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Teologia Pactual Batista Particular | Por Samuel Renihan

 

Os Batistas Particulares surgiram a partir do movimento Puritano inglês nas paróquias e universidades da Inglaterra. Vários dos primeiros Batistas Particulares da primeira geração chegaram a Cambridge e Oxford e começaram suas carreiras ministeriais como sacerdotes na Igreja da Inglaterra. Ministros leigos entre os Batistas Particulares estudaram e pregavam a teologia Reformada. Para os Batistas Particulares, uma aplicação consistente da teologia Reformada produziria conclusões Congregacionais e Batista. Esse foi o caso em sua Teologia Pactual, que se desenvolveu dentro da unidade e diversidade dos ramos maiores da árvore familiar pactual Reformada.

O coração da teologia pactual Reformada é a distinção substancial entre a Lei e o Evangelho. Esta distinção fundamental foi a base para as expressões mais desenvolvidas das alianças legais e evangélicas, ou o Pacto de Obras e o Pacto da Graça. A teologia pactual dos Batistas Particulares se juntou à unidade Lei-Evangelho relativa à condenação em Adão e à salvação em Cristo. Eles ensinaram claramente as doutrinas do Pacto de Obras e de Graça.[1]

A Confissão de Fé Batista de Londres (1689) confessa o Pacto de Obras, deslocando seus detalhes do capítulo sete para o capítulo seis.

 

Deus criou o homem justo e perfeito, e lhe deu uma lei justa, que seria para a vida se ele a tivesse guardado, ou para morte, se a desobedecesse (CFB1689 6:1, itálicos adicionado).


Mais tarde, no mesmo capítulo, a Confissão descreve a representação federal de Adão. Ele foi “o representante de toda humanidade” a qual foi “imputada” sua culpa e a “corrupção natural”. O capítulo sete identifica especificamente a “lei para a vida” do capítulo seis como uma aliança. Na verdade, afirma que a “lei para a vida” só pode ser uma aliança.

 

A distância entre Deus e a criatura é tão grande, que, embora as criaturas racionais Lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam ter alcançado a recompensa da vida, senão por alguma condescendência voluntária da parte de Deus, que Ele Se agrada em expressar por meio de aliança (CFB1689 7.1, itálicos adicionados).


Os Batistas Particulares se juntaram à unidade da teologia pactual Reformada, não apenas em relação ao Pacto de Obras, mas também ao Pacto da Graça. A salvação em Cristo veio somente pela graça através da fé em Cristo somente em todos os tempos. Os eleitos, dados a Cristo no Pacto da Redenção, recebem os seus benefícios no Pacto da Graça (veja CFB1689 7:2-3).

Os distintivos Batistas Particulares da teologia pactual derivam da diversidade já presente no pensamento Pedobatista. Um grande ramo dentro da árvore genealógica Reformada ensinou que o Pacto Mosaico é o Pacto de Obras em substância. Um ramo semelhante, mas distinto, viu o Pacto Mosaico como uma aliança de obras, embora distinta do Pacto de Obras original. Ambos os ramos atribuíram uma função subserviente ao Pacto Mosaico no que diz respeito a promover o progresso e a revelação do Pacto da Graça. Um terceiro ramo argumentou que o Pacto de Obras foi materialmente “divulgado”, “declarado” ou “revelado” a Israel, embora não tenha formalmente sido “feito” com eles. O Pacto Mosaico não era uma aliança de obras em substância. A característica distintiva da teologia pactual Batista Particular era aplicar essas ferramentas ao Pacto Abraâmico, concluindo que era uma aliança legal, terrena, nacional e tipológica.

Usando a substância lógica da teologia Reformada (Lei-Evangelho), os Batistas Particulares argumentaram que, para desfrutar as bênçãos do Pacto Abraâmica, é preciso obedecer uma lei positiva, a circuncisão. A Desobediência faz perder a herança. Nehemiah Coxe disse: “primeiro nos encontramos com uma Injunção expressa de Obediência a um Comando (e isso de Direito positivo) como a Condição do Participação nessa Aliança”.[2] Esta é a natureza de uma aliança de obras.

