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O Reino de Cristo não é como os Domínios de Príncipes Seculares, por Abraham Booth

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“…Foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Daniel 7:14, 27).

O reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é um reino eterno; o Seu domínio dura em todas as gerações (2 Pedro 1:11; Salmos 145:13).

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Queridos irmãos, este é o segundo e-book da Série “O Reino de Cristo”, por Abraham Booth. É uma das meditações mais gloriosas, celestes e consoladoras considerarmos a Eternidade e Amplitude sem fim do Reino de nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus por Sua infinita misericórdia e bondade, Sua livre, soberana graça maravilhosa, em nos conceder participação em Seu Reino eterno por meio de Seu Amado Filho. Oh, amor que excede todo entendimento! Oh, graça infinita! DEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.

Eis alguns trechos:  

“Como Cristo é um monarca espiritual, o Seu domínio alcança os entendimentos, as consciências e os corações dos homens; e é uma preparação para aquele estado sublime, onde o conhecimento e a retidão, onde a obediência e amor, onde a harmonia e a alegria estão todos em sua plena glória. A fundação deste governo, uma vez que diz respeito a indivíduos, é colocada na regeneração. Ali a preparação para o Céu começa; e todos os genuínos frutos dessa importante mudança que são operados por influência Divina na mente, consciência e coração do pecador, têm uma tendência para o Céu; e muitos deles são antecipações do mesmo. Aquela adoração que é realizada pelos súditos de Cristo, não mais espiritual e agradável para a nova economia do que é vivificada com tais afeições como as que abundam no Céu. Pois é chegado o tempo, quando aqueles que adorarão o Pai, o adorarão em espírito e em verdade. Conhecimento de e reverência a Deus, como revelados pelo Mediador; confiança nEle e amor por Ele; auto-humilhação em Sua presença, e aquiescência em Seu domínio, são as principais ideias incluídas no culto espiritual, seja como realizado pelos súditos de Cristo aqui, ou pelos santos aperfeiçoados na glória.

É manifesto a partir desta característica do reino de nosso Senhor, que uma mera profissão de lealdade a Ele é inteiramente vã, se não estiver acompanhada com uma mentalidade espiritual, porque aquela mera profissão é natural para que os bons súditos busquem a prosperidade daquele reino ao qual pertencem. Agora, os interesses do império de Messias são todos de natureza espiritual. Os interesses e honra deste reino consistem principalmente na propagação da verdade evangélica, e pureza do culto Divino; no exercício do amor e na prática da santidade. Indiferença sobre estes, é uma evidência do coração ser descontente com nosso Soberano Divino; mas fidelidade a Ele, se manifestará por uma habitual estima deles. Seja sobre quem for que este santo Monarca reine, há uma apreciação das riquezas, honras, prazeres espirituais. Desfrutar de Seu favor, carregar a Sua imagem, realizar a Sua vontade e contemplar a Sua glória são coisas da mais alta importância na estima dos verdadeiros santos.

[…]

Como Cristo é um soberano espiritual, e Sua igreja um reino espiritual, todos os súditos de Seu governo devem ser considerados como em um estado de preparação para o Céu. As disposições prevalecentes de seus corações são a favor de coisas celestiais e da promoção do exercício de afeições espirituais, a nova economia, em todas as suas ramificações, é muito melhor adaptada do que o era o sistema Mosaico. Pois, como esta é a mais perfeita dispensação da graça Divina, que alguma vez houve, ou alguma vez será apreciada na terra; assim, ela promove as abordagens mais próximas do Céu.

[…]

É um dos serviços mais nobres e mais aprazíveis da mente humana, contemplar a revelação gradual da vontade de Jeová, e a demonstração progressiva de Seu favor eterno, desde a Queda de nossos primeiros pais, até a consumação da economia Divina. É, ao mesmo tempo, agradável e aperfeiçoador refletir sobre a Dispensação Patriarcal introduzindo o Sistema Mosaico; a Confederação do Sinai fazendo caminho para a Nova Aliança; na teocracia judaica conduzindo ao Reino de Cristo; no governo daquele reino como uma preparação para as mansões celestiais; no desempenho de santa adoração, pelos súditos de Cristo aqui, como o meio de comunhão com os santos na luz; e no presente estado de culto e de bem-aventurança no santuário celeste, como a preparação para a glória final.

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Este império santo redundará em glória final; e embora a presente forma de sua administração cessará, quando Deus será tudo em todos; ainda assim os seus súditos glorificados nunca morrerão, nunca serão desunidos, nem alguma vez removerão a sua lealdade de Jesus Cristo; tais são as fundações do Seu domínio, e tal a excelência de Seu governo, que cada um de Seus súditos reais dirá de coração: VIVA O REI! E que Ele reine até que ponha os Seus inimigos por escabelo de Seus pés”.
 

Sola Gratia!
Solus Christus!
Soli Deo Gloria!

 

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