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Deus, a Deleitosa Porção e Seguro Repouso de Seu Povo, por Anne Dutton

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Honrado senhor,

É bom que o Senhor te ame, pois o Seu amor é imutável e infinito, e neste você tem a Ele mesmo, Aquele que tem todas as coisas, sim, é todas as coisas, abundante e eternamente! Dez mil mudanças podem ocorrer a você com relação a si mesmo, e com as pessoas e coisas com as quais você está preocupado. E quão miserável você seria se a sua felicidade estivesse nestas coisas mutáveis, falhas e desfalecentes? Mas, bem-aventurado por ter o Senhor Deus por sua porção, sua felicidade nEle é plena, imutável e eterna. Alegre-se, irmão, em sua porção maravilhosa! Oh, como é deleitosa a sua herança! É o suficiente que o Senhor seja a sua porção! O que você pode desejar mais? Você pode desejar qualquer bem que não seja encontrado em Deus? Você pode desejar qualquer alegria que Ele, Ele mesmo somente, não possa conceder a você? Permita que a sua alma doravante seja cercada em infinita plenitude. Diga às vaidades e vexações das criaturas: “Fora daqui! Não perturbe meu descanso em Deus. Eu tenho um doce, suave pleno seio no qual descansar, a partir do qual eu não serei seduzido, nem afastado por ti”. 

Oh, como nós seríamos abençoados em meio a todas as mudanças, se nós sempre nos deleitássemos em nosso Deus imutável! É o nosso afastar-se do eterno EU SOU que ocasiona todos os nossos medos, tristezas e fraquezas de coração. Nossos corações miserá-veis, enganados pela serpente, desejam algo além de Deus para terem uma “felicidade ilusória” para eles. E por consequência, após esta e aquela criatura e coisa que nossos corações seguem. E quando “pegando em sombras” nós os encontramos sem nenhuma substância, e perseguindo-os, eles fogem de nós; isto dá-nos inquietação. E oh, quão bom é para nós que toda criatura e coisa, no que diz respeito ao descanso de nossa alma, diga: “Isso não está em mim!”.

Isso, como foi antes mencionado pelo Senhor nosso Amado, é por Ele santificado, para ensinar aos nossos corações insensatos, ocasionalmente, um pouco de sabedoria; para virar a boca da fé aos “seios das consolações Divinas”, para Deus, em Cristo, a fonte plena, o oceano inesgotável de felicidade sólida, infinita bem-aventurança de nossa vida e alegria!

E como nosso suficiente e imutável Deus, em Seu grande e glorioso Ser, é a nossa grande alegria; e pelo “vazio das criaturas” e “mudanças” agrada-Se em, por vezes, conduzir-nos ao Seu seio bendito, de modo que isso também seja o tema de nossa alegria; assim, todas as nossas mudanças temporais concernentes às criaturas e coisas são anuladas por nosso Deus eterno e imutável, para Seu próprio louvor infinito, e para a nossa salvação eterna.

E se estas grandes finalidades são, e serão, os efeitos de todas as mudanças que ocorrem conosco, porque precisamos ficar mui angustiados com as mais tristes mudanças? Sim, por que não nos alegramos na tribulação, em meio a milhares de perdas e cruzes, tristezas e decepções, que ocorrem conosco neste vale de lágrimas? O que aflige nosso insensato coração para que estejamos tão descontentes ou angustiados, quando as coisas não acontecem conforme o nosso desejo? O que gostaríamos de ter? “Oh”, nós dizemos, “a glória do Senhor, e nosso proveito nisso e naquilo”. Se este é o nosso desejo, isso nós sempre temos, mesmo por meio das maiores cruzes e desapontamentos com os quais nos encontramos. “Sim”, responde nossa mente insensata, “mas eu queria a glória do Senhor nisso ou naquilo que eu desejava”.

E Deus, então, não glorificará a Si mesmo daquela forma que mais Lhe agrada? Oh, vermes orgulhosos! Podemos ensinar a sabedoria ao único Deus sábio? Deve a “sombria e ignorante criatura” ditar, disputar com, ou reprovar o entendimento infinito? Espantem-se, ó Céus quanto a isto! No que nós — criaturas insensatas, cegas, fracas — podemos governar o mundo, ou qualquer coisa nele, melhor do que o todo-poderoso, todo-sábio Criador, Pre-servador e Ordenador de todas as coisas? Devemos nós, que não admitiremos a Deus o Seu direito soberano de governar Sua terra, e todas as criaturas e coisas de Sua criação e de nomeação, sem um suspiro de rebeldia quando nossos desejos são frustrados — pensarmos que somos capazes de empunhar o cetro do mundo? Alguma vez tal orgulho, tal rebelião, como esta encontrou-se em nós, quando nós não queremos admitir que o nosso Salvador glorifique a Si mesmo, e nos salve por esses caminhos e coisas que Ele, em Sua infinita sabedoria, concebe serem os melhores?

Em adoração, prostremo-nos, e em amor, bendigamos ao Senhor por tudo o que Ele dá ou retém, ou retira de nós, se nós anelamos por nos comportar como filhos obedientes ao Senhor, nosso Pai, como o Deus do amor e da paz, que, de acordo com a suprema riqueza da Sua graça, abundou para conosco em todas as coisas em toda a sabedoria e prudência. A Quem seja a glória e domínio para sempre. Amém.

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