Com base nesse fundamento, Batistas Particulares imediatamente conectaram o Pacto Abraâmico ao Pacto Mosaico. Coxe disse:

 

Neste modo de transação [a aliança], o Senhor ficou satisfeito de esboçar as primeiras Linhas daquela Forma de Aliança-Relação, que a descendência natural de Abraão, foi plenamente declarada pela Lei de Moisés, que era uma Aliança de Obras, e sua condição ou termos: faça isso e viva.[3]


A tradição Reformada já fazia esse argumento em relação a Moisés. Os Batistas apontaram que o mesmo arranjo (obediência para bênção) já estava presente com as mesmas partes (Abraão e seus descendentes) e os mesmos comandos (leis positivas) muito antes da ampliação da lei. O período de tempo e a diferença na quantidade das leis foram o resultado da aliança dada aos nômades em oposição a um povo prestes a entrar em um reino completo.

Os Batistas Particulares argumentaram que a Bíblia atribuí a Abraão uma descendência terrena e uma descendência celestial, e ela as classifica em duas alianças diferentes, uma aliança terrena segundo a carne e uma aliança celestial segundo o Espírito. Isso, eles argumentaram, era a exegese intracanônica da própria Bíblia, comparando Gálatas 3-4 e Gênesis 17. Para os Batistas Particulares, o modelo Pedobatista confundiu as duas descendências distintas em uma única aliança e impôs o modelo nacional típico de Israel de baixo [“escravo”] sobre o modelo transnacional antitípico da Igreja celestial [“livre”].[4]

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O Calvinismo Não é Novo para os Batistas: Graça Espalhada pelas Colônias Americanas | Por Thomas S. Kidd

 

Os Calvinistas já dominaram a vida da igreja Batista na América.

Em uma pesquisa de 1793, o historiador Batista John Asplund estimou que havia 1.032 igrejas Batistas na América. Destas, 956 eram congregações Calvinistas. Eles “Batistas Particulares”, porque eles acreditavam na expiação definitiva (“ou redenção particular”), ou seja, que Cristo morreu para a salvação definitiva dos eleitos. Os “Batistas Gerais”, por outro lado, acreditavam que Cristo morreu indefinitivamente pelos pecados de todos que escolhem Ele, e os que os escolhem são uma pequena fração do todo. Mesmo alguns destes, Asplund observa, aceitavam parte da doutrina Calvinista como a “perseverança na graça” [ou “perseverança dos santos” = é impossível que o verdadeiro crente caia da graça].

Como está predominância de Batistas Calvinista surgiu? Tanto Batistas Calvinistas/Particulares quanto Arminianianos/Gerais tem existido nas Colônias Americanas desde 1600. Mas com o grande reavivamento que ouve em 1740, uma profundíssima agitação religiosa e cultural na América colonial, devastou o movimento Batista Geral, e deu origem a um novo tipo de Batistas Calvinistas — os “Separate Baptists” [Batistas Separados].


Um Novo Tipo de Calvinista


Os Batistas Separados da Nova Inglaterra eram tipicamente pessoas que haviam se convertido durante o grande reavivamento, muitas vezes sob a pregação itinerante de George Whitefield (Calvinista) e de outros evangélicos zelosos. Os Batistas Separatistas eram quase todos unanimemente Calvinistas nas suas convicções, e também os grandes Pastores que lideraram a América ao Grande Reavivamento/Despertamento (como Jonathan Edwards). Os convertidos descobriam que suas próprias igrejas e Pastores não apoiavam este reavivamento, então estes começaram a se reunir em “igrejas separadas”.

