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A Interpretação das Escrituras • Cap. 5 • A. W. Pink

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Capítulo 5

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Dizer que toda nossa interpretação deve obedecer estritamente à analogia da fé pode parecer muito simples e óbvio, mas é surpreendente descobrir quantos homens, tanto experientes quanto inexperientes, não seguem esse princípio. Naturalmente, aqueles que cobiçam “originalidade”, e têm certa inclinação a querer mostrar algo novo ou surpreendente (principalmente a partir de passagens obscuras), sem levar em conta esse princípio básico, estão fadados ao erro. Mas, como John Owen observou: “Enquanto nós honestamente observarmos essa regra, não correremos perigo de, pecaminosamente, corromper a Palavra de Deus, mesmo sabendo que nunca obteremos a interpretação exata de todas as passagens da bíblia”. Por exemplo, aprender que “Deus é espírito” (João 4:24), incorpóreo e invisível nos impede de interpretarmos mal as passagens em que olhos e ouvidos, mãos e pés são atribuídos a Ele; e quando somos informados de que nEle “não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17), sabemos que Deus, ao dizer que “se arrepende”, fala isso à maneira dos homens. Da mesma forma, quando o Salmo 19:11 e outros versos exibem santos sendo recompensados por demonstrarem graça e boas obras, outras passagens nos mostram que tal recompensa não provém de méritos, mas é concedida pela graça divina.

Nenhum verso deve ser explicado de modo que entre em conflito com o que é ensinado, clara e uniformemente, nas Escrituras como um todo, o qual está diante de nós como única regra de fé e obediência. Isto exige do expositor não só um conhecimento amplo da Bíblia, mas também que ele se dê ao trabalho de coletar e comparar todas as passagens que tratam e têm relação direta com o tema proposto, para que ele possa obter a mente completa do Espírito a respeito do assunto. Tendo feito isso, qualquer passagem ainda obscura ou duvidosa deve ser interpretada à luz das mais claras. Nenhuma doutrina deve ser fundada em uma única passagem, à semelhança dos mórmons, que utilizam 1 Coríntios 15:29 para embasar o batismo pelos mortos, ato praticado por essa seita; ou como os papistas apelam para Tiago 5:14-15 ao defenderem a “extrema-unção”. Somente pela boca de duas ou três testemunhas qualquer verdade é estabelecida, como nosso Senhor insistiu em seu ministério (João 5:31-39, 8:16-18). Cuidados devem ser tomados para que nenhum ensinamento importante seja baseado apenas em qualquer tipo de expressão figurada, ou mesmo parábola; em vez disso, tais estruturas devem ser utilizadas somente para ilustrar passagens literais e claras.

Portanto, que fique claro ao expositor que nenhuma parte da Escritura deve ser interpretada sem levar em conta sua relação com o todo. Ser fiel a essa regra fundamental preservará o confronto entre diversas passagens. Assim, quando ouvimos Cristo dizer: “Meu Pai é maior do que eu” (João 14:28), nos atentarmos à Sua declaração anterior, “Eu e Meu Pai somos um” (João 10:31) excluirá qualquer ideia de que Ele era, em Seu Próprio Ser, inferior ao Pai em qualquer sentido; por conseguinte, o testemunho [de Cristo] em João 14:28 necessariamente se refere ao Seu papel de Mediador [dos homens], no qual foi submisso à vontade do Pai. “Necessariamente”, dizemos, porque o Filho não é outro senão “o poderoso Deus” (Isaías 9:6), “o verdadeiro Deus” (1 João 5:20). Outra vez, palavras como “batiza-te, e lava os teus pecados” (Atos 22:16) não devem ser entendidas de maneira que contradigam “e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7), mas consideradas apenas como uma “lavagem” simbólica. “Para reconciliar consigo mesmo todas as coisas” (Colossenses 1:20) não pode ensinar o universalismo, ou cada passagem afirmando a punição eterna dos perdidos seria negada. 1 João 3:9 deve ser entendido de modo consistente com 1 João 1:8.

4. A necessidade de se prestar muita atenção ao contexto é outra questão de suma importância. Cada declaração das Escrituras não só deve ser explicada em plena harmonia com a analogia da fé como também, mais especificamente, em completo acordo com o sentido claro e com o significado da passagem da qual ela faz parte. O “sentido claro” deve ser diligentemente buscado. Poucas coisas têm contribuído mais para interpretações equivocadas do que a ignorância desse princípio óbvio. Com a separação de um verso de seu contexto ou com a análise à parte desse se pode “provar” não só absurdos como também mentiras disfarçadas pelas próprias palavras da Escritura. Por exemplo, “ouvir a igreja” não é uma exortação que obriga os membros a submeterem os seus julgamentos aos clérigos, mas, como Mateus 18:17 mostra, a assembleia local deve decidir a questão quando um irmão transgressor recusa ser submisso à exortação privada. Como certa pessoa disse, “Uma mente engenhosa e hipócrita pode selecionar diversos textos fundamentais da Escritura e, em seguida, combiná-los da forma mais arbitrária possível, de modo que, embora sejam a própria Palavra de Deus, expressem os pensamentos do homem e não do Espírito Santo”.

