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A Ressurreição de Cristo, por João Calvino

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Neste instrutivo e consolador Sermão, João Calvino, alicerçado em Mateus 28, versículos de 1 a 10, expõe aplicações e princípios sobre uma porção gloriosa da Verdade na qual está alicerçada a Santa Fé de todo Cristão: o Senhor Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos, e vive e reina para sempre, tendo Se tornado as primícias dos que nEle vivem e morrem!

“E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos. Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão” (Mateus 28:1-10).

“Ele chama Seus discípulos de Seus irmãos. Certamente este é um título honroso. E assim, este foi reservado para aqueles a quem o Senhor Jesus havia se comprometido como Seus servos. E não há dúvida de que Ele usou esta palavra para mostrar a relação fraternal que Ele queria manter em relação a eles. E assim Ele também está unido a nós, como é melhor declarado por São João. Na verdade, somos levados ao que é dito no Salmo 22, a partir do qual esta passagem é tomada: “Então declararei o teu nome aos meus irmãos” [v. 22], cuja passagem o Apóstolo, aplicando à Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, incluí não somente os doze Apóstolos, ao chamá-los de irmãos de Jesus Cristo, mas confere o título a todos nós, em geral, que seguimos o Filho de Deus, e Ele quer que nós compartilhemos tal grande honra. É isso o por que, também quando o Senhor Jesus diz: “eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” [João 20:17], não é falado para um pequeno número de pessoas, mas isso é dirigido a toda a multidão dos crentes”.

[…]

“… embora seja, por natureza, o Filho de Deus e nós sejamos apenas adotados, e isso pela graça, ainda assim, essa comunhão é permanente, de modo que Aquele que é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio dEle é também o nosso, com certeza, em diferentes aspectos. Pois, não precisamos ser levantados tão alto como nossa Cabeça. Não deve haver qualquer confusão aqui. Se em um corpo humano a cabeça não estivesse acima de todos os membros, seria uma aberração, isso seria uma massa confusa. É razoável também que o nosso Senhor Jesus mantenha a Sua posição soberana, uma vez que Ele é o único Filho de Deus, ou seja, por natureza. Mas isso não impede que estejamos unidos a Ele em fraternidade, de forma que podemos clamar a Deus com ousadia, em plena confiança de sermos respondidos por Ele, uma vez que temos acesso pessoal e familiar a Ele”.

***

“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.
Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.”
(1 Coríntios 15:19-28)

Que o Senhor nos abençoe, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

Cristo seja louvado!
 

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