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A Infinita Paciência de Nosso Amorável Senhor, por Anne Dutton

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Meu mui querido irmão, em nosso precioso Senhor,

Era a finalidade do amor e da morte do Redentor, purificar para Si um povo peculiar, zeloso de boas obras. Que vergonha é que não amemos mais a Cristo — que possamos suportar pensar, falar ou agir para qualquer outro fim que não seja para a Sua honra! Oh, que criaturas sombrias somos nós! E, ainda assim, nosso Senhor nos chama de justos — e todo-justos — Seus apenas justos! Oh, graça estupenda! Maravilhem-se disso, vocês anjos benditos! Louvem o amor de Emanuel, vocês querubins!

E que nós, os objetos do deleite do Seu coração, que O ferem e traspassam diariamente pelos nossos pecados, fiquemos ruborizados, e nos envergonhemos! Detestemo-nos aos nossos próprios olhos, por todas as nossas abominações, pois, eis! o Senhor está pacificado quanto a nós por tudo o que temos feito! Oh, lamentemos, como as pombas dos vales, cada um por suas próprias iniquidades, enquanto o amor perdoador, através do sangue do Cordeiro, nos purifica de todo o pecado, e a graça reina pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. O que deve ser feito a esses apóstatas no coração e caminhos — a tais que agem muito perfidamente, sim, e ainda agem, com o nosso Criador, nosso Marido; esta desconsideração por Seu amor manifesto, é praticamente não considerá-lO como digno de nossos miseráveis, inferiores e pequenos eus, para Aquele que concede o Seu grande, o Seu glorioso, inigualável EU por nós, e para nós!

Se o nosso Senhor nos ferisse mortalmente, sim, ao mais profundo Inferno, nós mereceríamos isto. Mas oh! nada, senão o Seu amor pode nos curar; embora em nós mesmos sejamos criaturas desagradáveis, abomináveis. Oh, a graça infinita do coração de nosso Senhor! Ao invés de fazer-nos perecer na Queda, Ele mesmo tomou o nosso lugar, a nossa natureza, a nossa posição diante da lei, sim, e os nossos pecados também, sobre o Seu santo, inocente, imaculado e glorioso Ser! De modo que, por Seu grande e justo Ser sacrificado por nós, Ele pode nos purificar de toda a iniquidade, fazer-nos perfeitos em beleza, e exaltar-nos em e com Ele, para que herdemos o trono de glória! E depois de ter consumado esta obra gloriosa de amor sem paralelo em Si mesmo por nós, Ele vai completa-la por Si mesmo sobre nós.

Oh, a paciência infinita de nosso amado Senhor — uma paciência digna de Deus — uma paciência que flui, é mantida por, e baseada em uma infinidade de amor! Mas, oh! se nosso Senhor é tolerante para conosco, e não nos rejeitou por nossa grande provocação, se Ele Se compadece e nos perdoa, isso não é o suficiente? Oh, isso é dez mil vezes mais do que merecemos! A Sua graça é notável, a qual ninguém poderia mostrar, senão o Deus de toda graça, a qual é maior do que o Céu, mais profunda do que o mar, mais ampla do que a Terra, mais duradoura do que o tempo, longa e sem limites como a eternidade!

Mas, oh! Não é suficiente responder às finalidades do amor de nosso Senhor, que Ele apenas suporte, apiede-Se e perdoe-nos, pois, para demonstrar a Sua glória, e desvelar o Seu coração, Ele nos beijará e nos abraçará! Ele repousará em Seu amor infinito com complacência, e Se regozijará sobre nós, com alegria e canto, como se fôssemos completamente amáveis, e encantadoramente belos! “Quão formosa, e quão aprazível és”, diz o Príncipe da graça, o Senhor da glória — a um etíope, sombrio pecador, ó amor em delícias! “Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um colar do teu pescoço” [Cânticos 4:9]. Este é o nosso Deus, nosso Criador, nosso Marido! Esta é a Sua voz aos ingratos, a quem Ele ama e chama de Sua noiva! Oh, que tenhamos corações derretidos, quebrantados, amorosos, sob este amor todo-poderoso, todo-conquistador, e que a tudo ultrapassa! Glória ao Senhor nosso Amado!

E quando formos aperfeiçoados em amor, então, vamos amá-lO com todo o nosso coração, alma e força — sem fraqueza, sem cansaço — todo amor, todo dever, toda obediência. Nós vamos lançar nossas coroas aos Seus pés reais — aos Seus pés uma vez perfurados por nós — adorando o Príncipe da vida, e entoando os louvores de Seu amor que excede todo o entendimento, pelos séculos sem fim!
 

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