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Um Encorajamento para Ministros em Provações | Por Fred Malone

 

Muitos entram no ministério para conseguir algo fora dele e não para serem responsáveis mensageiros da Palavra de Deus. Alguns entram para conseguir encorajamento, para se sentirem importantes, para se se sentirem uteis a Deus, para resolver problemas, outros entram pelo prestígio ou pelo poder. Bem ou mal, nenhumas dessas são as razões adequadas. Ninguém irá permanecer ao longo do tempo e sob provações.

Existem tantos possíveis desencorajamentos no ministério do Evangelho. Não porque as pessoas são más. Pois, francamente, todas são iguais, pecadores salvos pela graça, mas que ainda pecam. Para aqueles que pensam que conseguirão fazer seu povo passar desse ponto, ou que encontrarão uma igreja livre de problemas, eles apenas precisam ler Paulo mais atentamente. Não significa que Satanás é invencível, porque ele está agora mesmo em sua agonizante morte, enquanto ataca a todos os que amam a Cristo e O pregam.

O maior desencorajamento para este ministro, e são muitos, está dentro dele mesmo. Especialmente quando se está sob o estresse de provações. Pois, à medida que alguém caminha em Cristo depois de tantos anos, percebe, como Paulo, que ele também é o principal dos pecadores. Ele descobre que se ele não tivesse nenhuma ovelha pecadora, ainda assim, teria um trabalho em período integral para guardar seu próprio coração.

Portanto, eu gostaria de encorajar ministros em provações aplicando o encorajamento do Evangelho de Jesus Cristo para nosso próprio coração, pois é no guardar do coração do ministro que começa o cuidado com o coração do nosso povo. É por isso que Paulo disse a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16).

Existem alguns desencorajamentos únicos que podem fazer parte do ministério do Evangelho, mas existem quatro encorajamentos que têm ajudado a muitos em tempos de aflições.


I. Primeiro, você vai passar por provações e sofrer até certo ponto. Isso pode não ser muito encorajador para você, mas o é para mim. Nosso Senhor nos diz na entrada do caminho para que não nos desencorajemos quando esse tempo chegar. Mateus 10:5-39 é o manual de evangelismo do Senhor. Nós não vemos isso em tais manuais hoje. Ele disse aos discípulos que não veio trazer a paz, mas a espada. Que eles serão odiados por todos por causa de Seu nome. Que os inimigos dos homens serão os de sua própria casa. Que eles devem substituir o temor dos homens que matam o corpo por um temor ainda maior de Deus que pode destruir ambos, alma e corpo, no inferno. Que esse Pai pode protegê-los dos homens. Toda a estrutura do Novo Testamento, dos ensinos do nosso Senhor passando por 1 Pedro até ao Apocalipse, explica que os Cristãos sofrerão; especialmente os ministros de Deus.

Não é comum alguém desfrutar de sofrimento e de martírio. Alguns podem até mesmo buscar crises porque isso os faz se sentirem importantes, fiéis e fortes. Isso é algo egocêntrico e imaturo. 2 Timóteo 2:3, 8-10 e 3:10-12 deixa isso claro. Os fiéis ministros de Deus sofrerão até certo ponto. Haverá aflições. Não importa o quanto você avalie, antecipadamente, o preço, não tem como você entender inteiramente o valor do ministério até que você o experiencie. (Mesmo que você avalie, antecipadamente, o preço do ministério, não tem como entender inteiramente seu valor até que o experiencie).

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❝Citações❞ #1 │ Lewis Bayly │ Os Dois Principais Fundamentos da Prática da Piedade

 

 

Olá pessoal!

 

Pela graça de nosso Deus, iniciamos hoje a série “Citações”. Sabe quando você lê uma frase ou trecho de um livro e quer mostrar para o maior número de pessoas possível, começando pelas mais chegadas? Pois é!