Mais fazer isso era ilegal. O governo colonial da Nova Inglaterra proibia a criação de congregações não autorizadas, e os Separados começaram a ser perseguidos. Alguns Separados — havia no meio deles as mentalidades evangélicas mais radicais — também reconsideraram a posição dos Congregacionalistas sobre o batismo infantil, chegaram à conclusão de que esta prática carecia de uma justificativa bíblica.
 

Backus: Sem Volta


Isaac Backus, o mais influente Pastor Batista do século XVIII na América, ilustrou perfeitamente a jornada que vai do Grande Reavivamento até a conversão dos Batistas Separados.

Backus que experimentou sua conversão em 1741, escreveu: “Deus, que fez a luz a brilhar na escuridão, brilhou dentro do meu coração com esta revelação da perfeita glória que satisfez totalmente a lei que eu havia quebrado… Agora meu sofrimento, que era muitíssimo penoso, se foi”. Mas a igreja de Backus em Norwich, Connecticut não permitia evangélicos itinerantes pregarem, e o pastor se recusou a exigir um testemunho de conversão de futuros membros da igreja. Então, Backus e uma dúzia de outros membros iniciaram reuniões em pequenos grupos Separados, à parte da igreja. Apesar de sua falta de um diploma acadêmico, Backus passou a servir como pastor Separado.

Backus também passou a ter dúvidas sobe o modo apropriado de Batismo. Ele, como praticamente todas as igrejas das Colônias Americanas, foram batizados quando infantes, mais em 1751, depois de um tempo de oração, jejum e estudos das Escrituras, Backus veio a se convencer que o Batismo era somente para adultos convertidos. Um Ministro Batista visitante rapidamente Batizou Backus por imersão. E milhares de coloniais Americanos que passariam por uma sequência semelhante de conversão e de aceitação dos princípios Batistas.

Porque a transição para convicções Batistas aconteceu debaixo do predomínio Calvinista do Grande Reavivamento, Backus e a maioria desses novos Batistas eram Calvinistas também. Somente alguns dos Batistas “Particulares” ou “Regulares” se associaram a Associação Batista da Filadélfia (fundada décadas antes do Grande Reavivamento) que apoiou os avivamentos. Os Batistas Gerais da Nova Inglaterra, desconfiados da cooperação da cooperação interdenominacional, se opuseram ao Reavivamento. Devido a influência dos Batistas do Livre-Arbítrio ou Arminianismo quase foi extinta da América durante cerca de três décadas. Seus números diminuíram e alguns Arminianos se juntaram a congregações Separadas ou a outras congregações de Batistas Calvinistas.

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Um Encorajamento para Ministros em Provações | Por Fred Malone

 

Muitos entram no ministério para conseguir algo fora dele e não para serem responsáveis mensageiros da Palavra de Deus. Alguns entram para conseguir encorajamento, para se sentirem importantes, para se se sentirem uteis a Deus, para resolver problemas, outros entram pelo prestígio ou pelo poder. Bem ou mal, nenhumas dessas são as razões adequadas. Ninguém irá permanecer ao longo do tempo e sob provações.

Existem tantos possíveis desencorajamentos no ministério do Evangelho. Não porque as pessoas são más. Pois, francamente, todas são iguais, pecadores salvos pela graça, mas que ainda pecam. Para aqueles que pensam que conseguirão fazer seu povo passar desse ponto, ou que encontrarão uma igreja livre de problemas, eles apenas precisam ler Paulo mais atentamente. Não significa que Satanás é invencível, porque ele está agora mesmo em sua agonizante morte, enquanto ataca a todos os que amam a Cristo e O pregam.

O maior desencorajamento para este ministro, e são muitos, está dentro dele mesmo. Especialmente quando se está sob o estresse de provações. Pois, à medida que alguém caminha em Cristo depois de tantos anos, percebe, como Paulo, que ele também é o principal dos pecadores. Ele descobre que se ele não tivesse nenhuma ovelha pecadora, ainda assim, teria um trabalho em período integral para guardar seu próprio coração.

