Misericórdia, a Causa da Eleição da Graça.

PARTE 2

A Misericórdia Geral e Especial de Deus deve ser Distinguida.

Esta Misericórdia é Abundante Porque ela é Misericórdia da Aliança.

O Meditar sobre o Milagre do Novo Nascimento Evoca Louvor Fervoroso.

A Obra Divina da Regeneração Precede o Nosso Arrependimento e Fé.

A Regeneração Produz uma Viva Esperança.

A Esperança do Cristão é Tanto Viva Quanto Vivificante.

A Virtude Salvífica da Ressurreição de Cristo.

***

“A linguagem na qual Deus é aqui adorado explica como é que Ele pode ser tão amável e generoso para o Seu povo. Todas as bênçãos veem de Deus para as criaturas. Ele é quem lhes deu a existência e supre as suas variadas necessidades. Igualmente assim, todas as bênçãos espirituais procedem de Deus (Efésios 1:3; Tiago 1:17). O Altíssimo é “benigno até para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35). Mas as bênçãos espirituais são derramadas a partir dEle não simplesmente como Deus, nem da parte do Pai absolutamente, mas a partir do “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. No que segue, o apóstolo faz menção à Sua grande misericórdia, de Seu gerar os eleitos para uma viva esperança, e para uma herança que transcende infinitamente todo bem terrenal. E na concessão desses favores, Deus é aqui reconhecido no caráter especial no qual Ele lhes outorga. Se for perguntado, Como pode um Deus santo dotar homens pecadores com tais bênçãos? A resposta é, como “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. É porque Deus Se agrada com o Redentor que Ele Se agrada com os redimidos. A obra de Cristo mereceu tal recompensa, e Ele a compartilha com os Seus próprios (João 17:22). Tudo vem para nós do Pai, por meio do Filho.

“Daí, aqueles que formam suas ideias sobre Deus em Sua pura majestade, à parte de Cristo, tem um ídolo em vez do verdadeiro Deus, como é o caso com dos Judeus e dos Turcos [isto é, dos maometanos, a que podemos acrescentar os Unitarianos]. Todo aquele que, então, procura realmente a conhecer ao único Deus verdadeiro, deve considerá-lO como o Pai de Cristo.”

***

“A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10). Foi na cruz que os atributos aparentemente conflitantes da misericórdia e da justiça, do amor e da ira, da santidade e da paz se uniram, assim como as várias cores da luz, quando separadas por um prisma natural de neblina, são vistas maravilhosamente unidas no arco-íris, o sinal e emblema do pacto (Gênesis 9:12-17; Apocalipse 4:3)”.

“[…] a ressurreição de Cristo não é somente a base jurídica sobre a qual Deus o Pai imputa a justiça de Cristo aos pecadores crentes, mas também é o mandado legal sobre o qual o Espírito Santo passa a regenerar aqueles pecadores a fim de que eles possam inicialmente crer em Cristo, se converter dos seus pecados e serem salvo […] Aqui em nosso texto, ao relatar a grande misericórdia do Pai, esta é atribuída à virtude do triunfo de Cristo sobre a morte. Deve ser observado que a própria ressurreição de Cristo é chamada de gerá-lO (Salmos 2:7; cf. Atos 13:33), enquanto que a nossa ressurreição espiritual é designada uma regeneração (Tito 3:5). Cristo é expressamente chamado de “o primogênito dentre os mortos” (Apocalipse 1:5). Assim Ele é chamado porque a Sua ressurreição marcou um novo começo para Ele e para o Seu povo.

Aleluia! Cristo seja louvado!
 

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