 

Já faz um tempo que estava pensando em um meio de compartilhar as citações que mais me marcaram. Então, desse anelo nasceu a série “Citações”, onde compartilharei com vocês algumas citações das leituras que faço. Espero que seja edificante para vocês como o foi para mim. Que nosso Deus faça assim em, por e para nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

 

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❝Citações❞ #1 │ Lewis Bayly │ Os Principais Fundamentos da Prática da Piedade

 

Começaremos a série com uma citação pelo Puritano Lewis Bayly, extraída de seu livro “A Prática da Piedade”. A citação é a seguinte:

 

❝Certamente não pode haver piedade verdadeira sem o conhecimento de Deus. Também nenhuma boa prática pode haver sem que o homem tenha conhecimento de si próprio. Por isso, lançaremos o conhecimento da majestade de Deus e da miséria do homem como os principais fundamentos da Prática da Piedade.❞*

 

Essa citação me marcou profundamente assim como todo o livro “A Prática da Piedade”. Deus usou muito esse livro do Lewis Bayly para minha edificação e crescimento espiritual bem no início da minha descoberta da Fé Cristã Bíblica, a Fé Reformada.

 

A frase citada funciona como um princípio que norteia todo o livro. Bayly evidencia o que julgava ser o fundamento da piedade prática: o conhecimento. Mas não qualquer tipo de conhecimento, o conhecimento bíblico relacionado a dois temas principais:

 

(1) A majestade de Deus e

(2) A miséria do homem

 

Esse entendimento acerca de Deus e do homem está no cerne da verdadeira teologia Bíblica, Reformada e Puritana. É difícil ler Bayly falando sobre “a majestade de Deus” e não lembrar que essa era uma das frases preferidas de João Calvino, ou ouvir sobre a miséria do homem e não lembrar da famosa frase de Lutero: “Nós somos mendigos, essa é a verdade”.

 

Como um jovem que desejava ardentemente ser um praticante, essa lição bíblica de Lewis Bayly exerceu uma forte influência sobre mim, desde a primeira vez que o li até este exato momento.

 

Que, pela graça de Deus, possamos lançar mão desse conhecimento bíblico e sermos praticantes da piedade para a glória de Deus!

 

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* BAYLY, Lewis. A Prática da Piedade. Diretrizes para o cristão andar de modo que possa agradar a Deus. 1ª Ed. [Tradução: Odayr Olivetti]. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas (PES), 2010, p 46.

 

• Compre esse livro: https://sheddpublicacoes.com.br/vida-crista/272-pratica-da-piedade-a.html

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Feminilidade Bíblica Review #1 │ Ministério de Mulheres │ Por G. Furman & K. Nielson │ Parte 1 de 4

 

 

Olá irmãs! Começaremos uma série com resenhas de livros edificantes, voltados para o público feminino: Feminilidade Bíblica Review.

 

O primeiro livro desta série é “Ministério de Mulheres – Amando e servindo a igreja por meio da Palavra” (Editora Fiel - https://www.editorafiel.com.br/ministerio-de-mulheres/443-ministerio-de-mulheres.html). Este livro é dividido em 4 partes. Para cada parte, faremos um vídeo. Neste primeiro vídeo, falaremos sobre a Parte 1, “O coração do Ministério de Mulheres”, que abrange os seus 3 primeiros maravilhosos capítulos.

 

Acompanhe nossa série! Se Deus quiser, será uma alegria compartilhar um pouco de leituras que temos feito com vocês, irmãs!

 

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Um trecho para estimular a sua leitura de todo o livro:

 

❝Não embainharemos essa espada [a Palavra de Deus] nos diversos ministérios das nossas igrejas, mas a desembainharemos avidamente, expondo jovens e idosos a essas bordas afiadas que penetram 'ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração' (Hebreus 4.12). Não temos esse poder em nós mesmos, precisamos da 'espada do Espírito' (Efésios 6.17), cujo corte é salvador e sustentador da vida.❞

 

Kathleen Nielson, A Palavra no Centro - Ouvindo Deus Falar. In: FURMAN, Gloria; NIELSON, Kathleen (Editoras). Ministério de Mulheres - Amando e servindo a igreja por meio da Palavra. São Paulo: Editora Fiel, 2016, p. 32. Colchetes acrescentados).

 

Abraços,

 

Camila.