Determinar o significado preciso de certas expressões por observar as circunstâncias e a ocasião de sua ocorrência é de grande ajuda. Muitos pregadores, ao falharem nesse ponto, não compreendem a verdadeira força dessas palavras tão bem-conhecidas: “Ó Senhor, dá palavras aos meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor” (Salmos 51:15). A boca de Davi havia sido fechada pelo pecado e por não o confessar; desse modo, o Espírito havia se extinguido! Agora que ele tinha se confessado perante o Senhor, Davi clamava para que Deus limpasse seus lábios cobertos de vergonha. O significado espiritual de um acontecimento é muitas vezes percebido ao se prestar atenção ao que está vinculado. Um exemplo notável disso é encontrado em Mateus 8:23-26, a qual, tendo-a em mente, possui uma aplicação para nós. A chave para isso é encontrada na última parte do verso 23 e na leitura dos versos 19-22. A ordem de pensamento é bastante sugestiva: a passagem toda trata de “seguir” a Cristo, e os versos 23-26 fornecem uma figura representativa das marcas que o caminho do discípulo possui, em meio a um mundo tempestuoso: enfrentar provações, dificuldades e perigos; e diversas vezes pensar que o Senhor parece estar “adormecido”, desatento ou indiferente às nossas tribulações! Mas, na realidade, é um teste de fé, uma amostra de que Ele exige confiança enquanto O esperamos, que Ele é nosso único refúgio, suficiente para cada tempestade!

A parábola registrada em Lucas 15:3-32 jamais poderá ser interpretada corretamente se seu contexto for ignorado. Por falta de usar essa analogia, que confusão e desacordo desnecessários têm ocorrido entre os comentaristas a respeito de quem são as noventa e nove ovelhas deixadas no deserto (caracterizadas como “simplesmente pessoas/justos que não necessitam de arrependimento”) e de quem é o “filho mais velho” (que se queixou do tratamento generoso concedido a seu irmão); observamos que essa parábola (dividida em três partes) não foi dita por Cristo aos discípulos, mas dirigida aos seus inimigos. Ela foi dada em resposta aos fariseus e escribas que haviam murmurado por nosso Senhor ter recebido pecadores e comido com eles. Seu plano era expor a condição de seus corações, e, confirmar as Suas próprias ações graciosas. Ele a expôs retratando a condição perdida de seus críticos vis e dando a conhecer a base em que Ele recebeu pecadores em comunhão conSigo, e revelando as operações divinas que causam esse bendito resultado. Uma vez que tais verdades claras são compreendidas, não há dificuldades em entender os detalhes da parábola.

Duas classes claramente distintas nos são apresentadas em Lucas 15:1-2: os publicanos e pecadores desprezados que, vendo sua grande necessidade, foram atraídos a Cristo; e os fariseus e escribas, orgulhosos e cheios de presunção. Em cada uma das três partes da parábola, ambos estão em vista, respectivamente. Em primeiro lugar, o bom Pastor busca e protege sua ovelha perdida, pois é Ele quem efetua a salvação; as noventa e nove que, a seus próprios olhos, não precisavam de arrependimento tipificam o fariseu hipócrita — deixados no “deserto”, em contraste com a ovelha trazida para “casa”. Na segunda, são descritas as operações secretas do Espírito no coração (retratadas sob a figura de uma mulher dentro da casa), e por meio da “luz” a moeda perdida é recuperada — enquanto as outras nove são entregues à própria sorte. Na terceira, a única ovelha procurada pelo Pastor, pela iluminação do Espírito, é conduzida ao Pai; enquanto que o filho mais velho (aquele que se gabava, dizendo “eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento”) representa o fariseu — um estranho ao alegre banquete! Aprenda com isso a importância de se observar a quem uma passagem é destinada, em quais circunstâncias e ocasiões ela ocorre e o objetivo central do falante ou escritor, antes de tentar interpretar seus detalhes.

