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Contra o Arminianismo e Seu Idolo Dourado, o Livre-Arbítrio, por Augustus Toplady

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Eis um esboço deste preciosíssimo texto.

“Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.” (Salmos 115:1)

Apliquemos brevemente a regra e compasso da Palavra de Deus, às várias partes das quais a salvação se compõe; e logo perceberemos que todo o edifício é feito de graça, e de graça somente. Você pergunta: em que sentido eu aqui considero a palavra ‘graça’? Quero dizer, por este importante termo, a voluntária, soberana e gratuita bondade de Deus; completamente incondicional e totalmente independentemente de toda e qualquer sombra de dignidade humana, seja antecedente, concomitante ou subsequente. Esta é, precisamente, a noção bíblica de graça: a saber, que ela (ou seja, a salvação em todos os seus ramos) “não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:16). E assim é, que a graça reina, para a vida eterna dos pecadores, através da justiça de Jesus Cristo, nosso Senhor (cf. Romanos 5:21).

1. Examinando esta solene verdade, comecemos onde o próprio Deus começou, ou seja, com a eleição.

2. A aliança de amor de Deus para nós em Cristo é um outro ribeiro, que flui a partir da fonte da graça sem mistura.

3. A quem estamos em débito pela expiação de Cristo, e pela redenção, por Seu sangue, mesmo pela remissão dos pecados? Aqui, semelhantemente, “Não a nós, Senhor, não a nós!”. Foi Deus quem [disse]: “já achei resgate” (Jó 33:24).

4. Como o perdão nos isenta da punição, assim a justificação (ou seja, a aceitação de Deus em relação a nós como perfeitos cumpridores de toda a Lei) nos credencia para o reino dos céus.

5. Pela santidade, o princípio interior das boas obras; e pelas boas obras, elas próprias, as evidências exteriores de santidade interior; somos compelidos à graça, somente, e poder do Deus Altíssimo.

6. Uma vez mais. A quem devemos agradecer pela perseverança, em santidade e boas obras, até o fim? “Oh”, talvez diz um velho Fariseu, “os agradecimentos são devidos à minha própria vigilância, minha fidelidade, ao meu próprio esforço, e aos meus próprios aperfeiçoamentos”. Sua suposta vigilância atende a um propósito muito ruim, se você fizer disso um mérito. O inimigo das almas não se importa com a conversão de uma palha, se você perecer por libertinagem aberta, ou por uma confiança enganosa em sua imaginária justiça própria.

7. Depois que Deus conduziu o Seu povo através do deserto da vida, e os trouxe para a beira daquele rio que fica entre eles e Canaã celestial, Ele suspende o Seu cuidado deles, nesse artigo de mais profunda necessidade? Não, bendito seja o Seu Nome. Pelo contrário, Ele (sempre, com segurança, e geralmente, confortavelmente) os acompanha até o outro lado; para a boa terra que está muito longe, para aquela boa montanha, e o Líbano!

8. Quando a alma resgatada for realmente trazida à glória, que música ela cantará, então? O conteúdo do texto ainda será a linguagem dos céus: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória”.

***

Se alguma coisa humana, mesmo que pequena, fosse misturada com a graça, como um motivo para que Deus mostre favor a Pedro (por exemplo) acima de Judas; a graça evaporaria completamente e seria aniquilada, a partir daquele momento. Pois, como Agostinho observa: A graça deixa de ser graça, a menos que ela seja total e absolutamente independente de qualquer coisa e de tudo, seja bom ou ruim, no objeto da mesma. […] Certamente, a eleição não é o ato do homem, mas de Deus: fundamentado, apenas, no soberano e gracioso deleite de Sua própria vontade. Ela “não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9); mas unicamente dEle, Quem disse: “Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Romanos 9:15). Deus tem mérito sobre nós, não nós sobre Ele: e foi o Seu livre-arbítrio, não o nosso, que desenhou a linha intransponível entre os eleitos e predestinados”.

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“Do Senhor vem a salvação” (Jonas 2:9), “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade” (Salmos 115:1).
 

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