 

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Outras leituras que indicamos para mulheres:

 

• Como Ser Uma Mulher de Deus | Por Paul Washer (https://goo.gl/T4RuuC)

• Mulher Virtuosa | Por Paul Washer (https://goo.gl/YUhKbv)

• O Chamado de Cristo Para Mulheres Jovens | Por Thomas Vincent (https://goo.gl/qL7whU)

• 4 Considerações Bíblicas Sobre as Vestimentas de Mulheres Cristãs | Por Camila Rebeca Teixeira (https://goo.gl/WNhvqS)

• Uma Exposição de Provérbios 31 | Por John Gill (https://goo.gl/DaidWp)

• A Sublime Vocação da Maternidade | Por Walter J. Chantry (https://goo.gl/XgDkg4)

• A Relação de Casamento | Por C. H. Spurgeon (https://goo.gl/dXmUsG)

• A Excelência do Casamento | Por Arthur W. Pink (https://goo.gl/eLxwtV)

• 9 Elementos de Um Casamento Cristocêntrico | Por Phil Newton (https://goo.gl/fTnoX1)

• Ensinando os Filhinhos a Orar | Por John Bunyan (https://goo.gl/7wdX3R)

• Uma Palavra aos Pais | Por A. W. Pink (https://goo.gl/kohe3D)

• 10 Coisas Para Fazer Com Seus Filhos Pequenos | Por Jared Longshore (https://goo.gl/3VqoUq)

• Como Ajudar os Seus Filhos na Adoração Congregacional | Por Jared e Heather Longshore (https://goo.gl/qmw4wa)

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Hermenêutica: A Prioridade do Novo Testamento | Por Tom Hicks

 

Um aspecto importante da hermenêutica bíblica (a teoria da interpretação bíblica) é o princípio da “prioridade do Novo Testamento”. No início da Idade Média, Agostinho de Hipona (354-430) expressou a prioridade do Novo Testamento com a frase: “O Novo está no Antigo velado; o Antigo está no Novo revelado”. Agostinho quis dizer que o Antigo Testamento contém tipos e figuras sombrios que só são claramente reveladas no Novo Testamento. Em outras palavras, o Novo Testamento explica o Antigo Testamento. Os Reformadores Protestantes e os Puritanos também olharam para o Novo Testamento para governar sua interpretação do Velho. No início do Confessionalismo Batista Particular, Nehemiah Coxe, concordou com o princípio interpretativo Reformado quando escreveu: “...o melhor intérprete do Antigo Testamento é o Espírito Santo nos falando no Novo”.[1]

O princípio interpretativo da prioridade do Novo Testamento é derivado de um exame das próprias Escrituras. Ao ler a Bíblia, percebemos que textos anteriores nunca interpretam explicitamente textos posteriores. Os textos anteriores fornecem o contexto interpretativo para textos posteriores, mas textos anteriores nunca citam textos posteriores e os explicam diretamente. Em vez disso, o que encontramos é que textos posteriores fazem referência explícita a textos anteriores e fornecem explicações sobre eles. Além disso, a parte posterior de qualquer livro sempre deixa clara a parte anterior. Quando você começa a ler um romance, por exemplo, você ainda está conhecendo as personagens, a configuração, o contexto, etc., mas, mais tarde, à medida que a história avança, as coisas que aconteceram no início do livro fazem mais sentido e tomam um novo significado. Mistérios são resolvidos. As conversas anteriores entre personagens ganham novo significado à medida que o romance se desenrola. Partes posteriores da estória têm o principal poder explicativo sobre as partes anteriores.

O princípio hermenêutico da prioridade do Novo Testamento simplesmente reconhece esses fatos. Seguindo o exemplo da Bíblia, os intérpretes devem permitir que uma revelação posterior na Bíblia explique a revelação anterior, ao invés de insistir em suas próprias interpretações sem a inspiração da revelação anterior, sem referência às explicações autoritativas da revelação posterior.