Portanto, eu gostaria de encorajar ministros em provações aplicando o encorajamento do Evangelho de Jesus Cristo para nosso próprio coração, pois é no guardar do coração do ministro que começa o cuidado com o coração do nosso povo. É por isso que Paulo disse a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16).

Existem alguns desencorajamentos únicos que podem fazer parte do ministério do Evangelho, mas existem quatro encorajamentos que têm ajudado a muitos em tempos de aflições.


I. Primeiro, você vai passar por provações e sofrer até certo ponto. Isso pode não ser muito encorajador para você, mas o é para mim. Nosso Senhor nos diz na entrada do caminho para que não nos desencorajemos quando esse tempo chegar. Mateus 10:5-39 é o manual de evangelismo do Senhor. Nós não vemos isso em tais manuais hoje. Ele disse aos discípulos que não veio trazer a paz, mas a espada. Que eles serão odiados por todos por causa de Seu nome. Que os inimigos dos homens serão os de sua própria casa. Que eles devem substituir o temor dos homens que matam o corpo por um temor ainda maior de Deus que pode destruir ambos, alma e corpo, no inferno. Que esse Pai pode protegê-los dos homens. Toda a estrutura do Novo Testamento, dos ensinos do nosso Senhor passando por 1 Pedro até ao Apocalipse, explica que os Cristãos sofrerão; especialmente os ministros de Deus.

Não é comum alguém desfrutar de sofrimento e de martírio. Alguns podem até mesmo buscar crises porque isso os faz se sentirem importantes, fiéis e fortes. Isso é algo egocêntrico e imaturo. 2 Timóteo 2:3, 8-10 e 3:10-12 deixa isso claro. Os fiéis ministros de Deus sofrerão até certo ponto. Haverá aflições. Não importa o quanto você avalie, antecipadamente, o preço, não tem como você entender inteiramente o valor do ministério até que você o experiencie. (Mesmo que você avalie, antecipadamente, o preço do ministério, não tem como entender inteiramente seu valor até que o experiencie).

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❝Citações❞ #1 │ Lewis Bayly │ Os Dois Principais Fundamentos da Prática da Piedade

 

 

Olá pessoal!

 

Pela graça de nosso Deus, iniciamos hoje a série “Citações”. Sabe quando você lê uma frase ou trecho de um livro e quer mostrar para o maior número de pessoas possível, começando pelas mais chegadas? Pois é!

 

Já faz um tempo que estava pensando em um meio de compartilhar as citações que mais me marcaram. Então, desse anelo nasceu a série “Citações”, onde compartilharei com vocês algumas citações das leituras que faço. Espero que seja edificante para vocês como o foi para mim. Que nosso Deus faça assim em, por e para nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

 

•••

 

❝Citações❞ #1 │ Lewis Bayly │ Os Principais Fundamentos da Prática da Piedade

 

Começaremos a série com uma citação pelo Puritano Lewis Bayly, extraída de seu livro “A Prática da Piedade”. A citação é a seguinte:

 

❝Certamente não pode haver piedade verdadeira sem o conhecimento de Deus. Também nenhuma boa prática pode haver sem que o homem tenha conhecimento de si próprio. Por isso, lançaremos o conhecimento da majestade de Deus e da miséria do homem como os principais fundamentos da Prática da Piedade.❞*

 

Essa citação me marcou profundamente assim como todo o livro “A Prática da Piedade”. Deus usou muito esse livro do Lewis Bayly para minha edificação e crescimento espiritual bem no início da minha descoberta da Fé Cristã Bíblica, a Fé Reformada.

 

A frase citada funciona como um princípio que norteia todo o livro. Bayly evidencia o que julgava ser o fundamento da piedade prática: o conhecimento. Mas não qualquer tipo de conhecimento, o conhecimento bíblico relacionado a dois temas principais:

 

(1) A majestade de Deus e

(2) A miséria do homem

 

Esse entendimento acerca de Deus e do homem está no cerne da verdadeira teologia Bíblica, Reformada e Puritana. É difícil ler Bayly falando sobre “a majestade de Deus” e não lembrar que essa era uma das frases preferidas de João Calvino, ou ouvir sobre a miséria do homem e não lembrar da famosa frase de Lutero: “Nós somos mendigos, essa é a verdade”.

