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A Oração e Prisão de Jesus no Getsêmani, por João Calvino

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Este precioso e instrutivo Sermão é dedicado à examinação e, especialmente à colheita de princípios práticos que cada Crente deve constantemente lembrar e considerar, a partir do Texto Sagrado que encontramos em Mateus 26:40-50, que nos revela momentos que antecedem a crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo:

“E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai. E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam” (Mateus 26:40-50)

“O principal artigo da instrução que devemos nos lembrar a partir dessa passagem: a saber, que o Filho de Deus Se fez obediente em tudo e por tudo, a fim de reparar as nossas rebeliões. É verdade (como eu já disse) que todos os membros do Seu corpo devem ser governados por Seu exemplo. Há uma boa razão, uma vez que Aquele que tem todo o domínio e superioridade é tão humilde, que estejamos prontos para obedecer ao nosso Deus para a vida e para a morte. Ainda assim, reconheçamos que a obediência de nosso Senhor Jesus Cristo neste lugar é especial, isto é, por causa do fruto e o efeito que procedeu disso.

Os Apóstolos bem escolheram a morte de Jesus Cristo como um exemplo. Pois eles foram fortalecidos em suas necessidades quando eles tiveram que lutar pelo testemunho do Evangelho. Eles não estavam, então, dormindo. Vemos a vigilância que estava neles e que eles estavam prontos para seguir seu chamado. Eles nem mesmo tinham medo de tormentos, nem da morte, que lhes foram apresentados, quando Deus os chamou para a glória do Seu nome, e para a confissão de nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, eles insistiram principalmente em mostrar que por meio do derramamento do sangue de nosso Redentor somos lavados e purificados de todas as nossas máculas, que Ele fez o pagamento a Deus Pai por todas as nossas dívidas, a que estávamos obrigados, que Ele adquiriu para nós perfeita justiça.

[…] Aprendamos que, apesar de que por natureza somos inteiramente inclinados para o mal, e embora Deus tenha nos regenerado em parte, a nossa carne ainda não deixa de se irritar contra Deus. No entanto, pela virtude da obediência que vemos em nosso Senhor Jesus Cristo, nós não cessamos de ser aceitáveis para o nosso Deus. Se ainda não faço o bem que quero, mas o mal muitas vezes nos impulsiona, e pode haver muitas falhas, ou talvez nós podemos ser muito lentos para fazer o bem, olhemos para o que o Filho de Deus sofreu, a fim de reparar todos os nossos defeitos.”

Que Deus nos abençoe e aplique a Sua Verdade com poder às nossas vidas, por amor de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador, por meio do Santo Espírito. Amém.
 

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