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O Choro Pode Durar Uma Noite, por Anne Dutton

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Querida senhora,

É com muita satisfação que li a sua última [carta], e eu estava engajada em dar graças e louvores ao Deus de toda graça por Ele fazer minhas pobres cartas de qualquer benefício para a sua alma querida. Sim, senhora, sua alma ignorante será favorecida com a luz do semblante de Deus, somente espere por Ele em fé e paciência. Os teus pecados te são perdoados; espere um pouco, e o Senhor irá lhe dizer assim. Aquele que agora em amor sábio esconde Seu rosto, em breve, para a sua alegria indizível, cairá sobre você com os raios elevados de Sua bondade infinita e eterna. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã. Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida”. Uma imensidão, uma eternidade de luz permanece por você no infinito favor de Deus — aquela toda compreensiva fonte de todos os vários fluxos de sua felicidade para o tempo e eternidade para sempre! E deixe seu Pai livre para escolher que canais Ele se agrada para transmitir para a sua alma amada Sua bondade inexaurível, imutável e eterna bondade, pois se por um tempo o Seu amor corre sob o chão, fora da sua vista, isto é para que ressurja novamente, para sua surpresa mais alegre, em rica exuberância. E cuidado em pensar, quando você não vê o amor em seus fluxos; que o amor não está no fluxo em direção a você; pois quando o amor é mais escondido do seu ponto de vista, este esconderijo é um fluxo de amor. Esse é um dos canais apontados em que o amor se movimenta rápida e gloriosamente; de fato, isto é um “amor velado”, mas o amor velado é o mesmo amor ainda. E “o que você não sabe agora, você deve conhecer a seguir”. Quando o véu for retirado do rosto do amor, você deve ver como que uma grande glória no “amor escondido”, como em seu semblante mais sorridente, e que ambos alternadamente foram encomendados mui sabiamente para maior glória de Deus e sua maior felicidade.

Oh, você pode agora acreditar nisso e dizer assim: “Bem, o Senhor esconde Sua face, mas isto, mesmo isto, é em ilimitado, infinito amor por mim”, quão cheia seria sua alegria, quão abundante seu louvor, se a fé fosse assim exercitada! Considerando o sentido, quando o amor está sob o véu, perde-se de vista o amor em tudo; não se vê o amor no véu, e inclina-se o coração a temer que os últimos brilhos do amor não eram reais, e, assim, isso cala o louvor terrivelmente, e afunda a alma em um sofrimento excessivo. E não fosse a fé acolhida por um braço onipotente para olhar e esperar em Deus o Salvador, quando, como tal, Ele esconde o Seu rosto da casa de Jacó, por depressões a partir do sentido, isso seria um completo fracasso. Mas, glória a graça onipotente! A fé é, e deve ser mantida nos seus princípios, e em algum grau de exercício, em meio a dez mil adversidades.

“Bem-aventurados (diz o Senhor) são aqueles que creem, e não O viram”. Tomé viu e creu; mas crer sem a visão sobre a palavra prometida do Deus fiel tem uma eminência, a transcendência de bem-aventurança em si. “Seu braço não está encolhido, para que não possa salvar, nem surdo o seu ouvido, para que ele não possa ouvir”. “A minha alma, espera em Deus, pois ainda O louvarei, a luz de Seu semblante”, de acordo com a Sua graça prometida. Este exercício de “fé em meio a escuridão” tem uma bem-aventurança de transcendência nela. Você pensa pouco o quanto isso dá glória a Deus. Você acha pouco quanto prazer Ele toma quando Ele, assim, ouve a sua voz. E você pode pensar, querida senhora, que esta sua fé em Deus será em vão? Não! o Senhor dirá em breve, “Enlevaste meu coração, minha irmã, minha esposa, com um de seus olhos, com uma cadeia de seu pescoço”. “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas”. E então você deve louvá-lO com alegria. Enquanto isso, embora em tristeza, louve o Deus da promessa confiando nAquele que será o Deus que age, e você vai dar-Lhe glória dupla, o que será a sua alegria eterna.

Estou feliz, querida senhora, que o Senhor fez da sarça ardente um símbolo adequado do seu caso, e que você deseja verdor e fertilidade. Seu desejo por seu verdor e fecundidade é que tendo isto, seja uma medida maior do que você deseja. E não se assustes com a sua aparente falta de verdor e crescimento na graça. Uma coisa é ser verde e frutífera, e outra é perceber que nós somos assim. Deus, e outros de Seus filhos, podem ver o nosso verdor e fertilidade, quando, por sábio e gracioso propósito estes podem estar ocultos de nós mesmos. Apenas deixe que este seja seu principal cuidado, “glorificar a Deus no fogo”, e não tema verdor e fecundidade, para o Seu louvor e sua felicidade, em meio a provas de fogo.

Estou triste, querida senhora, que os seus assuntos externos são muito diminuídos e perplexos — mas se não fosse melhor, isso não seria assim. Que você seja capacitada, mais humilde e insistentemente, para fazer uma entrega solene de si mesma, e de tudo o que você tem, para Deus e diga: “Senhor, aqui estou eu, eu me entrego a Ti, para ser Tua inteiramente. Dou tudo o que Tu tens me dado em Tuas mãos todo-sábias, todo-graciosas, e todo-poderosas. Ó Senhor, as dificuldades pelas quais estou cercada são grandes demais para minha sabedoria e força me livrarem, mas para o Senhor não há dificuldades. Lancei-as todas sobre Tu. Estou oprimida, ó Senhor, carregue-as para mim. E, quando tudo estiver ido embora, dê-me a graça para glorificar a Ti, e me encontrar feliz — completamente, inefavelmente feliz — em Teu grande Eu como minha porção terrena e eterna de tudo. Eu chamo nada de meu, senão a Ti, meu grande Deus, lide comigo, e todas as coisas que me preocupam, assim como Tu queres”.

Depois desta maneira, querida Senhora, renuncie tudo a Deus, e deixe tudo, sem cuidados ansiosos por nada. Deixe que um “cuidado prudente” de tudo, como seu dever no uso de todos os meios, seja a sua preocupação. Mas não tenha um “cuidado ansioso” por qualquer questão, pois, quanto à maioria certamente, a este respeito, “cada homem se inquieta em vão”. E se você, assim, renunciar tudo a Deus, e colocar e deixar tudo em Suas mãos, eu lhe asseguro que Deus o realizará para você. Eu, eu disse? Que miserável garantia esta. Ele, Ele mesmo, portanto, a estimula ao dever, e dá-lhe a Sua própria garantia assim: “invoca-me no dia da angústia, eu te livrarei, e tu me glorificarás”.

Como você teve essa promessa, senhora, quando você entrou naquela mudança de vida, “Irá a minha presença contigo para te fazer descansar”, e ainda assim você não tinha essas medidas de Sua presença reconfortante que a sua alma desejou; aprenda, portanto, a distinguir entre graciosa, apoiadora e santificadora presença de Deus; e Sua presença que preenche a alma, e regozija o coração. A primeira você teve, e terá para sempre; e a última, [você terá] quando Ele considerar ser melhor. E lembre-se, descanse na promessa — todo aquele descanso terreno que o seu Deus de amor concede ser melhor — e descanso eterno, até uma completa e infinita delícia! E deixe isso apoiar o seu espírito enquanto seus problemas duram: “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco”. Quando o Senhor Jesus fizer a Sua aparição gloriosa, então descansaremos todos juntos e para sempre!

Tenho você em meu coração diante do Deus de toda graça em todas as suas questões. Ao Seu amor, poder e cuidado, eu a entrego.
 

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