Cada verso iniciado pela palavra “pois” nos obriga a traçar uma conexão existente: geralmente ela tem a força de “porque”, comprovando a existência de uma declaração anterior. Da mesma forma, a expressão “Por causa disto” e palavras como “por isso” e “portanto” exigem muita atenção, de modo que possamos ter diante de nós a promessa da qual a conclusão é retirada. O mal-entendido generalizado de 2 Coríntios 5:17 fornece um exemplo do que acontece quando há descuido no momento da análise. Nove a cada dez vezes sua introdução “Assim que” não é citada. Por não haver compreensão de seu significado, um sentido completamente errado é dado a “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Essa introdução, “Assim que”, indica que esse verso não pode ser analisado como uma sentença isolada, completa em si mesma, mas sim como uma sentença intimamente ligada com algo exposto anteriormente. Ao voltarmos para o verso anterior, veremos que ele também começa com as palavras “Assim que”, demonstrando ser uma passagem didática ou doutrinária, e não uma que narre a vida de alguém ou a experiência da alma, nem uma exortação, exigindo obras.

Deve-se notar, com bastante atenção, que “se alguém” de 2 Coríntios 5:17 demonstra que aquilo não é algo realizado por alguns poucos especiais, nem um retrato de cristãos maduros, mas a expressão de algo que é comum a todos os regenerados. Na realidade, o verso definitivamente não está tratando da experiência cristã, mas do novo relacionamento [com Deus] para qual a regeneração nos traz. E precisaríamos de tempo para responder cuidadosamente a cada questão: Sobre qual assunto específico o apóstolo estava escrevendo? O que o levou a escrever? Qual foi sua abordagem específica nessa ocasião? Porém, basta dizer que ele estava refutando caluniadores judaizantes e destruindo suas mentiras. Nos versos 14-16, Paulo enfatiza que a união com Cristo representa morte aos relacionamentos naturais, na qual toda distinção carnal e biológica entre judeus e gentis acaba; além disso, nos conduz a um novo fundamento, o da ressurreição, que nos proporciona uma nova posição diante de Deus. Como membros de uma nova criação, estamos sob um pacto inteiramente novo, e para nós as limitações e restrições da antiga aliança “já se passaram”. Este é o propósito fundamental da epístola para esse fato manifesta plenamente.

5. Igualmente necessário é que o intérprete determine o escopo de cada passagem, isto é, sua coerência com o que precede e com o que se segue. Às vezes isso pode ser melhor feito por se notar o livro particular em que se encontra. De modo notável, esse é o caso de alguns leitores ao lerem o livro de Hebreus. Quantos cristãos, que caíram em grandes pecados ou que se desviaram durante algum tempo, têm, após se arrependerem, se atormentado de maneira desnecessária ao lerem versos como Hebreus 6:4-6, 10:26-31! Dizemos “de maneira desnecessária”, pois tais versos foram dirigidos a uma classe de pessoas muito diferente, cujo caso era totalmente outro. Esses hebreus citados na carta ocupavam uma posição única. Educados no judaísmo, haviam abraçado o evangelho. No entanto, mais tarde, ao sofrerem terríveis perseguições e verem que o Messias não correspondia às suas esperanças, eles estavam realmente tentados a abandonar o cristianismo para retornar ao judaísmo. Nas passagens mencionadas acima, esses cristãos estavam claramente advertidos de que o abandono da fé cristã seria fatal, de modo que aplicá-las a cristãos desviados é algo completamente absurdo. Usá-las para isso seria fugir do propósito e escopo do texto.

Algumas vezes, para obter a chave de uma passagem é preciso observar em qual parte do livro ela se encontra. Um exemplo pertinente é encontrado em Romanos 2:6-10, texto que tem sido mal interpretado por muitos. O grande tema dessa epístola é “a justiça de Deus”, declarada nos versos 1:16-17. Sua primeira divisão vai do capítulo 1:18 ao 3:21, na qual a necessidade universal da justiça de Deus é demonstrada. A segunda vai do capítulo 3:21 ao 5:1, na qual a manifestação da justiça de Deus está estabelecida. E a terceira, a imputação da justiça de Deus está desde o capítulo 5:1 até o 8:39. Em Romanos 1:18-32, o apóstolo estabelece a culpa do mundo gentio; enquanto no capítulo 2, a do povo judeu. Em seus primeiros dezesseis versos, ele estabelece os princípios que estarão vigentes no Grande Julgamento, e utiliza os versos 17-24 para aplicá-los diretamente à nação favorecida. Os princípios são:

 

(1) o julgamento de Deus prosseguirá sobre o fundamento de que o homem condenou a si mesmo (v. 1);
(2) ele será conforme cada caso (v. 2);
(3) abusar da misericórdia divina aumenta a culpa do réu (vv. 3-5);
(4) obras, e não aparência exterior ou profissão verbal, decidirão o caso (vv. 6-10);
(5) Deus será imparcial, não concedendo nenhum favoritismo (v. 11);
(6) a pena total será contabilizada a partir dos diferentes níveis de iluminação desfrutados por diferentes classes e tipos de pessoas (vv. 11-15);
(7) a sentença será executada por Jesus Cristo (v. 16).