Uma Resposta à Oposição de John MacArthur à Prioridade do Novo Testamento

Sobre e contra a prioridade do Novo Testamento, John MacArthur afirma que fazer “do Novo Testamento a autoridade final sobre o Antigo Testamento nega a perspicuidade do Antigo Testamento como uma revelação perfeita em si mesmo”.[2] Claro, a afirmação de MacArthur é facilmente revertida. Pode-se argumentar que sugerir que o Novo Testamento não é a autoridade final sobre o Antigo Testamento nega a perspicuidade (que significa “clareza”) do Novo Testamento como revelação perfeita em si mesma. Além disso, MacArthur não explica o fato de que o Antigo Testamento ensina que suas próprias profecias podem ser difíceis de entender porque são dadas em enigmas (Números 12:6-8). O Novo Testamento também reconhece que o Antigo Testamento nem sempre é claro. Ele nos diz sobre “mistérios” no Antigo Testamento ainda por serem revelados (Colossenses 1:26). O significado das “sombras” do Antigo Testamento (Hebreus 10:1) e “tipos” (Gálatas 4:24) apenas ficam claros depois que Cristo veio. Os Batistas Históricos entenderam isso. A Confissão de Fé Batista de 1689 1.7 afirma com precisão: “Nem todas as coisas em si mesmas são igualmente claras na Escritura”. Ou seja, nem tudo na Escritura é igualmente claro, contrariando o que diz John MacArthur. Assim, a crítica de MacArthur à prioridade do Novo Testamento não é consistente com o que a Bíblia ensina sobre o caráter “sombrio” do Antigo Testamento.[3]

Prioridade do Novo Testamento: Dispensacionalismo e Pedobatismo

Para ilustrar como esse princípio da prioridade do Novo Testamento afeta a nossa teologia, considere o exemplo de Dispensacionalistas e de Pedobatistas. Tanto Dispensacionalistas como Pedobatistas permitem erroneamente que o Antigo Testamento tenha prioridade sobre o Novo Testamento. Ambos os sistemas de interpretação leem a promessa de uma descendência em Gênesis 17:7 como uma promessa de um grande número de descendentes físicos de Abraão. Em Gênesis 17:7, Deus diz: “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti”.

Os Dispensacionalistas pensam que Gênesis 17:7 estabelece uma promessa eterna para o Israel nacional, e eles interpretam o Novo Testamento, convencidos que Deus tem planos futuros para o Israel nacional. Os Pedobatistas, por outro lado, pensam que a promessa em Gênesis 17:7 é p Pacto da Graça com Abraão e com todos os seus filhos físicos, o que leva ao batismo de bebês no Novo Testamento e às igrejas intencionalmente mistas contendo em sua membresia crentes e incrédulos.[4]

Se, no entanto, permitimos que o Novo Testamento interprete Gênesis 17:7, então evitaremos o erro cometido pelo Dispensacionalismo e pelo Pedobatismo. Gálatas 3:16 diz: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo”. Note que Gálatas 3:16 nega explicitamente uma descendência plural. A promessa é apenas para um filho e não para muitos. “Não diz: E às descendências” (Gálatas 3:16).

Portanto, à luz do ensinamento claro do Novo Testamento, devemos concluir que tanto Dispensacionalistas como Pedobatistas interpretam mal o Antigo Testamento porque não conseguem permitir que o Novo Testamento tenha prioridade de interpretação. Ambos os sistemas concluem que a promessa à semente de Abraão é uma promessa aos descendentes físicos, e não a Cristo. Este erro leva os Pedobatistas a enfatizar excessivamente uma igreja visível propagada por uma geração natural com sua leitura das Escrituras e leva os Dispensacionalistas a enfatizar excessivamente Israel, quando o Novo Testamento claramente nos ensina a enfatizar Cristo. A promessa da “descendência” é uma promessa a Cristo, não aos homens.[5] Esta não é uma negação de qualquer aspecto coletivo em relação à descendência; em vez disso, reconhece que a semente é Cristo e que, pela união salvífica com Ele, os eleitos também são descendência nEle (Gálatas 3:7, 14, 29). Assim, todas as promessas feitas a Abraão em Gênesis 17: 7 foram feitas a Cristo e a todos os que estão unidos salvificamente a Ele, judeus e gentios. A promessa é, portanto, centrada em Cristo, não centrada no homem, como os Batistas Históricos sempre ensinaram.

