Informação adicional

Autor

Formato

PDF

Páginas

24

Título original

Sinners In The Hands Of An Angry God

Ano

2020

Pecadores nas Mãos de um Deus Irado

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Descrição

Pecadores
Nas Mãos de um
Deus Irado

 

Jonathan Edwards

Enfield, Connecticut, 8 de Julho de 1741.

 

“Ao tempo que resvalar o seu pé.” (Deuteronômio 32:35)

Nesse versículo, a vingança de Deus é ameaçada sobre os israelitas ímpios e incrédulos que, embora fossem o povo visível de Deus e vivessem debaixo dos meios de graça, e apesar de todas as obras maravilhosas de Deus em benefício deles, permaneciam (conforme o versículo 28) sem juízo e entendimento. Com todo o cultivo do céu, nada produziram senão fruto venenoso e amargo, segundo afirmam os dois versículos que precedem o texto. A expressão que escolhi para minha exposição, “a seu tempo, quando resvalar o seu pé”, parece implicar as seguintes coisas relacionadas à punição e destruição a que aqueles israelitas ímpios estavam expostos:

1. Que estavam sempre expostos à destruição, da mesma maneira que alguém que permanece ou anda em lugares escorregadios está sempre exposto à queda. Isso está implícito na maneira em que a destruição vem sobre eles, sendo representada pelo escorregar dos seus pés. O mesmo é expresso no Salmo 73:18: “Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição”.

2. Implica que estavam sempre expostos à súbita e inesperada destruição. À semelhança daquele que anda em lugares escorregadios e está, a todo instante, sujeito a cair, não podendo prever em momento algum se, a seguir, estará de pé ou no chão; e, quando cai, cai imediatamente e sem aviso. Isso também está expresso no Salmo 73:18-19: “Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição. Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores”.

3. Outra coisa implícita é que estão sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pela mão de outrem. Da mesma maneira que o que permanece ou anda em terreno escorregadio de nada precisa além do próprio peso para derrubá-lo.

4. Que a razão de ainda não haverem caído e de não caírem agora mesmo é apenas que o tempo apontado por Deus ainda não chegou. Pois está dito que quando esse tempo devido ou designado chegar, seu pé resvalará. Então, serão abandonados à queda, para o que já estão inclinados por seu próprio peso. Deus não mais os sustentará nestes lugares escorregadios, mas os abandonará. E então, naquele exato instante, cairão na destruição, à semelhança do que permanece em ladeiras escorregadias, sobre a beira de um precipício, não pode permanecer sozinho e, quando é abandonado, imediatamente cai e está perdido.

A partir dessas palavras, insistirei nas seguintes observações:

Doutrina: “Não há nada que mantenha os ímpios um só momento fora do inferno, senão a mera boa vontade de Deus”.

Por “mera boa vontade” de Deus, refiro-me à sua boa vontade soberana, sua vontade livre, isenta de obrigações, não sujeita a impedimento algum nem a qualquer outra coisa, como se nada, a não ser a boa vontade de Deus, tivesse qualquer papel na preservação dos ímpios a todo instante. A verdade desta observação será evidenciada pelas seguintes considerações.

1. Não falta poder a Deus para lançar os ímpios, a qualquer momento, no inferno. Quando ele se levanta, as mãos humanas não podem ser fortes. Os mais fortes não têm poder algum para lhe resistir, nem podem se libertar de suas mãos. Ele não apenas é capaz de lançar os ímpios no inferno, mas pode fazê-lo com a maior facilidade. Às vezes, um príncipe terreno encontra grande dificuldade em subjugar um rebelde que encontrou meios de se fortificar e se fortaleceu pelo número de seguidores que alicia. Mas isso não ocorre com Deus. Não há força que possa se opor ao seu poder. Ainda que as mãos se juntem e vastas multidões de inimigos de Deus se combinem e se associem, todos serão facilmente destruídos. São como grandes montes de palha seca e leve diante de um furacão; ou grandes quantidades de restolho seco diante de chamas devoradoras. Achamos fácil pisar e esmagar um verme que vemos rastejar pelo chão, da mesma forma é fácil cortar ou queimar um fio fino que sustenta algo. Assim também é fácil para Deus, quando lhe agrada, lançar seus inimigos nas profundezas do inferno. Quem somos nós, para que pensemos permanecer perante ele, diante de cuja repreensão a terra treme e diante de quem as rochas são despedaçadas?

2. Eles merecem ser lançados no inferno, de modo que a justiça divina jamais se interpõe e nem oferece qualquer impedimento para que Deus use seu poder a qualquer momento para destruí-los. Sim, ao contrário, a justiça clama alto por punição infinita pelos seus pecados. A justiça divina fala acerca da árvore que produz uvas como as de Sodoma: “Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente” (Lucas 13:7). A espada da justiça divina está a todo momento se revolvendo sobre suas cabeças e não é nada, senão a mão da livre misericórdia de Deus e a sua mera vontade, que a retém.

 

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