 

A partir dessa breve análise (que exibe o quanto a passagem abrange), torna-se bastante evidente que o apóstolo não estava dando a conhecer o caminho da salvação ao declarar “o qual recompensará cada um segundo suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, honra e incorrupção” (Romanos 2:6-7). Assim, longe de afirmar que pecadores conseguiriam obter a felicidade eterna através de um bom comportamento ou da obediência a Deus, seu propósito era exatamente o contrário: mostrar o que a santa Lei de Deus exige dos homens, e que esta exigência permaneceria no Dia do Juízo. Visto que a natureza depravada da humanidade torna impossível a qualquer homem, judeu ou gentio, prestar obediência perfeita e contínua à Lei divina, torna-se visível a total desesperança da raça humana e é claramente testemunhada a sua total necessidade de voltar-se de si e olhar para a justiça de Deus em Cristo.

Outra passagem que, quando não observada seu escopo, resulta em falsa doutrina é 1 Coríntios 3:11-15. Ela frequentemente é utilizada para sustentar a perigosa ilusão de que há uma categoria de cristãos genuínos que perderam toda a “recompensa” para o futuro, não tendo boas obras consideradas; e que, ainda assim, entrarão no Céu. Tal ideia é extremamente insultante para o Espírito Santo, pois afirma que Ele concede o milagre da graça à alma, habita a pessoa, mesmo que não haja nenhum fruto espiritual para provar. Tal ideia grotesca é totalmente contrária à analogia da fé, pois Efésios 2:10 nos diz que aqueles a quem Deus salva pela graça através da fé são “feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras”. Aqueles que não andam em boas obras não são salvos, pois “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:20). A Escritura declara: “Deveras uma recompensa para o justo” (Salmos 58:11), de modo que “cada um [regenerado] receberá louvor de Deus” (1 Coríntios 4:5), e certamente não seria esse o caso se alguns deles não fossem nada senão pepinos plantados na terra.

Essa interpretação não somente desonra a Deus e vai contra todo o ensino da Escritura como também é refutada pelo próprio contexto. Para compreendermos 1 Coríntios 3:11-15, os versos 1-10 devem ser cuidadosamente analisados — de modo que estabeleçamos o assunto sobre o qual Paulo trata. No início do capítulo 3, o apóstolo retorna à acusação que havia feito contra os coríntios no capítulo 1:11, onde ele os reprova por oporem um servo de Deus contra outro, o que resultou em divisões — principal razão para haver escrito a epístola. No capítulo 3:3, ele aponta que essa conduta evidenciava a carnalidade daqueles homens, e os lembra de que tanto ele quanto Apolo eram nada “senão ministros” (v. 5). Paulo havia apenas plantado e Apolo regado — foi Deus quem deu o crescimento. Uma vez que nenhum deles era “alguma coisa” a menos que Deus abençoasse seus esforços (v. 7), que loucura seria formar um ídolo de meros instrumentos! Assim, é evidente, além de qualquer dúvida, que os versos iniciais de 1 Coríntios 3 tratam do ministério oficial dos servos de Deus. É mais claro ainda no grego, a palavra “homem” não ocorre em nenhum na passagem, “todo homem” sendo literalmente “cada um”, isto é, da classe especial a que se refere.

O mesmo tema é abordado no verso 8. Embora haja diversidade no trabalho dos servos de Deus (um é feito evangelista; outro, doutor), ainda assim eles receberam uma missão do mesmo Mestre e têm objetivos em comum a respeito do bem-estar das almas. Por isso, é pecado e loucura exaltar um servo acima do outro, ou instá-los para que disputem entre si. Ainda que Cristo distribua dons diferentes a seus servos e os tenha repartindo em diversos ministérios, “cada um receberá o seu galardão”. O próprio edifício é de Deus e os ministros, seus trabalhadores (v. 9). No verso 10, Paulo se refere ao “fundamento” ministerial que ele havia exercido (cf. Efésios 2:20), e o que se segue diz respeito ao material utilizado pelos construtores que vieram após ele. Se esse material (a pregação do evangelho) honrou a Cristo e edificou a santos, eles iriam suportá-los e seriam recompensados. Mas, se, em vez disso, o pregador usou para seus temas o aumento da criminalidade, a ameaça da bomba, as últimas ações dos judeus, etc., como lixo sem qualquer valor seria queimado no dia vindouro e seria recompensado. Assim, é os materiais usados ​​por pregadores em suas ministrações públicas, e não a caminhada dos cristãos privados, o que está aqui em vista.
 

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