 

Como um jovem que desejava ardentemente ser um praticante, essa lição bíblica de Lewis Bayly exerceu uma forte influência sobre mim, desde a primeira vez que o li até este exato momento.

 

Que, pela graça de Deus, possamos lançar mão desse conhecimento bíblico e sermos praticantes da piedade para a glória de Deus!

 

__________

* BAYLY, Lewis. A Prática da Piedade. Diretrizes para o cristão andar de modo que possa agradar a Deus. 1ª Ed. [Tradução: Odayr Olivetti]. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas (PES), 2010, p 46.

 

• Compre esse livro: https://sheddpublicacoes.com.br/vida-crista/272-pratica-da-piedade-a.html

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Feminilidade Bíblica Review #1 │ Ministério de Mulheres │ Por G. Furman & K. Nielson │ Parte 1 de 4

 

 

Olá irmãs! Começaremos uma série com resenhas de livros edificantes, voltados para o público feminino: Feminilidade Bíblica Review.

 

O primeiro livro desta série é “Ministério de Mulheres – Amando e servindo a igreja por meio da Palavra” (Editora Fiel - https://www.editorafiel.com.br/ministerio-de-mulheres/443-ministerio-de-mulheres.html). Este livro é dividido em 4 partes. Para cada parte, faremos um vídeo. Neste primeiro vídeo, falaremos sobre a Parte 1, “O coração do Ministério de Mulheres”, que abrange os seus 3 primeiros maravilhosos capítulos.

 

Acompanhe nossa série! Se Deus quiser, será uma alegria compartilhar um pouco de leituras que temos feito com vocês, irmãs!

 

***

 

Um trecho para estimular a sua leitura de todo o livro:

 

❝Não embainharemos essa espada [a Palavra de Deus] nos diversos ministérios das nossas igrejas, mas a desembainharemos avidamente, expondo jovens e idosos a essas bordas afiadas que penetram 'ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração' (Hebreus 4.12). Não temos esse poder em nós mesmos, precisamos da 'espada do Espírito' (Efésios 6.17), cujo corte é salvador e sustentador da vida.❞

 

Kathleen Nielson, A Palavra no Centro - Ouvindo Deus Falar. In: FURMAN, Gloria; NIELSON, Kathleen (Editoras). Ministério de Mulheres - Amando e servindo a igreja por meio da Palavra. São Paulo: Editora Fiel, 2016, p. 32. Colchetes acrescentados).

 

Abraços,

 

Camila.

 

***

 

Outras leituras que indicamos para mulheres:

 

• Como Ser Uma Mulher de Deus | Por Paul Washer (https://goo.gl/T4RuuC)

• Mulher Virtuosa | Por Paul Washer (https://goo.gl/YUhKbv)

• O Chamado de Cristo Para Mulheres Jovens | Por Thomas Vincent (https://goo.gl/qL7whU)

• 4 Considerações Bíblicas Sobre as Vestimentas de Mulheres Cristãs | Por Camila Rebeca Teixeira (https://goo.gl/WNhvqS)

• Uma Exposição de Provérbios 31 | Por John Gill (https://goo.gl/DaidWp)

• A Sublime Vocação da Maternidade | Por Walter J. Chantry (https://goo.gl/XgDkg4)

• A Relação de Casamento | Por C. H. Spurgeon (https://goo.gl/dXmUsG)

• A Excelência do Casamento | Por Arthur W. Pink (https://goo.gl/eLxwtV)

• 9 Elementos de Um Casamento Cristocêntrico | Por Phil Newton (https://goo.gl/fTnoX1)

