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Viva, E Banhe-Se, E Mergulhe, Em Uma Eternidade Feliz! Por Anne Dutton

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Linda e consoladora carta por Anne Dutton.

Senhor,

Meu labor na terra está quase concluído, glória a Deus! Um labor mais nobre no Céu, em breve, começará. Agora, gostaria de servir ao Senhor, mas no porvir, eu O servirei perfeita, incessante e eternamente; servi-lO-ei sem pecado, interrupção, fraqueza e cansaço, os quais acompanham os nossos serviços atuais; servi-lO-ei sob a visão plena e imediata de Sua gloriosa face, para o Seu perfeito e infinito louvor, e para minha felicidade inefável e eterna.

Oh, meu caro senhor, que graça é essa, que o Senhor formou e moldou os nossos corações para o Seu serviço, também para o serviço perfeito e eterno de Deus em Cristo, no futuro, a felicidade a qual ainda não experimentamos; de modo que para uma alma que ama o Senhor fervorosamente, o perfeito e interminável serviço a Deus em Cristo é estimado por ela como uma parte essencial da felicidade do Céu; nem qualquer alma que é assim preparada pela graça Divina para o serviço aqui, carece de felicidade inefável quanto ao perfeito serviço interminável, no porvir. Ai! o que faria uma alma profana no Céu? O Céu não seria Céu para ela; ela não tem nada em si adequado para a apreciação e serviço celestes. A alma que não pode apreciar a vida de Deus, ou melhor, que não pode viver com alegria em Deus como sua vida, e encontrar a sua felicidade indizível numa plena dedicação para o louvor de Jeová, é muito inadequada para as glórias do estado celestial; assim como não há a menor afabilidade entre o objeto e o sujeito, assim, não pode haver deleite. Que ações de graças, então, daremos ao “Pai, que nos fez (inicialmente, e nos fará de modo perfeito) idôneos para participar da herança dos santos na luz”, na luz sem a escuridão; na luz de Sua presença imediata, sem a menor escuridão da distância; e na luz da santidade perfeita, sem a menor mancha de pecado para obscurecer nossos perfeitos e infinitos louvores!

Oh, quão grande e vasta é a essência infinita de nosso Senhor, que com a simples visão de Sua gloriosa face pode satisfazer e consolar miríades de gloriosos anjos, e uma multidão inumerável de homens salvos, quando mais capazes — e estimular em todos estes perfeitos, incessantes e infinitos louvores para Sua eterna glória e alegria eterna deles! Bem pode-se dizer: “nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera” [Isaías 64:4]. Pois, nenhuma curta linha de um entendimento infinito pode sondar as glórias imensas de um Ser infinito. A não ser o Senhor Jeová, ninguém viu, nem pode ver, essas imensas glórias que Ele preparou em Seu infinito Ser como o oceano, sem limites, de suprimento de nossa alma e gozo eterno!

Nós seremos lançados, quando tudo for ampliado, ao Deus de glória para um suprimento de toda a felicidade eterna, e ali viveremos, e nos banharemos, e mergulharemos em uma eternidade feliz! E, embora as comunicações da glória Divina não serão infinitas, devido a nossa incapacidade, como nós sempre seremos destinatários finitos, ainda assim, é um mar infinito de glória no qual viveremos, e nadaremos, e nos alegraremos — uma eternidade feliz, exatamente como o Deus da criação preparou um imenso oceano de águas no qual os peixes do mar vivem, mergulham e movem-se, embora eles nunca consigam compreender o que os envolve.

Assim, Senhor, eu humildemente penso, como o apóstolo diz: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam”, e, em seguida, acrescenta: “mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito”, e em outra passagem diz: “nós conhecemos em parte”, que nós entenderemos a revelação delas que agora é feita aos homens espirituais, sendo o que é parcial e adequado à nossa condição presente; e embora quanto ao conhecimento tido no estado atual ele contrasta com aquele conhecimento que teremos no estado futuro, e diz: “mas então conhecerei, como também sou conhecido”, ainda assim, devemos compreender a diferença apenas como residindo nisso, a saber, em nosso imperfeito conhecimento presente, e em nosso perfeito conhecimento futuro de Deus, de acordo com a nossa capacidade como criatura; porque, como criaturas, nós nunca podemos ter um conhecimento adequado de uma essência infinita. E como aquela revelação de Deus e Suas coisas que aqui é feita a homens espirituais, mas é negada, como diz o apóstolo, ao homem natural: “Mas o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, e não pode entendê-las”, e como, no texto a que ele se refere, é dito: “olho não viu, além de ti, ó Deus”, penso, Senhor, que nós podemos justamente formar essas distinções:

Em primeiro lugar, que nenhum homem natural viu, nem pode ver, as coisas que Deus tem preparado para aqueles que O amam, porque ele não tem uma capacidade espiritual para discernir a natureza e tipo espirituais da glória eterna.

Em segundo lugar, que os homens espirituais, na revelação agora feita a eles sobre as coisas espirituais, as têm visto, mas parcialmente, e no porvir, vê-las-ão, contudo, de forma finita.

Em terceiro lugar, que ninguém, senão o próprio Deus, viu ou pode vê-las infinitamente; visto que as glórias preparadas para o nosso deleite em Seu imenso Ser não podem ser perscrutadas por nenhuma linha curta a respeito de Seu próprio entendimento infinito.

Assim, Senhor, todos os textos se harmonizarão; e quão vasta, na essência infinita de Jeová, é a bem-aventurança preparada para nós!

Que o Espírito do Senhor, em Seus dons e graças sétuplas, possa repousar sobre você, caro senhor, em toda a assistência e sucesso no serviço Divino, e que você possa finalmente ser abençoado com uma maciça coroa de justiça, é o meu desejo sincero.
 

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