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O Credo dos Apóstolos | Por Thomas Nettles

 

Essa afirmação que expressa de forma mais sucinta, clara e econômica a verdade cristã recebida universalmente é conhecida como Credo dos Apóstolos. Witsius, depois de desmascarar a lenda da origem deste credo por declarações sucessivas contribuídas pelos doze apóstolos, deu uma forte aprovação de sua utilidade. Ele afirmou que “uma maior autoridade é justamente permitida a esse Credo do que a todas as outras composições do tipo que existem”. Ele disse que é “abrangente na doutrina, perspicaz na linguagem e organizado”. Embora não autenticamente uma obra dos apóstolos sob a inspiração imediata e infalível do Espírito, ele é tão consistente com a verdade bíblica que “o homem que o rejeita, não deve ser estimado como um cristão [Witsius, Credo dos Apóstolos, 1:14].

O texto finalizado do Credo dos Apóstolos apareceu na obra de Pirminius (700-753) no ano 750. Um monge Beneditino da Inglaterra, serviu como missionário no Sul da Alemanha e deu instruções em doutrina e moral cristã aos cristãos recém-batizados. Seus artigos, dispostos um tanto desajeitadamente para se adequar ao número doze, apareceram em um sermão atribuído erroneamente por Barobius a Agostinho, cada artigo justaposto com o nome do apóstolo oracular.

 

1. Eu creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, (Pedro)

2. Criador do céu e da terra; (João)

3. E em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor, (Tiago)

4. Que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria; (André)

5. Padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado: Ele desceu à sepultura; (Filipe)

6. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou dentre os mortos: (Tomé)

7. Ele subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; (Bartolomeu)

8. De onde Ele há de vir para julgar os vivos e os mortos; (Mateus)

9. Eu creio no Espírito Santo; Eu creio na santa igreja católica; (Tiago, Filho de Alfeu)

10. na comunhão dos santos; No perdão dos pecados: (Simão, o zelote)

11. Na ressurreição do corpo: (Judas, irmão de Tiago)

12. E na vida eterna. Amém. (Matias)

 

Embora a tentativa de reconstruir sua origem seja algo fabuloso, suas frases afirmativas dão um simples reflexo dos fatos da história redentora e das afirmações da revelação bíblica. A forma e a ordem particulares se desenvolveram pelo menos tão cedo quanto a carta de Clemente de Roma aos Coríntios na última década do primeiro século. Sua estrutura basicamente Trinitária cercada por certas afirmações das operações peculiares de cada pessoa da Trindade pode ser vista em várias passagens em Clemente, incluindo esta. “Os apóstolos receberam o evangelho para nós do Senhor Jesus Cristo; Jesus, o Cristo, foi enviado de Deus. Então, Cristo é de Deus, e os apóstolos são de Cristo. Ambos, portanto, vieram da vontade de Deus em boa ordem. Tendo recebido as suas ordens e sendo plenamente assegurados pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e cheios de fé na Palavra de Deus, eles saíram com a firme segurança que o Espírito Santo dá, pregando a boa notícia de que o Reino de Deus estava por vir” [Holmes, Os Pais Apostólicos, 42].

Da mesma forma, nas cartas de Inácio ao final da primeira década do segundo século, encontramos um compromisso profundo e claro com a doutrina Trinitária, a verdadeira humanidade, bem como a verdadeira filiação divina de Jesus Cristo, a eficácia de Seu verdadeiro sofrimento corporal e a ressurreição, a pessoa do Espírito Santo, e a necessidade de unidade de doutrina na igreja. Ele advertiu a igreja em Trallia, para “participar apenas da comida cristã, e se afastar de toda planta estranha, que é heresia”. “Existe apenas um médico”, insistiu Inácio, “quem é tanto carne quanto espírito, nascido e não nascido, Deus no homem, vida verdadeira na morte, tanto de Maria como de Deus, primeiro sujeito ao sofrimento e depois além disso, Jesus Cristo nosso Senhor” [Holmes, 88]. E novamente: “Por nosso Deus, Jesus Cristo, foi concebido por Maria de acordo com o plano de Deus, tanto da semente de Davi como do Espírito Santo” [Holmes, 92]. Ao escrever aos Trallianos, Inácio dá evidência de uma fórmula confessional semelhante a este credo: “Seja surdo, portanto, sempre que alguém fala com você além de Jesus Cristo, que era da família de Davi, que era filho de Maria, quem realmente nasceu, que comeu e bebeu, que realmente foi perseguido sob Pôncio Pilatos, que realmente foi crucificado e morreu enquanto era visto dos céus, da terra e de debaixo da terra; Quem, além disso, realmente foi ressuscitado dentre os mortos quando o seu Pai o ressuscitou — Seu Pai do mesmo modo também nos ressuscitará em Cristo Jesus, a nós que acreditamos nEle, à parte de Quem não temos vida verdadeira” [Holmes, 100].

