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Informação adicional

Peso 0.340 kg
Dimensões 23 × 15.7 × 1 cm
Acabamento

Brochura

Ano

2018

Autor

Páginas

232

ISBN

978-85-85200-02-2

Os Distintivos da Teologia Pactual Batista

Uma Comparação entre o Federalismo dos Batistas Particulares e dos Pedobatistas do Século XVII

Descrição

.
PREFÁCIO À PUBLICAÇÃO EM PORTUGUÊS

Este livro sem dúvida é uma das mais importantes publicações que já fizemos e marca o início das atividades de O Estandarte de Cristo enquanto editora formal. O seu tema e exposição são do mais alto interesse de todos aqueles cristãos Reformados que também tomam para si o nome de “Batistas”. Como C.H. Spurgeon diz:

A doutrina do pacto de Deus está na raiz de toda teologia verdadeira. Tem sido dito que aquele que entende a diferença entre o Pacto de Obras e o Pacto da Graça é um mestre em teologia. Estou persuadido de que a maioria dos erros cometidos pelos homens acerca das doutrinas da Escritura está baseada em erros fundamentais com relação aos Pactos da Lei e da Graça.

O entendimento de que o “pacto de Deus” e a estrutura pactual da revelação e o relacionamento de Deus com Seu povo “está na raiz de toda a verdadeira teologia” era consenso entre todos os Batistas Particulares e Confessionais até os dias de Spurgeon. A teologia pactual está para o corpo da teologia bíblica assim como a coluna vertebral está para o corpo humano. A perda desse entendimento acerca da importância e da centralidade da teologia pactual foi talvez o mais terrível e incalculável dano que Satanás impôs àqueles que deveriam ser os herdeiros da teologia dos Batistas Particulares Puritanos ingleses, e isso ele fez principalmente ao roubar-lhes a sua Confessionalidade.

É triste ver que tanto a herança bíblica, confessional e pactual dos primeiros Batistas Particulares se perdeu a ponto de que hoje em dia o termo Batista é quase sinônimo de Dispensacionalista e Antinomiano (e Arminiano). E, por outro lado, os termos teologia do pacto, pactual, aliancismo, federalismo são quase sinônimos de Pedobatismo Presbiteriano.

Mas, graças ao nosso Deus, as coisas estão começando a mudar no cenário nacional. Há uma geração de jovens e pastores Batistas que está se levantando com poder, coragem e zelo para aprender e proclamar as doutrinas confessados pelos antigos Batistas Particulares; são pessoas sérias e de bom testemunho, desejosos da verdade das Escrituras e dispostos a pagar altíssimo preço de viver para a glória do seu Deus em meio a uma geração perversa. Sinto que Deus está fazendo uma grande obra entre nós!

E diante desse contexto, este livro do pastor Batista Reformado canadense Pascal Denault vem para suprir uma grande necessidade. O livro consiste em uma magistral, clara e fiel apresentação e comparação entre os dois principais federalismos do século XVII, o federalismo Batista de 1689 e o federalismo Presbiteriano. Apesar de jovem, esse livro já se tornou um clássico e leitura obrigatória para todos os Batistas e para aqueles que desejam entender seu federalismo.

Considero esse livro como a principal introdução do Federalismo de 1689 para os batistas brasileiros: Primeiro, por trazer definições bíblicas, claras e confiáveis sobre a teologia pactual dos batistas; segundo, por apresentar alguns dos autores mais importantes que trataram do assunto, pelas abundantes citações e uma vasta bibliografia para pesquisa e aprofundamento; terceiro, por mostrar habilidosamente a distinção inequívoca entre o Federalismo de 1689 e o Federalismo presbiteriano de Westminster, pois percebo que há uma grande confusão e ignorância entre as definições e distinções (e, consequentemente, acerca das implicações práticas e doutrinárias delas) entre os modelos pactuais batista e presbiteriano; e, quarto, porque ajudará grandemente os batistas brasileiros que têm se interes-sado pelas doutrinas bíblicas expostas na Confissão de Fé de 1689 a entenderem — com diz Spurgeon — como a doutrina do pacto de Deus está na raiz de toda teologia verdadeira, a entenderem a dife-rença entre o Pacto de Obras e o Pacto da Graça e a evitarem a maioria dos erros cometidos pelos homens sobre as doutrinas da Escritura, que estão baseados em falhas fundamentais com relação aos Pactos da Lei e da Graça.

Para concluir, quero renovar minha intensa oração, anelo e apelo para que todos os batistas do nosso tempo, que juntamente conosco “se alegram nas doutrinas gloriosas da livre graça”,[1] com zelo estudem e examinem esta obra, à luz das Escrituras Sagradas e em oração. Pois, acredito piamente que uma compreensão bíblica, doutrinária e piedosa da teologia pactual batista confessional de 1689 (ou simplesmente Federalismo de 1689), é salutar e indispensável aos batistas reformados de nosso tempo que buscam voltar à uma confessionalidade bíblica, e à vida e doutrina que são segundo a piedade. E para esta finalidade, este livro será, segundo a bênção de nosso Deus, de grande auxílio, pois foi escrito de forma precisamente bíblica e extremamente primorosa, honesta e didática, por um dos mais legítimos representantes de nossa preciosa fé comum no que seja o puro ensino das Escrituras Sagradas, e para defesa da Santíssima Fé que uma vez foi dada aos santos para a glória do nosso Deus — Pai, Filho e Espírito.

 

Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível,
Ao único Deus sábio, Senhor e Salvador nosso,
Seja glória e majestade, louvor e honra, domínio e poder,
Agora, e para todo o sempre. Amém e Amém!

 

William Teixeira,
24 de julho de 2018.

 


[1] Retirado da apresentação de  A Confissão de Fé Batista de 1689, 9ª edição revisada, EC, 2018. (A nossa tradução e edição da Confissão está em sua 9ª edição porque foram feitas muitas pequenas, porém importantes, revisões e melhoramentos em sua tradução desde a publicação de sua 1ª edição, em agosto de 2014).

Informação adicional

Peso 0.340 kg
Dimensões 23 × 15.7 × 1 cm
Acabamento

Brochura

Ano

2018

Autor

Páginas

232

ISBN

978-85-85200-02-2