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A Necessidade da Morte de Cristo, por Stephen Charnock

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“Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:26)

Vejamos aqui o mal do pecado.

Os sofrimentos de Cristo expressam o mal do pecado, muito acima dos julgamentos mais severos sobre qualquer criatura, tanto no que diz respeito à grandeza da Pessoa, e a amargura do sofrimento.

Toda a santidade da vida de Cristo, a Sua inocência e boas obras, não nos redimiriam, sem a morte. Foi por meio disto que Ele fez expiação por nós, satisfazendo a justiça vindicatória do Pai, e restaurou-nos de uma morte espiritual e inevitável. Quão grandes eram os nossos crimes, que não poderiam ser lavados pelas obras de uma criatura pura ou a santidade da vida de Cristo, mas exigiram a efusão do sangue do Filho de Deus para a libertação deles! 

“Nossos pecados estavam sobre ele” (Isaías 53:6), ou transferidos sobre Ele. Vemos, assim, como o pecado é odioso a Deus, e, portanto, deve ser abominável para nós. Devemos ver o pecado nos sofrimentos do Redentor, e, em seguida, pensar amavelmente sobre eles, se conseguirmos. Vamos então, nutrir o pecado em nossos corações? Isto é acentuar mais pregos que perfuraram Suas mãos, e dos espinhos que feriram a Sua cabeça, e fazer dos gemidos de Sua morte o tema de nosso deleite. 

Não estabeleçamos o nosso descanso em qualquer coisa em nós mesmos, não em qualquer coisa abaixo de um Cristo morrendo; nem no arrependimento ou reforma. 

O arrependimento não é em nenhum lugar citado como expiatório do pecado; um coração quebrantado é chamado de um sacrifício (Salmos 51:17), mas não é um propiciatório.

Portanto, sejamos sensíveis sobre a necessidade de um interesse na morte do Redentor. 

O leproso não foi limpo e curado pelo derramamento do sangue do sacrifício por ele, mas pela aspersão do sangue do sacrifício sobre ele (Levítico 14:7). Como a morte de Cristo foi considerada uma causa meritória, assim a aspersão de Seu sangue foi predita como a causa formal de nossa felicidade (Isaías 52:15). Por meio de Seu próprio sangue, Ele entrou no Céu e glória, e por nada senão o Seu sangue nós podemos ter a ousadia de esperar por isto, ou a confiança de obter isto (Hebreus 10:19). 

Toda a doutrina do Evangelho é Cristo crucificado (1 Coríntios 1:23), e toda a confiança de um Cristão deveria ser Cristo crucificado. 

Valorizemos este Redentor e redenção por meio de Sua morte. 

Nossa redenção em tal caminho, como por meio da morte e sangue de Cristo, não foi apenas por graça. Seria assim se fosse apenas redenção; mas sendo uma redenção por meio do sangue de Deus, isto merece do apóstolo não menos do que o título do que “riquezas da graça” (Efésios 1:7). E isto merece e espera não menos de nós do que tal elevado reconhecimento. 

Isto nós aprendemos a partir de “não convinha que o Cristo padecesse?”
 

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