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Sermão Nº 3488, Justificação, Propiciação, Declaração. por C. H. Spurgeon

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Recomendamos muitíssimo a leitura deste Sermão cheio de luz e calor, do que bons sermões são feitos!

“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:24-26)

• Considero esta doutrina como sendo aquela que deve ser pregada continuamente, e ser misturada com todos os nossos sermões, mesmo como, de acordo com a Lei de Deus foi dito: “com todas as tuas ofertas oferecerás sal”. Este é o próprio sal do Evangelho!

• Para todo o sempre, enquanto o mundo permanecer, ele deve continuar a repetir a verdade de Deus, que somos justificados pela justiça de nosso Redentor e não por qualquer justiça própria!

• Se você voltar para o texto, eu penso que nós podemos muito bem dividi-lo, e muito corretamente, também, em três partes, e pontuá-lo com três palavras: justificação, propiciação e declaração. Justificação: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Propiciação: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados”. E então chegamos ao terceiro, declaração: “para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus!”.

I. JUSTIFICAÇÃO.

• Essa justificação é colocada diante de vocês como sendo através da redenção que há em Cristo Jesus. Há um preço a pagar — é através da redenção. Há um sofrimento e uma obediência intervindo. Nós não somos justificados livremente sem redenção, nem justificados pela Sua graça, sem a intervenção do sacrifício expiatório. Ah, como os homens se esforçam para livrarem-se disso!

• Não podemos abrir mão da doutrina da redenção, a redenção que há em Cristo Jesus! É isso, alma, ouça isto, você é justificada gratuitamente, mas custou muito caro, ao Salvador! Custou-lhe uma vida de obediência! Custou-lhe a morte vergonhosa, de agonia, de sofrimentos, todos imensuráveis! Houve o cálice da ira que você deveria beber para sempre, e o qual você nunca poderia beber até o fundo! Ele deveria ser bebido por alguém! Jesus o bebeu, levou o cálice aos lábios e logo a primeira gota O fez suar grandes gotas de sangue a cair ao chão! Mas Ele bebe retamente, embora a cabeça, as mãos e os pés estejam todos sofrendo; bebe retamente, embora Ele clame: “Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?”. Bebe retamente, eu digo, até que nem uma gota sombria ou borra pudesse ser encontrada dentro desse copo e, virando-o de cabeça para baixo, ele grita: “Está consumado! Está consumado!”. Assim Ele entrega o espírito. Em um enorme propósito de amor, o Senhor bebeu condenação a seco para cada um de Seu povo por quem Ele derramou o Seu sangue! “Justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Houve uma redenção por um sofrimento substitutivo, uma redenção pela obediência vicária, uma redenção pela interposição de Cristo em nosso favor:

“Para suportar, o que nunca poderíamos suportar
A justa ira de Seu Pai.”

Você entende isso, Pecador?

II. PROPICIAÇÃO. Aqui há uma referência ao propiciatório […], em nossas próprias palavras, é uma reconciliação, algo pelo que Deus é propiciado; uma expiação pela qual Deus e o homem são feitos um, uma propiciação, algo que justifica a honra ofendida de Deus, que vem para fazer as pazes com a Lei Divina […].

• Percebam que o ponto principal nesta propiciação é o sangue. “Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue”.

• O que é a fé?

III. A DECLARAÇÃO. O grande objetivo, ao que parece, da redenção, e do Evangelho, é mostrar como Deus é justo e justificador dos que creem. E Paulo divide muito bem o efeito da morte de Cristo em duas partes. Primeiro, ele diz que a morte declarou a justiça de Deus, em relação aos pecados que foram cometidos, sob a paciência de Deus.

• Esta é a maneira de Deus salvar os homens. Você criará uma outra?

• Em Seu lado traspassado minha alma encontra um abrigo da explosão da ira Divina. Está em paz agora! Esta é a alegria agora! Esta é a salvação agora, comigo! Por que não deveria ser assim com você? Você não veio aqui para encontrá-lO. Não, mas Deus te trouxe aqui para encontrar você! Está escrito: “Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada” [Romanos 9:25]. “Fui achado”, diz Ele, “pelos que não me buscavam” [Romanos 10:20]. Que Ele possa ser encontrado por você hoje à noite! Você não conhecia o caminho para ser salvo, você o conhece agora. Não aumente a sua culpa sabendo o que você não pratica, mas agora, já, confie nEle! Que o Espírito Santo opere a fé em você. “Até mesmo apenas um pouco de fé”, diz alguém. Pouca fé te salvará, mas Cristo merece grande fé! Oh, Ele é um verdadeiro Cristo, Ele não pode mentir. Você não pode depender dEle? Você não vê senão a orla de Suas vestes? É um fio desfiado que sai? Toque-o, toque nele com o dedo e você será curado! Você não pode acreditar como você deveria? Acredite como você pode! Diga como aquele no passado: “Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade” [Marcos 9:24]. Erga o grito do publicano: “Deus, tem misericórdia — sê propício a mim, pecador! Jesus, eu terei a Ti! Tenha a mim!”.

• O Senhor lhe conceda isto, podendo muitos neste lugar serem salvos esta noite, para louvor e glória da Sua graça, na qual Ele nos fez aceitos no Amado. Amém e amém!

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• EXPOSIÇÃO DE JOÃO 15:1-17, POR C. H. SPURGEON
 

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