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Sobre a Nossa Conversão a Deus e Como Esta Doutrina é Totalmente Corrompida Pelos Arminianos, por John Owen

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“Nossa conversão é uma ‘nova criação’, uma ‘ressurreição’, um ‘novo nascimento’. Ora, Aquele que criou um homem não o convence a criar a si mesmo, e mesmo se este fosse o caso o homem não conseguiria, se Ele assim o fizesse. O homem não tem qualquer poder para resistir Àquele que deseja criá-lo, ou seja — como nós agora o consideramos —, transformando-o de algo que ele é em algo que ele não é. Quais argumentos você acha que seriam suficientes para convencer um homem morto a ressuscitar-se? Ou com que grande auxílio ele pode contribuir para a sua própria ressurreição?” — John Owen

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Bendito seja Deus por este escrito tão valioso e instrutivo. Nele, o Sr. Owen expõe graves erros Arminianos no que se refere a,

“…. Duas coisas, nesta grandiosa combinação de graça e natureza,

Os Arminianos atribuem ao livre-arbítrio: primeiro, um poder de cooperação e trabalhar com a graça, para torná-la eficaz, em absoluto; em segundo lugar, um poder de resistir à sua operação, e tornando-a completamente ineficaz; Deus, entrementes, concede nenhuma graça, senão a que espera um ato vindo de uma dessas duas habilidades, e tem seu efeito conformemente. Se um homem cooperará, então a graça alcança o seu fim; se ele resistirá, ela retorna vazia. Para esta finalidade, eles inventam que toda a graça de Deus derramada sobre nós para a nossa conversão é apenas uma persuasão moral por Sua palavra, não uma infusão de um novo princípio vital pela poderosa obra do Espírito Santo.

E, de fato, admitindo isso, eu concordarei com eles, mui dispostamente, em atribuir ao livre-arbítrio um dos dons antes recitados: um poder de resistir à operação da graça; mas quanto ao outro, deve-se atribuir a toda a nossa natureza corrompida, e todos os que são participantes da mesma, uma deficiência universal de obedecê-lo, ou cooperar nesta obra que Deus tenciona por Sua graça.

Se a graça da nossa conversão for nada além de uma persuasão moral, não temos mais poder para obedecê-la nesse estado em que estamos, mortos em pecado, do que um homem em seu túmulo, tem em si mesmo, para viver de novo e sair ao próximo chamado. As promessas de Deus e as orações dos santos na Sagrada Escritura parecem designar tal tipo de graça que deve conceder-nos uma real capacidade interna para fazermos aquilo que é espiritualmente bom.

Mas parece que não existe tal questão; pois se um homem deve convencer-me de saltar sobre o rio Tâmisa, ou voar no ar, seja ele jamais tão eloquente, sua persuasão única não me faz mais capaz de fazer isso do que eu era antes de vê-lo. Se a graça de Deus for nada além de uma doce persuasão (embora nunca tão poderosa), é algo extrínseco, que consiste na proposta de um objeto desejado, mas não nos dá, em absoluto, uma nova força para fazer algo, que não tínhamos antes poder para fazer. Mas vamos ouvi-los pleiteando, eles mesmo, a cada um desses elementos relativos à graça e à natureza”.

E após, “ouvirmos” os argumentos Arminianos e as respectivas refutações, somos levados a considerar na salvífica Graça de Deus, conforme o claro ensino das Escrituras,

“… todas as passagens da Escritura afirmam que Deus, por Sua graça, ou a graça de Deus, na verdade, efetua a nossa conversão; como Deuteronômio 30:6: “E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas”. A circuncisão de nossos corações, para que possamos amar o Senhor com todo o nosso coração, e com toda a nossa alma, é nossa conversão, a qual o Senhor aqui afirma que Ele mesmo fará; não somente nos permite fazê-lo, mas Ele mesmo, real e efetivamente o realizará. E, novamente, “Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração” (Jeremias 31:33). “porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim” (capítulo 32:40). Ele não oferecerá o seu temor para eles, mas, na verdade, o porá neles. E, mais claramente, Ezequiel 36:26-27: “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis”.

Estas expressões são apenas uma persuasão moral?

Porventura Deus afirma aqui que Ele fará o que Ele intenciona apenas persuadindo-nos, e que podemos recusar fazê-lo se quisermos?

Está no poder de um coração de pedra o remover a si mesmo? Que pedra ativa é esta, que ergue-se! O que isso, em absoluto, difere do coração de carne que Deus promete?

Um coração de pedra será dito ter o poder de transformar-se em um tal coração de carne, de modo a fazer com que andemos nos estatutos de Deus? Certamente, a menos que os homens fossem deliberadamente cegos, eles necessitariam perceber aqui tal ação de Deus indicada, de modo a operar a nossa conversão eficaz, única, e infalivelmente; abrindo os nossos corações para que estivéssemos atentos à Palavra (Atos 16:14); concedendo que nós crêssemos em Cristo, Filipenses 1:29. Agora, estas e passagens semelhantes provam a natureza que a graça de Deus consiste em uma real eficácia e a sua operação é certamente eficaz.”

“Estes são os termos que a Escritura tem o prazer de usar a respeito de nossa conversão: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2 Coríntios 5:17). “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24). Este é o nosso novo nascimento: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tiago 1:18). E, assim, nós somos “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (1 Pedro 1:23). Esta é a nossa vivificação e ressurreição: “o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5:21), mesmo aqueles “mortos”, que ouvem a Sua voz e vivem (versículo 25). “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas”, nós somos vivificados “juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:5); pois, “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus” (Colossenses 2:12). E “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” [Apocalipse 20:6]”.

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“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:5-9).

Sola Gratia! Soli Christus! Soli Deo Gloria!
 

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