• Ensinando os Filhinhos a Orar | Por John Bunyan (https://goo.gl/7wdX3R)

• Uma Palavra aos Pais | Por A. W. Pink (https://goo.gl/kohe3D)

• 10 Coisas Para Fazer Com Seus Filhos Pequenos | Por Jared Longshore (https://goo.gl/3VqoUq)

• Como Ajudar os Seus Filhos na Adoração Congregacional | Por Jared e Heather Longshore (https://goo.gl/qmw4wa)

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Hermenêutica: A Prioridade do Novo Testamento | Por Tom Hicks

 

Um aspecto importante da hermenêutica bíblica (a teoria da interpretação bíblica) é o princípio da “prioridade do Novo Testamento”. No início da Idade Média, Agostinho de Hipona (354-430) expressou a prioridade do Novo Testamento com a frase: “O Novo está no Antigo velado; o Antigo está no Novo revelado”. Agostinho quis dizer que o Antigo Testamento contém tipos e figuras sombrios que só são claramente reveladas no Novo Testamento. Em outras palavras, o Novo Testamento explica o Antigo Testamento. Os Reformadores Protestantes e os Puritanos também olharam para o Novo Testamento para governar sua interpretação do Velho. No início do Confessionalismo Batista Particular, Nehemiah Coxe, concordou com o princípio interpretativo Reformado quando escreveu: “...o melhor intérprete do Antigo Testamento é o Espírito Santo nos falando no Novo”.[1]

O princípio interpretativo da prioridade do Novo Testamento é derivado de um exame das próprias Escrituras. Ao ler a Bíblia, percebemos que textos anteriores nunca interpretam explicitamente textos posteriores. Os textos anteriores fornecem o contexto interpretativo para textos posteriores, mas textos anteriores nunca citam textos posteriores e os explicam diretamente. Em vez disso, o que encontramos é que textos posteriores fazem referência explícita a textos anteriores e fornecem explicações sobre eles. Além disso, a parte posterior de qualquer livro sempre deixa clara a parte anterior. Quando você começa a ler um romance, por exemplo, você ainda está conhecendo as personagens, a configuração, o contexto, etc., mas, mais tarde, à medida que a história avança, as coisas que aconteceram no início do livro fazem mais sentido e tomam um novo significado. Mistérios são resolvidos. As conversas anteriores entre personagens ganham novo significado à medida que o romance se desenrola. Partes posteriores da estória têm o principal poder explicativo sobre as partes anteriores.

O princípio hermenêutico da prioridade do Novo Testamento simplesmente reconhece esses fatos. Seguindo o exemplo da Bíblia, os intérpretes devem permitir que uma revelação posterior na Bíblia explique a revelação anterior, ao invés de insistir em suas próprias interpretações sem a inspiração da revelação anterior, sem referência às explicações autoritativas da revelação posterior.

Uma Resposta à Oposição de John MacArthur à Prioridade do Novo Testamento

Sobre e contra a prioridade do Novo Testamento, John MacArthur afirma que fazer “do Novo Testamento a autoridade final sobre o Antigo Testamento nega a perspicuidade do Antigo Testamento como uma revelação perfeita em si mesmo”.[2] Claro, a afirmação de MacArthur é facilmente revertida. Pode-se argumentar que sugerir que o Novo Testamento não é a autoridade final sobre o Antigo Testamento nega a perspicuidade (que significa “clareza”) do Novo Testamento como revelação perfeita em si mesma. Além disso, MacArthur não explica o fato de que o Antigo Testamento ensina que suas próprias profecias podem ser difíceis de entender porque são dadas em enigmas (Números 12:6-8). O Novo Testamento também reconhece que o Antigo Testamento nem sempre é claro. Ele nos diz sobre “mistérios” no Antigo Testamento ainda por serem revelados (Colossenses 1:26). O significado das “sombras” do Antigo Testamento (Hebreus 10:1) e “tipos” (Gálatas 4:24) apenas ficam claros depois que Cristo veio. Os Batistas Históricos entenderam isso. A Confissão de Fé Batista de 1689 1.7 afirma com precisão: “Nem todas as coisas em si mesmas são igualmente claras na Escritura”. Ou seja, nem tudo na Escritura é igualmente claro, contrariando o que diz John MacArthur. Assim, a crítica de MacArthur à prioridade do Novo Testamento não é consistente com o que a Bíblia ensina sobre o caráter “sombrio” do Antigo Testamento.[3]