Ao longo dos escritos de Justino Mártir (cerca de 150), encontramos afirmações e frases doutrinárias que mostram sua familiaridade com um desenvolvimento inicial da “regra de fé” e sua capacidade de aplicar esses princípios doutrinários em uma variedade de situações. Por exemplo, em sua primeira Apologia, Justin argumentou: “De tudo o que foi dito, um homem inteligente pode entender por que — através do poder da Palavra, de acordo com a vontade de Deus, o Pai e o Senhor de todos — Ele [a Palavra, ou o Filho] nasceu como um homem, foi nomeado Jesus, foi crucificado, morto, ressuscitado e subiu ao Céu” [Apologia, 46].

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Deus Ama a Todos da Mesma Maneira? | Por Jeff Robinson

 

Uma das perguntas teológicas mais comuns que já me foi feita, como pastor e professor, é mais ou menos assim: Deus ama a todos da mesma maneira? Em outras palavras, Ele ama a Nero da mesma forma que ama a Billy Graham? Ele ama aos que o rejeitam do mesmo modo como a Seus filhos redimidos? Deus odeia o pecado, mas ama o pecador?

Muitas vezes ouço respostas simplistas para esta complexa questão. Historicamente, uma linha teológica responderia com um desqualificado “sim”, enquanto outras ofereceriam um desqualificado “não”. No entanto, a verdade está nos detalhes. Qual o significado da palavra “mundo”? João 3:16 é a lente através da qual todos os outros versículos devem ser lidos?

A mais cuidadosa, equilibrada e robusta resposta bíblica que já vi aparece no livro The Difficult Doctrine of the Love of God [A Difícil Doutrina do Amor de Deus] (Crossway, 2000), de Don Carson. O autor identifica cinco diferentes maneiras que as Escrituras falam do amor de Deus.

1. O amor intra-Trinitário de Deus entre o Pai e o Filho

O amor intra-Trinitário de Deus não apenas distingue o monoteísmo Cristão de todos os outros, mas está ligado de modo surpreendente com a revelação e a redenção. O Evangelho de João é especialmente rico quanto a este tema (e.g., João 3:35; 5:20). Este amor intra-Trinitário é expresso no perfeito relacionamento entre o Pai e o Filho, intocado pelo pecado por ambos os lados. Por mais que este amor sirva como o modelo do amor que deve haver entre Jesus e Seus seguidores, não há sentido no amor do Pai redimir o Filho, ou no amor do Filho ser expresso em um relacionamento de perdão concedido e recebido.

Tão preciosa quanto a expressão do amor de Deus, um foco exclusivo que não é levado muito em conta, é como Deus manifesta a Si mesmo aos rebeldes criados à Sua imagem: na ira, no amor e na cruz.

2. O amor providencial de Deus sobre a Sua criação

Embora a Bíblia se afaste de um modo geral do uso da palavra “amor”, o tema não é difícil de ser encontrado. Deus criou tudo e antes que houvesse qualquer sopro do pecado, Ele disse que tudo o que fez era “bom” (Gênesis 1). Este é o feito de um Criador amoroso. Jesus retrata um mundo em que Deus veste as ervas do campo com a glória de flores silvestres, talvez nunca vistas por nenhum homem, mas vistas por Deus...

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II Coríntios 4

  • Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus... Veja mais

Reflexões

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."
(Mateus 28:19-20)
Sola Scriptura!
"Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR meu Deus iluminará as minhas trevas. Porque contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha. O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam."
(Salmo 18:28-30)
Sola Scriptura!
"A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente."
(Salmo 19:7-9)
Sola Scriptura!

A Confissão De Fé Batista de 1689

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    Uma Palavra dos Editores A fé é a base da alegria verdadeira. O Objeto da Verdadeira Fé Evangélica é o Senhor Jesus Cristo, segundo as Escrituras test... Download

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