Informação adicional

Autor

Formato

PDF

Páginas

22

Título Original

Christian Resignation (Sermon 2715)

Ano

2020

Resignação Cristã

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Descrição

Resignação Cristã
(Sermão Nº 2715)

Sermão preparado para ser lido no dia do Senhor, 24 de fevereiro de 1901.
Por C.H. Spurgeon, na capela de new Park Street em Southward.
Na noite de quinta-feira, no início do ano 1859.

“Não seja como eu quero, mas como tu queres.”
(Mateus 26:39)

 

O apóstolo Paulo, ao escrever a respeito de nosso Senhor Jesus Cristo, disse: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hebreus 5:8). Ele que, como Deus, conhecia todas as coisas teve que aprender a obediência no momento de sua humilhação. Aquela que é, em si mesmo, a sabedoria encarnada condescendeu para ingressar na escola do sofrimento — na qual aprendemos aquela importante lição da vida cristã: a obediência à vontade de Deus. E aqui, no Jardim do Getsêmani, vocês podem ver o Aluno Divino pondo a lição em prática. Durante toda a sua vida, ele havia aprendido essa lição e agora tem que retomá-la pela última vez mesmo enquanto suava sangue durante sua agonia e em face de sua terrível morte sobre a cruz. Nesse momento, ele está para descobrir as maiores profundezas do sofrimento e alcançar as mais elevadas alturas do conhecimento da obediência. Vejam como aprendeu tão bem a sua lição! Observem como é um estudioso completo e experiente! Ele alcançou o mais alto nível naquela escola e na perspectiva de sua morte imediata pôde dizer ao Pai: “Não seja como eu quero, mas como tu queres”.

O objetivo deste discurso é recomendar a cada um de vocês o bendito exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo e, com a ajuda de nosso Deus, o Espírito Santo, exortar que em tudo busquem ser semelhantes ao seu glorioso Cabeça e a que aprendam, por intermédio da providência com a qual Deus se agrada cerca-los diariamente, a lição da resignação à vontade de Deus e da total submissão a ele.

Ultimamente fiquei impressionado ao ler algumas obras de escritores que pertencem à Igreja de Roma e ao perceber o maravilhoso amor que eles têm pelo Senhor Jesus Cristo. Certa vez cheguei a pensar que a salvação de pessoas pertencentes a essa igreja não poderia ser possível, mas, frequentemente, após chegar ao fim da leitura dos livros desses homens santos, senti-me como um anão ao lado deles e disse: “Sim, apesar de seus erros, tais homens devem ter sido ensinados pelo Espírito Santo. Apesar de todos os males dos quais têm bebido tão profundamente, estou certo de que eles tiveram comunhão com Jesus ou então não poderiam ter escrito como escreveram”. Tais escritores são raros e surgem entre grandes intervalos de tempo, contudo, mesmo em meio a essa igreja apóstata, há um remanescente segundo a eleição da graça.

Outro dia, encontrava-me lendo um livro escrito por um desses autores quando me deparei com esta notável expressão: “Poderia esse corpo, cuja Cabeça foi coroada de espinhos, possuir membros delicados e medrosos? Deus não o permita!”. Essa expressão foi diretamente ao meu coração. Pensei em quantos filhos de Deus evitam a dor, a reprovação e a repreensão e ficam espantados quando qualquer tribulação ardente lhes sobrevém. Se eles pudessem se recordar que seu Cabeça teve que suar grandes gotas de sangue que escorreram pelo chão e que ele foi coroado com espinhos, jamais considerariam estranho que os membros de seu corpo místico também tivessem que sofrer.

Se Cristo tivesse sido uma pessoa delicada, se nosso glorioso Cabeça tivesse passado a vida repousando sobre o macio travesseiro da facilidade, então poderíamos nós, que somos os membros de sua igreja, esperar passar por este mundo envoltos em alegria e conforto. Mas, se ele teve que ser banhado em seu próprio sangue, se os espinhos tiveram que furar suas têmporas, se seus lábios e sua boa tiveram que ficar ressecados como uma fornalha, como, então, nós escaparíamos do sofrimento e da agonia? Cristo tem a cabeça de bronze e as mãos de ouro? Se sua cabeça como que brilhou incandescente dentro da fornalha ardente, não brilharíamos na fornalha também? Se ele teve que atravessar oceanos de sofrimento,

“Seríamos nós conduzidos aos céus,
Em camas floridas e confortáveis”?

Ah, não! Devemos ser conformados ao nosso Senhor em sua humilhação, se quisermos também ser semelhantes a ele em sua glória!

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Título Original

Christian Resignation (Sermon 2715)

Ano

2020