Prioridade do Novo Testamento: Dispensacionalismo e Pedobatismo

Para ilustrar como esse princípio da prioridade do Novo Testamento afeta a nossa teologia, considere o exemplo de Dispensacionalistas e de Pedobatistas. Tanto Dispensacionalistas como Pedobatistas permitem erroneamente que o Antigo Testamento tenha prioridade sobre o Novo Testamento. Ambos os sistemas de interpretação leem a promessa de uma descendência em Gênesis 17:7 como uma promessa de um grande número de descendentes físicos de Abraão. Em Gênesis 17:7, Deus diz: “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti”.

Os Dispensacionalistas pensam que Gênesis 17:7 estabelece uma promessa eterna para o Israel nacional, e eles interpretam o Novo Testamento, convencidos que Deus tem planos futuros para o Israel nacional. Os Pedobatistas, por outro lado, pensam que a promessa em Gênesis 17:7 é p Pacto da Graça com Abraão e com todos os seus filhos físicos, o que leva ao batismo de bebês no Novo Testamento e às igrejas intencionalmente mistas contendo em sua membresia crentes e incrédulos.[4]

Se, no entanto, permitimos que o Novo Testamento interprete Gênesis 17:7, então evitaremos o erro cometido pelo Dispensacionalismo e pelo Pedobatismo. Gálatas 3:16 diz: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo”. Note que Gálatas 3:16 nega explicitamente uma descendência plural. A promessa é apenas para um filho e não para muitos. “Não diz: E às descendências” (Gálatas 3:16).

Portanto, à luz do ensinamento claro do Novo Testamento, devemos concluir que tanto Dispensacionalistas como Pedobatistas interpretam mal o Antigo Testamento porque não conseguem permitir que o Novo Testamento tenha prioridade de interpretação. Ambos os sistemas concluem que a promessa à semente de Abraão é uma promessa aos descendentes físicos, e não a Cristo. Este erro leva os Pedobatistas a enfatizar excessivamente uma igreja visível propagada por uma geração natural com sua leitura das Escrituras e leva os Dispensacionalistas a enfatizar excessivamente Israel, quando o Novo Testamento claramente nos ensina a enfatizar Cristo. A promessa da “descendência” é uma promessa a Cristo, não aos homens.[5] Esta não é uma negação de qualquer aspecto coletivo em relação à descendência; em vez disso, reconhece que a semente é Cristo e que, pela união salvífica com Ele, os eleitos também são descendência nEle (Gálatas 3:7, 14, 29). Assim, todas as promessas feitas a Abraão em Gênesis 17: 7 foram feitas a Cristo e a todos os que estão unidos salvificamente a Ele, judeus e gentios. A promessa é, portanto, centrada em Cristo, não centrada no homem, como os Batistas Históricos sempre ensinaram.

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II Coríntios 4

  • Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus... Veja mais

Reflexões

"Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias... Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a malda-de. Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento."
(Salmos 7:11; 5:5-6)
Sola Scriptura!
"E assim fez Ezequias em todo o Judá; e fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o SENHOR seu Deus. E toda a obra que começou no serviço da casa de Deus, e na lei, e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, ele a fez de todo o seu coração, e prosperou."
(II Crônicas 31:20-21)
Sola Scriptura!
"A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente."
(Salmo 19:7-9)
Sola Scriptura!

A Confissão De Fé Batista de 1689

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